prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Todos (nossos autores)':

Lições da Crise

Postado em 27 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por: Paulo Passarinho* 

Engana-se o leitor que imaginar que irei tratar neste artigo de lições relativas à presente crise que assola as economias consideradas as mais desenvolvidas do mundo. 

Quero abordar uma outra crise, muito perto de todos nós, latino-americanos, e que se relaciona obviamente aos processos de liberalização financeira – origem da atual crise global -, mas que guarda especificidades e conseqüências muito mais diretamente relacionadas à nossa realidade. 

Vou me referir à crise do projeto neoliberal no nosso continente, duramente golpeado eleitoralmente em quase todos os nossos países, mas que continua em curso, e com vigor, especialmente aqui no Brasil, com as políticas cambial, monetária e fiscal mantidas de acordo com o figurino recomendado por bancos e transnacionais. Para falar o mínimo, e não adentrar em considerações sobre o que vem sendo feito em outras áreas das políticas públicas, relacionadas aos setores, por exemplo, agrário e agrícola, meio-ambiente, petróleo, educação ou de estradas de rodagem. 

Certamente, pelas dimensões e complexidade de nossa economia, esta é uma situação que deve causar apreensão aos nossos vizinhos. O Brasil é hoje a mais forte retaguarda de defesa desses interesses corporativos financeiros em nosso continente. Os recentes episódios envolvendo o governo Lula com os interesses da construtora Odebrecht e a pendência com relação a um financiamento do BNDES, para uma obra que apresentou graves problemas aos equatorianos e ao seu governo, é apenas um exemplo do papel desempenhado pelo governo brasileiro.  Leia o resto do artigo »

Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Paulo Passarinho, Política Brasileira, Política Econômica | 1 Comentário »

Na mão do agiota

Postado em 26 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por: Rogério Lessa*

Quando lhes convém, a imprensa grande e os politiqueiros são campeões em didática. Um bom exemplo é a um tanto forçada comparação entre as contas nacionais e a economia familiar: “O governo deve fazer como as donas-de-casa, que não gastam mais do que ganham”. Como se elas pudessem evitar o crediário para adquirir um simples DVD. Como se o Estado, ao gastar mais, também não arrecadasse mais em impostos no futuro, além de gerar empregos.No momento em que o Banco Central, depois de retomar a trajetória de alta da taxa de juros a pretexto de controlar uma suposta inflação de demanda, toma caminho inverso do mundo inteiro e mantém a Selic nas alturas, expondo o Brasil ao vexame no G20, não caberia perguntar se uma pessoa, empresa ou país podem se desenvolver estando na mão do agiota?

Yes, cada vez mais, nós só temos bananas. Cada vez mais nos especializamos em exportar produtos básicos para financiar importações de bens de maior valor agregado.

De acordo com o economista Miguel Bruno, da Escola Nacional de Estatística (Ence/IBGE), que agora está também no IPEA, os juros já representam 29% da renda nacional, ficando os bancos com 7% e o restante sendo destinado a segmentos privilegiados da sociedade. Já Marcio Pochmann, presidente do mesmo IPEA, constatou que apenas 20 mil clãs familiares (um milhão de pessoas) se apropriam de 75% da renda de juros pagos pelos títulos públicos do governo. Por outro lado, enquanto em 1994 a especulação com títulos públicos correspondia a 4% das receitas dos bancos, no final de 1998 essa especulação chegava a 43%. Leia o resto do artigo »

Postado em Destaques da Semana, Política Brasileira, Política Econômica, Rogério Lessa | Sem Comentários »

Crise do liberalismo ou crise do capitalismo?

Postado em 20 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

*Heldo Siqueira

Quando Adam Smith escreveu sua “Riqueza das Nações” salientou, entre outras coisas, as vantagens da divisão do trabalho. O processo de particionamento e especialização da produção a tornava mais eficiente e rápida. Algum tempo depois, Karl Marx relembrava que o sistema capitalista levava a divisão do trabalho até as últimas conseqüências[1]: praticamente nenhuma produção tem fim em si mesma. Geralmente, as empresas produzem para revender a outras utilizarão como insumos para a montagem de outras mercadorias. Em última instância, o sentido da produção com certeza é o consumo das famílias, mas um intrincado sistema de negociações entre empresas precede o destino final das mercadorias. Essa característica faz com que qualquer atividade de investimento seja uma atividade de especulação, já que a maioria das empresas depende da demanda de outras para escoar sua produção.

