SOBRE A ENTRADA DA VENEZUELA NO MERCOSUL
Postado em 4 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Senhoras e Senhores Senadores,
Este Senado da República decidirá, em breve, sobre o pedido da Venezuela de ingressar no Mercosul. O Senador José Sarney, ancorado numa das mais honradas biografias políticas desta Casa, e reforçado pelo fato de ter sido, ele próprio, como Presidente da Republica, o grande articulador da criação do Mercosul – algo que o colocará na história entre os maiores estadistas latino-americanos -, tem manifestado ceticismo, eventualmente oposição mesmo, a que esta Casa acolha o pedido do governo venezuelano.
As razões do Senador Sarney são relevantes. Baseiam-se na honra do Senado brasileiro, a seu ver agredida pelo presidente Hugo Chávez, da Venezuela. É um episódio que, salvo engano, nesta altura, já desapareceu completamente da memória do povo e do próprio Senado. Não irei reavivá-la. O Senador José Sarney faz, também, justas restrições ao processo político interno que se desenrola na Venezuela, em especial quanto a possíveis restrições à liberdade de imprensa. São preocupações razoáveis e procedentes. Não falarei sobre elas.
Falarei, inicialmente, sobre a obra internacional mais importante do Presidente Sarney, a criação do Mercosul. Mas não falarei sobre o que ela foi e sobre o que ela é, mas sobre o que ela pode vir a ser. O Mercosul pode tornar-se, a curto prazo, o núcleo de um projeto de efetiva integração da América do Sul, passo essencial incontornável para a própria integração da América Latina. Países não têm amigos, têm interesses – disse um estadista. O projeto de integração da América do Sul é de interesse estratégico para o Brasil. Nosso destino enquanto nação está ligado a ele. Leia o resto do artigo »
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