Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*
Na sua edição de 30 de abril de 2008, páginas amarelas, a revista Veja entrevista Edmund Phelps, Nobel de Economia 2006. Phelps fala sobre a recessão nos EUA e faz alguns comentários sobre a América Latina e o Brasil.
Na entrevista, a Veja puxa o assunto do “pleno emprego”, sinal de que a gradual oscilação do pêndulo político-ideológico preocupa os conservadores no Brasil. A visita a este blog de anônimos, que se escondem covardemente atrás de pseudônimos, não deve ser encarada como mera coincidência do tempo presente.
Analisando a crise nos EUA, Phelps é enfático: “Seria útil se os Estados Unidos colocassem em prática a regulamentação que já existe. Minha impressão é que o Federal Reserve [o banco central norte-americano] não foi tão crítico quanto deveria ter sido em relação às práticas de empréstimo no mercado” (p.15). Como discordar do doutor Phelps nesse ponto? Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008


Rodrigo Loureiro Medeiros** & Gustavo Santos *
Todas as sociedades vivem embates internos parecidos com os descritos por José Ingenieros em ‘O homem medíocre’, cuja primeira edição data de 1913 [i]. Ingenieros analisa como duas forças se chocam nas sociedades e definem os rumos da sua evolução. Idealismo e mediocridade são essas forças.
Os idealistas podem ser divididos em dois grupos: românticos (paixão) e estóicos (virtude). A maturidade e o acúmulo de experiências são caminhos que levam os românticos ao estágio dos estóicos. Medíocres são pessoas sem ideais. Possuem idéias que se baseiam no senso comum; são pragmáticas, intransigentes e rejeitam o bom senso.
José Ingenieros argumenta ao longo do seu clássico ser a mediocracia perigosa para as sociedades, pois ela trava os respectivos progressos sociocultural, institucional, econômico e tecnológico. Uma das faces do projeto mediocrático no Brasil é a seguinte: “O custo da mão-de-obra é caro neste país e, por isso, não se tem competitividade global”.
Não é preciso muito esforço para se demonstrar que os custos do fator trabalho nos EUA, no Japão e na União Européia, por exemplo, são mais elevados do que os praticados no Brasil [ii]. A questão górdia do processo evolucionário das organizações está na busca pelo desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes (grau de utilização dos fatores de produção) e eficazes (alcance dos objetivos a partir da utilização dos fatores de produção). Dificilmente o Brasil se viabilizará como nação a partir do padrão asiático. O enorme giro da mão-de-obra nas empresas traduz a opção tardia pela internalização do fordismo no Brasil. De 1980 a 2005, houve perdas de 20% do poder aquisitivo dos trabalhadores, ao passo que a produtividade permaneceu estagnada [iii]. Como se pode esperar debater seriamente competitividade sistêmica, produtividade e inovação no século XXI a partir da perspectiva mediocrática? Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Livro: Leituras em Economia e Administração
Organizador: Wilson Alves de Araújo
ISBN: 978-85-60951-02-4
Ano: 2008
Páginas: 150p
Editora: Opção livraria e editora
Contatos: editora@opcaolivros.com.br
Resenha escrita por Rodrigo Loureiro Medeiros*
Desde a década de 1970 observa-se uma seqüência de fatos que influenciou os rumos do sistema economia-mundo. A ruptura do padrão dólar-ouro, os choques do petróleo e a emergência do paradigma de produção flexível integram esse complexo quadro. O paradigma fordista foi cedendo gradualmente espaços para a eficiência do Sistema Toyota de Produção.
Para os países do denominado Terceiro Mundo, essas transformações viriam acompanhadas da elevação brutal da taxa básica de juros nos EUA. Governos conservadores anglo-saxônicos – Margaret Thatcher (GB) e Ronald Reagen (EUA) – promoviam ideologicamente um retorno ao clássico liberalismo econômico. A América ibérica, por sua vez, iria encarar a crise da dívida externa e a desorganização das finanças públicas ao longo dos anos 80. Na década seguinte, a onda neoliberal – desregulamentação, privatização e liberalização da conta de capitais – marcaria um processo de destruição não-criadora vivenciado pelos povos da região. O desemprego e a informalidade nos mercados avançavam nas respectivas economias e o tão sonhado projeto de integração sul-americana perdia fôlego.
Imersos em problemas internos e presos a uma agenda do passado, as sociedades ibero-americanas ingressariam no terceiro milênio com a árdua tarefa de enfrentar desafios de naturezas diversas. No campo das demandas sociais, as agendas de urgência não poderiam ser abandonadas. A estrutura econômico-produtiva, por sua vez, reclamava uma revisão em prol de uma maior competitividade internacional. O Leste asiático caminhava a passos largos para se tornar a oficina do mundo. Como os países ibero-americanos deveriam se posicionar? Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2008

Rodrigo Loureiro Medeiros*
O relatório de mercado do Banco Central do Brasil, o Boletim Focus (20/03/2008), vem apontando tendências preocupantes. Segundo as estimativas, há perspectivas de déficits em transações correntes para 2008 (US$-9,75 bilhões) e 2009 (US$-13,00 bilhões). O ritmo de crescimento econômico, por sua vez, deverá sofrer desaceleração nos próximos tempos, 4,5% para 2008 e 4,0% para 2009. Abaixo, portanto, dos 5,4% de 2007.
Onde estariam os efeitos multiplicadores do PAC?
