Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Valor Econômico
Por Cristiano Romero
O BNDES tem desempenhado papel crucial na expansão do setor elétrico brasileiro. O banco é hoje o principal financiador de longo prazo do setor. De 2003 a junho de 2008, apoiou 210 projetos, liberando R$ 32,2 bilhões para um investimento total de R$ 54,5 bilhões. Apenas em geração de energia elétrica, ajudou na expansão de 15% da potência instalada do país. Dois fatos concorreram decisivamente para esse fato: a instituição de um novo marco regulatório para o setor, em 2004; e a adoção da modalidade de financiamento conhecida, na expressão inglês, como “project finance”.
Nesse tipo de financiamento, o fluxo de caixa do projeto é a principal fonte de pagamento do serviço e da amortização do empréstimo. No financiamento corporativo tradicional, as garantias dos financiamentos são baseadas nos ativos dos investidores. Se estes não possuem ativos no valor exigido pelo financiador, o empréstimo não sai. O “project finance” é, portanto, ideal para viabilizar projetos de infraestrutura num país com escassez de capital, como o Brasil.
Antes, porém, é preciso fazer o dever de casa. O marco regulatório do setor elétrico, instituído pela Lei 10.848 e pelo decreto 5.163, ambos de 2004, procurou atrair investimentos tanto do setor privado quanto do público. Talvez, o ideal tivesse sido adotar um regime que estimulasse mais o investimento privado, dadas as limitações fiscais do Estado brasileiro, mas o fato é que o novo modelo, mesmo com suas imperfeições, deu previsibilidade ao setor elétrico, recuperou a capacidade de planejamento e garantiu a segurança do abastecimento, além de ter promovido a modicidade tarifária. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Há mais de cinco anos o Tratado de Itaipu é contestado pelo Paraguai, o que se intensificou com a eleição de Fernando Lugo em abril do ano passado. As contas públicas do país vizinho mantêm elevada dependência da venda de sua cota de energia para o Brasil. No governo Lugo, essa demanda assumiu força de promessa de campanha. O país vizinho passou a exigir do Brasil a flexibilização da regra que obriga o Paraguai a vender seu excedente de energia ao sistema brasileiro.
Por Clarissa Pont
Abril é o mês crucial para o desenrolar do impasse entre Brasil e Paraguai sobre a energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu. Há três meses, o Brasil ofereceu um pacote ao país vizinho, como forma de compensar sua terceira resposta negativa ao pedido de alteração no Tratado de Itaipu. A resposta deve ser entregue pessoalmente pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma visita oficial ao Brasil agendada para 29 e 30 de abril. Mesmo assim, evidências mostram que possivelmente o embróglio siga por todo este ano, prazo máximo dado pelo Paraguai para que a questão se resolva em âmbito bilateral. Depois, disso, o país já afirmou que pretende entrar em cortes internacionais para a revisão do contrato.
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Postado em 4 dEurope/London abril dEurope/London 2009
60 bilhões de barris no pré-sal (valor conservador)
US$ 100 / barril – preço médio para 30 anos (valor conservador)
= a 5 trilhões de dólares
Valor dos investimentos e demais custos e despesas, durante 30 anos, US $ 1 trilhão
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009
Além do limite
Por Fábio de Castro
Para o fisiologista norte-americano Paul Moore, será preciso usar todas as ferramentas da nova genômica para elevar o limite de rendimento da cana-de-açúcar na produção de bioenergia. Pesquisador participou, nesta terça-feira, de workshop do BIOEN, na sede da FAPESP (foto: Eduardo Cesar/FAPESp)
Agência FAPESP – A ciência precisará usar todas as ferramentas da genômica e da pós-genômica disponíveis se quiser elevar o limite de rendimento da cana-de-açúcar para a produção de bioenergia, de acordo com o norte-americano Paul Moore, professor emérito do Centro de Pesquisas Agrícolas do Havaí.
Moore, considerado um dos maiores especialistas no mundo na fisiologia da cana-de-açúcar, abriu nesta quarta-feira (18/3), em São Paulo, o Workshop BIOEN on Sugarcane Improvement, que integra as atividades do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).
O pesquisador apresentou um trabalho em que calculou quanto será possível, por meio do melhoramento da cana-de-açúcar, elevar o teto atual de rendimento da planta a fim de aproximá-lo de um determinado rendimento potencial teórico.
“Pelo funcionamento da evolução, os organismos sobrevivem porque são capazes de produzir energia para se manter ao longo do tempo. Mas essa produção é conservadora, pois a planta não tem esse objetivo e sim o de sobreviver. Podemos mudar a planta geneticamente para fazê-la querer produzir, em primeiro lugar, em vez de sobreviver”, disse Moore à Agência FAPESP. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte:O Estado de S. Paulo – 18/02/2009
Por Andrea Vialli
Os projetos de geração de energia limpa, como eólica e solar, já começam a sentir o impacto da crise e devem perder o ritmo de crescimento acima de 30% que vinham ostentando nos últimos três anos. A escassez de crédito já afeta as vendas de aquecedores solares e pode frear novos investimentos em energia eólica a partir de 2010.
