O PIB potencial não é o problema
Postado em 1 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Por muito tempo, possivelmente devido à alta inflação, alguns conceitos da teoria macroeconômica tradicional eram considerados irrelevantes no Brasil. Por exemplo, nos anos 80 economistas da PUC do Rio mostraram que a curva de Phillips não tinha relevância nos trópicos. Um inesperado efeito negativo da estabilização é o crescente uso de conceitos da sabedoria convencional, que em geral, são perniciosos e dificultam a compreensão dos nossos problemas, em lugar de clarificar. Esse é o caso da redescoberta do Produto Interno Bruto (PIB) potencial.
O PIB potencial mede a capacidade máxima de crescimento da economia. Se a economia crescer além do PIB potencial pressões inflacionárias aparecerão imediatamente. Sérgio Werlang, em artigo recente no Valor Econômico, argumenta que, de acordo com uma pesquisa do Banco Itaú, a tendência de expansão do PIB passou de 1,9%, entre 1996 e 2002, para 3,9%, a partir do final de 2002. Na última Conjuntura Econômica dois cenários extremos são propostos para calcular o PIB potencial. No cenário otimista, o crescimento do PIB potencial seria de 4,6% em 2008 e chegaria a 5,4% em 2015. No cenário pessimista, a taxa de crescimento do PIB potencial se manteria em torno de 3,5%, de 2008 a 2015.
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Postado em Conjuntura, Matías Vernengo | 9 Comentários »


