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Blog do Desemprego Zero

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O PIB potencial não é o problema

Postado em 1 dEurope/London novembro dEurope/London 2007

Matías Vernengo

Por muito tempo, possivelmente devido à alta inflação, alguns conceitos da teoria macroeconômica tradicional eram considerados irrelevantes no Brasil.  Por exemplo, nos anos 80 economistas da PUC do Rio mostraram que a curva de Phillips não tinha relevância nos trópicos.  Um inesperado efeito negativo da estabilização é o crescente uso de conceitos da sabedoria convencional, que em geral, são perniciosos e dificultam a compreensão dos nossos problemas, em lugar de clarificar.  Esse é o caso da redescoberta do Produto Interno Bruto (PIB) potencial.

O PIB potencial mede a capacidade máxima de crescimento da economia.  Se a economia crescer além do PIB potencial pressões inflacionárias aparecerão imediatamente.  Sérgio Werlang, em artigo recente no Valor Econômico, argumenta que, de acordo com uma pesquisa do Banco Itaú, a tendência de expansão do PIB passou de 1,9%, entre 1996 e 2002, para 3,9%, a partir do final de 2002.  Na última Conjuntura Econômica dois cenários extremos são propostos para calcular o PIB potencial.  No cenário otimista, o crescimento do PIB potencial seria de 4,6% em 2008 e chegaria a 5,4% em 2015.  No cenário pessimista, a taxa de crescimento do PIB potencial se manteria em torno de 3,5%, de 2008 a 2015.

Não cabe aqui uma discussão Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Matías Vernengo | 9 Comentários »

A Bolsa ou a Bolha!

Postado em 31 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

escrito por José Carlos de Assis

            São bem conhecidos na história econômica os investimentos que se tornam bolhas. Agora temos o caso de uma bolha que virou investimento. A Bolsa de Valores de São Paulo decidiu que vale mais de R$ 16 bilhões e, num único pregão de lançamento, recolheu mais de R$ 6 bilhões pela venda de parte de suas ações. Algo espetacular, sem precedentes, na história dos lançamentos de ações no País. Saudado como prova de vigor do “mercado” e, por extensão, da economia brasileira.
            Não tenho nada contra bolsas em geral ou contra a Bovespa em particular. Trata-se de instituições típicas do capitalismo, embora não essenciais. Vende ações quem quer, e compra quem arrisca. O problema com as bolsas não é o que elas são, em si, mas sim o que representam como poder de arraste para a degringolada do sistema produtivo e do emprego quando entram em crise. Nessas ocasiões, costumam funcionar como instrumento indireto de socialização de perdas.
            Vejamos a natureza do lançamento da Bovespa, Leia o resto do artigo »

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Crônica da escassez anunciada

Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

 (Publicado no Jornal do Commercio de 30/10/07)

Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia

Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia

A grande mídia noticiou, como se fosse algo inesperado, o fato do barril de petróleo ter ultrapassado a marca dos US$ 90. Para a população, usualmente mal informada, pode parecer algo surpreendente, mas os especialistas e os grupos ligados ao mercado desse estratégico energético sabem tratar-se de um fato esperado e, propositalmente, dissimulado.

Mencionam esses manipuladores da opinião pública estarem as cotações do produto condicionadas a fatores adversos e pontuais, como um inverno mais frio no hemisfério norte, a possibilidade da Turquia invadir o Iraque, o acréscimo da demanda na China e na Índia, a tensão permanente no Oriente Médio, um furacão no golfo do México ou um acidente na maior refinaria americana, etc. Enfatizando tais causas, realmente capazes de propiciar turbulências ocasionais nas cotações, mascaram a ameaçadora realidade da crescente escalada nos preços, por estar a capacidade da oferta de petróleo perigosamente próxima da demanda no mercado internacional.

