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Blog do Desemprego Zero

LUIZ GONZAGA BELLUZZO – “Cortar gasto público? Foi essa receita que empurrou a Alemanha para o nazismo em 1933″

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Diante da crise que se aprofunda, o economista e professor titular da Unicamp sugere um tripé para preservar a economia brasileira: estatização do crédito, defesa das reservas cambiais e expansão do investimento público. O governo, adverte Belluzzo, está sendo acossado pela demência de um certo pensamento econômico que pode imobilizá-lo. “O governo brasileiro não pode sacrificar o PAC em nome de uma religião de superávit primário”.

Carta Maior

Retoma inestimável atualidade nos dias que correm – ou talvez fosse mais honesto dizer, nas horas que urgem – a frase bordão proferida pelo presidente Franklin Delano Roosevelt no famoso discurso de posse, em março de 1933. Em meio à Grande Depressão, que destruiria 25% dos postos de trabalho nos EUA, o político de origem conservadora, mas que passaria à história por ter abraçado instrumentos heterodoxos que permitiram tirar os norte-americanos do fundo da recessão, inaugurou seu mandato com uma advertência que, 79 anos depois, presta-se como uma luva a seus pares de hoje, igualmente assombrados por uma crise de gravidade equivalente, ou pior, que a de então. “A única coisa da qual devemos ter medo é do próprio medo”, disse o líder democrata à Nação, a si mesmo e, agora vê-se, à posteridade. Leia o resto do artigo »

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O excesso de pró-atividade

Postado em 23 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

Desde que começou a crise, Lula caiu de cabeça em um ritmo frenético de trabalho. Não passa dia sem que o governo tome decisões.

É bom? De um lado, sim: mostra capacidade de decisão. De outro lado, não. Não basta decidir. Nem basta tomar medidas consideradas corretas sem avaliar todos seus desdobramentos.

Tome-se o caso de ontem. Uma Medida Provisória permitindo aos bancos públicos adquirirem bancos privados. Segundo o governo, uma medida meramente defensiva visando aumentar a segurança do mercado. Segundo o mercado, uma medida que prenunciava uma crise bancária. Ou seja, o resultado foi o inverso do esperado.

Outro caso, a crise do subprime brasileiro. O Banco Central está feito barata tonta, sem ter conseguido ainda mapear os estragos. Enquanto não mapeia, permite toda sorte de boatos e um trancamento adicional do crédito – ninguém vai emprestar para uma empresa sem saber a totalidade da sua exposição nesse jogo.

Quando defendi, aqui, uma espécie de Sala de Situação, o objetivo era uma estrutura formal que organizasse as informações. Há um sem-número de desdobramentos da crise que exige discernimento e visão sistêmica do que está ocorrendo, assim como das implicações sobre os diversos setores de medidas tomadas.

Nessas horas, hiperatividade é tão ruim quanto a inação.

Nos tempos das vacas gordas, o Banco Central – através desse gênio da raça, o Alexandre Schwartsman – tomou a decisão de permitir ao exportador mais tempo com os dólares fora antes de interná-los.

A idéia seria reduzir o fluxo cambial para impedir uma maior apreciação do real. Era uma tolice completa, conforme foi alertado. Enquanto a situação estivesse calma e os juros internos muito acima do internacional, o exportador continuaria trazendo dólares normalmente. A medida seria inócua.  Quando o quadro invertesse, não traria mais dólares. A medida acentuaria a crise. Leia o resto do artigo »

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Entendendo as notícias

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fatos relevantes a serem acompanhados durante o dia:

1. A decisão de Ben Bernanke de começar a atuar sobre os mutuários inadimplentes. Deveria ter sido tomado desde o início da crise. Mas decidiu-se, inicialmente, privilegiar o setor financeiro. A perda de tempo vai custar caro mas, finalmente, entra-se no cerne da questão.

2. Os dados de desaquecimento mundial – China, Europa, montadoras reduzindo produção.

3. A decisão da China de criar uma espécei de subsídio para sua indústria textil. Se descambar para protecionismo, repetirá os EUA em 1929 e ampliará a crise global.

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BOLHA NATIVA: Especulação gera “tombo” de US$ 30 a US$ 40 bi no Brasil

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Valéria Amorim

Economistas ouvidos por Carta Maior (www.cartamaior.com.br) avaliam que cerca de 150 empresas brasileiras estão atoladas em dívidas da ordem de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões, atingidas pela implosão de investimentos especulativos feitos sob a cortina de fumaça de seguro exportador – conforme antecipou Bernardo Kuscinski, nesta página, em sua análise sobre as repercussões da crise no Brasil.