Quanto à Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, o respectivo relatório aponta para 12,00%a.a., em 2008, e 11,75%a.a., em 2009. Profecias auto-realizáveis? Parece até um reforço, uma espécie de tropa de choque, para Meirelles manter elevada a taxa básica de juros brasileira. Não se pode deixar de notar que as médias das taxas básicas nominais dos países estão na casa de um dígito há algum tempo. Quando se descontam as respectivas inflações nacionais, há taxas básicas reais negativas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London março dEurope/London 2008
Rodrigo L. Medeiros*
Conta o renomado historiador econômico David Landes, em ‘Dinastias’ (Elsevier, 2007), que John D. Rockefeller (1839-1937) começou a fazer caridade para limpar o nome da família da má fama de predadores adquirida pelos barões ladrões do capitalismo norte-americano. No entanto, o norte-americano médio ficara desconfiado no primeiro momento das reais intenções de Rockefeller.
O governador de Wisconsin, Robert La Follette disse: “Li ontem que Rockefeller compareceu novamente a um círculo de orações; amanhã, estará fazendo doações a alguma universidade. Ele dá com duas mãos, mas rouba com muitas” (FOLLETE apud LANDES, op. cit, p.231). Não se precisa gastar muito tempo para perceber que o capitalismo brasileiro não contou com os sentimentos de co-responsabilidade de um Rockefeller, que apesar de jogar duro na arena econômica, reconhecia a necessidade de serem criados bens públicos para sua sociedade. Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Rodrigo Loureiro Medeiros (?)
Fonte: OBSERVATORIO IBEROAMERICANO DEL DESARROLLO LOCAL Y LA ECONOMÍA SOCIAL.
Resumo:
O artigo em questão aborda o renascimento do pensamento desenvolvimentista na América Latina. Suscitam releituras dos intelectuais desenvolvimentistas os fracassos das políticas neoliberais em fornecer respostas satisfatórias aos dilemas da região. A escola cepalina passa a ser um ponto de passagem intelectual obrigatório para se debater novos projetos. Como não existem soluções prontas ou mesmo transplantáveis, as sociedades latino-americanas enfrentam os desafios da experimentação institucional. Questões associadas a projetos de integração regional integram o escopo desse artigo.
Palavras-chave: pensamento desenvolvimentista; América Latina; novos projetos; experimentação; integração regional.
(?) Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, pesquisador associado à REGGEN/UNESCO e membro da rede EFE do Levy Economics Institute of Bard College.
artigooidlesrmedeiros2008.pdf
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Versão do artigo publicado na Revista Intellectus (http://www.intellectus.uerj.br/).
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc. (Reggen/Unesco)
Discutir o tema desenvolvimento nunca foi uma tarefa simples no Brasil. Desde os calorosos debates entre desenvolvimentistas e monetaristas na década de 1950, este tema tem sido alvo de polêmicas entre progressistas e conservadores. No entanto, houve épocas em que a temática do desenvolvimento ganhou os corações e as mentes de brasileiros e brasileiras: o governo democrático de JK (1956-1961), que soube elevar a auto-estima nacional ao nível dos desafios da época, é um exemplo de sinergia gerada entre os diversos setores da vida nacional.
A eleição presidencial de 2002 marcou, de certa forma, no Brasil, a retomada da idéia de projeto democrático nacional de desenvolvimento. O Estado nacional tem um papel importante no desenvolvimento do País. Todos os quatro principais candidatos, inclusive o do governo FHC, recusaram o modelo adotado na década de 1990: “mercados são bondes condutores da prosperidade, deixem apenas que eles funcionem!” Não é necessário divagar muito para ver que o agravamento da questão social no Brasil traz riscos à ordem democrática.
A precarização das relações de trabalho - desemprego e subemprego -, o aumento da violência e a ausência de perspectivas dos jovens são fatores que geram instabilidade social. Um indivíduo que caminhe pelas principais cidades do País pode facilmente constatar que a vida em uma nação com brutais desníveis socioeconômicos não pode ser tranqüila. Contrariando a lógica hegemônica, os quatros principais presidenciáveis daquele tempo convergiram na campanha para a importância do papel do Estado na promoção do bem-estar da nação. O Estado, por exemplo, deve formular e implementar políticas ativas para desenvolver regiões, gerando renda e ajudando a integrar os diversos mercados internos, de forma a criar sinergia entre os diversos elos das cadeias produtivas.
Buscar-se-á refletir de forma contextual e global sobre o tema desenvolvimento democrático a partir de uma perspectiva brasileira. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Rodrigo Loureiro Medeiros*
O ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, concedeu uma entrevista à Agência Estado (31/12/07), na qual ressaltou a importância de uma política industrial baseada em inovações.
No final de 2003 o governo Lula liberou as Diretrizes de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. Pensou-se naquele momento que se entraria em um novo tempo de cooperação público-privada para o desenvolvimento nacional. Infelizmente a ortodoxia econômica gerenciada pelo senhor Antonio Palocci (PT-SP), então ministro da Fazenda, abortou qualquer tentativa estrutural de se construir um novo pacto capital-trabalho. Uma gestão macroeconômica denominada “ortodoxia de galinheiro” por Paulo Nogueira Batista Jr. seguiu o continuísmo fatalista da era fernandista. “Estamos em tempos de globalização, não há nada que se possa fazer (…)” Tais cantilenas estão esvaziadas pelas evidências empíricas recentes.
Com mais de 50% da força de trabalho brasileira precarizada (informalidade + desemprego), sabe-se bem o que mercados sob a concorrência imperfeita podem fazer. A taxa de investimento brasileira, medida pela formação bruta de capital fixo, não tem ultrapassado 20% do PIB. Certamente algo que incomoda os defensores do atual modelo econômico, pois os demais países em desenvolvimento que chamam a atenção apresentam taxas de investimento bem superiores. Leia o resto do artigo »
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