No campo da energia eólica, até se espera um aumento na eletricidade gerada pelos ventos para este ano. No entanto, a crise já coloca em xeque os investimentos em novas usinas a partir de 2010. No início de 2009, entraram em operação 64 megawatts (MW), em usinas na Paraíba e Ceará. Em 2008, o parque gerador eólico brasileiro somou 341 MW, um aumento de 39% em relação a 2007.
“Esperamos fechar 2009 com um parque gerador instalado de 900 MW”, diz Pedro Perrelli, diretor executivo da Associação Brasileira da Energia Eólica (Abeeolica). Segundo ele, um dos fatores que deverão manter o fôlego da energia eólica será o leilão para essa fonte, previsto para este ano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Roberta Scrivano
A usina nuclear Angra 2, instalada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, registrou em 2008 a segunda maior geração de energia elétrica da história, só perdendo para 2001, ano em que a central entrou em operação. Foram gerados no ano passado 10.488.289 megawatts-hora (MWh), enquanto em 2001 a geração atingiu 10.498.432 MWh.
A produção de energia de Angra 2 ficou bem próxima do volume recorde mesmo após ter ficado parada por 35 dias, para a reposição de combustível, uma operação considerada normal para este tipo de usina (em 2001, porém, não houve paralisação).
O montante de eletricidade produzido pela central nuclear no ano passado é suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte durante um ano. “O desempenho de Angra 2 representa uma garantia de disponibilidade e confiabilidade no fornecimento de energia elétrica ao sistema interligado nacional (SIN)”, disse, por meio de comunicado, Antônio Carlos Mazzaro, superintendente de central Angra 2. “O aumento da produção deve-se à experiência operacional adquirida, à troca de experiência com a indústria mundial, às modificações de projeto realizadas ao longo dos anos, aos investimentos feitos em equipamentos e treinamento de pessoal e ao comprometimento de seu corpo técnico”, acrescentou. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Roberto Pereira d’Araujo
O impacto no inconsciente coletivo do racionamento de 2001 pode ser medido pelo fato de que outras falhas em outros setores também passaram a ser chamadas de “apagão”. A reforma dita “modernizante” no governo Fernando Henrique Cardoso era um falso objetivo e apenas acessório. O principal intento era abater a dívida pública através da privatização de toda distribuição e geração, ou, pelo menos, da parte que estava na mão das empresas federais. A combinação de adaptação apressada de um sistema só testado em países de base térmica e a privatização sob regulamentação incompleta era uma aventura perigosa. As condições técnicas que culminaram na crise estavam anunciadas a mais de 3 anos. O setor tinha o pleno conhecimento técnico das reais condições de suprimento independente das passageiras condições metereológicas.
A força dessa desagradável experiência foi suficiente até para unir politicamente visões que, na realidade, mantinham adormecidas suas divergências. Decerto, o racionamento paralisou o processo de privatização. Mas, o padrão mercantil, não só permaneceu, como floresceu no modelo do governo Lula. O mercado livre se expandiu como nunca e a e a adjetivação “commodity” para a energia elétrica é uma incômoda realidade, por incrível que pareça. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008
Por: Roberto Pereira d’ Araujo* 
O resultado do leilão A-5 de 2008 mostra um estranho resultado para um país dotado de tantos recursos naturais. Como poderia o detentor de um dos maiores potenciais hídricos do planeta realizar um certame por novas usinas e obter 75% de usinas térmicas movidas a óleo combustível e carvão, caras, poluidoras e movidas por combustíveis não renováveis?
Não há uma única razão para tal façanha. Primeiro, é necessário relembrar o desmonte do planejamento realizado pelo governo Fernando Henrique. Usinas hidroelétricas não podem ser licitadas para construção antes de um completo estudo de inventário, que, hoje, é muito mais exigente. Não há novas hidroelétricas por conta do enorme hiato de novas candidatas, já que a ideologia “o mercado resolve” dominava a década passada[1].
Entretanto, o poluente e caro resultado do leilão também é resultado da mimetização. Infelizmente, ainda há resquícios da filosofia “do mercado resolve”, apesar dos avanços conseguidos pelos atuais gestores da política energética brasileira. Complicadas equações tentam imitar a realidade concorrencial de sistemas de base térmica. Como aqui a questão não se resume à geração de cada uma, mas sim ao seu efeito sobre o sistema, inventou-se uma fórmula que associa uma “garantia física” às usinas. Apesar do nome, essa grandeza não pode ser lida em nenhuma placa ou manual de operação. É um atributo calculado pelo governo através de uma controvertida metodologia. Leia o resto do artigo »
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