A apologia da CEPAL: requisitos para vencer o subdesenvolvimento
Postado em 26 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Escrito por Octávio Rodriguez, um proeminente técnico da CEPAL, a empreitada de “O Estruturalismo Latino-americano” é ambiciosa. Mais do que uma reconstituição histórica do pensamento econômico e social, o livro procura codificar as “idéias-chave” do estruturalismo, mostrar sua articulação como corpo doutrinário relativamente coeso e reivindicar a sua atualidade como alternativa racional ao neoliberalismo e ao marxismo. O artigo é de Plínio de Arruda Sampaio Jr., para o sexto número do Jornal de Resenhas, que acaba de ser lançado.
Fonte: Carta Maior
Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Jornal de Resenhas
O ESTRUTURALISMO LATINO-AMERICANO
Octavio Rodríguez
Tradução: Maria Alzira Brum Lemos
CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA/CEPAL
698 p., R$ 89,00
“O Estruturalismo Latino-Americano” é um substancioso compêndio sobre a formação, consolidação, desdobramento e metamorfose da corrente de pensamento vinculada à tradição política e ideológica do reformismo burguês – tradição que tem como denominador comum a crença de que é perfeitamente possível realizar a utopia de um capitalismo civilizado na periferia do sistema econômico mundial. Escrito por Octávio Rodriguez, um proeminente técnico da CEPAL, a empreitada é ambiciosa. Mais do que uma reconstituição histórica do pensamento econômico e social, o livro procura codificar as “idéias-chave” do estruturalismo, mostrar sua articulação como corpo doutrinário relativamente coeso e reivindicar a sua atualidade como alternativa racional ao neoliberalismo e ao marxismo.
Tendo como referência fundamental as idéias elaboradas no âmbito da CEPAL, o trabalho de Rodriguez não apenas sintetiza e completa seu livro anterior, Teoria do subdesenvolvimento da CEPAL, escrito no final da década de 1970, como amplia o espectro da análise, incluindo temáticas que extrapolam o âmbito estrito da reflexão econômica e incorporando movimentos teóricos que se afastam explicitamente a filiação ao estruturalismo, como é o caso da chamada “Escola de Campinas”, capitaneada por João Manuel Cardoso de Mello e Maria da Conceição Tavares, e da reflexão de Celso Furtado a partir de suas obras O mito do desenvolvimento e Prefácio à nova economia política. Leia o resto do artigo »
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