prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'O que deu na Imprensa':

Reservas escassas de recursos podem travar expansão global

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Em seu artigo, Paul Krugman questiona se as reservas limitadas de recursos naturais vão representar um obstáculo ao crescimento econômico futuro do mundo. E apresenta três visões para isso e complementa dando a sua opinião.

Por Katia Alves

Por paul krugman do “New York Times”

Publicado na: Folha

Estoques baixos indicam que era das commodities baratas acabou para sempre

NOVE ANOS atrás, a “Economist” publicou grande reportagem sobre o petróleo, que na época era vendido por US$ 10 o barril. A revista avisou que essa situação poderia não durar muito tempo. Sugeriu que, em lugar disso, o preço poderia cair para US$ 5.

De qualquer maneira, disse a revista, o mundo “está diante da perspectiva de petróleo em abundância e a preço baixo durante o futuro previsível”. Na semana passada, o preço do barril chegou a US$ 117. Não se trata só de dizer que o petróleo desmentiu a complacência de alguns anos atrás. Os preços dos alimentos também subiram, assim como os de metais básicos. E o aumento mundial nos preços das commodities está trazendo de volta pergunta que não ouvíamos com freqüência desde os anos 1970: as reservas limitadas de recursos naturais vão representar um obstáculo ao crescimento econômico futuro do mundo?

A resposta que se dá a essa pergunta depende em grande medida do que se acredita que esteja motivando a alta nos preços dos recursos. Há três pontos de vista distintos sobre isso. O primeiro diz que a razão principal é a especulação: que os investidores, interessados em obter retornos altos num período de juros baixos, investiram pesado em futuros de commodities, gerando alta nos preços. Segundo essa visão, a bolha deve se romper em algum momento não distante. Leia o resto do artigo »

Postado em Assuntos, Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

“BCs devem ter cautela ao subir juros”

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Em entrevista, José Luis Machinea, secretário da Cepal, chama atenção que é necessário fazer uma política monetária com cautela, que os países devem ter cuidado em aumentar a taxa de juros e fala da importância do Brasil na ALCA.

Por Katia Alves

Publicado no: Jornal do Brasil

Entrevista com José Luís Machinea

Secretário da Cepal defende fim de subsídios agrícolas em prol de um

comércio mais justo

Uma discussão sobre juros com vistas ao controle inflacionário gerou polêmica no Brasil. A nossa taxa é a maior do mundo e na semana passada o BC brasileiro a aumentou em 0,5%. Em que medida isso afeta a economia brasileira?

- Hoje há vários países que encontram-se diante de um dilema sobre o que fazer com a política monetária. Nossa posição na Cepal é de que é preciso ser demasiadamente cauteloso na política monetária, levando-se em conta que o aumento da inflação é basicamente ligado ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo. Portanto, não é uma inflação causada por fatores de excessiva demanda. Os países da região devem ter cuidado em aumentar a taxa de juros, tendo em vista que isso vai produzir maior ingresso de capitais exteriores que pressionarão o câmbio. Portanto, se forem aumentar a taxa de juros tem de ser em um contexto onde ponham restrições à entrada de capital de curto prazo para que não ocorra a tradicional pressão da moeda. Isso não é um problema apenas do Brasil, mas também do Chile, da Colômbia e de vários países da região. É complicado fazer uma avaliação pontual do caso brasileiro, mas em termos gerais os bancos centrais devem ser cautelosos em aumentar a taxa de juros nessa conjuntura. Leia o resto do artigo »

Postado em Assuntos, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

Remessas superam investimentos

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Imprensa normalmente divulga volume de investimentos estrangeiros diretos e remessa de lucros e dividendos, contudo, apenas essas rubricas não expressam a real situação do Balanço de Pagamentos nacional. Quando incorporados à análise as amortizações de empréstimos e o retorno de capital, o BP revela uma diferença negativamente muito grande entre o volume de recursos enviados e os recebidos pelo Brasil em todos os setores da atividade econômica…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Por Ubirajara Loureiro

Multinacionais enviaram ao exterior pelo menos R$ 9 bilhões a mais do que aplicaram no Brasil

Percorrer os labirintos do site do Banco Central e esmiuçar a numerália leva às vezes a fatos aparentemente surpreendentes no que se refere à presença do capital estrangeiro no Brasil. O cotejo dos investimentos diretos com as remessas de lucros, amortizações de empréstimos e retorno de capital mostra que o Brasil é, realmente, país de excepcional rentabilidade para investidores do exterior.

