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Blog do Desemprego Zero

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A volta da inflação e os cidadãos acima de toda suspeita!

Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2008

*Por Theotonio Dos Santos

Se a palavra de alguns dos principais economistas do pais que não trabalham para o setor financeiro não é tomada em consideração, se a opinião de todos os colégios e associações de economistas do país não conta, se não conta também a opinião dos centros de estudo das federações da indústria, a de seus dirigentes junto com os do comércio e da agricultura, se não conta a opinião dos sindicatos e dos movimentos sociais, nem tão pouco a das ONGs, será que o Presidente da República não acreditaria na opinião de um dos mais sérios Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz  quando,  em artigo recente,  ele se refere ao ” regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidências empíricas; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte da inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram.”(1)

É razoável que um governo use mais de 30% dos gastos públicos para pagar juros a um grupo de ociosos que concentram a renda nacional, baseado única e exclusivamente numa tese de “ralo” fundamento teórico e empírico?  É   razoável que sete cidadãos acima de toda suspeita e de todo o país tenham o direito de decidir o aumento colossal do gasto público – sob a forma de gastos em juros – para baixar uma inflação pela qual  eles são, em grande parte, os responsáveis?  Por que a lei de responsabilidade fiscal não se aplica a estes senhores? Eles podem criar despesa (ou juros não é despesa, e a mais inútil possível?)   sem indicar as fontes para cobri-las?  Pois não se pode aceitar que cada cidadão que aumente as despesas públicas  obrigue o governo a diminuir os gastos necessários apara o atendimento da população e para os investimentos ultra necessários para um país que vem se submetendo há anos a uma estagnação programada e ideológicamente  sustentada. Com isto contrariam – sem nenhuma penalidade – a lei de responsabilidade fiscal que tanto elogiam…

Quando afirmo que são responsáveis pela inflação é porque, em boa teoria econômica e com respaldo nos fatos, a mais alta taxa de juros do mundo é geradora de uma das mais altas inflações do mundo. O Brasil do tão elogiado plano real manteve uma das mais altas inflações do mundo no período de 1994 a 2002. Nestes anos, houve uma queda brutal da inflação mundial e até mesmo uma situação de deflação no mundo que o Brasil acompanhou em geral mas sempre mantendo-se no mais alto patamar da inflação mundial.   Compare-se a taxa de inflação no Brasil com os dados sobre a inflação mundial para este período, quando ela apresentou pouquíssimos casos acima de dois dígitos e muito poucos acima de 5%. O patamar no qual se situou o Brasil na maior parte do tempo ultrapassou gravemente os índices mais altos de inflação no mundo. Leia o resto do artigo »

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Medida Provisória n° 435 favorece escandalosamente os rentistas da dívida pública, roubando explicitamente recursos vinculados às áreas sociais

Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2008

*Por Rodrigo Ávila

Nos últimos anos, o país tem realizado superávits primários gigantescos, ou seja, tem destinado grande parte dos recursos públicos para a Conta Única do Tesouro para a constituição de uma reserva para garantir o pagamento da dívida pública. Estes superávits primários são realizados até mesmo com recursos vinculados legalmente a determinado tipo de despesa (ou seja, que não poderiam ser utilizados para o pagamento da dívida), o que é um contra-senso e um prejuízo enorme ao atendimento das urgentes necessidades sociais do país.

Tais recursos vinculados permanecem parados na Conta Única, uma vez que não podem ser destinados ao pagamento da dívida. Agora, através do Artigo 11 da presente Medida Provisória, o governo dribla definitivamente estas vinculações e permite que tais recursos (estimados pelo governo em R$ 54 bilhões, ou seja, um valor maior do que todo o orçamento da saúde para este ano) sejam destinados aos rentistas, o que é um verdadeiro escândalo.

Esta Medida Provisória também permite outra manobra escandalosa, em benefício dos especuladores. Nos últimos anos, o país tem atraído grande quantidade de capital estrangeiro através do estabelecimento das maiores taxas de juros do mundo e da isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos dos estrangeiros na dívida interna.

Estes dólares, trazidos pelos investidores estrangeiros, são comprados pelo Banco Central (BC), que os paga em reais, aumentando a base monetária em circulação na economia. Para evitar o aumento na base monetária (que, na visão do governo, geraria inflação), o BC entrega ao mercado títulos da dívida interna, recebendo em troca reais, reduzindo-se assim a base monetária. Nesta operação, chamada de “Mercado Aberto”, o BC utiliza os títulos do Tesouro, que se encontram em poder do BC. Leia o resto do artigo »

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Novo guindaste chega a Itajaí neste domingo (27/7/2008)

Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

O Porto Municipal de Itajaí, em Santa Catarina, recebe neste domingo, 27/7/08, o quarto guindaste de terra Mobile Harbor Crane, também conhecido como MHC.

O investimento, feito através do Teconvi, arrendatário de parte do Porto de Itajaí, foi de, aproximadamente, 3,5 milhões de euros. O novo guindaste tem capacidade para movimentar até 30 contêineres por hora.

