Postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
Desde o início dos sintomas mais agudos da crise econômica global – em setembro do ano passado, agravando um quadro que já se notava, desde o segundo semestre de 2007, como de extrema gravidade – temos defendido que a história abre uma oportunidade para Lula rever as opções de política econômica, adotadas desde o início de seu governo, em 2003.
Afinal, se por uma tosca noção de governabilidade, o presidente eleito em 2002 optou por manter os pilares da política macroeconômica de FHC do seu segundo mandato, e entregou a direção do Banco Central a um executivo de um banco estrangeiro credor do Brasil, além de deputado federal eleito pelo PSDB, a partir da falência espetacular do sistema financeiro internacional tudo poderia favorecer às alternativas de mudanças.
Ao contrário, o que assistimos foram sucessivas declarações de Lula e de seus ministros afirmando que a crise era externa, a economia brasileira encontrava-se blindada a quaisquer abalos vindos de fora, e que o grande cacife que dispúnhamos para a manutenção das taxas de crescimento era a nossa economia interna, o crescente consumo das famílias e o “novo” papel do Estado, embalado pela virtude indutora ao desenvolvimento propiciado pelo PAC. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
No próximo dia 11, o Copom – o Comitê de Política Monetária do Banco Central – divulgará a taxa Selic, que passará a vigorar a partir dessa data.
A taxa Selic é importante, pois ela define a taxa básica da economia com que o Banco Central se relaciona com as instituições financeiras, especialmente nas suas chamadas operações de redesconto. Ela é importante, pois sinaliza uma espécie de piso mínimo do custo do dinheiro e é com base nesta taxa que os diversos agentes financeiros realizam seus cálculos e decisões de operações financeiras, de aplicações e empréstimos a terceiros.
Ocorre que aqui no Brasil esta não é uma decisão que impacte somente as condições de empréstimos e redescontos do Banco Central.
Levando-se em conta que a taxa Selic ainda é o principal indexador dos títulos públicos, essa decisão do Banco Central é extremamente relevante para a situação das finanças públicas, em particular para a estimativa de gastos com juros que o governo central acaba arcando, pela necessidade de rolagem da dívida pública mobiliária federal.
O fato da taxa Selic ser ao mesmo tempo a taxa básica de juros e o mais importante indexador dos títulos públicos é uma deformação que exigiria uma rápida medida do governo. Contudo, já no seu sétimo ano de governo, nos parece que essa não seria uma medida a ser enfrentada por Lula. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por José Augusto Valente
A criação de um projeto, com linha de crédito, para incentivar a troca de caminhões e consequentemente evitar o sucateamento destes veículos que circulam pelo Porto de Santos.
Este foi um dos principais assuntos discutidos ontem na reunião do Comitê de Infra-estrutura e Logística do Porto de Santos, que acontece todas terças-feiras na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindissan), Marcelo Marques da Rocha, o Governo precisa incentivar a troca de caminhões sucateados. “Estão incentivando até mesmo a troca de geladeiras”, argumentou.
Para o superintendente de Fiscalização de Operações da Codesp, Osvaldo Freitas Vale Barbosa, o Governo precisa criar uma linha de crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Vai beneficiar os caminhoneiros e também as indústrias”, disse Barbosa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
A CUT promoveu em 11 de fevereiro último, em várias capitais, um Dia Nacional de Lutas, em defesa do emprego e dos salários. No Rio de Janeiro, em ato que contou com o apoio do Conlutas, e a presença do próprio presidente da Central, Artur Henrique, a manifestação ocorreu em frente à sede da Vale do Rio Doce.
Nada mais justo e simbólico para a escolha do local da manifestação. Afinal, a Vale do Rio Doce, a segunda maior mineradora do mundo, está no centro de uma disputa judicial que já se arrasta há mais de onze anos na justiça – por força das gritantes irregularidades observadas por ocasião da transferência do seu controle acionário, em 1997. Além disso, em meio à atual crise econômica, pontificou a sua ação com cerca de 12.000 demissões de trabalhadores diretos e terceirizados, de acordo com denúncias da própria CUT. Roger Agnelli, seu atual presidente – e executivo com acesso direto a Lula – defende abertamente a flexibilização da legislação trabalhista, como forma de facilitar a demissão de trabalhadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
O presidente Lula sofreu muitas críticas pelo fato de aparentemente ter menosprezado os efeitos da crise econômica mundial na economia brasileira, ao comparar os riscos que sofreríamos a uma mera marola – aquelas pequeníssimas ondas que não assustam sequer aos estranhos ao mar.