Se computadas algumas das rubricas através das quais os recursos estrangeiros são retirados do Brasil, verifica-se a saída de um total de US$ 43 bilhões, contra investimentos diretos que fecharam o ano na casa dos US$ 34,3 bilhões. E que a indústria é o setor que permite maior retorno de capital aos investidores externos e mais remessas às matrizes.

Algo bem distante do noticiário normal, em que é divulgado apenas o investimento direto e remessas de lucros e dividendos. Por esta metodologia, no ano passado, a entrada de capitais externos no Brasil foi de US$ 34,3 bilhões, ficando a impressão de que o total de saídas teria sido de apenas US$ 16,7 bilhões.

A partir desses números, verifica-se que o movimento corrente de capitais externos tem sentido inverso ao que vem sendo divulgado continuamente. Ou seja, as remessas de capital são bem superiores ao volume de investimentos concretizados no país. Leia o resto do artigo »

Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

Ocupação da indústria, entre a foto e o filme

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Elevação de juros é a pior política para o controle da inflação, pois, se por um lado, contém a demanda, por outro, desestimula o investimento, impedindo a ampliação da oferta; ampliação essa que seria a forma mais saudável de conter as pressões inflacionárias, pois, elevaria o nível de produto e emprego… É preciso olhar para além da simples fotografia, revelada nas pesquisas específicas, da ocupação atual da indústria; deve-se ver seu filme completo, sua possibilidade de ampliação, mas para tal é necessário que haja claras expectativas de elevação da demanda… Justamente o que as políticas restritivas do BaCen pretendem impedir…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente em O Estado de São Paulo (restrito a assinantes)

Por Antonio Corrêa de Lacerda

A polêmica referente à capacidade do setor industrial em atender ao suprimento da demanda, sem que isso signifique riscos de desabastecimento e/ou pressões inflacionárias, tem ganho dimensão. Ela é relevante porque influencia as decisões de política econômica envolvendo, entre outras questões, a fixação da taxa de juros.

A taxa de ocupação dos vários setores e da indústria em geral é sistematicamente monitorada por pesquisas realizadas pela Fiesp, pela CNI e pela FGV divulgadas mensalmente. Os dados mais recentes indicam uma taxa de ocupação entre 81% e 85%. No entanto, nem sempre ficam claros para os observadores os critérios utilizados, o que pode induzir a interpretações equivocadas.

É preciso destacar que se trata de uma pesquisa que depende fundamentalmente das respostas do universo de empresas auscultadas. As empresas tendem a adequar a sua capacidade produtiva à demanda futura esperada. Quando uma empresa responde que está utilizando 90% da sua capacidade, isso equivale a dizer que ela, num determinado turno de produção, digamos de oito horas, teria a capacidade de produzir 100 unidades e está produzindo 90.

Mas isso não deve ser interpretado como se as empresas só fossem capazes de expandir sua produção em mais 10%. Mediante necessidade, a empresa poderia recorrer a um segundo ou mesmo a um terceiro turno de produção. Poderia ainda trabalhar em finais de semana ou fazer pequenas adaptações nas suas linhas de produção para atender à expansão da demanda. Portanto a primeira informação de ocupação da capacidade de 90% é relevante, mas tem de ser interpretada como uma fotografia estanque de um filme de longa-metragem. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Econômica, política industrial, Propostas de Mudanças para o Banco Central | Sem Comentários »

