Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Esse é um esboço de um grande programa de articulação da política do pleno emprego com o ataque direto aos grandes problemas sociais e urbanísticos da periferia.
José carlos de Assis*
Leitores, vocês poderiam, por favor, nos ajudar oferecendo sugestões e opiniões? Podem colocá-las nos comentários abaixo. Agradecemos pela participação.
OBJETIVO
REGENERAÇÃO DAS COMUNIDADES PERIFÉRICAS DO BRASIL
VIA POLÍTICAS DE INCLUSÃO ATRAVÉS DO PLENO EMPREGO
Antecedentes Versão em PDF para impressão
A situação de degradação das comunidades periféricas do Rio, a exemplo do que acontece ao redor e nos nichos favelizados de todas as metrópoles brasileiras, tem desafiado as administrações públicas em todos os níveis ao longo das últimas décadas. Soluções têm sido tentadas mas com resultados extremamente modestos. Quando visto em perspectiva, esse problema urbano brasileiro transcende qualquer outro em dimensão e profundidade, pela aparência de que, simplesmente, não tem solução.
Não obstante, a ele se liga, intimamente, a questão da segurança pública e do bem-estar social em todas as metrópoles, inclusive nos bairros de classes média e alta, já que não existe nem existirá, enquanto perdurar a democracia, algum expediente ou “muro da vergonha” que impeça a livre circulação nas “duas” cidades dos moradores em periferias – o que implica a livre circulação também da criminalidade que nelas se refugia, para insegurança externa e também dos moradores locais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008
RIVE GAUCHE
Léo Nunes – Paris – Num editorial carregado de adjetivos, o diário francês Le Monde classifica o primeiro ano de governo de Nicolas Sarkozy como decepcionante (clique aqui para ler o editorial). O texto destaca a falta de competência do mandatário do Elysée em levar adiante o programa da direita.
Além das estripulias de sua vida privada, que prejudicaram consideravelmente sua imagem perante a opinião pública francesa, Sarkozy tem sofrido importantes derrotas nos seus projetos de reformas neoliberais. Os setores organizados da classe trabalhadora têm barrado, com sucesso, boa parte dos projetos do presidente.
Além disso, o presidente francês lançou, no início do seu governo, um pacote tributário que beneficiava as camadas mais abastada da sociedade francesa. Em suma, parece que a França vem aos poucos descobrindo quem é Sarkozy e quais os impactos do projeto neoliberal para a classe trabalhadora. O lado negativo é que restam ainda quatro anos para a próxima eleição.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*
Causa certo espanto o silêncio que a coletânea de artigos de John Kenneth Galbraith (1908-2006) provoca. Sob o título ‘Galbraith essencial’ (Futura, 2007), o livro reúne os principais textos do grande economista radicado nos EUA.
Galbraith foi um contestador do senso comum e cunhou expressões famosas como “poder compensatório” e “sabedoria convencional”. Foi antes de tudo um inovador da escola institucionalista e apoiou-se academicamente em intelectuais do porte de Thorstein Bunde Veblen e John Maynard Keynes.
No que diz respeito ao momento brasileiro, suas observações sobre a sabedoria convencional merecem atenção. Segundo Galbraith, a sabedoria convencional apóia-se nas idéias aceitáveis para buscar estabilidade. Sua articulação é prerrogativa de pessoas que buscam influenciar processos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O DEM de Gilberto Kassab fechou aliança com o PMDB de Orestes Quércia para as próximas eleições municipais de São Paulo. Este fato inusitado (Quércia, aquele que já foi ligado ao MR-8) colocou mais uma pedra no sapato do ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB. Serra saiu vitorioso e conquistou mais um ponto no seu caminho ao Planalto.
Economia
A agência de rating Standard&Poor’s concedeu ao Brasil o status de investment grade. Os “mercados” ficaram eufóricos, a Bovespa bateu os 70000 pontos e etc. Enfim, tudo se parece com uma grande festa. Falta ver como isso se reverterá concretamente em termos de desenvolvimento, crescimento econômico e geração de empregos.
Internacional
A economia dos EUA eliminou no último trimestre 20 mil postos de trabalho. Parece que a crise financeira internacional não está próxima do fim. Enquanto o FED adota posições pragmáticas, a nossa autoridade monetária insiste no fracassado receituário ortodoxo.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 2 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Nos próximos dias 9 e 10 de maio, o BNDES realiza o mais que benvindo simpósio internacional “Projeto cidade cidadã”, para discutir uma alternativa concreta ao neoliberalismo a partir da experiência de Programas de Emprego Garantido (PEG), em especial na Índia, África do Sul e Argentina.
A idéia é tomar essas experiências como parâmetros para estudos de um programa similar que venha a ser proposto no Brasil, inicialmente nas sete maiores Regiões Metropolitanas, em cujas periferias sociais se concentram os problemas de alto nível de desemprego e de subemprego, degradação das condições de habitabilidade e segurança pública.
