Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Reinaldo Gonçalves*
Comissão de Política Econômica do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 2008.
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A desaceleração do crescimento econômico brasileiro é a evidência relevante no momento em que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) completa um ano. Frente ao crescimento do PIB previsto de 5,2% em 2007, as projeções divulgadas pelo Banco Central apontam para a mediana de 4,5% em 2008 e 4,0% em 2009 ( Ver Tabela 1, cuja fonte é Focus, Banco Central). Estas taxas são inferiores à taxa de 5,0% que consta no PAC. Desta forma, após um ano de PAC, no lugar da aceleração do crescimento, o que se observa é exatamente o oposto. Há, assim, a interrupção do miniciclo de otimismo que surgiu no segundo trimestre de 2007, quando houve aceleração do crescimento econômico. E, o Brasil continua “andando para trás” quando se considera o resto do mundo. A projeção do FMI de crescimento da economia mundial é de 4,8% em 2008, enquanto os países em desenvolvimento devem crescer 7,4% (Ver Tabela 2). Estas previsões supõem o macrocenário global de “aterrissagem suave” controlado pelas políticas fiscal e monetária dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Adriano Benayon
Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: “Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do Mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.”A especulação é antiga como o Mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros. Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado: “Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo.”
O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu por unanimidade, no início da noite de ontem, manter a taxa básica de juros (a Selic) em 11,25%. A justificativa para tal decisão seria a instabilidade nos mercados financeiros internacionais, resultado da crise do mercado de crédito norte-americano. Além disso, a ata da reunião do COPOM destaca os “riscos” de demanda não desprezíveis, que podem comprometer a meta da inflação.
Conforme já observamos ontem (clique aqui para ler), nossa autoridade monetária sofre de surtos obsessivos inflacionários. Na prática, qualquer sinal de risco é motivo para não reduzir ou alterar a taxa de juros. Ao contrário do que faz o FED, que não gosta de inflação, mas não suporta recessão, o Bacen tupiniquim não sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo: ou anda ou masca chiclete.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Enviada por José Marcio Tavares
23/01/2008 10:20
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Em 98, país perdeu US$ 36 bi em alguns dias; em 2008, R$ 3,3 bi saíram em 16 dias
O economista Reinaldo Gonçalves, professor de Economia Internacional da UFRJ, adverte que “a absurda liberalização financeira e cambial” deixa o Brasil exposto a perder suas reservas cambiais, duramente conquistadas, “em poucas semanas”. Gonçalves classifica de “bobagem” imaginar que acumular reservas equivalentes à dívida externa dê segurança à economia.
“Em 1997, Gustavo Franco (então presidente do Banco Central) disse isso e no ano seguinte perdemos US$ 36 bilhões em poucos dias”, lembrou. Segundo a Bovespa, em apenas 16 dias, R$ 3,36 bilhões já saíram da bolsa”, lembra.
De janeiro a setembro de 2007, estrangeiros lucraram US$ 151,29 bilhões com aplicações em ativos financeiros aqui e compra de American Depositary Receipts (ADRs), recibos pelos quais as empresas do país são negociadas nos EUA. O lucro acumulado em nove meses pelos estrangeiros superou as exportações do país, no mesmo período, de US$ 116,6 bilhões. E equivale às reservas no ano – pouco mais de US$ 160 bilhões.
Gonçalves frisa que esses investimentos deixarão o país um dia, acrescidos dos ganhos: “O governo deveria impedir que o aplicador saísse de um fundo de títulos públicos para comprar dólar e remeter para fora.” Para o economista, que defende o controle de capitais, a abertura indiscriminada da economia obrigou o governo a adotar políticas que deixaram o Estado brasileiro incapaz até de tocar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que completou um ano terça-feira:
“O governo Lula mantém superávits fiscais absurdos e ainda assim o PAC está emperrado. O programa é apenas uma lista de obras que agora já inclui aumento de salário para a PM e até obra no morro do Pavãozinho, quando deveria recuperar a infra-estrutura”, avalia.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O FED mais uma vez ignorou solenemente a teoria econômica convencional e, num “ajuste de emergência”, rebaixou a taxa de juros básica de 4,25% para 3,5%, dando uma possibilidade de respiro ao mercado financeiro internacional. Como nos lembrou recentemente a Professora Maria da Conceição Tavares, o FED não olha uma única meta, mas trabalha conjuntamente as variáveis inflação e crescimento (clique aqui para ler a entrevista).
As conseqüências das medidas foram imediatas. O índice Bovespa valorizou 4,45%, chegando a 56.097 pontos. Já o dólar comercial terminou o dia em queda de 2,07%, cotado a R$ 1,792. A maior parte das Bolsas européias também registraram alta.
Isto serve de lição para nossa autoridade monetária, que aparentemente sofre de surtos obsessivos inflacionários. O FED mais uma vez demonstrou que a atividade de policy maker muitas vezes deve guardar uma margem de segurança em relação às fraquezas da teoria eocnômica convencional. Na hora do “vamos ver”, a autoridade monetária norte-americana não é nada ortodoxa. Graças a Deus!!
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Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do
Blog do Jefferson
O ano de 2010 já chegou. É só olhar os movimentos da oposição – DEM e PSDB. E também de segmentos da imprensa. O sonho da oposição é recuperar o poder em 2010. E para isso, farão de tudo para enfraquecer o governo para a batalha eleitoral de 2010. A vitória da oposição na derrubada da CPMF é apenas um capítulo à parte (clique aqui para saber mais).
Os partidos de oposição juram que têm dois candidatos potenciais – mas só um é realmente candidato – e que o governo não tem nenhum. Essa autoconfiança só seduz jornalistas alinhados. Sabem que se o governo chegar em 2010 fortalecido e a economia bombando, o eleitor poderá ser levado a ter que escolher entre dois projetos políticos. Leia o resto do artigo »
Postado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira | 11 Comentários »
Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Jornal Valor Econômico traz uma reportagem (clique aqui só para assinantes) analisando o aumento de arrecadação do governo em 2007. Segundo a análise, o governo aumentou sua arrecadação em 2007 no montante de R$ 64,88 bilhões (12,19% em termos reais), valor superior aos R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF.
Mesmo assim, o governo vai ter que suar muito para rever a estrutura de gastos, pois a peça Orçamentária de 2008 foi elaborada levando em conta o aumento de arrecadação e a aprovação da CPMF (clique aqui para saber mais sobre o fim da CPMF). Portanto, cortes terão que ser feitos.
Ainda segundo a reportagem, os ganhos de arrecadação vieram para ficar, mesmo tendo em conta o caráter pró-cíclico da arrecadação, oriundo do sistema tributário brasileiro, no qual um quarto da arrecadação de impostos provém do faturamento das empresas. Por fim, ao que tudo indica, o governo deve ter, sobretudo, um problema político e não fiscal. A correlação de forças políticas deve decidir o embate de quem pagará a conta.
Postado em Conjuntura, CPMF: e agora?, Leonardo Nunes, Política Brasileira, Política Econômica, Rive Gauche | Sem Comentários »