Por outro lado, ao decidir fazer um investimento, o empresário não pensa na demanda atual, mas na demanda que espera para quando sua firma estará em funcionamento. Afinal, há um espaço de tempo entre a decisão de investir e o efetivo funcionamento da firma. Além disso, como esses prazos variam entre os setores da economia, há, em via de regra, um descasamento entre a oferta potencial dos vários setores. Em um ambiente de prosperidade econômica, é natural que os empresários esperem a ampliação de suas vendas, de maneira que projetam suas plantas para anteciparem-se à demanda. Leia o resto do artigo »

Postado em Heldo Siqueira, Pleno Emprego | 1 Comentário »

Generosidade às Montadoras

Postado em 13 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por: Paulo Passarinho

No último final de semana, o chamado G-20 financeiro (que não deve ser confundido com o G-20, das rodadas de negociação da OMC) realizou reunião em S.Paulo, com a participação de ministros de Estado e presidentes de bancos centrais dos países que compõem esse fórum. Foi uma reunião preparatória do encontro a ser realizado no dia 15 de novembro, em Washington, que reunirá os presidentes e chefes de governo deste grupo de países, composto pelas nações mais ricas do mundo – o G-7 -, acrescido pelos países considerados em desenvolvimento, dentre os quais se inclui o Brasil.

O tema em discussão é a crise financeira e econômica global, que cada vez mais se manifesta não apenas nos circuitos financeiros, atingindo também de forma grave a economia produtiva, com reais perspectivas de redução do ritmo de atividade econômica, concordatas e falências de empresas e desemprego em massa.

O FMI já prevê que em 2009 iremos experimentar a primeira recessão global, desde o fim da segunda guerra mundial. Leia o resto do artigo »

Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Paulo Passarinho, Política Econômica | Sem Comentários »

Tão vulnerável quanto com FH

Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por Rogério Lessa*

DINHEIRO DE RESERVAS SERVE APENAS PARA DAR LASTRO A FUGA DE CAPITAIS, COMO ACONTECEU NA QUEBRA DO REAL

O economista José Luiz Oureiro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), discorda do ministro Guido Mantega, da Fazenda, para quem o Brasil está em situação muito mais favorável para enfrentar crises externas do que na década de 70, por acumular cerca de US$ 200 bilhões em reservas internacionais.

“Dividindo o montante de reservas pelo total da moeda circulante e dos títulos públicos (M2) o índice é apenas um pouco melhor do que em 1997: subiu apenas para 0,25%. Ou seja, ainda muito distante de 1″, comentou. Leia o resto do artigo »

Postado em Destaques da Semana, Política Econômica, Rogério Lessa | 1 Comentário »

Economista vê fim do Acordo de Basiléia

Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por Rogério Lessa*

Para o economista Fernando Cardim, da UFRJ, o mundo está presenciando o fim do mito da auto-regulação financeira, base do Acordo da Basiléia, que estipula normas internacionais para os bancos. “O problema não são os instrumentos financeiros, como a securitização, mas a falta de regulação. Foi isso que gerou a atual crise”, frisa Cardim.

De acordo com o economista, a securitização foi extremamente importante para alavancar o crédito e o desenvolvimento nos EUA. “Essa forma alternativa de crédito representou uma concorrência com os bancos no mercado norte-americano e ajudou a baixar os juros naquele país”, comentou, recomendando que o Brasil não deixe de promover inovações financeiras por causa da crise iniciada no mercado hipotecário dos EUA.

“O que aconteceu lá foi a emissão de papéis sobre papéis sem a garantia mínima, que, por falta de regulação, chegou a um ponto insustentável, com crise de confiança, que acabou no quadro atual”.

Apesar de defender a utilização desses mecanismos para alavancar o desenvolvimento, Cardim ressalva que eles não devem ser operados pelos bancos brasileiros de maneira nenhuma. “A idéia de que isso poderia promover mais concorrência e obrigar os bancos a baixarem os juros é errada porque no Brasil os bancos têm atuação nacional e o setor é extremamente concentrado. Para dar certo a securitização, além de regulada, deve ser operada por outros agentes”.

*Rogério Lessa Benemond: Jornalista do Monitor Mercantil, colaborador da revista Rumos do Desenvolvimento. Prêmio Corecon- RJ de jornalismo econômico 2006. Meus Artigos

 

Email: editor-chefe@desempregozero.org

Publique um artigo seu aqui! Basta enviar um email para: dzero-edicao@yahoogrupos.com.br

Postado em Destaques da Semana, Política Econômica, Rogério Lessa | Sem Comentários »

CARLOS LESSA: “Vou horrorizar os jovens economistas. Sou favorável a centralizar o câmbio”

Postado em 3 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Em entrevista à Carta Maior, o economista defende a redução dos juros e o aprofundamento do PAC, sobretudo em investimentos sociais e na geração de emprego. Para o ex-presidente do BNDES, o governo deveria também centralizar o câmbio. “Nós temos que reforçar nossas defesas. Se perdermos 50 bilhões e tivermos, em 2009, uma balança comercial altamente deficitária, as reservas brasileiras acabam”.