Com a chegada do quarto guindaste MHC, o Porto Municipal de Itajaí e o Teconvi poderão atender os navios, sem equipamento de bordo, atracados nos berços 3 e 4. Antes, somente as embarcações no berço 4 eram atendidas pelos guindastes MHC.

Novos equipamentos

Para o mês de agosto está prevista a chegada de mais sete Reach Stacker (foto acima, à direita), empilhadeiras de grande porte, com valor aproximado de US$ 750 mil cada uma. No total o Porto de Itajaí irá disponibilizar 24 empilhadeiras Reach Stacker para atendimento aos clientes.

Também para o mês de agosto está marcada a finalização dos trabalhos de preparação da infra-estrutura para funcionamento da Área C. A nova área irá ampliar em 22 mil metros quadrados o espaço para armazenagem de contêineres.

Até o final de 2008 entra em funcionamento o novo berço do Porto de Itajaí, ampliando a extensão do cais de 740 metros para um quilômetro e permitindo a atracação de até quatro navios. Leia o resto do artigo »

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Juros altos. Falsa desculpa

Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Adriano Benayon*                            

Na última 4ª feira foi, mais uma vez, elevada a taxa básica de juros (SELIC), aplicada em títulos públicos, agora para 13% aa. Os pontos percentuais das demais taxas de juros equivalem a múltiplos da SELIC que podem ser até mais de 6, como ocorre com alguns empréstimos a pessoas físicas a 9% ao mês, ou seja, mais de 180% aa.

No mesmo dia fui entrevistado, em Brasília, por uma emissora de televisão, a Rede TV, horas antes da decisão pelo novo aumento. Em certa altura, a repórter referiu-se à tradicional desculpa do Banco Central e da maioria dos formadores de opinião, segundo a qual o aumento da taxa seria necessário, por causa da inflação em alta.

Respondi que o aumento das taxas de juros tem mais efeito para fazer subir os preços do que para diminuí-los. Para começar, os juros são um componente dos custos de produção. Assim, juros mais altos resultam em custos mais altos e preços também mais altos.

Somente a curto prazo, o aumento de juros poderia conter um pouco a inflação, ao desencorajar os consumidores de comprar a crédito, o que faria diminuir a quantidade procurada de bens e serviços. Mas nem isso é certo, uma vez que os preços são, em geral, determinados em mercados de escassa concorrência, por ser a economia muito oligopolizada e cartelizada.

Os juros no Brasil têm sido sempre absurdamente onerosos, e há anos, o País detém o triste título de ter as taxas de juros mais altas do Mundo. Elas inibem os investimentos. Consequentemente, a produção, e, portanto, a oferta. Com esta em declínio, a tendência dos preços é subir. Os investimentos são desestimulados não só porque o capital para investir fica mais caro, mas também porque os produtores vêem possibilidades menores no mercado em face da repressão ao consumo sinalizada pelo aumento dos juros. Ninguém investe para produzir e depois não vender.

Ademais, os descomunais juros do mercado financeiro brasileiro atraem capitais estrangeiros especulativos, que se cevam na dívida mobiliária interna e em títulos privados e seus derivados, para transferir anualmente centenas de bilhões de reais para o exterior.

Enquanto prevalecem os ingressos sobre as saídas de capital, o real acumula valorização mais que excessiva. Assim, as empresas brasileiras ficam em ainda piores condições de competir nos mercados externos. Ademais, como elas não têm acesso a dinheiro a juros módicos praticados no exterior, são ainda mais inviabilizadas, até no mercado interno, dominado por subsidiárias de empresas transnacionais. Estas, ademais de desfrutarem de subsídios governamentais, podem captar no exterior o pouco capital de que necessitam. Dessas repercussões no câmbio e na estrutura dos mercados, nem falei na entrevista, porque não havia tempo para alongar-se.

Em suma, são imensos e duradouros os malefícios à economia da política de juros altos, pois, além de causarem inflação, colocam a produção em nível cada vez mais baixo. Na continuação, os resultados são desastrosos: 1) renda real em queda; 2) elevação dos preços de bens e serviços; 3) desemprego em aumento.

À pergunta de por que, então, as taxas de juros vêm sendo elevadas, apontei que isso decorre de prevalecerem na política as decisões dos grupos mais poderosos. A sociedade difusa, o grosso da população, obviamente não faz parte desses grupos.

Procurei transmitir essas noções de forma clara, mas escolhendo as palavras com muito cuidado, para evitar que a natural contundência que o assunto requer não assustasse os responsáveis pelo noticiário da tal TV. Leia o resto do artigo »

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Escândalos e Mudanças

Postado em 25 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Paulo Passarinho

Ao longo do governo Lula, temos assistido a freqüentes investigações da Polícia Federal – em ações respaldadas pela Justiça, e em consonância com o trabalho do Ministério Público – atingindo figuras de expressão das classes dominantes.

É uma novidade importante, ainda mais se levarmos em conta a tradição e história de uma justiça estatal que sempre tratou a população de uma forma extremamente desigual: aos pobres, os rigores da lei; e aos ricos, as exceções da mesma lei, quando muito, pois a regra sempre foi a mera impunidade.

