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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'O que deu na Imprensa':

Sem medo de gastar

Postado em 25 dEurope/London abril dEurope/London 2008

O fim da CPMF não impossibilitou o governo obter recursos para conceder reajustes de salários no setor público.

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por Claudia Safatle

Mesmo com o fim da CPMF, o governo encontrou recursos para conceder reajustes de salários no setor público que já somam cerca de R$ 15 bilhões. Despesas que começam este ano e se completam em 2010 de forma permanente. Os militares ganharam esta semana aumento real que varia entre 18,6% e 108,5%, a ser implementado em parcelas até julho de 2010 ao custo de R$ 12,3 bilhões. A decisão, retroativa a janeiro deste ano, beneficiará 752.656 militares, sendo 426.771 ativos, 135.088 aposentados e 190.797 pensionistas.

Em março, o governo anunciou que enviará projeto de lei ao Congresso concedendo aumentos salariais para 800 mil funcionários públicos civis, que representarão R$ 3,5 bilhões de aumento da folha de pagamentos.

Em greve desde 18 de março, os 54.192 auditores fiscais (da Receita Federal, Trabalho e Previdência Social) conseguiram arrancar um aumento de mais de 40%. O Ministério do Planejamento, que negocia com os servidores públicos, fechou ontem acordo para reajustar os salários dos auditores em 24% este ano, 9% no ano que vem e mais 5% em 2010. Os grevistas mantiveram o movimento para antecipar para 2009 a parcela de 2010, mas acabaram cedendo. Esse aumento representa mais de R$ 1 bilhão na despesa com pessoal e eleva o piso salarial da categoria para R$ 14 mil.

A folha de pagamento do funcionalismo federal, que abarca 2 milhões de trabalhadores, custará este ano cerca de R$ 128 bilhões. O Bolsa Família, que beneficia 8 milhões de famílias, consumirá algo em torno de R$ 10 bilhões. Considerando que cada família tem cinco pessoas, o Bolsa Família abrange um universo de 40 milhões de brasileiros na base de R$ 250,00 per capita/ano. Já a folha de salários da União corresponde a um gasto per capita de R$ 64 mil por ano, entre funcionários ativos e aposentados. Leia o resto do artigo »

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Milagre econômico da Índia começa a perder o seu brilho inicial

Postado em 25 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Índia apresenta grau de desaceleramento em seu crescimento econômico devido ao desaquecimento da economia mundial e ao aumento da inflação.”

*Por Luciana Sergeiro.

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por: Jackie Range e Paul Beckett

O milagre econômico da Índia está perdendo sua mágica, o que suscita dúvidas sobre a possibilidade de o país realizar sua ambição de tornar-se a próxima superpotência econômica.

Autoridades governamentais e outros entusiastas achavam que a Índia havia se transformado numa daquelas raras economias – como a China de hoje e o Japão nos anos 60 – que podia crescer em torno de 10% ao ano por uma década, não importando o que ocorresse no resto do mundo.

O crescimento do PIB indiano ficou em média um pouco abaixo de 9% nos últimos cinco anos. Chegou a 9,6% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2007. O governo prevê que a economia cresceu 8,7% no ano fiscal que terminou no mês passado.

Mas, com o desaquecimento da economia mundial e o aumento da inflação, está ficando claro que a rápida expansão se deveu em parte a condições boas que impulsionaram mercados emergentes em todas as partes – e que a Índia continua vulnerável aos ciclos econômicos. Há previsões de que o PIB possa crescer só 7% ou um pouquinho mais que isso este ano e ficar igual no ano que vem. Leia o resto do artigo »

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RESUMO DO DIA – 25/04/2008

Postado em 25 dEurope/London abril dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Elizabeth Cardoso e Luciana Sergeiro

Política

“A ministra do Turismo, Marta Suplicy, negou que o presidente Lula tenha impedido a saída de ministros dos seus cargos para se candidatarem nas próximas eleições.”

JB Online: Marta nega que Lula impediu saída de ministério

“Numa resposta à oposição que classifica o PAC de “eleitoreiro” e plataforma para um eventual terceiro mandato, o presidente Lula afirmou que não está pleiteando a Presidência pois já é presidente.”  

