Delfim ainda crê em expansão acima de 5%
Postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo
Por Ricardo Leopoldo
O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou ao Estado que é possível ocorrer uma redução do consumo do governo no segundo trimestre, por causa da decisão do Poder Executivo de elevar o superávit primário de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. No primeiro trimestre, tais despesas subiram 5,8% em relação aos três meses correspondentes de 2007. “Os gastos públicos subiram no começo do ano. Mas, se o governo cumprir a promessa de elevar o superávit primário, tal medida deve baixar o ritmo das despesas no curto prazo”, comentou.
Ao analisar os dados divulgados pelo IBGE sobre as contas nacionais, Delfim Netto ponderou que o atual ritmo de atividade deve levar o País a crescer pouco acima de 5% neste ano, o que não ficaria distante da alta de 5,4% do PIB de 2007. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 15,2% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2007 e apresenta expansão, na mesma base de comparação, pelo 17º trimestre seguido. No último trimestre de 2007, os investimentos subiram 16% em relação ao mesmo período de 2006.
Com ironia, Delfim ponderou que a atual dinâmica de evolução do PIB “pode deixar o Copom um pouco mais preocupado”, mas isso não deveria tornar a política monetária ainda mais restritiva. “Há uma pressão inflacionária, existe uma mudança de preços relativos muito importante, especialmente porque está havendo uma alta forte dos preços do petróleo sobre todos os setores. Há também as conseqüências (sobre os índices de preços) das privatizações malfeitas que corrigiram as tarifas de serviços públicos por IGPs. Nesse contexto, o BC tem um pouco de razão para se assustar (com a inflação).” Leia o resto do artigo »
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Márcio Pochmann, presidente do IPEA, declara no artigo abaixo a característica da industrialização brasileira. Após a década de trinta começa a ter políticas voltadas para o processo de industrialização no país e a expansão da indústria ocorreu associada à liderança dos capitais estrangeiros que introduziram pouca inovação tecnológica. O parque produtivo ficou dependente do financiamento externo e o país ficou vários anos sem conseguir reduzir substancialmente o grau de dependência externa
descoberta de petróleo na chamada “camada de pré-sal”, na Bacia de Santos. Garantindo que o volume das descobertas é bem maior que os já divulgados.