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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Debates Nacionais':

A tediosa sucessão de factóides

Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Idelber Avelar levanta algumas difíceis questões sobre os porquês da insistência da oposição em tentar pelas vias mais descabidas atingir negativamente o governo, desqualificando a discussão política séria e construtiva. Seguem importantes sugestões do blogueiro sobre leituras acerca do tema, para aqueles que quiserem acompanhar esta novela em seus diversos episódios…

*Postado por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Blog O Biscoito Fino e a Massa

Por Idelber Avelar*

Às vezes, sinceramente, sinto um pouco de compaixão da oposição tucano-pefelê. Idolatram tanto o capitalismo laissez-faire, mas não aprenderam nada com o Tio Sam sobre como construir uma direita verdadeiramente golpista, fria e implacável. Parecem a zaga do Íbis batendo cabeças em cobranças de escanteio. Será que a única coisa que a oposição consegue contra o governo Lula é martelar a possibilidade de que alguém do Planalto tenha elaborado um anódino dossiê de 13 páginas sobre os gastos de FHC? E requentar durante mais de uma semana o escarcéu artificial criado sobre o tema? Será que eles têm alguma esperança de, com isso, produzir algum arranhão na presidência mais popular de todos os tempos? Por que não falam de projetos políticos? Por que não debatem, por exemplo, o projeto de taxação de milionários apresentado pelo deputado Maurício Rands (PT-PE) com argumentos um pouco melhores que os de Dornelles? Por que se recusam a entender que essa história de dossiê não cola mais? Será que têm alguma ilusão de que vão ganhar votos com isso? Será que não perceberam que alguma transformação ocorreu no Brasil nos últimos anos e que a democracia tupinambá se encontra em outra fase, mais madura? Por que a Folha de São Paulo embarcou nessa? Leia o resto do artigo »

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O jornalismo aloprado

Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Lula Miranda critica, em ácida crônica, os “alopramentos” do jornalismo brasileiro que enfatizam escândalos de ocasião, como o badalado “dossiê”, e sem relevância nacional em detrimento de debates sérios e sólidos…

*Postado por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente na Agência Carta Maior

A divulgação açodada e estrepitosa de suposto “dossiê” sobre gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso expõe a grande imprensa, mais uma vez, ao descrédito e ao ridículo.

Por Lula Miranda*

“Aloprados” e sabujos nunca faltaram no jornalismo brasileiro, cumprindo a função de assumir a responsabilidade por iniciativas infames com as quais os seus patrões, ou mesmo seus superiores imediatos, não desejam sujar suas sujas mãos. O exemplo mais recente desse tipo de jornalismo, uma vez que são variados/diversos os exemplos e estes se acentuaram, curiosamente, a partir do ano de 2003, início da gestão Lula, é a repercussão do episódio do suposto “dossiê” sobre os gastos miúdos do governo FHC. A tapioca do ministro já não rendia um beiju ou cuscuz, quero dizer, uma notícia.

Decerto que o alopramento da nossa imprensa já fez coisas piores que dar repercussão, com o devido estardalhaço e forçada gravidade, a um papelucho de 13 páginas contendo registros de gastos miúdos de um ex-presidente da República e batizado de “dossiê”. Nesse alentado “dossiê” constam coisas como o custo de codornas desossadas que abastecem a cozinha do planalto, de lixas de unha, passagens aéreas internacionais, de garrafas de champanhe etc. Teve até gente que se apressou (e se alegrou) em divulgar, numa outra ocasião, a aquisição de um pênis de borracha, como se esse artefato pudesse ter sido utilizado para fins outros que não aulas sobre reprodução humana ou ensinamentos correlatos. É enfim de uma baixaria atroz, indigna do grande país que pretende ser o Brasil e de suas respeitáveis instituições.

Assim como o presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia merecem todo o respeito dos cidadãos desse país (o que deveria incluir aí também os jornalistas), Fernando Henrique, apesar de seu governo sabidamente deletério ao país, e Ruth Cardoso merecem igual respeito, sigilo e privacidade em seus pretéritos (ou atuais) gastos com miudezas no exercício do poder. A quem interessa, a essa altura do campeonato, inverter e apequenar a pauta do país? Ao governo Lula? A grande imprensa, ao que parece, se apraz e se regozija com essa infame e indesejável inversão – não só da pauta como de valores. Leia o resto do artigo »

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EUA: Abusos no uso de cartões corporativos

Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson

Uma matéria da jornalista Patrícia Campos, do Estado de São Paulo, sobre abusos na utilização dos cartões corporativos no governo americano. Enquanto aqui no Brasil os desvios foram pontuais, pois não foram identificados desvios sistemáticos, nos EUA a incidência de desvios parece ser bem maior. Mas a grande diferença mesmo é que lá a mídia não transforma um problema de gestão e de transparência pública numa batalha partidária pequena, uma tentativa incessante de fabricar crises virtuais.

Investigação aponta ainda despesas com iPods, lingerie, namoro on line e jantar no valor de US$ 13 mil

Patricia Campos Mello, do Estado de São Paulo

A farra dos cartões corporativos também atinge o governo dos Estados Unidos. Enquanto no Brasil os cartões foram usados para compra de tapioca e produtos em free shop, nos Estados Unidos os funcionários do governo usaram os cartões para comprar iPods e lingerie e para pagar por serviços amorosos online, manicures e um jantar de US$ 13 mil.