Politicamente, podemos compreender o papel do presidente da República. Não cabe a ele a função de atemorizar a população com supostas conseqüências negativas que enfrentaremos. Ao contrário, sua responsabilidade maior é a de garantir a tomada de decisões que evitem o pior, e aliviem o trabalhador brasileiro do desemprego, da redução de sua renda e da precariedade dos serviços públicos.
E é justamente neste ponto que consideramos extremamente equivocada a posição assumida pelo governo Lula. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Roberto Pereira d’Araujo
O impacto no inconsciente coletivo do racionamento de 2001 pode ser medido pelo fato de que outras falhas em outros setores também passaram a ser chamadas de “apagão”. A reforma dita “modernizante” no governo Fernando Henrique Cardoso era um falso objetivo e apenas acessório. O principal intento era abater a dívida pública através da privatização de toda distribuição e geração, ou, pelo menos, da parte que estava na mão das empresas federais. A combinação de adaptação apressada de um sistema só testado em países de base térmica e a privatização sob regulamentação incompleta era uma aventura perigosa. As condições técnicas que culminaram na crise estavam anunciadas a mais de 3 anos. O setor tinha o pleno conhecimento técnico das reais condições de suprimento independente das passageiras condições metereológicas.
A força dessa desagradável experiência foi suficiente até para unir politicamente visões que, na realidade, mantinham adormecidas suas divergências. Decerto, o racionamento paralisou o processo de privatização. Mas, o padrão mercantil, não só permaneceu, como floresceu no modelo do governo Lula. O mercado livre se expandiu como nunca e a e a adjetivação “commodity” para a energia elétrica é uma incômoda realidade, por incrível que pareça. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Adriano Benayon*
As emissões do FED, o banco central privado e independente dos EUA, vêm crescendo com incrível aceleração. Só nos últimos seis meses, as novas emissões chegaram a US$ 8 trilhões. Entretanto, qualquer economista dotado de alguma competência, e não condicionado pelas palavras de ordem do sistema, está vendo que mesmo emissões dessa grandeza fantástica são, de longe, insuficientes para deter o colapso financeiro nos EUA. A situação não é diferente no Reino Unido, nos países do euro e na Suíça.
Nos EUA passam de US$ 165 trilhões os derivativos dos quatro bancos com maior exposição. Em todo o Mundo, segundo o Banco de Liquidações Internacionais (BIS na sigla em inglês), o estoque, em valor nominal, dos derivativos é da ordem de US$ 600 trilhões. Ninguém conhece o valor real, ou de mercado, desse Himalaia de lançamentos eletrônicos, mas quem acompanha a seqüência do colapso financeiro e examina suas causas, sabe que ele é pequena fração do valor nominal deles.
Sabe também que essa fração decresce à medida que a depressão da economia real entra em cena. Com esta, perdem cada vez mais valor os ativos finais sobre os quais os manipuladores do mercado fizeram assentar(?) a montanha de títulos derivados. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte:Correio da Cidadania
Por Paulo Metri*
Foi transmitido à exaustão nos meios de comunicação o conceito errôneo de que, junto com a crise, surgem oportunidades, dando a entender que só neste instante elas surgem. A verdade é que as oportunidades estão sempre surgindo, mas nem sempre são identificadas para serem desfrutadas. O que acontece durante as crises é que saídas são desesperadamente procuradas. No entanto, pensar em saídas com antecipação para crises futuras serem evitadas seria o ideal.
O capital se expandiu no período anterior à crise acumulando rios de dinheiro, ou seja, durante o período de encubação da crise os lucros foram apropriados e quando ela eclodiu já não se sabia onde eles estavam. A exploração pré-crise foi muito apoiada pela mídia do capital que, durante anos, pregou princípios neoliberais e da globalização dos desenvolvidos. Leia o resto do artigo »
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