Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O déficit comercial dos EUA atingiu a marca de US$ 62,3 bilhões em fevereiro de 2008. Nem a desvalorização do dolar pode mitigar o desastre ja anunciado. Aparentemente, o FED tera de fazer uma escolha muito dificil.
Caso opte por uma politica monetaria restritiva, o que não parece o caso até agora, o mundo podera sofrer ainda mais com os desdobramentos da crise mundial. No caso da opção por uma polîtica mais generosa, o dolar pode perder cada vez mais espaço na economia mundial.
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Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca na edição de hoje a publicação do relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (clique aqui para ler a reportagem). O FMI salienta a diminuição de previsão do crescimento para os EUA e para a Zona do Euro.
Ainda segundo a instituição, as respectivas autoridades monetárias deveriam intervir de forma mais enérgica para minimizar os efeitos da crise econômica mundial, iniciada no mercado de crédito subprime norte-americano. Medidas como refinanciamento de hipotecas não deveriam ser descartadas.
Não custa relembrar mais uma vez a mudança da postura do FMI de uns tempos para cá. No auge do ciclo de liquidez, o Fundo destacava artigos e relatórios que exaltavam as benesses das finanças globalizadas, da liberalização da conta financeira e etc. Quando bateu a crise, inusitadamente começou a prevalecer um discurso mais keynesiano dentro da instituição. Vale lembrar que, historicamente, Keynes e seu pensamento têm salvado o capitalismo dos capitalistas.
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Postado em 8 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca na edição de hoje a declaração do diretor do Fundo Monetário Internacional, o FMI (clique aqui para ler a reportagem). Segundo Dominique Strauss-Kahn, a crise econômica mundial pode apenas ser minimizada através de uma ação de política econômica coordenada pelas principais potências, lideradas pelos EUA.
Conforme reiteramos ao longo das últimas semanas, nota-se cada vez mais um viés keynesiano nas declarações de membros das distintas organizações multilaterais, outrora defensoras assíduas do liberalismo. Seria isso uma mudança ideológica significativa?
Infelizmente não. Conforme já salientaram Marx e Keynes, dentre outros, o ciclo e as crises são partes constitutivas do desenvolvimento capitalista. Na fase de bonança, prevalecem frequentemente os ideários liberais que, em última instância, validam a sanha ilimitada de reprodução e ampliação do Capital.
Por outro lado, na hora da crise, quando parte da riqueza social não é validada, isto é, vira pó, o Estado é chamado para solucionar a mesma, o que significa socializar as perdas. Neste momento, afloram repentinamente, por interesses econômicos ocultos, vozes intervencionistas. Quando a crise é superada, o liberalismo normalmente volta a ser dominante.
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A crise econômica mundial, iniciada no mercado de crédito subprime dos EUA, trouxe à tona a discussão acerca da criação de um órgão supranacional, no âmbito da União Européia, que teria como objetivo a supervisão e o controle sobre o sistema bancário europeu.
Numa economia capitalista, cabe ao Estado, convocado pelos donos da banca, o papel de emprestador de última instância e de árbitro das crises financeiras nacionais e internacionais. De fato, sem algum tipo de socialização das perdas, torna-se quase impossível evitar que muitas crises contaminem o “lado real” da economia.
Entretanto, o custo da socialização das perdas é diretamente proporcional ao nível de desregulamentação financeira. Ademais, a liberalização financeira, levada ao paroxismo no capitalismo pós-Bretton-Woods, trouxe no seu bojo um custo muito maior para a resolução das crises. E parte deste custo é necessariamente arcado pelo Estado e, em última instância, pelo contribuinte, através da utilização direta de recursos públicos ou pelos inconvenientes de uma recessão econômica.
Portanto, a criação de um órgão supranacional de supervisão e controle do sistema bancário seria fundamental para minimizar os efeitos das crises financeiras. Todavia, Economia é Política. A concepção de tal organismo iria de encontro ao interesse de potências como França, Reino Unido e Alemanha, pois retiraria das mesmas a autonomia na gestão da política econômica. Os mais fracos clamam por tal mudança, mas esta reivindicação deve ser inócua, dado que a corda sempre pende para o mesmo lado.