Na realidade, essas empresas são protagonistas locais da mesma “ganância infecciosa”, termo usado por economistas para a febre especulativa que contaminou todo o planeta. Agora se vê que nenhum setor – empresas, bancos, fundos e mesmo pessoas físicas – escapou da compulsão em busca de resultados muito acima daqueles propiciados pela atividade produtiva. “É uma imposição da concorrência capitalista exacerbada pela desregulamentação dos mercados financeiros”, diz um dos economistas ouvidos por Carta Maior.

Significa que a jogatina dita o padrão de retorno dos investimentos no planeta. Dita também o ritmo de trabalho; a redução dos benefícios sociais; o grau de exploração da mão-de-obra (tomando por paradigma a nova fronteira da mais-valia planetária, a China). Os acionistas, por sua vez, exigem que as indústrias atinjam taxas de retorno equivalentes e em prazo competitivo com o padrão oferecido pelo cassino planetário. Caso contrário, acionam a fuga de capitais ou simplesmente desviam seus investimentos e excluem os retardatários de seu portfólio.

A versão brasileira da “ganância infecciosa” é pedagógica para se entender a mecânica do fenômeno, uma vez que arrastou mesmo os tops de linha do empresariado produtivo nacional.

Gigantes como a Sadia, do ex-ministro da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Furlan, e a Votorantim, do empresário Antonio Ermírio de Moraes, conhecido por sua defesa da produção contra o ganho fácil da atividade financeira, já admitiram prejuízos. No caso, são grupos grandes. Dispõem de reservas em caixa para absorver o baque em seus balanços. Não vão quebrar. O mesmo não se pode dizer de muitos – empresas e bancos de porte menor – que ainda permanecem na penumbra de uma teia de prazos vencidos, prejuízos crescentes, telefonemas e contatos ansiosos com credores e autoridades.

Exportadores em sua maioria, as empresas tomaram recursos no exterior em dólar, a juros baixos (0,5% no Japão, por exemplo) investindo em diferentes modalidades de arbitragem de juros, de modo obter ganhos graças à diferença propiciada por taxas reais superiores a 8% no mercado brasileiro (acima da inflação).

Por precaução – mas também por “ganância”- fizeram simultaneamente um hedge cambial, um seguro que supostamente as protegeria de oscilações na paridade entre o Real e o dólar na hora de saldar o empréstimo tomado lá fora. Na realidade era uma forma de ganhar nas duas pontas: com a diferença entre as taxas de juros e com a valorização do Real que anteviam como longa e inevitável, sem atentar para o risco de estouro da bolha mundial. Fé cega na auto-regulação dos mercados… Leia o resto do artigo »

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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa em cerca de 400 municípios

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Jornal da Ciência    

“Educação brasileira é deficiente e queremos mostrar que ela pode ser diferente”, afirma Ildeu de Castro Moreira, coordenador da Semana.

A 5ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), começa nesta segunda (20) em aproximadamente 400 municípios. A mostra segue até o dia 26 deste mês e tem como tema Evolução e Diversidade.

Como os seres vivos do planeta evoluíram até nossos dias? Por que a diversidade da vida na Terra é tão fantástica?. Essas questões poderão ser respondidas durante o evento, o maior da área de ciência no país. No total, 585 instituições ligadas ao setor participam da edição deste ano.

O objetivo da semana é mobilizar a população, especialmente crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, mostrando sua importância para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país.

Em Brasília, a mostra ficará no gramado central da Esplanada dos Ministérios, onde são esperadas cerca de 70 mil pessoas nos seis dias do evento. Serão abordados temas como a evolução da vida, a seleção natural, a evolução social e a diversidade biológica, ambiental, étnica e cultural, a partir dos conhecimentos diversificados da ciência.

As escolas terão prioridade na mostra deste ano na capital. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCT, Joe Carlo Viana Valle, a semana será importante para discutir políticas públicas de inclusão. “Este ano, pretendemos envolver todas as escolas do Distrito Federal. Queremos fazer um trabalho para que as pessoas entendam a importância da ciência e tecnologia na vida delas”.

O coordenador nacional do evento, desde a sua primeira edição, é o físico Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do ministério. Para ele, a proposta é aproximar a comunidade científica, mostrando que a ciência é relevante, influenciando principalmente professores e escolas. Leia o resto do artigo »

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FERNANDO CARDIM – “Será preciso repensar um projeto para o país”

Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O Brasil tem alguns trunfos significativos para enfrentar a crise. Ao contrário de muitos países da periferia do capitalismo, a escala do mercado interno e a existência de uma base industrial ampla e sofisticada dá boa margem de manobra à economia brasileira. Mas é preciso realmente ativar essas potencialidades, defende o economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Carta Maior

Ainda é cedo para antecipar o alcance transformador dos abalos sísmicos que sacudiram o sistema capitalista nas últimas semanas. Solavancos desse porte, todavia, quase sempre empurraram o debate intelectual e a luta política na periferia do capitalismo, renovando a agenda do desenvolvimento e a da democracia.

