Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Quando se trata do Banco Central brasileiro, as notícias sempre podem piorar a cada dia. Elevar a taxa básica de juros (Selic) não em 0,25 ponto percentual, mas em meio ponto, foi uma enorme demonstração de arrogância. Além de dar um prejuízo anual da ordem de R$ 40 bilhões ao país, na política monetária de Meirelles até o fato dos chineses estarem comendo mais arroz e soja virou justificativa para aumentar juros e nossa distância para a Turquia, vice-campeã mundial nesse quesito.
Ao contribuir para a valorização do real, juros em alta também aceleraram ainda mais o ritmo da deterioração das contas externas e o processo de destruição de boa parte da indústria. “O ciclo que o BC vai ter que administrar não pode ser muito longo, senão o dólar vai despencar mais ainda e tornar a economia mais vulnerável”, alerta o Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
Freitas, que foi diretor do BC, me disse que para quem pretende fazer investimento produtivo (expandir a oferta e reduzir o risco de inflação) agora só resta esperar que o ciclo de alta dos juros seja bem mais curto do que o iniciado em 2004, quando o BC transformou em vôo de galinha um crescimento acima de 4%. “O cenário atual é totalmente diferente de 2004, tendo dois novos fatores fundamentais: alta dos investimentos e queda de juros nos EUA”, enfatiza.
Triste que a única alternativa à política monetária oferecida ao presidente Lula seja arrochar ainda mais o Orçamento, quando somente a isenção da cobrança de Imposto de Renda para estrangeiros que investem em títulos públicos implicou uma renúncia fiscal, apenas em 2007, de cerca de R$ 9 bilhões ao Tesouro Nacional. Segundo o jornal Monitor Mercantil (coluna Fatos & Comentários de 14/03/2008), esse número representou a não-cobrança sobre cerca de R$ 40 bilhões de IR de 22,5% para aplicações até 12 meses que incide sobre as aplicações dos nacionais. Somente em janeiro, o ingresso de cerca de R$ 3,4 bilhões com origem no exterior para esse tipo de aplicação resultou na não-arrecadação de mais R$ 765 milhões.
Tudo isso ocorre na semana em que o Ipea teve de reiterar, através de Nota Técnica, que ao contrário do que foi veiculado na imprensa, não está preocupado com a inflação. “Uma contração monetária seria um tremendo banho de água fria no espírito empresarial, o que pode reduzir drasticamente a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento”, afirma o Instituto. “O presidente do BC reclamou dos grupos de interesse, como Fiesp e CNI, mas não menciona os interesses do mercado financeiro”, destacou o pesquisador Salvador Viana.
Já o economista Miguel Bruno, que também assina a nota do Ipea, frisa que a alta da Selic anulou o efeito do IOF sobre as entradas de capitais de curto prazo. “O dólar vai derreter, sepultando de vez a ilusão da eliminação da vulnerabilidade externa da economia brasileira”.
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca, na primeira página de seu sítio na internet, a declaração feita pelo presidente Lula de que os biocombustíveis não são os vilões do aumento substancial no preço dos alimentos (clique aqui para ler a matéria).
Segundo Lula, não há nenhuma relação direta entre a produção de biocombustíveis e a crise do preço dos alimentos. Talvez o presidente desconheça o problema de escassez de terras. Além de impactar no preço dos alimentos, o projeto dos biocombustíveis reproduz a lógica do latifúndio, inimiga do desenvolvimento nacional, e da precarização das condições de trabalho. Ah, se Celso Furtado estivesse vivo….
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Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A empresa de classificação de risco Standard & Poor’s ameaça rebaixar a nota dos títulos de dívida pública do Tesouro norte-americano, sob o pretexto de um sobre-endividamento dos EUA. A ameaça, assim como seu pretexto, parece um tanto quanto inusitada, considerando o funcionamento do capitalismo e o papel diferenciado de sua maior potência.
O dinheiro exerce um papel central numa economia monetária. Este símbolo deve possuir os atributos de (i) meio de pagamento, (ii) unidade de conta na denominação de contratos e operações comerciais e/ou financeiras e (iii) reserva de valor, isto é, deve principalmente servir como instrumento de validação da riqueza geral produzida.
