“Uribe repete a fracassada política internacional dos EUA”
Postado em 5 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado em: Agência Brasil de Fato
Por Camila Moraes
Em entrevista, o pré-candidato do Pólo Democrático, Gustavo Petro, critica o atrelamento de Álvaro Uribe aos EUA e avalia que o Brasil não desempenhou papel importante na crise, ao não tomar partido
Apesar do principal jornal colombiano, El tiempo, ter publicado no dia 18 de março, uma reportagem afirmando que “a Organização dos Estados Americanos (OEA) conseguiu um consenso para superar a crise diplomática entre Colômbia e Equador”, o fato é que em Bogotá, capital da Colômbia, a questão é encarada de maneira muito menos consoladora, e por diferentes ângulos.
De um lado, o presidente Álvaro Uribe sente a pressão da comunidade internacional e falha ao insistir no argumento da legítima defesa para isentar o país de culpa pelo ataque militar ao território equatoriano ocorrido em 1º de março. De outro, o senador Gustavo Petro, pré-candidato às eleições presidenciais de 2010 pelo partido da oposição, o Pólo Democrático, acusa o governo de “repetir irracionalmente a fracassada política internacional dos Estados Unidos”. Veja abaixo entrevista concedida por Petro na qual avalia que o governo brasileiro não desempenhou papel importante na crise por ter se mantido neutro, sem tomar partido no conflito.
Qual é sua opinião sobre a atual crise diplomática entre Colômbia e Equador?
Gustavo Petro: Acredito que a crise é conseqüência de duas grandes causas. A primeira tem a ver com o governo da Colômbia, e a segunda com as FARC. O governo colombiano, sem dúvida alguma, violou o direito internacional. A pergunta aqui, portanto, é por que o fez. A realidade é que detrás da política colombiana existe uma repetição da política dos Estados Unidos de empreender o que eles chamam de “guerra contra o terrorismo” – o que supõe uma relativização das fronteiras e uma violação do mecanismo das Nações Unidas, através do qual os países deveriam resolver seus problemas de maneira pacífica e diplomática. Leia o resto do artigo »
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