Postado em 8 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
Há sem dúvida uma celeuma em torno dos cartões corporativos. Evidentemente que deve servir para alguma coisa, como melhorar o controle das despesas realizadas nessa modalidade. Transformar o tema em bandeira ética, como querem alguns, é um verdadeiro despropósito, que não ajuda em nada a melhora nos gastos públicos. Como disse em outra ocasião, não gosto muito de aventurar na seara ética, pois entendo ser canoa furada. Leia o resto do artigo »
Postado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira | 2 Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão
Infelizmente, no Brasil hoje, é “antiquado” defender que políticas fiscais e monetárias expansionistas resultam em crescimento acelerado. A moda no Brasil é defender superávit público e políticas monetárias e fiscais “responsáveis”. Políticas que em outros tempos eram chamadas de recessivas ou restritivas. A dicotomia expansionista X restritiva é considerada hoje fora de moda. A dicotomia moderna é: “irresponsável” X “responsável”.
É triste ver que a crítica econômica hoje se concentra em regulação financeira. O debate econômico praticamente se restringe à preocupação de impedir crises financeiras. Mas, deve-se perguntar: a quem isso interessa? Eu, particularmente, não estou preocupado se os bancos americanos estão tendo prejuízo ou não. Como 99,9999% dos brasileiros, não tenho ações de banco americano ou europeu. Com quase US$ 200 bilhões de reservas, essa crise dos bancos americanos só vão afetar os brasileiros porque o Meirelles sempre está procurando justificativas para o aumento da taxa de juros. E até surgir essa crise estava difícil de achar motivos para o BC não abaixar os juros. Por favor, pelo menos nós progressistas, não vamos ter medo de sermos “antiquados”, ou seja, precisamos voltar a discutir política monetária e fiscal usando o úteis conceitos: expansionista e restritivo.
Pelo menos nisso, poderíamos imitar os EUA. Lá não há dúvidas, se a economia está em risco de entrar em crise, democratas e republicanos são unânimes: os juros têm que baixar e os gastos do governo subir. No Brasil é o contrário!! Logo que aparece uma crise já vem o BC e a imprensa pedir corte de gasto e aumento dos juros.
Não superestimemos a questão da regulação financeira. A taxa de câmbio mostra que no atual cenário apostar em fugas de capital é uma loucura. Eventualmente, se a diretriz da política econômica mudar, poderá haver alguma necessidade de regulação financeira.
Porém, a questão principal agora é ganhar o debate sobre a funcionalidade da políticas monetárias e fiscais. A despeito dessas considerações, o Nassif traz um bom texto sobre regulação financeira hoje (clique aqui). Apesar da crise americana trazer problemas, eu prefiro muito mais estar na situação dos EUA. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
Rio de Janeiro – Segundo reportagem do jornal Valor Econômico (clique aqui só para assinantes), muitos economistas já alertam para os possíveis efeitos de uma considerável depreciação da moeda brasileira. Os fatores responsáveis por tal possibilidade são a redução do crescimento econômico norte-americano, o aumento à aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais e a queda nos preços das commodities.
Como é sabido, uma abrupta depreciação cambial pode ter efeitos perversos sobre uma economia. Por um lado, pode-se ter um descasamento de moedas, isto é, um descasamento entre ativos em moeda nacional e passivos em moeda estrangeira, que pode resultar em falências e crises bancárias e / ou financeiras. Por outro lado, uma depreciação do câmbio pode gerar pressões inflacionárias, o que obriga o Banco Central, num regime de metas de inflação, a apertar ainda mais a política monetária.
A estabilidade da taxa de câmbio é uma variável-chave numa economia capitalista, pois funciona como âncora de expectativas para a tomada de decisões em investimentos voltados para a exportação. Além disso, ela é importante para a manutenção da competitividade externa e para a saúde do sistema financeiro. Por fim, ela colabora para não gerar pressões inflacionárias.
Portanto, vê-se o equívoco da autoridade monetária ao deixar a taxa de câmbio flutuar livremente, ao sabor de movimentos especulativos e de arbitragem. Estas operações podem ser revertidas num ambiente internacional mais hostil, o que pode implicar uma indesejável depreciação do câmbio.
