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Blog do Desemprego Zero

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Brasil pode ajudar Paraguai sem mexer no tratado ou na tarifa

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O Presidente do Paraguai Fernando Lugo gostaria de obter mais recurso para o País, provenientes da usina hidrelétrica de Itaipu, com a renegociação do preço da energia vendida ao Brasil. Porém o tratado de Itaipu é intocável por se tratar de uma garantia de financiamentos internacionais. E a tarifa de energia também não pode ser alterada, pois tem que cobrir os pagamentos dos empréstimos feitos. O Brasil deve cooperar com o Paraguai em projetos de desenvolvimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Conversa Afiada

Por: Paulo Henrique Amorin

O Presidente eleito do Paraguai Fernando Lugo fez uma campanha com o discurso de que gostaria de obter mais recursos para o Paraguai, provenientes da usina hidrelétrica de Itaipu. Uma das idéias de Lugo seria renegociar o preço da energia vendida ao Brasil (clique aqui).

O ex-membro do Conselho de Administração de Itaipu e ex-presidente de Furnas e da Cemig, João Camilo Penna, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 23, que o tratado de Itaipu é intocável (clique aqui para ouvir).

“Eu estive oito anos no Conselho de Itaipu, portanto conheço relativamente bem o assunto. O tratado de Itaipu é a garantia, é a base para os financiamentos internacionais de Itaipu, que foram assumidos pela Eletrobrás. Nós estamos falando de qualquer coisa na faixa de US$ 20 bilhões, que é financiado pela Eletrobrás… Então, o tratado é intocável. É intocável porque ele é a garantia desse empréstimo”, disse Penna.

Segundo Penna, a tarifa da energia também não pode ser alterada. Ele disse que essa tarifa tem que cobrir os pagamentos dos empréstimos feitos. Leia o resto do artigo »

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Etanol brasileiro é 8 vezes melhor que o americano

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O Brasil tem sete milhões de hectares em plantações de cana. Desses, cerca de 3,5 milhões de hectares são usados para a produção de etanol e o restante utilizado para a produção de açúcar. Com os 3,5 milhõess de hectares de cana, o Brasil produz 22 bilhões de litros de etanol.Para os Estados Unidos produzir os mesmos 22 bilhões de litros de etanol, utiliza 85 toneladas de milho que é um alimento típico de consumo direto e indireto dos americanos.

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Conversa Afiada

Por: Paulo Henrique Amorin

O programa Entrevista Record, da Record News, discutiu, nesta terça-feira, dia 29, a influência da produção de etanol sobre a produção de alimentos no Brasil. Paulo Henrique Amorim entrevistou o chefe-geral da Embrapa Agroenergia Frederico Durães e o fazendeiro e conselheiro da Sociedade Rural Brasileira Luiz Hafers.

Durães disse que o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil é oito vezes melhor, do ponto de vista do balanço energético, do que o etanol de milho produzido pelos Estados Unidos.

“A cana no Brasil, a relação é de 1 para 8, 1 para 10, depende da metodologia que se usa. E no etanol de milho, nos Estados Unidos, a relação é de 1 para 1,2 ou 1,3, a depender da metodologia, nos sistemas mais competitivos”, disse Durães. Leia o resto do artigo »

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Demanda crescente e investimentos em tecnologia são responsáveis pelo crescimento

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O Brasil tem hoje 276 milhões de hectares de terras cultiváveis. Dessas, 72% são ocupadas por pastagens naturais e cultivadas, 16,9% por grãos e apenas 2,8% por cana-de-açúcar. Esse quadro mostra que esta cultura mantém um comportamento normal, com potencial para ser ampliada em áreas de pastagens.”

*Por Luciana Sergeiro

 Publicado em: Projeto Brasil

Por: Juliana Saporito

Estimulada pelo aumento do consumo de etanol, bem como por suas exportações, a safra brasileira de cana-de-açúcar em 2008 atingirá até 631,5 milhões de toneladas – recorde histórico para o país. De acordo com o levantamento feito pela Companhia Nacional e Abastecimento (Conab), isso representa uma expansão de 13,1% em relação ao ano anterior.

