Postado em 29 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Folha de São Paulo
Por GUILHERME BARROS
O Brasil deixou de exportar um volume de US$ 90 milhões para a Argentina no primeiro quadrimestre do ano pela substituição de produtos brasileiros por chineses no país. Segundo levantamento da Fiesp, a participação brasileira na pauta de importação argentina está em trajetória de queda enquanto a China ganha mercado.
O efeito contrário, ou seja, a substituição de importações argentinas da China por produtos do Brasil, também ocorre, mas em menor intensidade. O cálculo da Fiesp é que o Brasil “roubou” da China um volume de exportações equivalente a US$ 36,6 milhões.
No saldo final, no entanto, a China levou uma vantagem de US$ 52,3 milhões sobre o Brasil no mercado argentino, apenas no primeiro quadrimestre.
“A Argentina deixar de comprar do Brasil para negociar com a China é um absurdo. É inadmissível o desvio do comércio no âmbito do Mercosul”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London junho dEurope/London 2009
No primeiro trimestre de 2009, a balança comercial foi positiva, mostrando um superavit de 3.900 milhões de dólares. Por outro lado, a conta capital e financeira continuou a sua tendência descendente e fechou com um déficit de 1.831 mil
No primeiro trimestre de 2009, a balança comercial foi positiva, mostrando um superavit de 3.900 milhões de dólares. Por outro lado, a conta capital e financeira continuou a sua tendência descendente e fechou com um déficit de 1.831 mil dólares.
Embora o balanço de conta corrente foi positivo, é importante esclarecer que não foi devido ao aumento das exportações, mas uma forte queda das importações.
E.U. Exportação de serviços e para o primeiro trimestre de 2009, enquanto as importações diminuíram 26% o fizeram a uma taxa de 35%. Este diferencial é a razão para a queda excedente comercial. Algo comum em épocas de recessão, quando a demanda por produtos importados é reduzida, não só de bens de consumo, mas principalmente na capital e insumos.
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Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“E enquanto não tivermos industrialização os empregos gerados continuaram sendo de no maximo 2 salarios minimos ” – Requião
Governador do Paraná defende investimento maciço no setor produtivo para transpor os efeitos da crise econômica internacional
Fonte: Brasil de Fato Brasil de Fato
Por Mário Augusto Jakobskind
O Governador do Paraná, Roberto Requião, acredita que o Brasil está numa encruzilhada: ou se fazem fortes e maciços investimentos industriais, criando condições para o desenvolvimento real, ou “selamos a nossa história como meros produtores de commodities agrícolas, consolidando augusta presença no mundo subdesenvolvido, do atraso, da periferia”. E, se isso acontecer, acrescentou, o Brasil se reduzirá a espaço para as plantationsdas multinacionais”.
Essa opinião foi apresentada por Requião no seminário “Alternativas para o Brasil enfrentar a crise”, evento realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, e organizado por dez entidades, entre as quais o Conselho Regional de Economia, além do jornal Monitor Mercantil.
No entender de Requião, uma das medidas para se enfrentar a crise financeira cada vez mais presente no setor produtivo da economia brasileira é a estatização do crédito. O governador defende que, em vez de repassar dinheiro para os bancos investirem em títulos do Tesouro, o Estado deve conduzir uma política de financiamento extremamente agressiva, forçando também o sistema bancário a abrir linhas de crédito para ao empresariado brasileiro, especialmente para a indústria. Requião cobrou a efetivação de uma política industrial, que nunca sai do papel, e lembrou o que considerou óbvio, ou seja, que “sem industrialização não há desenvolvimento”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
O Brasil aplicará, nos próximos dias, US$ 10 bilhões em títulos do Fundo Monetário Internacional (FMI), tornando-se credor da instituição, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A decisão é possibilitada pela solidez das contas externas e atende à conveniência de diversificar as reservas cambiais, que atingiram US$ 204,6 bilhões em 9 de junho. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, enfatizou que “o Brasil mais uma vez reafirma seu forte papel de liderança entre as economias emergentes”.
Com o anúncio, o País cumpre compromisso assumido na reunião de cúpula do G-20, em Londres, em abril. O FMI deverá receber aportes de US$ 750 bilhões para enfrentar a crise e financiar a retomada, sobretudo do comércio global. Do montante total, US$ 500 bilhões deverão ser aportados pelos países-membros do G-20. No grupo dos Brics, a China comprometeu-se a aplicar US$ 50 bilhões e a Rússia, US$ 10 bilhões, mas a Índia ainda não anunciou o montante. Os Estados Unidos se comprometeram a destinar US$ 108 bilhões ao FMI, mas o Congresso ainda não aprovou a aplicação dos recursos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Estão atrasadas 18 obras de construção de hidrelétricas no país
Fonte: O Globo
Por Gustavo Paul
A despeito do discurso otimista do governo, a expansão do sistema elétrico nacional está esbarrando em entraves ambientais e jurídicos envolvendo questões indígenas. Aguardando esse sinal verde, o país está deixando de iniciar a construção de hidrelétricas capazes de produzir cerca de 19,5 mil megawatts (MW) de energia nos próximos anos, quase 20% da atual capacidade de geração brasileira. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão atrasados pelo menos 18 empreendimentos hidrelétricos, que representam três vezes a potência das duas usinas do Rio Madeira – Jirau e Santo Antonio – em Rondônia, as maiores obras do setor em andamento. As novas hidrelétricas são consideradas fundamentais para possibilitar o crescimento do país, a um custo menor, na comparação com outros tipos de geração de energia.
