Postado em 29 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O presidente George W. Bush pediu confiança aos cidadãos norte-americanos no seu último discurso anual ao Congresso dos EUA. Bush Jr. Admitiu que o país passa por um momento de incerteza, mas ressaltou a capacidade da maior economia do mundo em superar crises econômicas.
Na verdade, o presidente dos EUA esqueceu de salientar o papel omisso do ex-presidente do FED (o Banco Central dos EUA), o mago neoliberal Alan Greenspan, que fez vista grossa para o crescimento da bolha imobiliária durante os últimos anos (clique aqui para ler mais).
A história se repete. Na época de bonança, prevalece o ideário liberal, que prega a auto-regulação do mercado, a função da especulação estabilizadora, etc. Já quando bate a crise, o Estado, através de governos e autoridades monetárias, são chamados a campo para dar uma “mãozinha”.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 28 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Numa decisão surpreendente para alguns, o Banco Central norte-americano (FED), que não é bobo, reduziu a taxa de juros básica da economia norte-americana em 0,75% em reunião extraordinária na última semana. Muitos analistas acreditam que o FED possa dar um repeteco na semana que segue.
De fato, o FED tenta consertar o erro cometido na gestão do “maestro” do neoliberalismo, Alan Greenspan, que fez vista grossa para a bolha que se formava no mercado imobiliário. Agora, não adianta choramingar sobre argumentos como o moral hazard (risco moral). A única saída que se coloca é a injeção de liquidez para que a crise financeira não afete a macroeconomia do emprego e da renda.
No que diz respeito aos países tropicais, resta torcer para que a China mantenha seu crescimento e, por conseguinte, sua demanda por commodities em alta, para que nossas variáveis macroeconômicas não sejam seriamente afetadas. O FED, graças aos deuses, tem ignorado a cartilha econômica convencional, e na hora do “pega pra capar”, tem recorrentemente mandado a ortodoxia econômica às favas. Como dizia minha vovozinha, na prática a teoria é outra.
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Postado em 25 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
O principal fato da semana foi a nomeação do Senador Edson Lobão (PMDB-MA) para a pasta das Minas e Energia. Sua vaga no Senado deve ser assumida pelo suplente Edson Lobão Filho, filho do senador. Lobão Filho já chega ao Congresso sob as acusações de ter utilizado laranjas em suas empresas para fugir de dívidas. O DEM e o PSol ameaçam entrar com representação contra o suplente. O filho do senador deixou o DEM e pode integrar o PMDB. Certamente será mais uma dor de cabeça para o Palácio do Planalto
Economia
No Brasil, a nossa autoridade monetária, que sofre de surtos obsessivos de inflação (clique aqui para ler), manteve a Selic em 11,25%. As justificativas seriam uma pressão de demanda (?) e a possibilidade de recessão nos EUA. A lição da semana foi: quem dera termos um Banco Central como o Fed (clique aqui para ler a entrevista da Professora Maria da Conceição Tavares).
Internacional
No plano internacional, a boa nova ficou por conta do Fed, que na hora do aperto joga no lixo a ortodoxia econômica. O Banco Central norte-americano reduziu para 3,5% a taxa básica de juros daquela economia. Mais um alento ao mercado financeiro e uma mostra de que a autoridade monetária, por lá, se preocupa com a macroeconomia da renda e do emprego.
Nós do Desemprego Zero defendemos que o Banco Central brasileiro deve ter o emprego como meta também . Não apenas a inflação. Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu por unanimidade, no início da noite de ontem, manter a taxa básica de juros (a Selic) em 11,25%. A justificativa para tal decisão seria a instabilidade nos mercados financeiros internacionais, resultado da crise do mercado de crédito norte-americano. Além disso, a ata da reunião do COPOM destaca os “riscos” de demanda não desprezíveis, que podem comprometer a meta da inflação.
Conforme já observamos ontem (clique aqui para ler), nossa autoridade monetária sofre de surtos obsessivos inflacionários. Na prática, qualquer sinal de risco é motivo para não reduzir ou alterar a taxa de juros. Ao contrário do que faz o FED, que não gosta de inflação, mas não suporta recessão, o Bacen tupiniquim não sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo: ou anda ou masca chiclete.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O FED mais uma vez ignorou solenemente a teoria econômica convencional e, num “ajuste de emergência”, rebaixou a taxa de juros básica de 4,25% para 3,5%, dando uma possibilidade de respiro ao mercado financeiro internacional. Como nos lembrou recentemente a Professora Maria da Conceição Tavares, o FED não olha uma única meta, mas trabalha conjuntamente as variáveis inflação e crescimento (clique aqui para ler a entrevista).