Se todos os fatores adversos viessem a se conjugar, mas, simultaneamente, a produção mundial pudesse ser acrescida, de forma a ainda satisfazer a demanda, neutralizando a perspectiva de escassez, o mercado, certamente, permaneceria calmo. Entretanto, o que os grupos de interesse não divulgam, através da grande mídia, é a catastrófica realidade de, praticamente, inexistir capacidade ociosa de produção de petróleo no mundo, estando a produção atual de cerca de 84 milhões de barris por dia bem próxima do pico máximo. Há mais de uma década renomados estudiosos vêm alertando para um iminente pico, a partir do qual a produção mundial de petróleo será declinante e o preço do barril crescerá em função da sua escassez. Leia o resto do artigo »

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Desenvolvimento e Instituições: um debate necessário

Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

IDÉIAS, INSTITUIÇÕES E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: ALGUMAS BREVES REFLEXÕES

John K. Galbraith, em seus numerosos e preciosos trabalhos, chama constantemente a atenção de seus leitores para “a tirania das circunstancias”. Institucionalistas certamente consideram que há circunstâncias nas quais os processos em curso impõem uma lógica perversa que, em muitos casos, estrangula a capacidade dos governantes e das sociedades na realização de transformações profundas, por mais desejadas que sejam. Ainda que o Brasil esteja navegando por esses mares, avanços podem e devem ser feitos.

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Uma nova agenda de desenvolvimento

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

Jornal Monitor Mercantil, 20-06-07.

por Rodrigo Loureiro Medeiros 

“Idéias, conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens – estas são as coisas que por sua natureza deveriam ser internacionais. Mas deixe-se que os bens sejam caseiros sempre que seja razoável e conveniente, e acima de tudo deixe-se que as finanças sejam principalmente nacionais”. John Maynard Keynes, National Self-Sufficiency (Yale”s Review, 1933).

Logo após o término do Programa de Metas, mergulhou-se intelectualmente na investigação das causas da inflação brasileira. Diversos estudiosos buscaram diagnosticar as dificuldades de se sustentar o processo de desenvolvimento econômico brasileiro com uma inflação moderada. A inovadora análise de Ignácio Rangel destacou-se.

O problema precisaria ser encarado de forma estrutural, ou seja, qualquer política ortodoxa agravaria o quadro recessivo e não seria capaz de desenvolver de forma sustentada o país. Situações inflacionárias de câmbio e de custos permeavam a história econômica brasileira ao longo do século XX. Leia o resto do artigo »

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As Privatizações e o Governo Lula

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

  Paulo Passarinho

coordenador geral do Sindicato dos Economistas do Rio (Sindecon-RJ).Nas últimas eleições presidenciais, e particularmente no segundo turno – quando Lula se viu na necessidade de se diferenciar de Geraldo Alckmin, o candidato tucano – o atual presidente da República fez questão de colocar o tema das privatizações como fator de diferença importante com o seu desafiante.

Lula e sua campanha procuravam capitalizar o patente descontentamento de largas fatias do eleitorado, da opinião pública e da cidadania com a malfadada experiência do PSDB e seus aliados que, na gestão de FHC, promoveram um ambicioso programa de privatizações, com a promessa de reduzir a dívida pública, aumentar investimentos nas áreas social e de infra-estrutura e melhorar a qualidade dos serviços a serem prestados pela iniciativa privada.

Na ocasião, o candidato do PSDB não soube – ou não o quis – lembrar ao eleitorado que Leia o resto do artigo »

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Democracias NA DEFENSIVA?

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

Rodrigo Loureiro Medeiros, pesquisador associado à REGGEN/UNESCO

Fonte: Valor Econômico, 11de setembro de 2007 

Um instigante debate que se processa nos países mais desenvolvidos diz respeito aos seus respectivos sistemas democráticos de representação. Muitas reformas institucionais foram impulsionadas na esteira dos desdobramentos dessas discussões. A Suécia, por exemplo, vem realizando, desde a década de 1990, importantes reformas no seu sistema de tributação para enquadrar soluções para os complexos problemas manifestados nas questões ambientais, na previdência nacional e na competitividade global de sua economia.

