Postado em 18 dEurope/London março dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do EquadorParis – A Bovespa fechou em forte queda no dia de hoje, registrando uma perda de 3.05%. O principal motivo foi a onda de falências de diversas instituições financeiras norte-americanas, que foram protagonistas da crise de crédito do mercado imobiliário.
Como já argumentamos em artigos anteriores, a crise americana pode ter impactos significativos em países periféricos com a conta financeira liberalizada. Ao não defender nem o patamar e nem a volatilidade da taxa de câmbio, a autoridade monetária coloca em risco a competitividade das exportações e a estabilidade do sistema financeiro num momento de reversão do ciclo.
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008

Em breve, apenas 500 grandes empresas controlarão toda a produção mundial e delas apenas cinco delas são brasileiras, mesmo assim ligadas à produção de commodities.
A advertência foi feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, em palestra na UFRJ. “A China quer controlar 150 dessas empresas. E nós?”, indagou, frisando que o Brasil vive um momento de construir uma nova agenda civilizatória, visando à inserção competitiva na globalização e “não pode ficar preocupado apenas com o curto prazo e com o controle da inflação”.
O presidente do Ipea salientou que a financeirização da economia mundial empurra o planeta para uma crise de governança: “Hoje há deslocamento entre a riqueza real e a virtual. Enquanto o produto interno bruto (PIB) mundial é de US$ 48 trilhões, o total de ativos financeiros (capital fictício) já supera os US$ 150 trilhões”, contabiliza Pochmann.
“Diante da fraqueza dos governos e das instituições multilaterais criadas no pós-Guerra, como FMI, ONU, etc. quem vai governar o mundo?”, indagou, acrescentando que “pensar o desenvolvimento” significa refletir sobre o fato que o país possui apenas cinco empresas entre as maiores do mundo, nenhuma ligada à economia do conhecimento. “O Ipea tem a responsabilidade ímpar de pensar o país. Sua atividade é aplicada ao processo decisório do governo e desde sua fundação, em 1964, tem o compromisso de subsidiar as políticas públicas de médio e longo prazo”, afirmou, lembrando que o planejamento, na época, contava com menos recursos que hoje, pois praticamente não havia pós-graduação no país. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, O que deu na Imprensa, Política Econômica, política industrial, Política Social, Propostas de Mudanças para o Banco Central, Rogério Lessa | 5 Comentários »
Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado no site Webtranspo
Por José Augusto Valente*
Há um discurso fácil, com grande respaldo na grande imprensa, que diz o seguinte: “os portos públicos são ineficientes e só há uma solução, privatização ampla, geral e irrestrita, com a ruptura do atual marco regulatório”. Esse discurso não tem recebido a contraposição adequada, e pode levar a uma eventual situação de cristalização dessa idéia-força, com conseqüências perniciosas para o desenvolvimento econômico brasileiro.
O diagnóstico contido nesse discurso, entretanto, não tem a menor fundamentação na vida real, conforme mostraremos a seguir. Na minha opinião, o discurso aceitável seria: “os portos públicos podem ser mais eficientes, em que pese o atendimento do crescimento acelerado e inimaginável (até três anos atrás) da movimentação de cargas nos dois sentidos, importação e exportação”.
Entretanto, a partir desse segundo diagnóstico não caberia a proposta de alteração do atual marco regulatório, permitindo a privatização ampla, geral e irrestrita. A continuação natural seria: “por isso temos que fortalecer os portos públicos, com mais recursos e com a estabilidade do atual marco regulatório, para que os agentes públicos e privados aumentem e acelerem os seus investimentos, levando a que esses portos sejam ainda mais eficientes”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2008
“A substituição da exposição dos fatos pela ideologização do noticiário pela chamada grande mídia tem provocado crescente estranhamento entre a clientela desse tipo de imprensa e ampliado os espaços para os que praticam um jornalismo capaz de expor visões mais diversificadas dos complexos acontecimentos nacionais e internacionais.” A análise é do jornalista Sergio Souto, da coluna Fatos & Comentários, do Monitor Mercantil, que no último final de semana participou de encontro, em São Paulo, organizado pela Agência Carta Maior, com cerca de 50 pessoas da área de comunicação, incluindo jornalistas, professores universitários, representantes de veículos de informação independentes e militantes do movimento pela democratização das comunicações.