Além da demanda crescente, entre os principais motivos para a expansão estão o clima favorável, os investimentos no melhoramento tecnológico das unidades de processamento e o plantio de variedades mais produtivas. A área cultivada também deu um salto este ano, passando de 7 milhões para 7,8 milhões de hectares, resultado, na sua maioria, da instalação de novas usinas, sobretudo em áreas de pastagens. Leia o resto do artigo »

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Helio Costa crê que investir em novas tecnologias é dar acesso ao conhecimento

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“A atual política nacional de telecomunicações deve investir em um novo ciclo de desenvolvimento, mais virtuoso que o anterior, que é o acesso ao conhecimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Projeto Brasil

Por: Lilian Milena

Em 1996 o governo Fernando Henrique Cardoso privatizou o sistema Telebrás obtendo R$ 130 bilhões em investimentos privados nos dez anos que se seguiram. A ação promoveu um “ciclo virtuoso” e “bem-sucedido”, na opinião do atual ministro das comunicações, Hélio Costa.

No entanto, apesar do bom momento, Costa acredita que a atual política nacional de telecomunicações deva investir em um “novo ciclo de desenvolvimento, mais virtuoso que o anterior (…), que é o acesso ao conhecimento”, declarou.

O Ministério das Comunicações expediu um documento reconhecendo que “para possibilitar o atendimento da diversidade de demandas nacionais, levando ao desenvolvimento sustentado do país, serão necessárias ações conjuntas dos agentes econômicos e do Estado”.

Essas ações incluem a ampliação dos sistemas de transmissão de dados e investimentos em convergência digital na telefonia, facilitando o acesso da população à telefonia móvel, por exemplo.  

Segundo dados do governo, em todos os municípios do país (cerca de 5,6 mil) há rede de telefonia fixa. Já a telefonia móvel celular alcança perto de 3,7 mil cidades. Por conta disso, Hélio Costa prometeu que até 2010 os outros 1,8 mil municípios receberão atendimento similar, graças à licitação de 3G realizada em dezembro passado.

Para tanto, o modelo de plantas de telefones fixos deverá ser atualizado para atender a realidade atual – a perda da competitividade nos últimos anos desse setor para o móvel se dá, segundo o ministro, pela “comodidade e flexibilidade da voz móvel, além do custo incomparável”.

Nos próximos dez anos o governo espera que o “eixo seja o acesso em banda larga” e a “oferta convergente de serviços de voz, dados e vídeo” esteja acessível em todo o país.

 

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Um país bem comportado

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Brasil passa de BB+ para BBB-, a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P), elevou o País a categoria de totalmente confiável aos olhos dos credores. O fato é inédito e equipara o País a Índia e ao Cazaquistão. O principal motivo da ascensão à lista dos bem-comportados foi a maturidade das instituições brasileiras, ao diminuir os riscos fiscais e externos e melhorar a perspectiva de crescimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Carta Capital

Por: Márcia Pinheiro

Três fatores determinaram o vaivém do humor econômico brasileiro a partir de segunda-feira 28 de abril de 2008: o resultado negativo das contas externas, a decisão do Federal Reserve de reduzir o juro e o carimbo de grau de investimento dado ao Brasil pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P). O definitivo e que levou a Bolsa de Valores de São Paulo à euforia – alta de 6,3%, a maior desde 2002 – foi a decisão da S&P de elevar o País à categoria de totalmente confiável aos olhos dos credores. Na sopa de letrinhas, saímos de BB+ para BBB-.

O fato é inédito e equipara o País à Índia e ao Cazaquistão. Mas está ainda abaixo, por exemplo, da Rússia, Polônia, Malásia, China e do México, só para citar algumas nações emergentes. O principal motivo da ascensão à lista dos bem-comportados, segundo Lisa Schineller, diretora de ratings soberanos da agência, foi “a maturidade das instituições brasileiras, ao diminuir os riscos fiscais e externos e melhorar a perspectiva de crescimento”. Em síntese, pesou fundamentalmente o fato de as reservas brasileiras estarem na casa dos 200 bilhões de dólares, o compromisso do Ministério da Fazenda de cumprir as metas de superávit primário e, finalmente, o Produto Interno Bruto (PIB) ter deixado de patinar. Tudo, evidentemente, vinculado aos preços das commodities em disparada, que fizeram a alegria de exportadores de matérias-primas.

