A versão do BNDES
Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Em entrevista, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, esclarece o motivo do BNDES financiar a compra da Brasil Telecom pela Oi, alegando o número de emprego que essa união vai poder gerar e o aumento da competição nesse setor, veja abaixo.
*Por Katia Alves
Por Sergio Lirio
Publicado na Carta Capital
Ainda falta mudar as leis, mas, em termos financeiros, a compra da Brasil Telecom pela Oi foi acertada na sexta-feira 25 de abril. Principal articulador da operação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestará 2,5 bilhões para que o nó societário entre as duas companhias seja desfeito.
As negociações permitiram ao banqueiro Daniel Dantas sair do setor de telefonia com mais de 1,5 bilhão de reais no bolso e livre de responder a ações judiciais que o acusavam de diversos crimes societários. Além disso, o banco estatal vai emprestar dinheiro a uma empresa, no caso a Oi, sócia de um filho do presidente da República. Mas, impassível diante dessas questões, Luciano Coutinho, presidente do banco, recebeu CartaCapital na quinta-feira, 1º de maio, e defendeu a fusão. Segundo ele, é a chance de se criar uma empresa brasileira com capacidade de competição no mercado internacional.
CartaCapital: Por que o BNDES vai financiar a compra da Brasil Telecom pela Oi?
Luciano Coutinho: As duas empresas, nos últimos anos, tiveram um desempenho aquém do potencial. Os mercados não atribuem a elas valores econômicos equivalentes a outras companhias do setor, pois são notórios os conflitos entre os sócios. A Brasil Telecom, principalmente, estava defasada na operação de telefonia móvel, que é hoje a principal força de expansão do setor de telecomunicações. A telefonia fixa está estagnada, temos pouco menos de 40 milhões de terminais. O que cresce mesmo é a móvel, caminhamos para 150 milhões de linhas. Como resultado do processo de privatização, o BNDES tem participação expressiva na Oi, tem interesses econômicos, portanto. As duas empresas estavam tentando resolver os problemas do nó societário há algum tempo. Leia o resto do artigo »
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crescimento das reservas internacionais, financiamos investimentos públicos e gestou-se o chamado “milagre dos anos 70″. Desconhecemos os sinais de crise financeira internacional. A ditadura falou do Brasil como uma “ilha de prosperidade”.