Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Em São Paulo existe o “impostômetro” (placar da arrecadação de impostos), mas os cariocas já estão planejando a instalação de um “jurômetro”, para mostrar que são os juros – e não o gasto corrente – que obrigam o governo a aumentar a carga tributária.
Especialistas garantem que o aumento do gasto público será de R$ 10 bilhões anuais apenas com a última elevação da Selic em 0,5 ponto percentual. Nenhum choque de gestão poderia economizar um terço desse valor, segundo levantamento do conservador jornal Estado de São Paulo.
Para o economista Dércio Garcia Munhoz, a política monetária é “cínica, brutal e inviabiliza investimentos sociais e na infra-estrutura”.
Luiz Gonzaga Belluzzo – professor da Unicamp
O senhor realmente defende o corte de gastos como alternativa para a política de Meirelles?
Não é bem assim. A atual taxa de juros é uma aberração. O que eu disse é que, tendo em vista a conjuntura de aceleração do crédito e expansão do gasto privado nem o próprio Keynes recomendaria aumentar o gasto público acima do crescimento do PIB. O problema é a aceleração do gasto, mas não o gasto propriamente.
O gasto corrente cresceu acima da inflação, mas somente superaria o PIB se fosse incluída a despesa com juros e outras…
Certo, mas o mercado não considera separação entre gasto corrente e gasto com juros, o que não deixa de ser uma espécie de patifaria. O pretexto do gasto público em alta serviu para o Copom elevar os juros, que têm impacto na própria dívida pública. Mas podemos argumentar que o corte de juros reduziria o gasto público. O próprio aumento da arrecadação (acima da inflação e do PIB) permite um superávit fiscal suficiente para baixar juros mais rápido.
Qual a melhor alternativa ao regime de metas de inflação?
É preciso coordenar as políticas monetária e fiscal. A taxa Selic poderia estar em torno de 6,5%. O pior é que do jeito que está ela desvaloriza ainda mais o dólar.
A inflação realmente preocupa?
Está próxima do centro da meta. A decisão do Copom não foi tecnicamente bem pensada. Pareceu mais uma queda-de-braço, o que não é conveniente para um banco central. É uma atitude pouco madura, que não se justifica. Todo o mercado esperava 0,25 ponto percentual, mas o BC subiu a Selic em meio ponto. Foi um aumento precipitado. Mesmo os industrializados que subiram são em boa medida ligados aos alimentos. A alta atingirá setores que nada tema ver com isso.
Dércio Garcia Munhoz – professor da Universidade de Brasília (UnB)
Por que o senhor afirma que nossa política monetária é sinistra? Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O presidente francês Nicolas Sarkozy detém, no primeiro ano de mandato, o maior índice de desaprovação da história da V República. Além disso, a direita francesa sofreu uma estrondosa derrota nas últimas eleições municipais. Mesmo assim, Sarkozy fará um discurso televisionado nesta semana, em que reforçará sua intenção de realizar reformas liberalizantes na economia.
A esquerda francesa, por sua vez, não tem aproveitado o momento de fraqueza da UMP (Union pour um Mouvement Populaire) para reforçar suas posições progressistas. Ao contrário, o PS (Parti Socialiste) prende-se a disputas internas. Neste meio tempo, no Élysée a ordem é avançar nas reformas.
Mesmo sem a adequada estruturação da esquerda, nota-se um significativo desgaste da direita e de suas propostas entre os franceses. O descontentamento atinge estudantes, sindicalistas, professores, dentre outros. Portanto, este seria o momento ideal para que a esquerda francesa começasse uma articulação consistente para a retomada do poder em 2012. Entretanto, muitas vezes o maior obstáculo para a esquerda é a própria esquerda.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 21 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou durante inauguração de estação do metrô da Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, que além dos R$ 30 milhões aplicados pelo governo federal nas estações, serão destinados mais de R$ 60 milhões para recuperar a BR-450 e mais de R$ 70 milhões para BR-020, rodovias que cortam o Distrito Federal.
O presidente afirmou também que até 2010 estarão funcionando todas as 28 estações previstas do metrô de Brasília, ampliando a meta de transportar 100 mil passageiros diários para 300 mil.
Fonte: Agência Estado
Já o Correioweb, dá a mesma notícia como se não existissem os recursos do Governo Federal.
Quem ler a matéria (clique aqui) terá a impressão que os recursos são todos do Governo do Distrito Federal. Não há uma palavra sequer fazendo referência ao financiamento da União. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Do Blog do Jefferson Marinho
Um artigo publicado no Jornal O Tempo sobre a aliança PT-PSDB em Belo Horizonte, tendo como cabeça-chapa um candidato do PSB, Márcio Lacerda.
Do Jornal O Tempo, de 19/04/2008.
A escória de Ciro
VITTORIO MEDIOLI
Recebi uma carta da Assembléia Legislativa de Minas que informa o voto de repúdio ao Ciro Gomes subscrito por 16 deputados. Motivo do qüiproquó é a declaração de 20 de março do ex-governador do Ceará, “Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço.