O grau de investimento implica maior entrada de recursos externos, o que, em tese, libera o Banco Central de praticar uma política monetária ultra-ortodoxa. Isso porque, com a chancela de bons pagadores, as empresas e o Tesouro Nacional poderão captar recursos a juro mais baixo no exterior, o risco País tende a cair e os investidores estrangeiros conservadores terão o aval, por seus estatutos, de aplicar recursos aqui – principalmente os fundos de pensão, que visam o longo prazo. Leia o resto do artigo »

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Os nossos espelhos de Eduardo Galeano

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado no Vermelho

Por Emir Sader  

Alguma vez perguntaram que livro eu recomendaria a alguém que fosse ler um único livro e eu respondi:”O mundo de cabeça para baixo”. Agora tenho que acrescentar: no século passado. Neste recém nascido, eu diria: “Espelhos – Uma história quase universal”.

Uma vez ao mês, mais ou menos, ele – o nosso melhor escritor – nos brinda com uma crônica que fala de tudo e de todos, em poucas palavras e linhas. Diz tudo, com a contundência, a erudição e o fervor moral de quem desvenda as leis ocultas do nosso tempo e as torna legíveis aos olhos de todos. Como se estivesse atendendo ao pedido desesperado de Brecht, quando falava da maior das dificuldades para dizer a verdade: não era a de descobri-la, a de separar as essenciais das inócuas, mas a de fazê-la chegar a quem mais precisa delas, as maiores vitimas das mentiras do nosso tempo.

Para isso, escolher uma linguagem compreensível, buscar exemplos do cotidiano, falar do que importa para uma vida melhor, denunciar o inaceitável e levantar esperanças donde só se pode ver miséria, desencanto e morte. Para que a verdade seja reconhecível para quem vive embrulhado por inverdades, principalmente pelas mentiras do silêncio sobre o que é fundamental, invisível aos olhos e corações, como tarefa cotidiana da imprensa mercantil. Leia o resto do artigo »

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Sinal Amarelo

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“João Sicsú faz um alerta para a deterioração das contas externas, porém considera que o governo irá intervir no cenário econômico para evitar uma crise cambial. Aponta que um regime de taxas de juros elevadas e câmbio valorizado levam a economia para uma direção oposta de uma economia de pleno emprego, avançada tecnologicamente, com uma justa distribuição da renda e da riqueza e com um sistema de seguridade social de qualidade e universal.

Segundo Sicsú a “fórmula monetária brasileira” é que juros devem ser elevados quando existe alguma crise à vista. Não há crise no front, o maior reconhecimento disto é o recebimento do chamado grau de investimento. Reconheceu-se, portanto, a solidez do crescimento brasileiro. A crise americana é moderada e não atingirá o Brasil, é esse um outro significado do rótulo de grau de investimento que recebemos. Não há motivos, portanto, para a elevação da taxa de juros no Brasil.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em:  Carta Capital

Por: Márcia Pinheiro

O diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, alerta para a deterioração das contas externas, mas considera que o governo vai agir para evitar uma crise cambial. Ele critica a elevada taxa de juro doméstica, que tende a reduzir o ritmo do crescimento do País.

CartaCapital: O resultado das transações correntes em março surpreendeu até o Banco Central. Atribuiu-se o resultado à maior remessa de lucros e dividendos, principalmente pelo câmbio valorizado. Até quando será possível sustentar a política de juro alto?