Como desdobramento da reunião, foi criado um Conselho Executivo, a redação de um manifesto a ser apresentado à sociedade e sugerida nova reunião, a ser realizada na Escola de Comunicação da UFRJ.
Sérgio Souto conta que o ex-assessor especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o professor USP Bernardo Kucinski, criticou a cobertura da mídia sobre os gastos com cartões corporativos. Citando dados do Portal da Transparência, ele sustenta que esse tipo de gasto alcança menos de “um décimo de milésimo da quantia gasta pelo governo”. E aproveita para criticar a imprensa por ignorar a verdadeira gastança com o dinheiro público:
“Enquanto isso, os juros e a rolagem da dívida pública consumiram, em 2007, quase 60% do total. O verdadeiro escândalo revelado pelo portal é o modelo econômico do governo, que gasta em juros mais da metade de tudo o que arrecada. Mas isso a grande mídia faz questão de não ver”, disse o professor ao colunista.
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Postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2008
*José Augusto Valente Blog Logística e Transporte
Balanço do Governo Federal de Fevereiro de 2008 – Clique aqui para ler
*José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte. Currículo. Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com
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Postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Bruno Galvão dos Santos*
Muitos países emergentes e “respeitáveis”, como Chile, Coréia do Sul, Tailândia, Hong Kong, estão com taxa de juros real negativa. Isso não significa leniência da política monetária desses países. Mas, simplesmente, reconhecimento dos Banco Centrais desses países que a economia do país não deve ser sacrificada por causa do forte aumento dos preços dos alimentos e combustíveis internacionalmente. Mas, no Brasil, o presidente do Banco Central gosta sempre de alegar que o imenso crescimento de 5% do PIB (nos últimos anos, a média de crescimento econômico dos países emergentes ficou quase 8% ao ano) é o responsável pela aceleração do crescimento. Segundo esse sábio, o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Adriano Benayon*
O Banco Central (BACEN) divulgou que as reservas do País em moedas estrangeiras superaram a dívida externa, tornando-o, assim, credor líquido. Esse triunfalismo carece de fundamento, como se tem mostrado.
Além de aduzir mais elementos à análise, demonstro neste artigo a impossibilidade de haver boas notícias para o País, enquanto ele estiver sob o modelo de concentração financeira e a atual política econômica.
Depois, o BACEN publicou estes dados: reservas internacionais, US$ 187,5 bilhões; haveres de bancos comerciais, US$ 12,9 bilhões, créditos brasileiros no exterior, US$ 2,8 bilhões. Diante dos US$ 196,2 bilhões da dívida externa, os ativos líquidos no exterior seriam US$ 7 bilhões. Como notaram Paulo B. Nogueira Jr. e outros, nesses números não estão incluídos os empréstimos intercompanhias (US$ 48,6 bilhões em janeiro), devidos às matrizes por subsidiárias de transnacionais. Com o objetivo de não pagar o imposto de renda, esses fundos são contabilizados como empréstimos, embora se trate de capital próprio.
O passivo externo bruto está em torno de US$ 700 bilhões de reais. Aí se inclui o estoque de investimentos diretos estrangeiros (IDE), bem como os investimentos estrangeiros em carteira e a dívida em mãos de estrangeiros registrada. Com a dedução dos ativos de brasileiros no exterior, o passivo externo líquido fica em cerca de US$ 400 bilhões. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
*Paulo Passarinho
Conforme estabelecido pelo governo federal no final do ano passado, quando da sua vitória parcial na disputa pela aprovação da prorrogação da CPMF e da DRU, desde o final de fevereiro tramita no Congresso uma nova proposta de alteração constitucional da ordem tributária.
Na exposição de motivos do ministro da Fazenda, é destacado que os objetivos principais da proposta são: “simplificar o sistema tributário nacional, avançar no processo de desoneração tributária e eliminar distorções que prejudicam o crescimento da economia brasileira e a competitividade de nossas empresas, principalmente no que diz respeito à chamada guerra fiscal entre os Estados”.
Objetivamente, a proposta unifica a cobrança da Cofins, do PIS/Pasep, da Cide e do Salário-Educação em um novo imposto federal a ser criado Leia o resto do artigo »
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