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Postado em 6 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
As primárias americanas para a eleição presidencial de 2008 colocam em xeque alguns dogmas da política americana. Um freqüente é de que jamais uma mulher seria eleita presidente dos EUA. Outro é que um negro não seria indicado candidato numa eleição majoritária. E também há a crença de que a população hispânica não vota em candidato negro. Todas essas declarações estão sendo reescritas nesta eleição. Obama tem surpreendido não só entre os negros, como também entre hispânicos, tradicional reduto eleitoral dos Clinton. E, certamente, tornou bastante árdua a antes quase certa indicação de Hillary Clinton. Hillary, por outro lado, sendo indicada é grande sua possibilidade de chegar à Casa Branca. O problema é que sua indicação é cada vez mais incerta, ainda mais após os resultados da superterça.
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Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson

Um blog que vem cobrindo as primárias democratas americanas é “O biscoito fino e a massa“, de Ildelber Avelar. Suas análises, gráficos e dados, são uma boa referência para aqueles que desejam saber algo mais sobre as eleições americanas. Olha o que ele colocou em seu blog.
Aí vão algumas observações sobre o estado atual das pesquisas nos estados da Super Terça. Estas primárias democratas não serão do tipo “vencedor leva tudo”, mas também não são exatamente proporcionais. Na maioria dos estados, o vencedor de cada distrito leva a totalidade dos delegados do dito cujo. O saldo de gols, portanto, importa, mas vencer um estado por 60 x 40 não garante 60% dos delegados. Todos os gráficos abaixo foram retirados do Talking Points Memo e parte da minha análise também é baseada na do Josh Marshall, que tem sido um ótimo guia da campanha. Boa parte dos outros blogs democratas se perderam neste ano. A observação vale para os dois lados. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Gustavo Antônio Galvão dos Santos
Eduardo Kaplan Barbosa
José Francisco Sanches da Silva
Ronaldo da Silva de Abreu Versão para impressão
“É estranho o Brasil ter uma tarifa elétrica tão cara sabendo-se que a energia brasileira vem primordialmente a partir da água, que é renovável e gratuita. Como,
então, conseguimos ter uma tarifa tão próxima a de países que são dependentes de um petróleo cada vez mais caro e que praticamente não têm rios para a produção de energia?” Técnico do setor
O PROBLEMA
Acabou a era da hipocrisia. O “rei está nu”. A organização do sistema elétrico implantada em 2004 não foi e nunca será capaz de resolver problemas fundamentais decorrentes da privatização realizada no governo FHC. Simplesmente porque não enfrentou os grandes problemas do modelo que ficaram evidentes no Apagão de 2001. Faltou ao governo enfrentar os grandes interesses envolvidos. Nesta recente organização, o interesse público entrou pela janela, pediu para sentar no cantinho e, tímido, pouco levantou o dedinho para fazer sugestões. Houve diversas melhorias em relação ao modelo do governo anterior que havia levado o país ao apagão. Mas ainda deixa muito da desejar. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Publicado no Jornal do Commercio de 29/01/08)
Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia
Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
Alan Greenspan, o ex-presidente do Banco Central Americano, afirmou em seu
recém lançado livro de memórias: “Entristece-me que seja politicamente
inconveniente reconhecer o que todos sabem, que a guerra no Iraque é,
sobretudo, por causa do petróleo”. Dessa forma, os EUA e seus aliados,
dentre eles a Inglaterra, objetivavam não só garantir o suprimento do
petróleo a partir daquele país, como tornar mais seguros os fornecimentos
da Arábia Saudita e de outros países árabes. Leia o resto do artigo »
Postado em A POLÍTICA AMBIENTAL externa está equivocada?, Desenvolvimento, Internacional, Paulo Metri, Política Brasileira, Política Econômica, Sergio Ferolla | Sem Comentários »
Postado em 1 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
Na tarde desta sexta-feira a ministra Matilde Ribeiro (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) anunciou seu desligamento do governo em entrevista coletiva, após reunir-se com o presidente Lula. O desgaste da ministra tornou-se politicamente incômodo assim que a imprensa publicou seus gastos com cartões corporativos referentes ao ano de 2007. O destaque ficou por conta do pagamento indevido de uma fatura em free shopping e gastos supostamente excessivos com aluguéis de carros. Destaque que entre os ministros que utilizam o cartão, a ministra é recordista nas despesas, somando-se mais de R$ 171 mil.
A ministra assumiu o erro pelo uso incorreto dos cartões corporativos, porém argumentou ter sido mal orientada por dois servidores, que já estariam demitidos. Matilde Ribeiro também disse não estar “arrependida”. Ela leu a carta de demissão entregue ao presidente Lula e respondeu a perguntas dos jornalistas. Leia o resto do artigo »
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