A armadilha do juro alto

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Em entrevista à Carta Capital, o pesquisador do IPEA e professor da UERJ, o economista Miguel Bruno, fala sobre o fenômeno da “financeirização”, regime de crescimento pautado na lógica de acumulação finaceira, que torna a política econômica do Brasil subordinada aos mercados financeiros globalizados, restringindo-lhe a autonomia econômica e relegando a papéis de variáveis de ajuste, variáveis econômicas fundamentais como o nível de emprego…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente na Carta Capital, edição nº 492

Por Maurício Dias

Na quarta-feira 16, o Copom anunciou uma alta de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic, para 11,75% ao ano. A decisão de elevar o juro empurrou o Brasil de volta ao topo da lista dos países com as taxas mais altas do mundo. É um círculo vicioso ao qual o País está preso por um regime de “financeirização”, como alerta o economista Miguel Bruno, coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA.

Nos dicionários de língua portuguesa ainda não existe o verbete “financeirizar”. Então, que verbo é esse, pouco conhecido, mas que se tornou objeto de debate dos economistas em todo o mundo?

Num ambiente de financeirização, diz Bruno, o Estado fica subordinado ao mercado e perde autonomia. Mantém prioridade máxima na luta contra a inflação e torna o crescimento e o nível de emprego, por exemplo, meras “variáveis de ajuste da economia”, explica. Professor-adjunto da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, ele fez do tema o foco da tese de doutorado, título que obteve na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, França.

Neste contexto, onde a hegemonia é das finanças, surpreende a afirmação de Bruno de que “os banqueiros não são os vilões dessa história”. Seriam, tão-somente, “agentes de uma política de acumulação sustentada pelos juros”. O retrato claro e assustador desse regime ele disseca na entrevista a seguir.

Carta Capital: O Banco Central, mais uma vez, atrai a ira dos que querem taxa de juro menor. O BC é a fonte do mal?

Miguel Bruno: Sob regimes de crescimento dominados pela lógica da acumulação financeira, os bancos centrais são premidos a praticar uma política monetária restritiva. Isto é particularmente o caso nas economias em desenvolvimento e nas desenvolvidas que não são nações hegemônicas no cenário internacional. Neste contexto, com sua autonomia drasticamente reduzida, a política monetária converte-se num expediente de acomodação e validação das expectativas dos mercados financeiros internacionalizados.

Carta Capital: É o que acontece no Brasil?

Miguel Bruno: No caso brasileiro, como o processo de financeirização desenvolve-se predominantemente pela renda de juros, o Banco Central termina aprisionado pelo circuito da acumulação rentista e patrimonial. Daí a enorme dificuldade para baixar expressiva e rapidamente as taxas de juro e mantê-las compatíveis com uma trajetória de desenvolvimento econômico sustentável. Já que a renda de juros é um dos pilares desse tipo de financeirização, sua determinação é estrutural ao modelo.

Carta Capital: Por que o Brasil perdeu a trajetória de crescimento acelerado?

Miguel Bruno: Essa mudança começou nos anos 1980, causada por vários fatores. Um dos mais importantes foi o discurso ideológico sustentado pela idéia básica de que a abertura econômica seria a saída para o Brasil reencontrar essa trajetória perdida de crescimento. Argumentavam que era preciso diminuir o Estado, gastar menos e abrir a economia. Veio depois o programa de privatização. Esse conjunto de transformações estruturais tinha impacto direto na forma como o setor privado se relacionava com o poder público federal. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Econômica, Propostas de Mudanças para o Banco Central | 1 Comentário »

Não custa nada perguntar: cadê o apagão aéreo?

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

Uma das missões autodefinidas por este blogueiro que vos fala é demonstrar que não existiu caos aéreo (clique aqui para ler o que já foi publicado no blog a esse respeito) e muito menos os tais de “apagão aéreo” e “apagão logístico” (clique aqui para saber sobre o “não apagão rodoviário” e aqui para o “não apagão portuário“).