O PEG consiste em garantir, pelo poder público, emprego temporário a todo trabalhador desempregado não qualificado que esteja disposto a trabalhar por um salário básico. A força de trabalho assim reunida será aplicada em obras e serviços públicos nas próprias periferias sociais onde for recrutada, através de um Programa de Trabalho Aplicado (PTA). O PTA deverá gerar equipamentos, serviços e melhoramentos urbanos nas periferias sociais, assim como oportunidades de treinamento para os próprios habitantes dessas periferias, contribuindo para resolver, simultaneamente, os mais graves problemas urbanos de desemprego, condições de habitabilidade e segurança.
O Simpósio contará com a participação de especialistas e funcionários governamentais que acompanham ou estão à frente das experiências de trabalho garantido no mundo. Também participarão especialistas do The Levy Institute do Bard College, de Nova Iorque, um dos mais destacados centros de estudo sobre políticas de pleno emprego nos Estados Unidos e no mundo. Estarão presentes, ainda, especialistas brasileiros em macroeconomia, autoridades governamentais, dirigentes sindicais e de comunidades periféricas, os quais discutirão as linhas gerais do projeto Cidade Cidadã, a ser eventualmente proposto para o Brasil.
PROGRAMA DO SIMPÓSIO (CLIQUE AQUI)
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Por Maria de Fátima de Oliveira*
Nome oculto
Meu nome é um desafio.
Define um caminho.
Aponta uma direção.
A doçura das Marias,
O perfume das olivas,
A abertura e a soltura
Das portas do coração.
Mas não define quem sou!
Eu, você! Cada ser vivo
Carrega um nome interior secreto,
Por ele mesmo, talvez, ignorado.
Quem sou eu, na raiz última do ser,
Naquela solidão que ninguém toca,
Nem o pai ou a mãe mais extremosos,
Nem o amante mais apaixonado?
Esse mistério escondido
Por vez aflora em versos ou canções,
Em momentos de silêncio consentido,
Numa lágrima, num gesto,
Num grito ou num protesto,
Num toque palpitante de emoções!
Aflora, não se expõe! Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
A agência de classificação de risco Standard and Poor’s concedeu ao Brasil o patamar de grau de investimento nesta quarta-feira (30).
A decisão representa uma melhora na recomendação do Brasil, que passa a ser considerado investimento seguro para investidores estrangeiros.
Confira os indicadores de mercado
Aguardada há alguns anos pelo governo e por agentes do mercado financeiro, a notícia foi vista com surpresa pelo mercado, já que não era esperada ainda neste primeiro semestre.
Leia mais no site G1
Leia mais no site Uol
Essa é a melhor notícia que poderíamos divulgar neste ano.
A Standard&Poors é a mais conservadora das que atribuem graus de investimento a países em desenvolvimento. Por conta disso, o significado é maior ainda.
Vivemos um ciclo virtuoso na economia e na área social e a tendência, daqui pra frente, é que esse ciclo se acelere, embora alguns efeitos colaterais negativos possam surgir em função dessa nova realidade, como a apreciação do câmbio.
De qualquer forma, podemos abrir a garrafa de champanhe e comemorar.
* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.
Currículo.
Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Gustavo Antônio Galvão dos Santos * e Rodrigo L. Medeiros **
José Murilo de Carvalho descreve em um belo livro, ‘A formação das almas: o imagiário da república no Brasil’ (Companhia das Letras, 1990), ser uma tarefa complexa a substituição de um regime. Entre as suas diversas e preciosas observações sobre a formação republicana brasileira, merece destaque a seguinte: “O instrumento clássico de legitimação de regimes políticos no mundo moderno é, naturalmente, a ideologia, a justificação racional da organização do poder” (p.9).
Desde 1873, havia em São Paulo o partido republicano mais organizado do país. A respectiva província encontrava-se asfixiada politicamente pela centralização monárquica e experimentava um surto de expansão cafeeira. Para os grandes proprietários que compunham o Partido Republicano Paulista (PRP), uma república ideal deveria basear-se no federalismo norte-americano. A esses era conveniente uma constituição individualista do pacto social, pois a mesma evitaria a ampliação da participação popular. Não se pode olvidar que a postura liberal do PRP baseava-se no darwinismo social, inspirado em Spencer, a grande influência do principal teórico paulista da República, Alberto Sales. No Brasil, o liberalismo adquiria progressivamente um caráter de acomodação e naturalização das desigualdades.
O que a Nova República teria a ver com isso? Tratar-se-ia do passado que se repete como tragédia e farsa? Luis Nassif, por exemplo, disse o que muitos cientistas políticos estão demorando para perceber: o presidencialismo brasileiro torna os governos reféns da “governabilidade” e que a realidade está esfacelando tudo o que se imagina ser partido político no Brasil. Leiam aqui
Onde então estariam efetivamente os partidos de base popular e das demais classes sociais? A professora Maria da Conceição Tavares, por sua vez, disse que eles não existem nas Américas. De fato, Conceição Tavares tem alguma razão, pois os partidos de classe no Brasil não resistem à realidade nacional. Em São Paulo, por exemplo, essa concepção pôde fazer um pouco mais de sentido, dado que na grande ABC havia um grande operariado. Leia o resto do artigo »
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