Postado em 10 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Gustavo Antônio Galvão dos Santos* 10/12/2007
Rubens Ricupero alerta que a política brasileira de não aceitar imposição de metas de emissão de gás carbônico a países em desenvolvimento é suicida. Suicida e atrasada mais de uma década em relação à nova realidade econômica mundial.
Hoje 73% do aumento da emissão de gás carbônico provêm dos emergentes, basicamente das usinas a carvão chinesas. Permitir que a China continue expandindo velozmente a produção dessa energia tão suja é um perigo para o clima do planeta. Temos que lembrar que os países tropicais são aqueles onde se prevê maiores prejuízos em decorrência do aquecimento. O Brasil é o maior país tropical do planeta.
Porém a pergunta de quem não conhece a nova realidade chinesa ainda é:
Mas o Brasil não pode ser prejudicado se os emergentes forem obrigados a cumprir metas de emissão?
Certamente que não. Muito pelo contrário. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
A taxa de crecimento chinês continua impressionante. Só para termos um exemplo, a produção de energia elétrica está crescendo a taxas superiores a 20% ao ano. No maior produtor mundial, isso significa que acrescentam em capacidade várias produções brasileiras por ano. Enquanto estamos aterrorizados pela iminência de uma crise energética por “não sabemos” como fazer a produção crescer mais de 4% ao ano…
Desempenho chinês no primeiro semestre de 2007 (clique)
Segundo os economistas ortodoxos, a China seria um mistério, pois cresce muito, apesar de não seguir nenhuma das recomendações das “reformas” neoliberais. Enquanto, nós, que as seguimos à risca, continuamos patinando. Será, então, que essas recomendações estão erradas. Nunca vamos ouvir um economista neoliberal admitir isso. Eles preferem dizer que a China cresce porque tem mão de obra escrava ou que ganha salário “de fome”. Mas isso é outra mentira, felizmente para os chineses. Os salário médio na China é quase o dobro do nosso salário mínimo, que em muitas regiões do país é um sonho distantes (vide a gratidão do povo, pelas míseres dezenas de reais do bolsa família, atenção: por família!). E nem estamos considerando aqui que o custo de vida na China é imensamente inferior ao custo de vida no Brasil. Para conhecer esses dados trabalhistas chineses e sua comparação com a América Latina clique aqui.
Se baixo salário gerasse crescimento, a África estaria crescendo muito. A China está crescendo porque tem tecnologia, infra-estrutura pública e escala industrial de primeiro mundo, com salários de terceiro mundo. Apesar de não serem salários tão baixos como o nosso salário mínimo.
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Gustavo Antônio Galvão dos Santos
A longa crise aérea que o país vive é conseqüência do contingenciamento de gastos em infra-estrutura aeroportuária na última década e meia, frente a uma demanda crescente por transporte aéreo. Nesse sentido, em alguma instância, o triste acidente ou ao menos o grau de gravidade do mesmo parecem ser resultado dessa profunda escassez de investimentos públicos. Essa falta de investimentos decorre de abusivas metas de redução de dispêndios governamentais, cristalizadas com a meta de superávit primário.
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Luis Otávio Reiff, Gustavo Galvão dos Santos e Marcelo Trindade Miterhof
O primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma marcante divisão regional dos votos entre os dois principais candidatos. O Norte/Nordeste votou a favor do governo, beneficiados pelos efeitos do bolsa-família e da recuperação do salário mínimo. Os estados do Centro/Sul, por sua vez, prejudicados pela valorização cambial, favoreceram a oposição.
A diferença econômica central entre esses dois pólos é que um é industrial ou de agricultura empresarial (pólo sul) enquanto o outro tem uma economia subdesenvolvida (pólo norte). Tal desequilíbrio, conforme identificou, entre outros, Celso Furtado, é uma das razões que explicam por que a industrialização no século 20 não foi suficiente para o Brasil romper com o subdesenvolvimento.
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Gustavo Antônio Galvão dos Santos,
Nosso país foi o que mais cresceu nos 100 anos anteriores a 1980, graças às políticas industrializantes implantadas a partir da revolução de 30. Isso não é pouco, pois crescimento é uma das coisas mais desejadas por todos os países. Isso não é pouco, pois se tivéssemos mantido as mesmas taxas de crescimento após 1980, hoje seríamos desenvolvidos. Ser desenvolvido não é pouco. É praticamente eliminar a miséria. Porém, essa possibilidade tem sido desconsiderada nos últimos 20 anos. Leia o resto do artigo »
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