Fonte: Carta Maior

Para o economista Carlos Lessa, a análise das conseqüências que a crise financeira internacional pode ter sobre a economia brasileira é uma grande aula. Nesta entrevista à Carta Maior, Lessa aponta os possíveis caminhos para que o Brasil possa minimizar os efeitos da falta de crédito mundial nos setores produtivos locais, afirma que o PAC é o grande trunfo sobre a crise e projeta a centralização do câmbio no país. “A idéia do planejamento não é a idéia de uma economia de mercado: planejar é construir o futuro que você deseja pessoalmente enquanto a economia de mercado pensa no futuro que será bom para o mercado”, defende.

Ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lessa acredita que importante para o Brasil é discutir o futuro, especialmente porque “todos os projetos de infra-estrutura de grande porte são públicos”. Autor de dezenas de livros e artigos especializados, Lessa integrou as equipes do Instituto Rio Branco, da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe e do Instituto Latino-Americano e do Caribe de Planificação Econômica e Social, além de ter atuado em instituições do Chile, Nicarágua e El Salvador.

Carta Maior – A atual crise vem se estruturando desde quando?

Carlos Lessa – A crise do capitalismo é, na verdade, mais antiga que o próprio capitalismo industrial. Se nós formos olhar para o passado, encontraremos a famosa crise holandesa cujo estopim foi o preço da tulipa. Montou-se uma especulação colossal com as tulipas e a lenda é de que um marinheiro entrou numa casa onde estavam dois bulbos de uma tulipa hiper valiosa e as comeu, achando que eram duas cebolas. O fato gerou uma crise de confiança tal que houve uma quebra da bolha especulativa que havia se montado na Holanda do século 17.

As crises que nos interessam mais, no entanto, são aquelas que surgiram depois que o capitalismo industrial se instalou. É famosa a crise que vai de 1870 até 1893, que marca o início do declínio inglês e só se resolve, de certa maneira, na I Guerra Mundial. A grande depressão de 1929, que atravessou todos os anos 30, só foi superada com a reanimação da economia mundial com a II Guerra Mundial. Leia o resto do artigo »

Postado em Carlos Lessa, Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »

Pode “Ela” Acontecer de Novo?

Postado em 3 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Fernando Ferrari Filho e Luiz Fernando de Paula*

Em um dos seus livros mais conhecidos, Can ‘It’ Happen Again? (publicado originalmente em 1982), a palavra ´Ela’ (´It’) a que se refere Hyman Minsky é a Grande Depressão. Como se sabe este famoso economista pós-keynesiano formulou sua hipótese de fragilidade financeira mostrando que economias capitalistas em expansão são inerentemente instáveis e propensas a crises, uma vez que a maioria dos agentes apresenta postura especulativa, resultando em práticas de empréstimos de alto risco. O aumento da fragilidade financeira é produzido por um lento e não percebido processo de erosão das margens de segurança de firmas e bancos, em um contexto no qual o crescimento de lucros e rendas “validam” o aumento do endividamento.

Para Minsky, respondendo a pergunta que ele mesmo formulou, a depressão pôde ser evitada ou atenuada por conta da atuação do banco central como emprestador de última instância (“Big Central Bank”) e da adoção de políticas fiscais contra-cíclicas (“Big Government”). Neste sentido em suas próprias palavras: “A evolução das relações financeiras conduz a intermitentes ‘crises’ que colocam claros e presentes perigos para uma séria depressão. Até o momento, intervenções do Federal Reserve e outras instituições financeiras junto com déficits do Tesouro têm sido combinados para conter e administrar essas crises”.

A inspiração de Minsky obviamente veio de John Maynard Keynes que na Teoria Geral havia dito: “é uma característica notável do sistema econômico em que vivemos a de que está sujeito a severas flutuações do seu produto e emprego, mas não é violentamente instável (…) Uma situação intermediária, nem desesperadora nem satisfatória, é o nosso resultado normal”. Assim, Keynes sugere que o problema principal dos economistas não deveria ser explicar a flutuação, mas sim entender como um sistema tão simples não entra em colapso sob peso de suas próprias contradições. O que impede que o sistema seja “violentamente instável” é a existência de convenções e instituições (entre os quais o governo). Leia o resto do artigo »

Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Fernando Ferrari, Política Econômica | 2 Comentários »