O Estadão: Não pleiteio a Presidência, pois já sou presidente, diz Lula

“Ao se aliar a Orestes Quércia e para garantir apoio do PMDB a Gilberto Kassab, Serra vira o jogo e dá um nó em Aécio, Alckmin e no PT ao mesmo tempo.”

Último segundo: Serra dá nó em Aécio, Alckmin e PT juntos

Economia

“Após surpreender boa parte do mercado com a elevação da Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta manhã reforçou que o ciclo de aumento da Selic deve continuar…”

JB Online: Investidor aposta em novos aumentos da Selic

“O governo federal arrecadou R$ 51,001 bilhões em impostos e contribuições em março, alta de 7,67% sobre igual mês do ano passado em termos reais…”

Último Segundo: Mesmo sem CPMF, arrecadação federal é recorde para meses de março

“Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a alta no preço dos alimentos é passageira e não tem relação com a produção de biocombustíveis.”

Agência Reuters: Lula diz que alta de alimentos é passageira

“A Petrobras continua avaliando ativos da Esso na América do Sul, apesar de ter sido derrotada pela Cosan na disputa pela rede de postos de distribuição da empresa norte-americana no Brasil…”

Agência Reuters: Petrobras continua avaliando ativos da Esso no Chile e Uruguai

Internacional

“O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não retrocederá em seus esforços para conseguir a libertação de Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e manifestou sua confiança em que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, continue se envolvendo…”

JB Online: Sarkozy quer que Chávez continue se esforçando para libertar Ingrid

“O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na sexta-feira que o mundo vive uma crise global por causa do preço dos alimentos. Este acentuado aumento do preço dos alimentos se transformou numa verdadeira crise global, disse ele.”

JB Online: ONU vê “crise global” por causa de alta dos alimentos

“O dalai-lama saudou a oferta chinesa para reabrir as negociações sobre o Tibete, depois de seis semanas de crise.”

O Estadão: Dalai-lama aplaude proposta chinesa de diálogo sobre o Tibete

“Carregando bandeiras do Hamas, milhares de palestinos que apóiam o grupo extremista islâmico protestaram nesta sexta-feira contra o bloqueio israelense à faixa de Gaza.”

Folha Online: Milhares de palestinos pedem fim do bloqueio israelense à faixa de Gaza

Desenvolvimento

“O abismo entre os níveis de riqueza dos países desenvolvidos e em desenvolvimento está um pouco menor. A distância, que era de 20 para 1 em 1990, caiu para uma proporção de 16 para 1 em 2006…”

Folha Online: Cai distância entre países ricos e pobres, aponta relatório da ONU

“A licitação para a construção do trem-bala que o governo federal vai construir ligando São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas deverá ter início em outubro…”

Agência Reuters: Licitação de trem-bala SP-Rio-Campinas sai em outubro, diz Lula

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O desafio de qualificar os recursos humanos

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Aprovada a hidrelétrica do rio Madeira, um curso especial foi criado

“O crescimento dos investimentos em infra-estrutura ampliou a demanda por profissionais, dos níveis mais básicos e técnicos até os mais especializados e gerenciais.”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Gazeta Online (restrito a assinantes)

Por: Paulo Godoy

O retorno do capital privado para mercados de infra-estrutura exigiu uma gigantesca transformação do ambiente para negócios e investimentos. Um amplo arcabouço legal foi instituído, incluindo agências reguladoras, marcos regulatórios, planos de metas e toda uma legislação subseqüente.
Preços e tarifas são regulados e mais realistas. A gestão do meio ambiente tornou-se desafiadora. Um planejamento eficaz, controle de custos e garantia de rentabilidade são fatores fundamentais para manter a liderança em mercados cada vez mais competitivos.

O mercado mudou muito no Brasil e no mundo. Os gestores precisam acompanhar essas transformações. O crescimento dos investimentos em infra-estrutura ampliou a demanda por profissionais, dos níveis mais básicos e técnicos até os mais especializados e gerenciais.

