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Blog do Desemprego Zero

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Brasil sairá ileso das turbulências mundiais

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“O fato de Brasil ser exportador de alimentos valoriza o real e neutraliza as pressões inflacionárias”.

Por Katia Alves

Publicado no: Gazeta Mercantil

Por A.C.G.

O HSBC engrossa o coro de bancos e investidores internacionais que acreditam que o Brasil sairá ileso das turbulências nos mercados mundiais. O economista-chefe do grupo HSBC, Stephen King, justifica o descolamento da economia brasileira dos mercados mundiais “Enquanto o País for exportador de commodities e o preço estiver alto, a economia continuará bem. O fato do Brasil não ter déficit na conta corrente e a fatia do comércio com os Estados Unidos for pequena na balança comercial também são positivos”, disse King. No entanto, o HSBC ressalta que as pressões inflacionárias representam risco para o País e que o Banco Central deve agir rápido. “O aumento nas exportações não foram suficientes para aplacar as pressões inflacionárias e não existe nenhum sinal de que os gastos do governo vão diminuir”, afirma o economista-chefe do HSBC no Brasil, Alexandre Bassoli.

O economista acredita que o Copom (Comitê de Política Monetária) aumente a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual para 11,5% ao ano para desacelerar a demanda doméstica e estima que taxa de juros termine o ano em 13%. Leia o resto do artigo »

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O etanol sob ataque

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“O Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia”.

Por Katia Alves

Publicado no: Estado de São Paulo

Por Roberto Macedo

O noticiário internacional recente sobre a alta dos preços dos alimentos deu origem a um descabido ataque contra a produção do etanol e de biocombustíveis em geral produzidos no Brasil, mediante a generalização do argumento de que sua produção restringe a oferta de alimentos ao ocupar terras e outros recursos antes destinados à produção destes últimos.

O tom de algumas declarações mostra que a emoção vem prevalecendo sobre a razão e que também há gente atacando generalizadamente o etanol, mal disfarçando que estão a defender seus próprios interesses, como o protecionismo agrícola europeu e o de países produtores de petróleo.

Tome-se, por exemplo, o que disse o suíço Jean Ziegler, que trabalha na ONU em questões ligadas aos alimentos. Ao atacar os subsídios que os EUA dão a seus produtores de etanol a partir do milho, disse tratar-se de ‘um crime contra a humanidade’, ao reduzirem a produção desse cereal. Em seguida, pediu que a União Européia (UE) abandone sua meta de ter 10% dos seus carros movidos a etanol até 2020, abandono esse que pode prejudicar o etanol baseado na cana-de-açúcar, produzido pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento. E não fez referências ao protecionismo agrícola que mantém elevados os preços agrícolas na UE.

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Malan eleva o tom

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“De acordo com Malan, o país só conseguirá crescer a taxas elevadas e sustentáveis se colocar as reformas na ordem do dia.”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Revista Época (restrito a assinantes)

Por: José Fucs

O ex-ministro da Fazenda critica a paralisação das reformas e diz que, sem elas, o Brasil não anda

O ex-ministro da fazenda Pedro Malan, que comandou a economia do país durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), costuma ser discreto em suas manifestações. Desde que deixou o cargo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, são raras suas entrevistas. Malan, hoje presidente do Conselho de Administração do Unibanco, também costuma ser econômico em suas críticas ao atual governo. Durante o 21° Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, na semana passada, porém, ele parece ter mudado de tom. Malan fez críticas à total paralisação das reformas econômicas no atual governo.

De acordo com Malan, o país só conseguirá crescer a taxas elevadas e sustentáveis, com a rapidez necessária para enfrentar a competição cada vez mais acirrada no cenário global, se colocar as reformas na ordem do dia. “As reformas são importantes para aumentar a eficiência, a produtividade e a competitividade do país”, afirmou. “É disso que depende, em última instância, o desenvolvimento econômico, social, tecnológico e cultural. Poderemos dar um grande passo se conseguirmos mostrar que elas não são importantes por si mesmas.” Mas Malan se mostrou cético em relação à possibilidade de que isso possa ocorrer no atual governo. “No Brasil, é preciso que as coisas se deteriorem para que as forças políticas se mobilizem. É nossa forma de lidar com os problemas”, disse.

