Mudanças estruturais
Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Com os preços do barril no nível de hoje, virar exportador de porte médio resolveria, em definitivo, o problema do balanço de pagamentos. Em compensação, a tendência à valorização da moeda e à doença holandesa passaria a ser mais forte que nunca”.
Por Katia Alves
Por Rubens Ricupero
Publicado originalmente na Folha de S. Paulo
Virar exportador de porte médio de petróleo resolveria o balanço de pagamentos, mas fortaleceria doença holandesa
A EXTRAORDINÁRIA velocidade da deterioração do déficit em conta corrente traz de volta o fantasma do estrangulamento externo e demonstra como era prematuro falar em mudança estrutural do comércio exterior e da balança de pagamentos. Isso não quer dizer que não estejam em curso mudanças que poderão merecer o adjetivo, caso se mantenham na longa duração dos ciclos de Fernand Braudel. Entre as tendências desse tipo, destaco: 1ª) o impacto das recentes descobertas de petróleo e gás no pré-sal e, em grau menor, da valorização das commodities; 2ª) os efeitos da transição demográfica na economia e distribuição da renda; 3ª) a maneira como o aquecimento do clima afetará a vantagem comparativa brasileira em agricultura.
Mais de dois anos atrás, no artigo “O que há de novo?” (Folha, 19/2/ 06), eu afirmava que apenas dois fatos novos me impressionavam em termos de mudança estrutural das perspectivas do desenvolvimento brasileiro: o país tornar-se não só auto-suficiente mas exportador líquido e crescente de petróleo e o bônus demográfico, que favorecerá por muitas décadas a equação população/potencial produtivo da economia. Leia o resto do artigo »
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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na semana passada, em caráter conclusivo, o substitutivo da Comissão de Viação e Transportes ao Projeto de Lei 6302/02, do Senado, que regulamenta as atividades de entrega de produtos por motoboys.
O texto aprovado suprimiu o transporte de pessoas (mototáxi) e a prestação de serviços comunitários de rua por motociclistas. O autor do substitutivo, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), não quis regulamentar o mototáxi por considerá-lo perigoso para os passageiros. Como sofreu alterações na Câmara, o projeto volta para o Senado.