João Sicsú: O Ipea está fundamentalmente preocupado em pensar uma estratégia de desenvolvimento nacional, isto é, um caminho para construirmos um país muito diferente do atual. Queremos construir um país democrático, com uma economia de pleno emprego, avançado tecnologicamente, ambientalmente planejado, com uma justa distribuição da renda e da riqueza e com um sistema de seguridade social de qualidade e universal. As políticas macroeconômicas de curto prazo monetária e cambial deveriam ser adequadas à construção de um País com essas características. Definitivamente, um regime de elevadas taxas de juros e de câmbio valorizado está levando a economia para outra direção. A solidez macro econômica do setor externo se reduz e caminhamos no sentido de fazer do Brasil um país que será apenas grande produtor de produtos básicos e de manufaturados de baixo valor agregado.

CC: O comprometimento das contas do setor externo é evidente, em função do câmbio valorizado pela alta taxa de juro. Há saída para essa armadilha?

JS: Em verdade, não existe armadilha. Muito pelo contrário. O Brasil vive uma situação excepcional em termos de capacidade de crescimento e investimento. A taxa de crescimento do investimento tem sido duas vezes maior que a taxa de crescimento do PIB. Nessas condições, o Governo arrecada mais, se torna financeiramente mais sólido. Não só o governo, mas as empresas também crescem, se tornam mais lucrativas. O desemprego se reduz e a formalização do trabalho aumenta. A arrecadação da previdência cresce. A “fórmula monetária brasileira” é que juros devem ser elevados quando existe alguma crise à vista. Não há crise no front, o maior reconhecimento disto é o recebimento do chamado grau de investimento. Essas agências de rating não se antecipam a nada, elas apenas reconhecem o que já foi conquistado. Reconheceu-se, portanto, a solidez do crescimento brasileiro. Os Estados Unidos reduziram o juro mais uma vez essa semana. A crise americana é moderada e não atingirá o Brasil, é esse um outro significado do rótulo de grau de investimento que recebemos. Não há motivos, portanto, para a elevação da taxa de juros no Brasil. Leia o resto do artigo »

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Mal-amadas

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“A influência e a adaptação das multinacionais é notável na economia, na sociedade e na cultura continua em alta. As empresas multinacionais percebem maiores riscos quando um governo de direita tende a dar lugar a um governo de esquerda. Daí reduzem seus investimentos. O inverso também se mostrou verdade: a percepção de riscos diminui e os investimentos crescem quando um governo de esquerda tende a dar lugar a um governo de direita.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Carta Capital

Por: Thomaz Wood Jr.

A empresa multinacional é uma invenção do século XX, que entrou firme e forte no século XXI. Derrubado o muro e abatidos outros ícones, as múltis avançaram céleres sobre velhos e novos cenários. Sua capacidade de adaptação é notável e a influência na economia, na sociedade e na cultura continua em alta. Apetite para crescer e disponibilidade de capital seguem alimentando fusões e aquisições. Nada no horizonte revela sinais de fraqueza ou de declínio. 

Naturalmente, tanto alcance e poder não escapam das consciências mais críticas. O documentário A Corporação, dirigido por Jennifer Abbott e Mark Achbar, lançado em 2003, é um bom exemplo: seu olhar crítico fê-lo transformar-se em peça didática de cursos de Administração de Empresas. O filme descreve, em tom irônico e didático, a gênese e a evolução da grande empresa. O argumento central é que o mau comportamento corporativo – o descaso com o meio ambiente, a exploração de mão-de-obra barata em países pobres, a manipulação do consumidor e práticas ilegais de negócios – não se deve apenas a executivos destrambelhados ou algumas “maçãs podres”. Os desvios, sugerem os autores, vêm de uma personalidade doentia. 

A linha narrativa é pontuada pela comparação entre os comportamentos exibidos pelo “personagem principal” e os sintomas associados a um indivíduo psicopata: impermeabilidade em relação aos sentimentos alheios, incapacidade de manter relações duradouras, desinteresse pela segurança dos outros, tendência para mentir ou ocultar a verdade, incapacidade de experimentar sentimentos de culpa e inépcia para se conformar a normas sociais. Cosem a tese Noam Chomsky, Naomi Klein e Michael Moore e outras personalidades conhecidas. O filme tem méritos, mas não pretende ser equilibrado ou neutro. Seu objetivo é registrar o lado escuro da vida corporativa.  Leia o resto do artigo »

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