A visão de que se precisa trabalhar com transparência e planejamento não é alvo de querelas nas sociedades mais desenvolvidas. Reconhece-se, no entanto, que os grandes interesses pesam no processo político. Nos EUA, o ambiente da equidade democrática descrito por Alexis de Tocqueville foi sendo progressivamente solapado pelo que hoje se convenciona chamar de corporatocracy. Democracia entre iguais, diga-se de passagem, visto que existia escravidão nas 13 colônias. Além do mais, entre seus Pais Fundadores havia senhores de escravos.

Para um aristocrata francês, um marquês, tratava-se de uma dinâmica nova de sociedade. A dinâmica da experimentação coletiva do associativismo liberal diferenciava-se da rigidez social do Velho Continente. Uma nova força surgiria e se difundiria pelo mundo. Os progressistas do Norte triunfariam sobre os escravistas do Sul na Guerra Civil e, posteriormente, o mercado interno norte-americano seria expandido. Não se admitiu um país dividido em dois sistemas. As lideranças assumiram seus respectivos papéis no processo.

O grande debate intelectual atual revisita a história e busca compreender Leia o resto do artigo »

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Casa de mãe Joana

Postado em 23 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

(Publicado no Jornal do Commercio de 17/10/07)

Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia

Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia

Nos últimos tempos, tem sido repetitivo, na mídia, um monólogo de articulistas e personalidades brasileiras, com afirmações do tipo: “a nona rodada de leilões da ANP deve ocorrer, mesmo que o petróleo descoberto seja exportado, pois o Brasil lucra com a exportação” e “se o monopólio do urânio continuar existindo, o Brasil deixará uma riqueza intocada na terra até ela perder seu valor econômico”, sempre em detrimento dos interesses da nossa sociedade e em benefício de interesses particularistas.

Na política mineral, é importante saber que tipo de agente econômico deve explorar cada minério e em que ritmo, identificando as parcelas da jazida destinadas aos consumos próximos e futuros e para exportação. Adicionalmente, deve ser fixada uma taxação justa para a atividade, que remunere o agente e beneficie a sociedade, alem de se objetivar, com a ação dos agentes, a maximização das compras locais dos bens e serviços, da obtenção no país das tecnologias necessárias, da geração de empregos e do impacto no desenvolvimento regional e nacional. Quanto mais importante sob o ponto de vista estratégico for o mineral, maior cuidado deve-se ter no planejamento da sua exploração.

Assim, antes de qualquer decisão ser tomada, torna-se imprescindível saber se o bem mineral é escasso no mundo e no país, o valor do produto mineral no mercado, seus custos de extração e beneficiamento, o grau de dificuldade das tecnologias de exploração, produção e beneficiamento etc. Se um mineral é escasso, é necessário que razoável parcela do elevado lucro gerado em sua comercialização seja retirada do agente econômico e fique para a sociedade. Infelizmente, em nosso país, o lucro advindo da produção de petróleo é pouco taxado, quando comparado com as taxações da Noruega, Venezuela, Bolívia, Equador e outros países.

O petróleo deve ser examinado, também, pela sua importância estratégica para o desenvolvimento do país, outro ponto não considerado na política brasileira para o setor, pois as reservas do nosso país não ultrapassam 25 bilhões de barris, incluindo as já descobertas e as a descobrir. Assim, a nona rodada de licitações para concessão de novas áreas a serem exploradas, já em andamento, não deveria ocorrer, pois as correspondentes descobertas serão todas exportadas, e o modelo do setor, implantado há dez anos, deveria ser reformulado, pois já entregou cerca de dois bilhões de barris, nas sete rodadas já realizadas, a empresas estrangeiras, autorizadas a exportá-los, à medida que forem produzidos.

No caso do urânio, querer exportar Leia o resto do artigo »

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