Esse tipo de iniciativa policial leva, portanto, naturalmente, ao imediato apoio de camadas expressivas da população. Existe uma espécie de déficit de justiça no país, que faz com que essas ações sejam vistas, enfim, como uma espécie de luz no fim do túnel da impunidade, que determinados crimes acabam gozando, particularmente se seus autores forem ricos e influentes.

Esse sentimento de uma justiça tardia, mas que finalmente age, estimula a sensação que estamos vivendo um período de mudanças e que, a partir de agora, a história possa ser diferente.

Especialmente em um momento onde a legitimidade de várias instituições encontra-se em franco descrédito junto ao povo e à opinião pública, em geral. Leia o resto do artigo »

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SARKOZY PASSA REFORMA CONSTITUCIONAL POR DOIS VOTOS: UM DELES, DO PS, ABRE NOVA CRISE NA OPOSIÇÃO FRANCESA

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - O Congresso francês aprovou segunda-feira, em Versailles, o projeto de reforma constitucional proposto pelo Elysée. A vitória, por dois votos de margem, sendo um deles do deputado Jack Lang, do Parti Socialiste (PS), desencadeou uma nova crise na oposição francesa. O projeto prevê o aumento de poderes do parlamento, além de aparentemente dar mais garantias à oposição.

 

O presidente francês Nicolas Sarkozy sai fortalecido do embate. Já os socialistas terão que contornar mais uma crise. Além da eterna disputa entre o secretário-geral do partido, François Hollande, e a ex-candidata Ségolene Royal, o PS segue numa encruzilhada. O que fazer com Jack Lang, o deputado dissidente? Contrariando a orientação do partido, ele votou pelo projeto do governo.

 

Em teoria, o projeto traz alguns avanços e atende reivindicações históricas da esquerda francesa. Entretanto, falta confiança da oposição nos verdadeiros propósitos de Sarkozy. Além disso, o PS argumenta que esta é apenas uma reforma de fachada. A verdadeira reforma, que suprime de facto os poderes do premier ministre, e confere super-poderes ao presidente, já foi feita.

 

Mais um ponto para a direita. Se, por um lado, Sarkozy tem enfrentado seu inferno astral desde que chegou ao Palácio do Elysée, por outro, as constantes brigas e desentendimentos no campo da oposição têm ajudado o presidente, e seu partido, a Union pour un Mouvement Populaire (UMP), a levar adiante o projeto neoliberal na França.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Politicômetro

Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2008

*Por Paulo Metri

Tenho alguns comentários sobre o teste do “politicômetro” da revista Veja. Parece ser, à primeira vista, um teste ingênuo para, através da emissão da opinião do testando, “situá-lo no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia”, segundo as palavras da revista.

Ela procura dar um respaldo técnico ao teste, ao dizer que “Com a ajuda do sociólogo Alberto Almeida, Veja preparou um questionário com vinte perguntas.” Assim, eu imagino que eles querem transmitir para os testandos que seria um teste isento e confiável.

A Veja continua, buscando atiçar a curiosidade do futuro testando ao dizer: “Assim que terminar de respondê-las, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal.” Quem não fica curioso em saber quais são as perguntas confeccionadas por um especialista e tão marcantes que permitem classificar as pessoas? Alem disso, as pessoas se perguntam como elas serão avaliadas. Notar que é natural ter estas reações.

Entretanto, minhas observações sobre este teste são as seguintes:
O conjunto de perguntas e a forma de apresentação das mesmas não compõem o conjunto mais adequado para a avaliação do posicionamento político das pessoas. Por exemplo, existe uma pergunta, que cita o MST, querendo avaliar se o testando dá valor ao direito de propriedade, sem lembrar sobre a função social que a propriedade deve representar. Por outro lado, não há uma pergunta que busque testar a aprovação do Bolsa Família, por estar proporcionando às pessoas comerem mais, ou seja, não se busca saber como o testando se posiciona com relação ao direito à vida.

O conjunto de perguntas serve também como propaganda dos temas que a revista quer que sejam debatidos e serve para enterrar temas que ela quer esconder do debate. Por exemplo, por que ela não fez uma pergunta sobre o fato de entes privados serem os grandes concessionários dos meios de comunicação de massa no Brasil, os quais não têm a isenção necessária para promoverem um verdadeiro debate público de idéias. Leia o resto do artigo »

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GM cria parcerias para carro elétrico

Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (22) parcerias com empresas americanas e canadenses para acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos.

A montadora e o Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica (EPRI, em sua sigla em inglês) farão um trabalho conjunto para desenvolver o Chevrolet Volt (foto).

O carro elétrico está em fase final de desenvolvimento e deve começar a ser vendido no final de 2010.

Jon Lauckner, vice-presidente da GM para o Programa Global de Gestão, afirmou através de um comunicado que espera fazer com que o mundo deixe de ser dependente do petróleo. “Junto com EPRI e as companhias elétricas podemos fazer com que nossa nação e o mundo abandonem a dependência do petróleo”, disse.

Além do Volt, a GM quer produzir uma versão elétrica sem tomada do Saturn Vue.

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