A formação de recursos humanos aptos para gerir os empreendimentos diante de um mercado em rápida mudança é uma responsabilidade conjunta de instituições públicas e privadas. É um desafio posto entre o presente e o futuro do setor.

Esse desafio está, desde 2003, sendo enfrentado pelo EduCorp, programa de educação corporativa para a infra-estrutura, uma iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Base e Infra-estrutura (Abdib) em parceria com algumas das mais renomadas instituições de ensino. Leia o resto do artigo »

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Itamaraty discute as exceções em acordo Sul-Sul

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Acordo de redução de 20% nas tarifas de importação de bens industrias e agrícolas deve beneficiar as exportações brasileiras de produtos agrícolas processados e produtos industrializados.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por: Agência Brasil, de Acra (Gana)

Para impulsionar as trocas comerciais entre os países em desenvolvimento, cerca de 20 integrantes do G-77 negociam um acordo para redução de 20% nas tarifas de importação de bens industriais e agrícolas que deve beneficiar as exportações brasileiras de produtos agrícolas processados e produtos industrializados – é o chamado acordo Sul-Sul. As novas regras do chamado Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento (SGPC) podem ser fechadas durante a 12ª Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que começou domingo e vai até sexta-feira na cidade africana de Acra, capital de Gana.

“Nas rodadas passadas, a negociação foi feita pelo método de pedidos e ofertas, pelo qual cada país pede produtos e o outro oferece algumas concessões, e os resultados não foram muito significativos. As preferências comerciais não foram muito importantes, portanto o comércio que foi gerado por esse acordo não foi muito grande”, explica o ministro Carlos Márcio Consendey, diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores.

Na atual rodada, lançada em 2004 na última reunião da Unctad, em São Paulo, os países decidiram estabelecer uma mesma margem de preferência para praticamente todo o universo de tarifas. As negociações vêm sendo tocadas em Genebra, na Suíça, e não há consenso quanto às exceções – a lista de produtos considerados sensíveis e que não estariam sujeitos à redução tarifária. Alguns países, como a Coréia e a Índia, querem proteger os produtos agrícolas, setor no qual têm menos competitividade. Para outros países, como os do Mercosul, Consendey diz que as sensibilidades estão nas áreas de têxteis, automóveis e eletrônicos.

Segundo o ministro, o Mercosul propõe que 10% do total de produtos tenham preferência tarifária de 10%, em vez dos 20% previstos na regra geral. Cada país ainda teria direito de excluir da lista de preferências 5% dos produtos, definidos a seu critério. A proposta tem o apoio de alguns países. A Índia, no entanto, quer que 30% dos produtos sejam excluídos. Em outras palavras, 70% do universo de produtos teriam a redução tarifária de 20%. Na prática, isso significaria que as tarifas continuariam como estão justamente para os países que mais precisam intensificar suas trocas comerciais. Leia o resto do artigo »

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Provavelmente, Deus não é africano

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Provavelmente, Deus não é africano

“Depois da Guerra Fria e no auge da globalização financeira, o continente africano ficou à margem dos fluxos de comércio e de investimento globais.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por José Luis Fiori*

A África ocupou mais da metade do tempo da última reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta terceira semana do mês de abril de 2008. Na pauta: o impasse nas eleições presidenciais do Zimbabwe e as crises políticas da República Democrática do Congo e da Kenya, além dos conflitos armados, na Somália, e em Darfur, no Sudão. Trazendo de volta a imagem de um continente aparentemente inviável com “Estados falidos”, “guerras civis” e “genocídios tribais”, com apenas 1% do PIB mundial, 2% das transações comerciais globais e menos de 2% do investimento direto estrangeiro dos últimos anos. Mas a África não é tão simples nem homogênea, com seus quase 800 milhões de habitantes e seus 53 Estados nacionais, que foram criados pelas potências coloniais européias, e foram mantidos juntos graças à Guerra Fria, que chegou à África Setentrional, com a crise do Canal de Suez, em 1956; à África Central, com a guerra do Congo, dos anos 60; e finalmente, à África Austral, com a independência de Angola e Moçambique, e a sua guerra com a África do Sul nos anos 80.

