Marco Aurélio Garcia diz que AL vive internacionalização de conflito
Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em entrevista concedida ao site Terra Magazine, fala sobre a recente crise diplomático-militar na América do Sul.
Ao comentar a morte do número 2 das Farc, Raúl Reyes e outros 16 guerrilheiros, em território do Equador após um ataque de forças colombianas, Marco Aurélio Garcia afirmou que “a América do Sul está vivendo algo que não era comum, ou que não era existente aqui, que é a internacionalização do conflito”.
Publicado originalmente em: Terra Magazine
Por Bob Fernandes
Leia a íntegra da entrevista:
Superada ao menos formalmente a crise na América do Sul, feitas aquelas fotos de ocasião com os presidentes das Repúblicas envolvidos se dando as mãos, que percepção resta? O que pensa de todo esse episódio?
Escrevi um artigo para a revista Interesse Nacional, do embaixador Rubens Barbosa, que deve ser em breve lançada. Neste artigo exponho minha percepção, a de que esse problema se deu agora porque a América do Sul está vivendo algo que não era comum, ou que não era existente aqui, que é a internacionalização do conflito, e isso por alguns motivos…
E quais seriam esses motivos?
Não pela ordem de relevância. Um, o interesse da França na libertação de Ingrid Betancourt. Se você vai a Paris vê em todo lugar a importância que os franceses dão ao tema. Vê nas livrarias uma quantidade enorme de livros sobre ela, no Hotel de Ville há um enorme retrato, em muitos lugares há imagens, debates… O presidente Sarkozy tem interesse direto nisso.
Sim, esse interesse já levou até a um incidente diplomático entre França e Brasil.
Isso é coisa que já passou…Exatamente, então esse é um fator importante para essa internacionalização do conflito, o interesse da França no destino de Ingrid, que é uma cidadã binacional. Como sabemos, é também francesa. Outro fator foi determinado pelo governo da Venezuela…
De que forma?
O fato de o governo venezuelano, pelos contatos que tem com as Farc, estar tendo um papel importante na libertação de reféns. Ao mesmo tempo, Caracas propôs o reconhecimento das Farc como força insurgente. Penso que Chávez cometeu um erro ao fazer tal proposta. No meu entender isso caracteriza uma ingerência em assuntos internos da Colômbia. Isso também leva à internacionalização do conflito…
E quais os outros fatores? Leia o resto do artigo »
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