Jirau, com seus 3.300 MW de potência, deixou de fazer parte da conta dos atrasados no início de junho, mas protagonizou um episódio exemplar dos problemas vividos pelo setor elétrico. Por semanas, a empresa Energia Sustentável do Brasil travou uma queda de braço com os governos de Rondônia e de Porto Velho em torno da mitigação do impacto ambiental. Enquanto isso, a obra ficou parada. Só depois de se comprometer a pagar mais R$114 milhões em ações para prefeitura e estado, a obra foi liberada pelo Ibama. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Cícero disse que há pessoas capazes de interpretar os desejos (profecias) dos deuses. Concluiu, portanto, que deveríamos admitir que os deuses existem, mesmo quando se possa argumentar que as profecias às vezes não se realizam. O contra-argumento é falso, diz ele. Do fato de que nem todos se curam de suas doenças não podemos deduzir que a ciência médica não existe. O problema é que é conveniente ter deuses. Ademais, o Evangelho aconselha que se dê atenção ao que dizem os outros (até os inimigos). São Paulo, em particular, afirmou que nunca se deve desprezar uma profecia.
Os escolhidos transmitem a vontade dos deuses a qualquer momento. O instante mais propício, entretanto, é quando a Terra reinicia (por convenção do calendário gregoriano) o seu movimento quase circular em torno do Sol. Misteriosamente, janeiro deixa de ser a continuação do dezembro que o antecedeu e parece haver uma descontinuidade que nos assombra. Isso obriga os escolhidos a revelarem as profecias confiadas pelos deuses. Uma hipótese alternativa para a conclusão de Cícero, que não compromete nem o Evangelho nem São Paulo, é que talvez quem transmita os desejos (as profecias) não seja intérprete dos deuses, mas os próprios sob máscaras humanas. Entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, assistimos a pelo menos seis pítias (com máscaras de economistas) transmitindo profecias pelo Delfos moderno: a imprensa escrita, falada e televisiva. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Léo de Almeida Neves
Na segunda metade do século 19, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e do Brasil eram praticamente equivalentes. Os Estados Unidos avançaram celeremente e o Brasil estagnou ou retrocedeu. Por quê?
Porque os norte-americanos fizeram a reforma agrária e nós até agora não a completamos. A América do Norte incrementou a indústria de base, a navegação marítima, explorou minério, tirou de suas entranhas o petróleo e, principalmente, praticou a democracia, estimulou a iniciativa individual e o desejo de crescer na vida ensinados pela religião protestante.
De sua parte, o Brasil mantinha o regime escravocrata, sendo a derradeira nação do mundo a abolir a escravidão. Os anos finais de império e a primeira República marcaram-se por equívocos e inépcia generalizada. Nos pleitos escolhiam-se candidatos a bico de pena, isto é, escrevendo o nome ditado pelos chefetes políticos e por famigerados coronéis dos currais eleitorais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Cristiano Romero
O Brasil está reagindo razoavelmente bem à severa crise econômica mundial graças ao ajuste fiscal que fez nos últimos dez anos, no curso de dois governos de orientação política distinta. Foi esse ajuste que permitiu ao governo, neste momento, reduzir impostos, aumentar gastos, injetar capital em bancos públicos, especialmente, no BNDES, e pavimentar o caminho para a redução da taxa básica de juros (Selic). É preciso, no entanto, evitar dois riscos: o gasto excessivo, que pode limitar o alívio monetário promovido pelo Banco Central (BC), e a tentação de manter o superávit primário das contas públicas abaixo dos patamares pré-crise.
Essas recomendações foram colhidas por esta coluna durante conversas, nos últimos dias, com especialistas em Brasil da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A grande vantagem das análises da OCDE, quando comparadas às de instituições como o FMI e o Banco Mundial, é que elas não estão vinculadas a operações de empréstimo aos países analisados. A OCDE também faz recomendações de políticas, mas elas são o que são: conselhos, dicas, sugestões. Talvez, por isso, suas análises sejam amplas e profundas. Não são, claro, desinteressadas. Elas seguem o ideário de uma organização capitalista, defensora do livre-mercado.
Mesmo não sendo um membro da OCDE, o Brasil tem Leia o resto do artigo »
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