Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: FolhaNews (restrito a assinantes)
A iniciativa do governo em apresentar medidas para conter a desvalorização do dólar é mais importante do que os resultados efetivos que possam trazer. A avaliação é do diretor do departamento de pesquisas econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.
“Em que prazo e em que medida as iniciativas terão resultados, não temos como avaliar agora. Mas o mais importante é a atitude, de saber que se isso [as medidas apresentadas ontem] não adiantar, a atitude do governo é de fazer outras coisas para tentar melhorar”, disse Francini. “A sinalização de conter a queda do dólar é o maior alento que a indústria pode ter.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Gazeta Mercantil, em 14/03/2008
Por Ana Carolina Saito
Os exportadores brasileiros vêem com bons olhos a iniciativa do governo para conter a desvalorização do dólar. Entretanto, há dúvidas se as medidas anunciadas nesta semana sobre os efeitos no desempenho das exportações e do câmbio. A percepção entre os empresários é de um impacto limitado devido à alta taxa de juros.
Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, as medidas são bem vindas, mas insuficientes. Segundo ele, a cobertura cambial (os exportadores podem deixar 100% da sua receita no exterior) não deve surtir efeitos. “Com os juros altos, todos querem trazer os recursos para o País”, afirma. Na mesma linha, ele considera que a incidência de 1,5% do IOF nas aplicações estrangeiras em investimentos de renda fixa não é suficiente para desestimular a entrada de capital no mercado interno. “Já a isenção da cobrança do IOF de 0,38% sobre as exportações é apenas uma correção. Não terá nenhum impacto”, diz Castro. A medida fazia parte do pacote para compensar o fim da CPMF. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008
Por Jorge Luiz de Souza
Autor de um livro intitulado A Alca – e se posicionando contra -, o embaixador aposentado Rubens Ricupero, ex-secretário geral da Comissão das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad – em inglês, United Nations Conference on Trade and Development), e ex-ministro da Economia no governo Itamar Franco, durante a implantação do Plano Real, tem posições muito definidas sobre a integração internacional e a cooperação para o desenvolvimento. A seguir, algumas dessas opiniões.
Desafios – Mudou o conceito de regionalismo?
Ricupero – Ficou muito mais amplo devido ao avanço da globalização, em termos de comércio, de investimentos e também de fluxos financeiros. Mas permanece válida a idéia de que os acordos regionais são cada vez mais uma opção preferida por muitos países para procurar explorar suas vantagens comparativas e também as vantagens de vizinhança, proximidade e complementaridade. É importante assinalar que os Estados Unidos, o país que mais se beneficiou com a globalização comercial, até os anos 1980 se opunham como princípio a qualquer acordo que não fosse multilateral no âmbito do Gatt (o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio – em inglês, General Agreement on Tariffs and Trade), e só tinham aberto uma exceção ao caso da Europa por razões estratégico-militares, devido a problemas como a ameaça comunista. Então, assinaram acordo de livre comércio com Israel, com o Canadá, e passaram a ter uma política deliberada de acordos regionais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Vi o Mundo por Luiz Carlos Azenha
SÃO PAULO – São 22:51 em São Paulo e a bolsa de Tóquio está perdendo 411 pontos. O dólar continua em queda em relação ao yen. A bolsa japonesa está aberta desde as 9 da noite, horário de Brasília. Ou seja, já teve tempo de absorver as notícias dos Estados Unidos e continua em baixa. Se ficar como está será uma segunda-feira terrível nos mercados financeiros.
SÃO PAULO – Este é o prédio da Bear Stearns em Manhattan. As ações da empresa valiam U$ 3,54 bilhões na noite de sexta-feira. Ela acaba de ser vendida em Nova York ao JP Morgan por 236 milhões de dólares, caso contrário declararia falência segunda-feira de manhã. O Banco Central americano anunciou o negócio antes da abertura do mercado em Tóquio, para evitar pânico. Também anunciou uma redução de juros em pleno domingo à noite (para 3,25%) e criou um banco especial para fazer empréstimos às instituições financeiras americanas em condições especiais, que funcionará por seis meses.
Agora são 20:24 em São Paulo. A Bolsa de Tóquio abriu em queda de 400 pontos. Segura na cadeira…
Às 21:33, depois de 33 minutos de negociações em Tóquio o dólar atingiu seu valor mais baixo em relação ao yen dos últimos 12 anos. A Bolsa de Valores de Tóquio caiu pela primeira vez abaixo dos 12 mil pontos desde agosto de 2005. Segue em queda de cerca de 2%.
SÃO PAULO - Das duas, uma: ou a proximidade faz a coisa parecer menor do que é ou só à distância é possível ter uma visão mais ampla do buraco em que está se metendo a economia dos Estados Unidos. Já é possível dizer: o buraco é grande. Se o carro vai capotar ou não é imprevisível. Também é impossível dizer qual será exatamente o impacto no resto do mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Valor Online, (restrito a assinantes), em 12/03/2008
Por Martin Wolf
Que apostas eu tenho para as perdas do setor financeiro decorrentes da crise habitacional do subprime nos EUA? Será que tenho lances para os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, apenas em julho? Sim, agora tenho US$ 500 bilhões dos cavalheiros do Goldman Sachs. Alguma oferta acima dos US$ 500 bilhões? Sim, eu tenho US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões de Nouriel Roubini, da Escola de Administração de Empresas Stern da Universidade de Nova York. Alguma oferta? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. É fácil ser cínico sobre esse leilão progressivo de cenários assustadores. Mas não podemos ignorá-los.