É bom que se diga que o principal apagão que temos, diariamente, é no trânsito da cidade de São Paulo. (clique aqui e saiba tudo a respeito)

O único “apagão” constatado, na área de infra-estrutura, ocorrido nos dois últimos anos do governo FHC, foi o “apagão energético.

Todo o resto são bravatas sem fundamentação alguma que, desde 2003, a oposição e a mídia utilizam na luta política contra o governo Lula.

Na contramão dos parlapatões de plantão, os números mostram que nenhum desses “apagões” anunciados pela oposição e pela mídia existiu e, provavelmente, não existirá num futuro próximo.

Dito isso, vamos mostrar os números acumulados de janeiro a março de 2008, na aviação brasileira, somente nos aeroportos da Infraero, que ajudam a comprovar a nossa tese.

Comparando aos números do acumulado no mesmo período de 2007, temos:

  • aumento 3,32% nos pousos e decolagens;
  • aumento de 4,09% no número de passageiros transportados, sendo que 3,53% nos vôos domésticos e 8,07 nos vôos internacionais;
  • aumento de 3,19% na carga transportada (kg);

Postado em Desenvolvimento, José Augusto Valente, Logística e Transporte, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

Além da estagnação?

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Seguem abaixo dois artigos, o primeiro escrito por Marcelo Dantas, enfatiza que o governo segue investindo pouco, gastando mal, a Selic alta atrai fluxos financeiros especulativos e valoriza o câmbio prejudicando os exportadores. Em seguida, o artigo publicado por Vinícius Torres Freire, destaca também o câmbio valorizado, a situação das contas externas e os problemas que poderão ocorrer em conseqüência disso.

Por Katia Alves


Publicado originalmente na Folha

Por Marcelo O. Dantas

Estamos diante de uma recuperação episódica ou de fato resgatamos a capacidade de crescer de modo sustentado?

EM 2007, o Brasil voltou a crescer.

A taxa de expansão do PIB (5,4%), embora inferior à de outras economias emergentes, rompeu importante barreira psicológica. As projeções para 2008 apontam um aumento do produto interno na faixa dos 5%. Cabe perguntar: estamos diante de uma recuperação episódica ou de fato resgatamos a capacidade de crescer de modo sustentado? Nossa história recente ajuda a elucidar a questão. Em 1984-1985, após três anos de dura recessão, o Brasil esteve a ponto de retomar o desenvolvimento. Tínhamos uma infra-estrutura moderna e uma base industrial renovada. A democracia voltara e, com ela, a confiança no futuro. O desafio consistia em superar o nó financeiro do endividamento externo e interno.

Não era tarefa impossível, mas uma mistura de oportunismo político e soberba heterodoxa (manipulação do congelamento de preços; descontrole fiscal; desatenção para as variáveis externas da economia; fé excessiva em uma economia fechada) levou ao malogro do Plano Cruzado. O PMDB venceu as eleições de 1986 e o país mergulhou na hiperinflação. Frustração semelhante tornou a ocorrer após a boa performance de 1994-1995. FHC herdara de seu antecessor uma economia estabilizada e um país cheio de otimismo. A base governista vinha aprovando todos os projetos apresentados pelo Planalto. O Brasil poderia ter retomado o crescimento sustentado de longo prazo. Novamente, uma conjunção de interesses políticos e “hybris” tecnocrática (abandono das reformas estruturais em prol da reeleição; âncora cambial; juros exorbitantes; cerceamento do investimento público em infra-estrutura) jogou por terra a oportunidade. As crises externas de 1997-1998 somente contagiaram o Brasil porque, no biênio anterior, o governo do PSDB fizera apostas equivocadas.