O Fórum da Liberdade, evento promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), reuniu empresários, autoridades e especialistas do exterior para debater o tema Agora, o Mercado É o Mundo (leia mais na coluna de Paulo Guedes). Diante dessa platéia, Malan clamou urgência nas três principais reformas: tributária, trabalhista e previdenciária. Leia o resto do artigo »

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O marajá que não descansa

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Com uma fortuna pessoal de US$ 1,2 bilhão, Mallya é chamado na Índia de rei da boa vida”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Revista Época

Por: José Fucs

Dono de negócios que vão da cerveja à Fórmula 1, o empresário – e playboy – Vijay Mallya é um símbolo do novo capitalismo indiano

Ele é um dos empreendedores mais bem-sucedidos da nova Índia, o gigante asiático que despertou no início dos anos 90, com a liberalização da economia, e se tornou um dos países que mais crescem no planeta. Em 25 anos, conseguiu transformar o grupo empresarial de médio porte que herdou do pai, morto em 1983, num império multinacional. Hoje, o UB Group, a holding que reúne suas empresas – batizada com as iniciais de sua cervejaria, a United Breweries -, é um dos 20 maiores conglomerados indianos, com presença em ramos que vão das bebidas à aviação, da construção civil à tecnologia. Em 2007, o faturamento total alcançou US$ 2 bilhões, 12 vezes o valor de quando ele assumiu o comando, com apenas 28 anos. E o valor de mercado, calculado com base na cotação dos papéis de suas empresas na Bolsa de Mumbai (ex-Bombaim), já supera US$ 3,5 bilhões. Mas foi por seu espírito inquieto e por sua personalidade controvertida que o empresário indiano Vijay Mallya, de 52 anos, se tornou conhecido pelo mundo.

Com uma fortuna pessoal de US$ 1,2 bilhão – a 962a na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes -, Mallya é chamado na Índia de “rei da boa vida”. Gosta de boas festas e sabe como fazê-las acontecer. Em maio do ano passado, logo depois de comprar a destilaria escocesa Whyte & Mackay por US$ 1,2 bilhão, Mallya foi o anfitrião de um evento memorável a bordo de seu iate de 312 pés (95 metros), batizado como Indian Empress (imperadora indiana), ancorado na Riviera Francesa. Entre os 300 convidados, estavam figuras aparentemente incompatíveis, como o rei do aço indiano, Lakshimi Mittal, e o rapper americano Jay-Z. Como a festa aconteceu na época da corrida de Fórmula 1 em Mônaco, o italiano Flavio Briatore, chefe da escuderia Renault, e Bernie Ecclestone, o principal executivo da categoria, também estavam presentes. Um DJ trazido da Índia tocava temas indianos. O vinho servido fartamente durante toda a noite veio de um vinhedo do Vale do Loire que Mallya comprara em 2006. “Quando eu comecei, as pessoas não aceitavam meu jeito de ser. Muita gente dizia que eu era um playboy extravagante e que quebraria a empresa do meu pai. A vida era difícil, porque as pessoas me criticavam e me questionavam, mesmo que eu tentasse fazer o melhor”, disse Mallya a ÉPOCA. “Mas o tempo mostrou que elas estavam completamente erradas. Hoje, as ações das empresas do grupo têm um dos melhores desempenhos na Bolsa de Valores e, de certa forma, me sinto vingado”. Leia o resto do artigo »

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Libor pode estar dando sinais errados

Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Nos últimos meses, a crise financeira provocada pelos problemas das hipotecas americanas de alto risco, ou “subprime”, fez com que a Libor subisse bastante.”

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por Carrick Mollenkamp

Um dos mais importantes termômetros da saúde financeira do mundo pode estar dando sinais falsos. Banqueiros e operadores de mercado têm expressado preocupações de que a taxa de juro do mercado interbancário de Londres, conhecida como Libor, esteja ficando pouco confiável. Isso teria implicações para tomadores de empréstimo em todo o mundo, de produtores russos de petróleo a exportadores brasileiros ou mutuários da casa própria americanos.

A Libor tem um papel crucial no sistema financeiro mundial. Calculada todas as manhãs em Londres, a partir de informações fornecidas por bancos de todo o mundo, ela é uma medida do juro médio a que os bancos fazem empréstimos de curto prazo entre eles. A taxa fornece um indicador importante da saúde dos bancos, subindo quando eles estão com problemas. Sua influência vai muito além do sistema bancário: as taxas de juros de trilhões de dólares em dívidas de empresas, créditos imobiliários de pessoas físicas e contratos financeiros são definidas de acordo com a Libor.

A Libor se tornou tão presente nos mercados de crédito que muitas pessoas confiam nela sem pensar a respeito. Dúvidas a respeito de sua confiabilidade são “realmente meio assustadoras quando você de fato senta e pára para pensar”, diz o americano Chris Freemott, um banqueiro de hipotecas de Illinois que depende da taxa para saber quando sua firma, a All America Mortgage Corp., deve ao banco First Tennessee numa linha de crédito que usa para conceder empréstimos.

Nos últimos meses, a crise financeira provocada pelos problemas das hipotecas americanas de alto risco, ou “subprime”, fez com que a Libor subisse bastante. Bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa colocaram centenas de bilhões de dólares no sistema bancário para evitar colapsos. Leia o resto do artigo »

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Sérgio Rezende diz que ciência e tecnologia são fundamentais para desenvolvimento do país

Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“…O governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento…”

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Agência Senado

Por: Valéria Castanho

“É um consenso hoje nacional de que ciência e tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país”. Com essa afirmação, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, iniciou nesta quinta-feira (17) sua apresentação sobre o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) relativo aos anos de 2007/2010.

