“A aprovação do governo Lula bateu novo recorde, é a mais alta desde que começou a ser realizada a sondagem. Mais da metade dos entrevistados é a favor do terceiro mandato para o presidente Lula. Isso mostra sintonia entre o que o governo está fazendo e a expectativa da população.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Jornal Hora do Povo
A CNT/Sensus, na segunda-feira, revelou que a aprovação do governo Lula bateu novo recorde. A avaliação positiva de 57,5% do governo é a mais alta desde que a sondagem começou a ser realizada, em setembro de 1998. A avaliação pessoal do presidente Lula também subiu, passando de 66,8% para 69,3% de aprovação.
Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro, 52,7% consideraram o atual governo positivo. Desta vez, apenas 11,3% dos entrevistados avaliaram o governo como negativo, contra outros 29,6% que o consideram regular. Mais da metade dos entrevistados, 50,4%, é a favor do terceiro mandato para o presidente Lula. Ela mostra que, se a Constituição for modificada para Lula disputar o terceiro mandato, o presidente ganharia novamente a disputa. Lula receberia 51,1% dos votos, enquanto o candidato tucano teria apenas 35,7%. Em relação às pesquisas anteriores, somente Lula e a ministra Dilma evoluíram positivamente. Todos os demais possíveis candidatos pioraram seus desempenhos. Foram realizadas duas mil entrevistas em cinco regiões do país, 24 Estados e 133 municípios, entre os dias 21 e 25 de abril.
“Isso mostra sintonia entre o que o governo está fazendo e a expectativa da população”, disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS). Já o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), mostrou preocupação com o resultado da pesquisa. “Espero que a repercussão da pesquisa CNT/Sensus indicando que 50,4% dos entrevistados desejam um terceiro mandato para o presidente Lula não seja vulcânica, a ponto de induzir parlamentares a levarem a idéia adiante”, disse. O presidente do Senado afirmou ainda que tampouco concorda com a realização de um plebiscito sobre o mandato presidencial. Alegou que tal iniciativa poderia resultar em governos sem prazo de conclusão, abrindo espaço “para o terceiro, o quarto e o quinto mandato, e não é assim que funciona uma democracia”. Leia o resto do artigo »