O Brasil não figurou entre as exceções em nenhum dos grandes marcadores dessa linha do tempo que vai de 1929 à Segunda Guerra, passando pelos choques do petróleo e o do juros, nos anos 70, ao colapso da dívida externa nos anos 80, apenas para citar algumas pontos de baldeação estratégica.

Ainda que menos vulnerável desta vez, ancorado em reservas de US$ 205 bi; e tendo conquistado a auto-suficiência energética; uma ampliação do mercado interno; renovado o leque comercial e promovido uma retomada do investimento público com o PAC, ainda assim, o país não escapará à necessidade de um aggiornamento econômico.

Essa é a opinião do economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A discussão de um novo projeto econômico, no seu entender, tende a se impor à medida em que fica cada dia mais claro que o assoalho que sustentava a dinâmica anterior se desfez. A liquidez abundante e o comércio internacional aquecido dificilmente sobreviverão ao esfarelamento do sistema financeiro mundial.

A etapa seguinte à emergência financeira – centrada, por enquanto, no esforço para destravar os mecanismos de crédito da economia -, requisitará linhas de passagem para um outro padrão de crescimento. Carta Maior acredita que esse debate vai redefinir a agenda política do país, e fará de 2010 uma disputa histórica, marcada por forte sentido de mudança na matriz do nosso desenvolvimento.

A seguir, excertos da conversa de Fernando Cardim com Carta Maior: Leia o resto do artigo »

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Crise financeira nos EUA (para entender as notícias)

Postado em 11 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

1. Não dê muita atenção a entrevistas com economistas. Quem tem informações a dar são os operadores, os tesoureiros, os financistas especialistas em sistema financeiro. No tiroteio atual, modelos macro-econômicos não servem para nada.

2. Dentre os economistas, dê atenção aos que têm pensamento sistêmico e conhecimento histórico. Vale muito mais a visão de conjunto de Delfim Netto, Nakano. Quando ler um economista falando sobre inflação e Selic (Schwartsman) ou contas públicas (Velloso), pode passar batido: é falta do que falar, porque é falta de entender.

3. Conforme alertei no último post sobre “como entender”, o ponto central era a capitalização (isto é, a nacionalização) do sistema bancário mundial (particularmente EUA e Europa). Essa discussão já está vencida. Você precisa prestar atenção, agora, ao noticiário sobre o tamanho do rombo comparado com a capacidade dos Tesouros nacionais. Se o rombo for muito maior, a saída será emissão desenfreada e inflação mundial.

4. No caso brasileiro, o ponto imediato a ser analisado é a conversa que o BC terá com bancos e empresas que entraram na aventura do swap reverso. Se Henrique Meirelles fosse minimamente pró-ativo e responsável, em vez de ir aos EUA receber prêmios inexpressivos, estaria em reunião direta com esses atores, buscando saídas para o impasse. Na próxima semana, se não houver essa concatenação promovida pelo Banco Central, vão pipocar ações judiciais de empresas não querendo pagar e bancos sem recursos. E mais pólvora no noticiário.

5. Fique atento também aos leilões de dólares por parte do BC. Se começar a gastar as reservas por aí, trate você também de comprar dólares, porque o piloto sumiu.

6. Nos próximos dias, caso o BC não atue rapidamente, o travamento da liquidez começará a afetar as empresas da economia real. Haverá uma sucessão de notícias ruins. O papel do BC será o de garantir linhas de financiamento do comércio exterior e prover crédito direto para as empresas. Se se limitar a soltar o compulsório, não vai destravar o crédito. Dinheiro que cair no caixa do banco, o banco não passará para frente. Possivelmente, cairá lentamente a ficha das autoridades monetárias, que logo à frente acionarão os bancos públicos para prover essa liquidez. Leia o resto do artigo »

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Até a Miriam Leitão pede mudanças na política monetária brasileira!

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Banco Central terá que repensar política monetária

Miriam Leitão

Como comentei no Bom Dia Brasil, está na hora do Banco Central rever a política monetária. O contexto da economia mundial hoje é completamente diferente de meses atrás, quando o BC iniciou o ciclo de alta com a escalada da inflação no país.

Este é o dilema que o BC terá que resolver: por um lado, as commodities estão caindo e isso dá um alívio para os preços. Por outro, o real está se desvalorizando, e isso é um elemento inflacionário.

Mas, no momento, a crise financeira mundial é muito mais relevante. E os bancos centrais do mundo inteiro estão reduzindo juros. Aqui dentro, vários setores da economia já começaram a reduzir o ritmo de investimentos.

Não faz sentido manter a escalada de juros nesse contexto, sendo que os nossos já são absurdamente altos.

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