Em sua exposição, feita ao senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o ministro explicou que as principais estratégias para esses quatro anos são a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de C,T&I ; a promoção de inovação tecnológica nas empresas; a produção, o desenvolvimento e a inovação (P,D&I) em áreas estratégicas e ainda o direcionamento de C,T&I para o desenvolvimento social.

Sérgio Rezende destacou ainda que o governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento, “fortalecendo em especial as áreas tecnológicas e as áreas portadoras de futuro”, como explicou. Leia o resto do artigo »

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A manada dos insensatos

Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“…O Brasil deve restaurar o controle do movimento de capitais e abolir a isenção de imposto de renda para aplicações de estrangeiros em títulos da dívida pública…”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Oline (conteúdo restrito a assinantes)

Por: J. Carlos de Assis

Tenho partilhado com um grupo de economistas a convicção de que o Brasil deve restaurar o controle do movimento de capitais e abolir a isenção de imposto de renda para aplicações de estrangeiros em títulos da dívida pública. Até há pouco me surpreendia o fato de que, limitada a alguns anunciados tópicos e fragmentados, a posição contrária, e até aqui vencedora, quase nunca vinha fundamentada em argumentos objetivos apoiados em pura racionalidade, confiando muito mais em sortilégios ideológicos e fetiches da psicologia do investidor.

Agora vejo, finalmente, num grande jornal paulista, um artigo inteiro com o que devem ser os argumentos mais exaustivos para a isenção dos estrangeiros. É da lavra de Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda – lembram-se da hiperinflação? – e agora consultor privado. Sua leitura me reforçou a convicção inicial de que o governo deve, sim, restaurar o imposto sobre aplicações estrangeiras. Os argumentos que expõe são frágeis. Pior, falsificam a posição oposta, ao lhe atribuir o fim exclusivo de contribuir para a valorização do dólar em favor dos exportadores.

É claro que a isenção, por atrair dólares, pressiona por sua baixa. Mas esta não é toda a questão. Devemos perguntar inicialmente que contribuição esses dólares dão para a economia produtiva. Afinal, sua contrapartida em reais apenas engorda a dívida pública, gerando um passivo sem o correspondente ativo, à taxa real mais alta do mundo. Já o montante em dólar fica pendurado nas reservas, gerando uma receita inferior. Quem paga o custo desse desequilíbrio? Naturalmente, o governo, sob a forma de uma dívida pública bruta cada vez mais ascendente e de pressão sobre o superávit primário.

Esse custo só faria sentido economicamente se fosse para cobrir déficits permanentes na balança de conta corrente (os eventuais devem ser cobertos pelas reservas) ou se fosse para pagar em dinheiro, com a contrapartida dos reais, o déficit nominal do orçamento. Entretanto, sabemos que não é assim. Os detentores internos (e externos) dos juros da dívida pública, diante das altas taxas oferecidas – e continuarão altas mesmo que caiam um pouco, mantendo o efeito -, não querem receber em dinheiro que não rende juros. Querem mais títulos públicos, que rendem mais juros. Querem “moeda financeira”. Leia o resto do artigo »

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Um projeto de lei contra a produção nacional

Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“O alegado “espírito” desta lei é o de legalizar as atividades dos chamados “sacoleiros”, privilegiando as compras feitas no Paraguai, formalizando as atividades desse comércio, que poderão comprar no Paraguai, com impostos reduzidos e revendê-los no Brasil, em clara concorrência aos produtos aqui fabricados.”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Gazeta Mercantil

Por Edson Luiz Vismona

Iniciativa facilita a invasão de produtos chineses trazidos por sacoleiros

O governo brasileiro está criando uma nefasta abertura para a importação de produtos acabados, industrializados na China e Taiwan, que utilizarão o Paraguai como corredor de passagem para atingir o mercado nacional. O primeiro passo neste monumental equívoco foi dado com a provação no dia 13 de março, pela Câmara Federal, do projeto de lei n 2.105, enviado pelo Poder Executivo, definindo um Regime de Tributação Unificada para importação de produtos acabados do Paraguai, ainda que originários de terceiros países, por micro e pequenas empresas que adotarem o Simples Nacional, com a alíquota unificada de 42,25% (englobando Imposto de Importação; IPI; Cofins e PIS/Pasep).

O alegado “espírito” desta lei é o de legalizar as atividades dos chamados “sacoleiros”, privilegiando as compras feitas no Paraguai, formalizando as atividades desse comércio, que poderão comprar no Paraguai, com impostos reduzidos e revendê-los no Brasil, em clara concorrência aos produtos aqui fabricados.

Os que defendem esse projeto de lei afirmam que, com essa medida será legalizado o comércio individual e combatida a marginalidade, o que seria meritório. Porém, avaliando mais a fundo, se constata que essa intenção benéfica não resiste à realidade. Leia o resto do artigo »

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