Repetirá o governo Lula os erros das gestões anteriores? Vejamos. O crescimento atual deriva destes fatores: 1) forte expansão da demanda externa; 2) aumento do consumo interno (maior salário-mínimo, crédito facilitado à classe média); 3) redução modesta dos juros nominais; 4) aumento tímido do investimento público (PAC). É uma recuperação de caráter keynesiano, ainda sem a marca do crescimento endógeno estruturado. No horizonte, nuvens se acumulam. A turbulência na economia norte-americana ameaça esfriar o ritmo de expansão da demanda internacional, derrubando os preços das commodities. No plano interno, a carga tributária atingiu níveis insuportáveis (37% do PIB), minando a capacidade de expansão do setor privado. Leia o resto do artigo »

Postado em Assuntos, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

A ordem criminosa do mundo – Parte 4

Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Última parte do documentário produzido pela RTVE da Espanha, com o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano e o relator da ONU e sociólogo francês, Jean Ziegler.

Este documentário critica as implacáveis e desumanas formas de poder que tem se consolidado no mundo através das políticas e práticas imperialistas realizadas pelas potências mundiais em detrimento dos países e populações pobres, mas sempre a favor do capital financeiro. É uma ampla análise das inúmeras e profundas mazelas que assolam a humanidade. Através de suas colocações pungentes, Galeano e Ziegler examinam a nova ordem mortífera do mundo, que cada vez mais tem concentrado poder e riqueza na mão de uma pequena elite, a que controla o capital financeiro internacional, reservando para uma massa de milhões de pessoas apenas a miséria, a fome, o desemprego, enfim, a exclusão total. Uma nova ordem criminosa que destrói direitos; que desrespeita não apenas os direitos humanos, mas o próprio homem; que mata pessoas ao retirar-lhes mais que o alimento, o emprego, mas principalmente a dignidade e a esperança.

Nesta última parte, Galeano e Ziegler tratam sobre a tortura, enquanto um instrumento empregado para semear o medo e, assim, favorecer a manutenção do poder nas mãos daqueles que já o detêm; pois, este medo semeado, cresce e dá frutos, e seus frutos não são outros que não a apatia política dos povos, o conformismo com as situações de injustiça, a banalização da pobreza e sua aceitação como uma conseqüência natural da incapacidade “técnica”, da “desqualificação” ou “despreparo” dos pobres para o mercado de trabalho, a indiferença ante o sofrimento de tantos acometidos pela fome crônica e pela miséria. Galeano e Ziegler chamam a uma postura diferente, de não-conformismo com esta realidade mortífera e criminosa do mundo, que, mais do que nunca, está sob a égide das práticas imperialistas do capital financeiro internacional.

*Por Elizabeth Cardoso

“Há uma convenção internacional contra a tortura. Existem mecanismos de controle da tortura. Há um artigo na Declaração dos Direitos do Homem [...] que proíbe radicalmente a tortura. E, sem embargo, a maior potência econômica e militar do planeta pratica abertamente a tortura. [...] Há, portanto, uma destruição, não só um retrocesso, de partes inteiras, de capítulos completos dos Direitos Humanos.”
Jean Ziegler

“[...] Se a tortura torturasse somente os culpados não seria eficaz [...] Os símbolos de poder funcionam porque emitem medo, e emitem medo na medida em que podem tocar a qualquer um [...] Não se tortura para obter a informação, isso é falso. Se tortura para semear o medo. E nisso se tem que reconhecer que a tortura é eficaz. E por isso é que agora a tortura é objeto de publicidade incessante, porque a máquina do medo, a máquina de semear o medo, utiliza a tortura para prevenir o delito da dignidade.”
Eduardo Galeano

“[...] essa perversa herança colonial que nos convence que a realidade é intocável… o medo de mudar. Não se pode! [...] Por hoje, existe esta ideologia do tipo de impotência nascida do medo. Não se pode! Eu penso que esse medo de mudar é um medo muito, mas muito, danoso e que é um dos medos mais poderosos, mais importantes, neste tipo de maquinaria mundial do crime porque é um medo que mata a esperança, ou seja, opera contra a vontade democrática de mudança.”
Eduardo Galeano

Duração: 10:54min
Idioma: Espanhol (sem legendas)

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=gAgv1hRm9JI]

Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Vídeos | Sem Comentários »