A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso”. Ciro abriu assim as comportas da insolência, mais uma vez, contra os que não aprovam a aliança PT/PSDB, aliança em volta de seu pupilo e ex-secretário Márcio Lacerda para prefeito de Belo Horizonte. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
As obras do complexo portuário Barnabé-Bagres, no Porto de Santos, devem começar no segundo semestre de 2009, informou o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. De acordo com ele, a licitação para definir a empresa responsável pelo projeto deve ser feita no início do ano que vem.
O termo de autorização para que a empresa Santos Brasil faça os estudos de viabilidade do complexo foi assinado ontem (17) pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp).
Segundo o ministro, o projeto vai ampliar em 120 milhões de toneladas a capacidade do Porto de Santos, que hoje é de 110 milhões de toneladas.
Com a conclusão do projeto, a área total do porto será de 6 milhões de metros quadrados, o que vai permitir um cais com 11 quilômetros de extensão e a construção de 45 novos berços de atracação para navios. “Isso dará uma nova realidade portuária para o país, não só para Santos. O porto de Santos vai se consolidar como o grande porto concentrador da América Latina”, avaliou Brito.
O custo total da obra será de R$ 9 bilhões, e os recursos sairão integralmente da iniciativa privada.
Segundo ministro, o projeto já está despertando interesse das empresas por causa da demanda crescente que existe por esse serviço no Brasil, especialmente na área do petróleo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
O DNIT realizará, em sua Superintendência Regional no estado do Pará, audiência pública com o objetivo de apresentar à comunidade local e empreiteiros interessados, a licitação das obras de implantação e pavimentação da rodovia BR-163, no trecho entre Rurópolis/PA e a divisa com Mato Grosso.
A audiência atende aos dispositivos da Lei 8.666/93, que determina que todas as obras cujos valores sejam superiores a R$ 150 milhões sejam divulgadas à comunidade. O aviso da audiência foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta, 16/4.
As obras a serem licitadas abrangerão uma extensão total de 788,9 quilômetros. Para realizá-la o Governo Federal prevê investimento estimado em R$ 960 milhões, com recursos do Orçamento Geral da União. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O Movimento dos Sem Terra (MST) promoveu uma semana de manifestações de protesto por todo país para lembrar os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. O MST também cobra as promessas não cumpridas pelo governo no que concerne à reforma agrária. As ações são positivas na medida em que trazem à tona a necessidade de uma reforma agrária como condição sine qua non para qualquer projeto de desenvolvimento.
Economia
No campo econômico, o fato mais relevante foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,5%. A autoridade monetária argumenta que há pressões de demanda (?) que justificariam tal medida. De fato, o monolistismo do Banco Central nos leva sempre a soluções recessivas. Como resultado disto, o Real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo. Bom para os rentistas, ruim para o resto do país.
Internacional
A descoberta de um novo mega-campo de petróleo no Brasil foi destaque na imprensa internacional, especialmente na Europa. Apesar de a imprensa internacional tratar o Brasil como uma potência do petróleo, o melhor é aguardar. Se os campos tiverem viabilidade, teremos uma arma que poderá ser usada a favor ou contra nós.
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Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Por Paulo Passarinho*
Com a adesão de Lula e de seu governo à política macroeconômica de interesse do capital financeiro – entenda-se, como tal, principalmente os bancos e as grandes corporações empresariais, com atuação transnacional -, convencionou-se rotular o governo atual, especialmente em seu primeiro mandato, como um governo “em disputa”.
Essa rotulagem interessava aos setores de esquerda que apoiavam, e ainda o fazem, o governo. Esses setores atribuíam as opções de Lula, em favor de uma política econômica ortodoxa, como uma contingência da situação deixada por FHC, onde o endividamento público era explosivo e a pressão inflacionária poderia comprometer a almejada estabilidade de preços.
Para esses setores, os grandes vilões contra políticas de desenvolvimento e geração de empregos eram o Banco Central e a taxa de juros. Porém, tudo seria uma questão de tempo. Quando a situação viesse a melhorar, o governo poderia alterar a sua política econômica.
Nesse primeiro mandato de Lula, esses setores chegavam até mesmo a personalizar essa suposta disputa, colocando Antônio Palloci (e Henrique Meireles) como representante maior da “direita”, da ortodoxia, enquanto José Dirceu, chefe da Casa Civil, seria o expoente maior de uma ala desenvolvimentista, dentro do governo.
O tempo passou, Palloci e Dirceu acabaram caindo. Esse último é hoje um saltitante lobista confesso de interesses de multinacionais, e, apesar da política econômica não ter se alterado, os efeitos da mesma começaram a apresentar resultados aparentemente animadores. As contas externas começaram a apresentar saldos comerciais expressivos – puxados pela demanda asiática e seus efeitos nos preços das commodities agrícolas e minerais; taxas de crescimento da economia melhoraram um pouco em relação aos anos de governo FHC, elevando a oferta de emprego; e, particularmente desde o início do segundo mandato, o lançamento e propaganda massiva do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – fez com que muitos daqueles que acreditavam na suposta disputa, passassem a crer que já havíamos ingressado em uma hegemonia “desenvolvimentista”. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Paulo Passarinho, Política Brasileira, Política Econômica, Propostas de Mudanças para o Banco Central | 1 Comentário »