Perspectiva Externa
Postado em 25 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Por: Adriano Benayon * 
Não há base para exaltar a solidez externa e o crescimento da economia brasileira, nem mesmo abstraindo que a participação dos salários na renda “nacional” caiu de 60% para 30% nos últimos 45 anos. Como explicar que, apesar de dotado das maiores extensões de excelentes terras do Mundo e de riquíssimo subsolo, o Brasil se veja incapaz de conciliar o equilíbrio das contas externas com o crescimento econômico?
Esse absurdo decorre do modelo e da política econômica comandada do exterior, programada para tolher o desenvolvimento, até quando a produção cresce, pois ela se destina a prover insumos baratos ao estrangeiro e a servir-lhe de fonte de extorsivos ganhos financeiros. A perspectiva a seguir examinada pressupõe a continuação dessa política, cuja reversão é essencial à integridade do País, à recuperação da soberania e à sobrevida tolerável dos brasileiros.
Saíram os dados do setor externo no mês de maio. Novamente, superávit no balanço de pagamentos, agora de US$ 4 bilhões. Esse saldo decorre somente do ingresso líquido de capitais estrangeiros, sobretudo no mercado financeiro, uma vez que as transações correntes estão no vermelho desde meados de 2007.
Os investimentos diretos estrangeiros seguem registrando entradas líquidas, que se incorporam ao montante já demasiado alto desses investimentos. Ainda assim, esse montante retrata, só parcialmente, o extenso e profundo controle da economia por interesses situados no exterior. As transnacionais beneficiam-se de subsídios públicos de tal ordem, que a contribuição de capital próprio é muito baixa em relação aos bens de produção que elas controlam. Ademais, superfaturam a parte importada desses bens, o que permite registrar investimento maior que o realmente trazido de fora do País.
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