Postado em 7 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho *
A presente discussão sobre a necessária ou não prorrogação da CPMF trouxe até o momento algumas vantagens. Uma delas é a elevação do grau de conhecimento da opinião pública sobre a própria destinação desta contribuição. Ficou claro que a sua arrecadação não se destina exclusivamente para o custeio dos gastos da Saúde, por exemplo. O próprio ministro da área, José Gomes Temporão, já lamentou publicamente o fato de cerca de R$ 50 bilhões terem deixado de ser aplicados no setor, nos últimos anos.
Ficou igualmente esclarecido que uma parte desta arrecadação destina-se, a rigor, à formação do chamado superávit primário Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho* 28/11/07
Em meio às negociações para a aprovação da prorrogação da CPMF/DRU, no Senado Federal, o governo havia se comprometido em apresentar até o final deste mês de novembro uma nova proposta de reforma tributária. Dada a complexidade da matéria e seu potencial de divergências – em termos de interesses que sempre podem ser afetados em uma discussão desse tipo – o governo agora adia naturalmente o cumprimento de sua recente promessa. Contudo, desde o anúncio da “promessa”, quem tem um mínimo de noção sobre o assunto e especialmente a consciência sobre a natureza do governo Lula sabia que a jogada era mera encenação. Pela forma com que Lula governa, pelas suas atuais crenças e compromissos com o sistema financeiro é lógico que o que poderemos ter, mais à frente, será no máximo mais um remendo – nos moldes do que vem sendo feito nos últimos anos, tanto por FHC, quanto pelo próprio Lula.
Não que essa não seja uma importantíssima discussão e uma premente necessidade, mas o que precisamos, na área tributária, é de uma nova estrutura que garanta que quem venha a pagar impostos com mais rigor sejam os ricos e detentores de propriedades, especialmente na área rural, ao mesmo tempo em que pobres e assalariados venham a ter a sua respectiva carga tributária reduzida. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho* 22/11/2007
Está em curso uma pesada campanha difamatória contra os novos dirigentes do IPEA – o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão atualmente subordinado ao recém-criado Ministério de Assuntos Estratégicos, e presidido pelo economista Márcio Pochmann.
O pretexto para a orquestrada campanha foram mudanças de natureza administrativa, que começam a ser operadas no órgão, a partir da posse dos novos dirigentes do Instituto, que conta também com a participação de João Sicsú, assim como Pochmann, acadêmico dos mais qualificados, além de professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Algo que seria absolutamente corriqueiro – inclusive com amplo amparo e exigência de normas administrativas e legais em vigor – passou a ser apresentado em veículos da grande imprensa como um triste exemplo de perseguição ideológica e cerceamento ao livre exercício analítico e de pesquisa que deveriam caracterizar o trabalho dos pesquisadores dessa instituição.
A campanha teve início no dia 15/11, em matéria assinada por Guilherme de Barros – “IPEA expurga economistas divergentes” -, na Folha de S.Paulo Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho
coordenador geral do Sindicato dos Economistas do Rio (Sindecon-RJ).Nas últimas eleições presidenciais, e particularmente no segundo turno – quando Lula se viu na necessidade de se diferenciar de Geraldo Alckmin, o candidato tucano – o atual presidente da República fez questão de colocar o tema das privatizações como fator de diferença importante com o seu desafiante.
Lula e sua campanha procuravam capitalizar o patente descontentamento de largas fatias do eleitorado, da opinião pública e da cidadania com a malfadada experiência do PSDB e seus aliados que, na gestão de FHC, promoveram um ambicioso programa de privatizações, com a promessa de reduzir a dívida pública, aumentar investimentos nas áreas social e de infra-estrutura e melhorar a qualidade dos serviços a serem prestados pela iniciativa privada.
Na ocasião, o candidato do PSDB não soube – ou não o quis – lembrar ao eleitorado que Leia o resto do artigo »
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