A independência africana, depois da Segunda Guerra Mundial, despertou grandes expectativas com relação aos seus novos governos de “libertação nacional” e seus projetos de desenvolvimento, que foram muito bem-sucedidos – em alguns casos – durante os primeiros tempos de vida independente. Este desempenho inicial, entretanto, foi atropelado por sucessivos golpes e regimes militares e pela crise econômica mundial da década de 1970, que atingiu todas as economias periféricas e provocou um prolongado declínio da economia africana até o início do Século XXI. Mesmo na década de 90, depois do fim do mundo socialista e da Guerra Fria e no auge da globalização financeira, o continente africano ficou praticamente à margem dos novos fluxos de comércio e de investimento globais. Leia o resto do artigo »

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Biagi: Sucesso do Etanol Provoca Gritaria

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Brasil consegue substituir 50% do consumo de gasolina com 1% das terras agricultáveis.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Conversa Afiada

Por: Paulo Henrique Amorim

Acabei de conversar com Maurílio Biagi, presidente do Conselho da Usina Moema e do Conselho da Única, entidade que reúne os produtores de cana e álcool sobre a acusação de que o etanol brasileiro é responsável pelo aumento do preço dos alimentos no resto do mundo:

Disse Biagi: Essa gritaria é a consagração do modelo brasileiro. Eles não engolem o Brasil conseguir substituir 50% do consumo de gasolina com 1% das terras agriculturáveis.

Então, de quem é a culpa pelo aumento do preço dos alimentos ?

Disse Biagi: O maior responsável é o subsídio à agricultura dos países ricos.

O etanol americano, que usa o milho, também não tem culpa ?

Disse Biagi: Também, mas, há dois anos visitei uma usina na França que produzia etanol a partir de trigo. Trigo ! O engraçado é que eles queimam milho e trigo para fazer etanol e não taxam o petróleo.

Mas é verdade que vocês vão destruir a Amazônia para produzir etanol ?

Disse Biagi: Eu bem que tentei. Nos anos 70, o Governo brasileiro tentou consolidar a ocupação da Amazônia. E eu fui convidado para instalar a usina Abraham Lincoln, no quilômetro 46 da Transamazônica. A usina está lá abandonada, porque a Amazônia não presta para produzir cana. Na Amazônia, chove e faz calor, mas não tem o friozinho que dá a sacarose. Outro dia, na Holanda, me perguntaram a mesma coisa e eu respondi o seguinte: vocês saíram daqui duas vezes para conquistar o Brasil e produzir cana. A distância da Amazônia para São Paulo é menor que a distância da Holanda ao Brasil. Você acha que se desse para produzir cana na Amazônia nós já não teríamos feito isso? Leia o resto do artigo »

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Ponto de inflexão na gestão da economia

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Enquanto os mais importantes países de alta renda tropeçam, o quadro para as economias emergentes é de crescimento modestamente reduzido (…)”.

Por Katia Alves

Por Martin Wolf

Publicado no: Valor

Como observa a mais recente edição da “Perspectiva Econômica Mundial” (PEM), do Fundo Monetário Internacional, “a economia mundial penetrou num território novo e precário”. O mais impressionante talvez sejam os contrastes entre a disparada nos preços das commodities e os colapsos no mercado de crédito e entre o crescimento aquecido nas economias emergentes e a recessão incipiente nos EUA. Como chegamos a esse ponto? E o que deveríamos fazer?

A resposta da PEM à primeira pergunta é que a economia dos EUA poderá encolher em 0,7% entre o 4º trimestre do ano passado e o 4º trimestre de 2008. Isso representa uma grande guinada em relação ao aumento de 0,9% ao longo daquele período, projetado no relatório de janeiro da PEM. Mais do que isso, o crescimento deverá ser de apenas 1,6% ao longo dos próximos quatro trimestres. Enquanto isso, o crescimento na zona do euro deverá cair para apenas 0,9% entre o 4º trimestre de 2007 e o 4º trimestre de 2008. Leia o resto do artigo »

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