ATORES da GLOBO CHORAM no SENADO FEDERAL com BISPO Cappio da GREVE de FOME para tentar barrar a obra da TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
Postado em 15 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Gustavo Antônio Galvão dos Santos *
Chorar e fazer greve de fome foram as formas encontradas por aqueles que são contra a obra. Ora, apesar da mídia oligopolista, estamos em uma democracia. Chorar e fazer greve de fome são tentativas de comover as pessoas antes de passar a elas as razões de ambos os lados.
Chorar em uma audiência pública onde deve prevalecer o debate racional e fazer greve de fome são atitudes anti-democráticas. É interceder o debate aberto. Evitar o debate é impor a própria opinião. Autoritarimente.
Esse Bispo e a Letícia Sabatella têm todo espaço do mundo para colocar seus argumentos, porque a imprensa é contra a obra e contra o governo. Já colocaram esses argumentos e foram vencidos pela realidade. Os argumentos não se sustentam (clique aqui). Segundo reportagem da folha que segue abaixo, o Bispo e a Atriz repetiram no Senado que o “problema da Transposição é que ela vai favorecer empresas” e não apenas servir como água para beber. Se isso for um argumento, é tão falso como a “epidemia de febre amarela da Eliane Catanhedê” e os “Cartões corporativos hiper-transparentes de FHC e do Serra”. Esse Bispo é mais um factóide da imprensa para atacar o governo. Esse Bispo só pode ser um lunático e em qualquer outro país não conseguiria tantos holofotes. É óbvio que a água vai favorecer e precisa favorecer empresas. Graça a Deus! A imensa maioria da água consumida no planeta é utilizada para atividades produtivas. Não há indústria ou agricultura possíveis sem água. Só para terem uma idéia, li outro dia em uma revista que para produzir um ovo são necessários nada menos do que 197 litros de água!
Sem atividades produtivas não há emprego. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Los Angeles são cidades abastecidas com águas transpostas de rios. E não venham me dizer que essa água é só para beber. A maior parte dessa água vai para atividades produtivas, que sustentam o imenso número de empregos dessas cidades. E porque essas cidades podem ter atividades produtivas modernas e o sertão não pode?? De onde o Bispo acha que pode impor sua vontade retrograda sobre o que realmente deseja o sertanejo? E o sertanejo, sabiamente deseja a obra.
No sertão não tem emprego, por isso que as grandes metrópoles estão entulhadas de nordestinos em busca de algum esperança que não puderem encontrar na própria terra. É preciso gerar emprego de qualidade no Nordeste. E sem um fluxo contínuo de água isso simplesmente não é possível. Com água, o Nordeste pode se tornar a Califórnia Brasileira (clique aqui para ler).
Não podemos esquecer que transposição foi a obra mais debatida da nossa história (idealizada há mais de 100 anos e discutida seriamente há mais de 10 anos). Clique aqui para ler sobre isso.
Leiam abaixo o que aconteceu segundo o relato da Folha de São Paulo:
Participantes de debate sobre transposição do São Francisco batem boca no Senado
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O debate sobre a transposição do rio São Francisco colocou em lados opostos os defensores do projeto –como o ministro Geddel Vieira (Integração Nacional) e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE)– e os contrários –o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e o senador César Borges (PR-BA). O clima ficou tenso e eles chegaram a bater boca Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Gustavo Santos, Política Brasileira, Política Econômica, Transposição do São Francisco: redenção ou desastr | 24 Comentários »