As conseqüências das medidas foram imediatas. O índice Bovespa valorizou 4,45%, chegando a 56.097 pontos. Já o dólar comercial terminou o dia em queda de 2,07%, cotado a R$ 1,792. A maior parte das Bolsas européias também registraram alta.
Isto serve de lição para nossa autoridade monetária, que aparentemente sofre de surtos obsessivos inflacionários. O FED mais uma vez demonstrou que a atividade de policy maker muitas vezes deve guardar uma margem de segurança em relação às fraquezas da teoria eocnômica convencional. Na hora do “vamos ver”, a autoridade monetária norte-americana não é nada ortodoxa. Graças a Deus!!
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Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Jornal Valor Econômico traz uma reportagem (clique aqui só para assinantes) analisando o aumento de arrecadação do governo em 2007. Segundo a análise, o governo aumentou sua arrecadação em 2007 no montante de R$ 64,88 bilhões (12,19% em termos reais), valor superior aos R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF.
Mesmo assim, o governo vai ter que suar muito para rever a estrutura de gastos, pois a peça Orçamentária de 2008 foi elaborada levando em conta o aumento de arrecadação e a aprovação da CPMF (clique aqui para saber mais sobre o fim da CPMF). Portanto, cortes terão que ser feitos.
Ainda segundo a reportagem, os ganhos de arrecadação vieram para ficar, mesmo tendo em conta o caráter pró-cíclico da arrecadação, oriundo do sistema tributário brasileiro, no qual um quarto da arrecadação de impostos provém do faturamento das empresas. Por fim, ao que tudo indica, o governo deve ter, sobretudo, um problema político e não fiscal. A correlação de forças políticas deve decidir o embate de quem pagará a conta.
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Postado em 21 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Presidente Lula defendeu o aumento da eficiência na arrecadação de impostos no seu programa semanal de rádio “Café com o Presidente”. Segundo Lula, se todos pagarem impostos, todos pagarão menos. Como sabemos, o nível de sonegação no Brasil é considerável, o que pode ser agravado com o fim da CPMF (clique aqui para saber mais sobre a CPMF).
Como ressaltou o presidente, o crescimento da arrecadação é uma conseqüência natural do crescimento econômico, pois aumentam os salários, os lucros das empresas e o consumo de forma geral. Entretanto, deve-se lembrar que o governo ainda tem um rombo de R$ 30 bilhões para acertar. O fim da CPMF resultou numa perda de arrecadação de R$ 40 bilhões. Já as medidas tributárias do governo deverão trazer aos cofres da União R$ 10 bilhões (clique aqui para ler mais).
Portanto, resta saber qual o montante de recursos que este aumento da eficiência na arrecadação trará ao governo. Lula afirmou que fará cortes da ordem de R$ 20 bilhões. Falta mostrar claramente de onde virão estes cortes e em que medida a maior eficiência cobrirá o rombo em questão.
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Postado em 18 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
O assunto mais polêmico desta semana é certamente a possibilidade de compra da BrT pela Oi, o que resultaria na criação de uma “super-tele” brasileira. Para os críticos (clique aqui para ler a interessante cobertura do blog Conversa Afiada), a operação atenderia apenas a demandas privas. Os empresários Sérgio Andrade e Carlos Jereissati assumiriam o comando da tele sem desembolsar qualquer recurso, pois a compra seria financiada pelo BNDES (leia-se dinheiro do contribuinte). Além disso, o Citibank, um dos principais acionistas da BrT, venderia sua parte para fazer fluxo de caixa com o objetivo de cobrir seu rombo. Já Daniel Dantas poderia também vender sua parte e fazer um acordo com Citi para remover uma ação do banco contra ele na justiça norte-americana. A acusação dos críticos é a de que o governo teria interesse em patrocinar esta operação (além de alterar a lei de telecomunicações para legalizar a operação) para favorecer Sergio Andrade, maior doador da campanha de Lula em 2006 e sócio do filho do presidente Lula na empresa Gamecorp. Para ter uma visão favorável à operação, ver qualquer órgão da grande imprensa.
VISÃO DE UM ESPECIALISTA
O ESTADO SOU EU !
Internacional
O principal acontecimento da semana foi o pedido feito pelo presidente norte-americano George W. Bush ao Congresso dos EUA de um pacote de isenção fiscal no valor US$ 145 bilhões com o objetivo de impedir uma recessão naquele país. A crise iminente tem como estopim a crise do mercado de crédito imobiliário podre (subprime). Clique aqui para saber mais.
Economia
O fato econômico mais relevante da semana foi o discurso do presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, que foi recebido com pessimismo pelos agentes do mercado financeiro. Bernanke afirmou que a economia norte-americana deve caminhar a passos lentos neste ano, como conseqüência da crise no mercado imobiliário dos EUA (clique aqui para ler mais).
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