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Blog do Desemprego Zero

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Sobre a CONSPIRAÇÃO contra o IPEA: As serpentes de ouro de Medusa

Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007

J. Carlos de Assis*

Creio ter sido um dos primeiros economistas políticos brasileiros a se dar conta, ainda nos anos 80, de que o neoliberalismo não era um fenômeno puramente ideológico, mas o produto de uma realidade sociológica profunda que se exprimiu em maiorias eleitorais efetivas, sobretudo européias. É o que explica o deslizamento para a ala neoliberal mesmo de partidos tradicionalmente de esquerda, como trabalhistas ingleses (Terceira Via), socialistas franceses e sociais democratas alemães.
            Acredito que quem originalmente levantou a cortina sobre esse processo de fundo foi William Greider, em seu monumental “The Secrets of the Temple”, sobre a história do Banco Central norte-americano. Ele “sacou” que a maioria eleitoral que apoiou Reagan em 79 era formada em grande parte de classes médias afluentes, indignadas com a perda de renda financeira oriunda da combinação entre inflação alta e juros baixos, prevalecente ao longo dos anos 70, sobretudo depois da débâcle do sistema de Bretton Woods.

           Na Europa Ocidental, o que deixou apavoradas as classes médias afluentes foi principalmente a instabilidade monetária e cambial. O sucesso espetacular do experimento social-democrata do pós-guerra eliminou o medo do desemprego e mudou o eixo das preocupações dos afluentes para as oportunidades de ganho financeiro, no país de origem e no exterior, pelo que a instabilidade cambial passou a ser um estorvo. Aos poucos, a demanda de estabilidade dos ricos acabou por formar uma maioria eleitoral.
            Pode-se dizer que, na Europa, o neoliberalismo é um produto da afluência da maioria. No Brasil, ao contrário Leia o resto do artigo »

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A Bolsa ou a Bolha!

Postado em 31 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

escrito por José Carlos de Assis

            São bem conhecidos na história econômica os investimentos que se tornam bolhas. Agora temos o caso de uma bolha que virou investimento. A Bolsa de Valores de São Paulo decidiu que vale mais de R$ 16 bilhões e, num único pregão de lançamento, recolheu mais de R$ 6 bilhões pela venda de parte de suas ações. Algo espetacular, sem precedentes, na história dos lançamentos de ações no País. Saudado como prova de vigor do “mercado” e, por extensão, da economia brasileira.
            Não tenho nada contra bolsas em geral ou contra a Bovespa em particular. Trata-se de instituições típicas do capitalismo, embora não essenciais. Vende ações quem quer, e compra quem arrisca. O problema com as bolsas não é o que elas são, em si, mas sim o que representam como poder de arraste para a degringolada do sistema produtivo e do emprego quando entram em crise. Nessas ocasiões, costumam funcionar como instrumento indireto de socialização de perdas.
            Vejamos a natureza do lançamento da Bovespa, Leia o resto do artigo »

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