No artigo “Fingir que nada aconteceu é um erro” (nesta página, 27 de fevereiro), analisei as implicações das perdas agregadas de US$ 1 trilhão do setor financeiro. Esse número estava dentro das estimativas do professor Roubini e de George Magnus, do UBS. Eu concluí que mesmo esse valor seria gerenciável, embora doloroso, para uma economia do porte e para um governo tão solvente como o dos EUA. O professor Roubini alega que avaliei a perda financeira de forma demasiado leviana. Ele agora sustenta que as perdas financeiras poderão elevar-se a US$ 3 trilhões (The Economists’ Forum).
Um trilhão de dólares aqui, um trilhão de dólares acolá, e logo, logo já estaremos falando de dinheiro de verdade, mesmo para os EUA. Assim sendo, será que esse novo lance faz sentido? A maioria das perdas não recairá sobre o setor financeiro, mas sobre outros lugares. Como observa o professor Roubini, uma queda de 10% nos preços das casas (em relação ao pico), derruba US$ 2 trilhões (14% do Produto Interno Bruto) do patrimônio das famílias. A primeira queda de 10% já aconteceu. Aquilo que ele enxerga como uma provável queda cumulativa de 30% eliminaria US$ 6 trilhões, 42% do PIB e 10% do patrimônio das famílias. Agora mesmo, os preços em queda estão se apresentando em patrimônio familiar líquido descendente. O professor Roubini também fala de um declínio de US$ 5,6 trilhões no valor dos papéis e a possibilidade de trilhões de dólares adicionais de perdas em imóveis comerciais. As perdas totais poderiam até se igualar ao PIB anual. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Valor Online, em 14/03/2008
Por Cláudia Safatle*
A decisão política que orientou as medidas cambiais anunciadas pelo ministro da Fazenda, e norteou as linhas da política industrial que o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, deve apresentar na próxima semana ao presidente Lula, foi tomada na semana passada: o governo fará o que for necessário para impedir um eventual processo de desindustrialização do país.
Os indicadores de forte crescimento das importações de bens manufaturados nos primeiros dois meses deste ano anteciparam a reação do governo. Enquanto as exportações de produtos industrializados cresceram 17% entre janeiro e fevereiro contra o mesmo período do ano passado, as importações de bens de capital aumentaram 57% e as de matérias-primas e intermediários, 53%. Em 2006, o país registrou superávit de US$ 5,9 bilhões na pauta de industrializados. No ano passado, teve um déficit de US$ 7,8 bilhões. É fato que as indústrias estão importando mais para se modernizarem e, também, vendendo mais para o mercado doméstico, em franca expansão. Mas o ministro da Fazenda não acha que isso seja uma compensação. “As empresas devem ter um olho no mercado interno e outro no mercado externo para serem mais eficientes.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008
Por Jorge Luiz de Souza
Relatório da United Nations Conference on Trade and Development (Unctad) estimula os países em desenvolvimento a intensificarem um tipo de regionalismo que não necessariamente reúne países que estão em uma mesma região, mas entre países que têm interesses comuns, embora estejam geograficamente distantes, aproximando a América Latina da África e da Ásia.
Tanto os países em desenvolvimento quanto os países desenvolvidos estão frustrados com a lentidão das rodadas de negociações multilaterais sobre comércio e integração, e isto tem levado a um crescimento sem precedentes de acordos paralelos. Serão esses acordos uma solução? Não, diz um adversário poderoso. A Comissão das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad – em inglês, United Nations Conference on Trade and Development), em seu relatório anual de 2007 (Trade and Development Report – TDR), qualifica como perigosos os acordos bilaterais que têm sido firmados crescentemente entre Estados Unidos e países menores, ou entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Do Grupo Tribuna da Internet, de 14/03/2008
Ao entrevistar a secretária de Estado dos EUA, o colonista Willian Waack, da platinada, perguntou o que quis e ouviu o que não queria…
Condoleezza Rice afirmou, reafirmou e destacou que o Brasil e o presidente Lula são líderes na América do Sul e, também, no mundo. Elogiou a liderança do país na região e as ações do governo brasileiro na recente crise diplomática entre Colômbia e Equador. Para ela, o governo do Brasil tem sido efetivo em “ajudar a melhorar a vida do seu povo”.
A secretária de Estado lembrou, com entusiasmo, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em projetos na África do Sul e nos projetos do biocombustível. Condoleezza voltou a fazer elogios ao presidente Lula ao ressaltar o empenho brasileiro em trazer ao foco o biocombustível. Leia o resto do artigo »
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