Na economia capitalista contemporânea, este papel é desempenhado pelo dólar, emitido pelo governo dos EUA. Tal privilégio faz com que o governo norte-americano tenha o poder de emitir títulos de dívida ilimitadamente, desde que as convenções corroborem o papel da moeda verde. Desta forma, enquanto o dólar ocupar a especial função de dinheiro do sistema, não faz sentido falar em sobre-endividamento, na medida em que o limite de endividamento é colocado pela vontade da autoridade monetária ianque.
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Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
A produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos, declarou nesta segunda-feira (14) o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, em entrevista a uma rádio alemã.
Os críticos dessa tecnologia argumentam que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e contribui para o aumento dos preços dos mantimentos.
Leia mais no G1
Em resposta a essa avaliação alarmista da ONU, o governo brasileiro respondeu:
Governo reafirma que biocombustível não concorre com alimentos no Brasil
Procurado pelo G1, o Itamaraty informou que a declaração de Ziegler refere-se aos biocombustíveis produzidos a partir do milho. Como o Brasil produz o biocombustível com cana-de-açúcar, o ministério não acredita que a declaração tenha sido dada a respeito do país. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Do Blog do Jefferson Marinho
No Rio de Janeiro, o candidato líder nas pesquisar, Marcelo Crivella (PRB), da base de sustentação do governo Lula, amplia sua aliança política, o que lhe garante maior tempo no horário gratuito de televisão. A chapa de Crivella contará com PR, PTB e PT do B, além do próprio partido PRB. Segundo Crivella, “estamos procurando apoio dentro da base do governo”. O candidato reforça a idéia de aliança política entre os governos municipal, estadual e federal para enfrentar os desafios e problemas do município. O PTB deverá indicar a vice. A a vereadora Cristiane Brasil (PTB), filha do ex-deputado cassado Roberto Jefferson, é uma das indicadas para vaga de vice.
O ponto fraco da campanha do senador era o baixo tempo de televisão. Inicialmente, sua aliança restringia ao PRB e PT do B, dois partidos nanicos e com pouco tempo no horário eleitoral gratuito. Com a ampliação da aliança, seu tempo de televisão dá um salto, o que é extremamente positivo para sua candidatura. O grande empecilho agora do candidato é a rejeição bastante elevada, o que pode criar dificuldades num hipotético segundo turno. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, concedeu uma entrevista ao diário francês Le Figaro, publicada na edição de hoje (clique aqui para ler a entrevista). Lagarde ressalta a necessidade de uma intervenção coordenada dos países membros do G7 com vistas a minimizar os impactos da crise econômica iniciada no mercado imobiliário subprime dos EUA.
A ministra também destaca a importância no que se refere à criação de regras de governança e transparência nas transações financeiras e no balanço das instituições financeiras. Entretanto, Lagarde não considera o fato de que a crise é um produto inevitável do capitalismo.
Mais do que isso. Na etapa da globalização financeira, das finanças desregulamentadas, em que imperam os regimes de câmbio flexível, a livre mobilidade dos fluxos de capitais e o desenvolvimento de sofisticados produtos derivativos, que potencializam sobremaneira a capacidade de alavancagem financeira dos agentes, a crise torna-se ainda mais presente e suas conseqüências mais cruéis. Basta olhar a História recente (clique aqui para ler mais sobre esta discussão).
Portanto, talvez seja a hora de repensar o arranjo monetário internacional. A adoção de medidas como regimes cambiais administrados, restrições aos fluxos de capitais de curto prazo, limitação na criação e disseminação de produtos derivativos, poderiam trazer mais estabilidade ao sistema financeiro, privilegiando a “economia real” e aumentando as taxas de crescimento e de emprego das economias.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O Ipea reiterou ontem, através de Nota Técnica, seus argumentos contra as ameaças do BC de voltar a elevar a já estratosférica taxa básica de juros. A fraquíssima cobertura da imprensa na divulgação da última Carta de Conjuntura deve ter motivado a publicação da Nota, pois alguns jornais chegaram a colocar manchetes afirmando que o Ipea estava preocupado com a inflação.
Para ver o documento na íntegra basta clicar: http://www.ipea.gov.br
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado em: Portal do meu mundo
Por: José Augusto Valente*
O planalto central é conhecido, entre outras coisas, pelos seus pores-de-sol (será que é assim mesmo?).
Cada vez que registrarmos um que valha a pena mostrar, fa-lo-emos (como diria o Jânio).
Esta imagem foi feita pela Valéria, minha companheira, com a câmera do seu celular.

Se fosse registrada com uma Nikon, com certeza concorreria ao prêmio Pulitzer de fotografia.
*José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.
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