Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
por Rodrigo Loureiro Medeiros
Muitos fatores tumultuam a agenda de construção e consolidação institucional do Mercosul. Seria possível o Brasil aceitar um projeto de integração sul-americana sob a confusa liderança ideológica do senhor Hugo Chávez? Alguns ainda acreditam que sim e buscam acelerar o Banco do Sul, uma espécie de BNDES do subcontinente, cuja sede está prevista para Caracas.
Numa sociedade democrática e pluralista, algumas questões deveriam ser objetos de maiores discussões. Quem são os principais articuladores e como a respectiva rede de grandes interesses desdobra-se nos diversos espaços nacionais envolvidos? Estariam esses agentes reproduzindo, conscientemente ou não, a histórica concentração dos benefícios e a socialização dos prejuízos a partir da utilização de recursos públicos? O processo em curso mostra-se hermético e, portanto, suscetível ao tráfico de influências? Quais são as efetivas regras do jogo desse processo? Estariam elas ao sabor dos personalismos? Leia o resto do artigo »
Postado em Rodrigo Medeiros | 2 Comentários »
Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
IDÉIAS, INSTITUIÇÕES E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: ALGUMAS BREVES REFLEXÕES
John K. Galbraith, em seus numerosos e preciosos trabalhos, chama constantemente a atenção de seus leitores para “a tirania das circunstancias”. Institucionalistas certamente consideram que há circunstâncias nas quais os processos em curso impõem uma lógica perversa que, em muitos casos, estrangula a capacidade dos governantes e das sociedades na realização de transformações profundas, por mais desejadas que sejam. Ainda que o Brasil esteja navegando por esses mares, avanços podem e devem ser feitos.
Postado em Desenvolvimento, Rodrigo Medeiros | Sem Comentários »
Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Jornal Monitor Mercantil, 20-06-07.
por Rodrigo Loureiro Medeiros
“Idéias, conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens – estas são as coisas que por sua natureza deveriam ser internacionais. Mas deixe-se que os bens sejam caseiros sempre que seja razoável e conveniente, e acima de tudo deixe-se que as finanças sejam principalmente nacionais”. John Maynard Keynes, National Self-Sufficiency (Yale”s Review, 1933).
Logo após o término do Programa de Metas, mergulhou-se intelectualmente na investigação das causas da inflação brasileira. Diversos estudiosos buscaram diagnosticar as dificuldades de se sustentar o processo de desenvolvimento econômico brasileiro com uma inflação moderada. A inovadora análise de Ignácio Rangel destacou-se.
O problema precisaria ser encarado de forma estrutural, ou seja, qualquer política ortodoxa agravaria o quadro recessivo e não seria capaz de desenvolver de forma sustentada o país. Situações inflacionárias de câmbio e de custos permeavam a história econômica brasileira ao longo do século XX. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Rodrigo Medeiros | Sem Comentários »
Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Rodrigo Loureiro Medeiros, pesquisador associado à REGGEN/UNESCO
Fonte: Valor Econômico, 11de setembro de 2007
Um instigante debate que se processa nos países mais desenvolvidos diz respeito aos seus respectivos sistemas democráticos de representação. Muitas reformas institucionais foram impulsionadas na esteira dos desdobramentos dessas discussões. A Suécia, por exemplo, vem realizando, desde a década de 1990, importantes reformas no seu sistema de tributação para enquadrar soluções para os complexos problemas manifestados nas questões ambientais, na previdência nacional e na competitividade global de sua economia.
A visão de que se precisa trabalhar com transparência e planejamento não é alvo de querelas nas sociedades mais desenvolvidas. Reconhece-se, no entanto, que os grandes interesses pesam no processo político. Nos EUA, o ambiente da equidade democrática descrito por Alexis de Tocqueville foi sendo progressivamente solapado pelo que hoje se convenciona chamar de corporatocracy. Democracia entre iguais, diga-se de passagem, visto que existia escravidão nas 13 colônias. Além do mais, entre seus Pais Fundadores havia senhores de escravos.
Para um aristocrata francês, um marquês, tratava-se de uma dinâmica nova de sociedade. A dinâmica da experimentação coletiva do associativismo liberal diferenciava-se da rigidez social do Velho Continente. Uma nova força surgiria e se difundiria pelo mundo. Os progressistas do Norte triunfariam sobre os escravistas do Sul na Guerra Civil e, posteriormente, o mercado interno norte-americano seria expandido. Não se admitiu um país dividido em dois sistemas. As lideranças assumiram seus respectivos papéis no processo.
O grande debate intelectual atual revisita a história e busca compreender Leia o resto do artigo »
Postado em Rodrigo Medeiros | Sem Comentários »