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Postado em 4 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris

Brasil
A Comissão de Serviços e Infra-Estrutura do Senado Federal aprovou nesta semana, num ato de descuido de integrantes da base aliada, um requerimento para a convocação da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A ministra tem até 30 dias para atender a convocação. A justificativa formal para o requerimento é a necessidade de explicações em relação ao andamento das obras do PAC. No entanto, sabe-se que a oposição utilizará o depoimento para discutir o caso do dossiê preparado por sua assessora, com informações de gastos sigilosos no governo FHC. Dilma é o nome preferido do presidente Lula para sua sucessão.
Economia
O presidente do Federal Reserve Bank (o FED, ou Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, admitiu pela primeira vez nesta semana a possibilidade de recessão na maior economia do mundo. A declaração de Bernanke trouxe apreensão ao mercado financeiro internacional. Conforme declaração dada pelo diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a crise iniciada no mercado de crédito subprime norte-americano tornou-se uma crise de insolvência. A extensão da crise será percebida assim que os principais agentes do mercado financeiro anunciem suas reais perdas.
Internacional
No plano internacional, o principal assunto dos jornais brasileiros e europeus é a possível libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O presidente francês trata o assunto como prioridade de sua política externa. O presidente Hugo tenta colaborar, mas o maior entrave às negociações parece ser mesmo o presidente colombiano Álvaro Uribe. A morte de Raul Reyes, número dois da guerrilha, foi possível graças à interceptação de um telefonema nas negociações para a libertação dos últimos reféns. Certamente, a guerrilha teme que algo parecido possa ocorrer novamente.
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Postado em 3 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, defendeu, em entrevista ao diário francês Le Figaro (clique aqui para ler a entrevista), a utilização de uma política fiscal ativa com o objetivo de resolver a crise financeira iniciada no mercado de crédito subprime norte-americano.
Strauss-Kahn ressaltou o fato de que a crise, inicialmente de liquidez, tornou-se uma crise de insolvência. Apesar da existência do risco moral, o diretor-geral do Fundo disse ser indispensável a intervenção direta do Estado, através do provimento de liquidez, para solucionar a crise.
Além disso, Strauss-Kahn defendeu a utilização de uma política fiscal anticíclica para sustentar a demanda. O diretor-geral ainda salientou que as decisões de política monetária devem se balizar pelas questões de curto prazo. Parece que a ortodoxia vem perdendo espaço até mesmo nos órgãos historicamente mais conservadores.
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Postado em 2 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O Ministro das finanças da França, Eric Woerth, anunciou que o déficit francês em 2007 atingiu 2,7% do PIB, ao contrário do número estimado, que era de 2,4%. Já para 2008, a previsão do déficit foi aumentada de 2,3% para 2,5% do PIB, devido às baixas taxas de crescimento do país.
Agora imaginemos o Brasil neste mesmo contexto. Historicamente, quando o Brasil não cresce (há 30 anos…), as vozes da ortodoxia clamam por um choque fiscal, que pode atingir até (aliás, principalmente) os setores menos favorecidos da sociedade.
Por conseguinte, os baluartes da direita criticam programas assistenciais, intervenção do Estado e etc. Afinal, menos gastos significam menos impostos para os barões. E Estado, só na hora de resolver a crise deles.
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Postado em 1 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, defendeu, nesta segunda-feira, uma reforma significativa no sistema de regulamentação financeira dos EUA. Paulson admitiu que a estrutura de regulamentação ianque não faz frente ao mundo das finanças contemporâneas.
Dentre as medidas apresentadas, destaca-se aquela que amplia os poderes do Federal Reserve Bank (FED, o Banco Central dos EUA), dando a esta instituição o poder de fiscalizar o conjunto do sistema financeiro, o que inclui bancos de investimentos, fundos de pensão e hedge funds.
Como nos ensina a boa teoria econômica, a crise é um dado estrutural do capitalismo. Entretanto, pode-se amenizá-la, seja através da introdução de controles sobre os fluxos de capitais, seja pelo estabelecimento de mecanismos de supervisão prudencial. A decisão do secretário Paulson, mesmo que tardia, pode ser um pequeno alento no mundo da globalização financeira.
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