Uma investigação do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA, divulgada ontem, revela que 41% das transações efetuadas com cartões corporativos do governo são irregulares. Segundo o relatório do escritório, a incidência de irregularidades com os cartões é “muito alta, inaceitável”. Leia o resto do artigo »

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Dossiê FHC-Dilma: Digitais tucanas nas crises do governo petista

Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson

Um traço marcante das crises do governo Lula é a presença marcante das digitais tucanas. A primeira, a “Máfia dos Hemoderivados ou dos Vampiros” surgiu de uma investigação da Polícia Federal a pedido do ministro da Saúde da época, Humberto Costa (PT). O esquema teve início no governo Collor, em 1990, mas só foi desmantelada em 2004. Eram desviados anualmente cerca de R$ 120 milhões dos cofres públicos por meio de licitações fraudulentas. A oposição e a mídia caíram de pau no governo, mesmo não tendo realizado sequer uma licitação de compra de hemoderivados. É o governo sendo atacado justamente por fazer o seu dever: investigar e prender fraudadores de dinheiro público. A mídia na época definiu seu padrão de cobertura com relação ao governo, numa completa e incrível inversão dos fatos. 

Durante todo o governo tucano a máfia dos vampiros agiu impunemente, a despeito de relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando irregularidades nas compras. Os quatros anos da gestão de José Serra na Saúde conviveram com a máfia do sangue. Com a descoberta do esquema criminoso, a mídia e os tucanos partiram pra cima do ministro Humberto Costa (PT). A justificativa era que um dos presos na operação foi trazido para o ministério por ele. O que houve na verdade foi proteção de um grão tucano, José Serra, que corria risco de ser arrastado no escândalo. O PSDB e os aliados do ex-ministro José Serra nunca explicaram porque pagavam 41 centavos de dólares, enquanto o mesmo medicamento foi comprado por 12 centavos de dólares. E trata-se de uma despesa relevante do Ministério da Saúde. É o início de uma série em que o governo é vítima de seu sucesso investigativo no combate às fraudes. Leia o resto do artigo »

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Controle de capitais independe de orientação política

Postado em 8 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Segundo os pesquisadores do Ipea André de Melo Modenesi e Rui Lyrio Modenesi a movimentação de dinheiro entre os países é muito mais uma decisão pragmática do que político-ideológica.

 

 A adoção de medidas de controle de capitais não tem relação direta com a orientação política dos governos que as põem em prática. No texto para discussão “Capital controls and financial liberalization: removing the ideological bias in light of the contribution of Keynes and others and the recent experience”, André e Rui combatem a idéia tradicional de que a “esquerda” seria mais favorável a este tipo de controle, enquanto a “direita” seria mais propensa à liberalização financeira.

 

De fato, dos cinco principais países que usaram controle de capitais a partir da década de noventa – Chile, China, Índia, Malásia e Tailândia, só o governo chinês pode ser considerado de esquerda. Segundo os autores, o panorama político dos outros quatro países é muito mais complexo do que supõem os que acreditam haver uma relação simples e direta entre o controle de capitais e o posicionamento ideológico dos governos que o praticam.

 

“Reconhecer isso é um importante passo para uma avaliação mais objetiva sobre a eventual oportunidade de se adotar controle de capitais, sem preconceito. Controles devem ser usados sempre que os benefícios de sua adoção suplantarem os custos”, concluem, no texto para discussão nº 1311, disponível no site do Ipea.

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IBOPE: PESQUISA MOSTRA DISPUTA ACIRRADA EM PORTO ALEGRE

Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson

Prefeito José Fogaça lidera no primeiro turno e perde num eventual segundo turno em dois dos oito cenários do levantamento

ZERO HORA, de Porto Alegre

A primeira pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre realizada este ano mostra uma disputa acirrada entre três pré-candidatos. Destacam-se no levantamento o prefeito José Fogaça (PMDB), que vence em todos os cenários de primeiro turno, Maria do Rosário (PT), que aparece em segundo lugar, e Manuela DÁvila (PC do B), que vem em terceiro, tecnicamente empatada com Rosário.

Realizada entre os dias 30 de março e 2 de abril, a pesquisa apresenta três cenários de disputa no primeiro turno. No primeiro deles é incluído José Fortunati (PDT). No segundo, Fortunati é substituído por Vieira da Cunha (PDT). E no terceiro são excluídos tanto os pré-candidatos do PDT como Mônica Leal (PP). Nenhum desses cenários altera significativamente os índices de Fogaça, Rosário e Manuela.

Num eventual segundo turno, a pesquisa indica que Fogaça perderia em dois dos oito cenários. Manuela venceria com 44% das intenções de voto contra 39% do prefeito. Rosário obteve 43% contra 40% de Fogaça, o que mostra empate técnico. Leia o resto do artigo »

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Bernardo Kucinski propõe a criação de um “Uol de esquerda”

Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008

No artigo a seguir, Bernardo Kucinski trata sobre a democratização da informação, o fim dos monopólios com o advento de novos veículos de comunicação, como a internet, o papel dos observatórios de imprensa na crítica do discurso midiático e a nova fase de fragmentação expansiva e descentralizadora da mídia no país…

Publicado originalmente no Portal Vermelho

Por Bernardo Kucinski*

“Desde a Constituinte de 1988, não tínhamos o nível de acúmulo de forças hoje alcançado na luta pela democratização da mídia no Brasil. Mesmo na negociação da regulação das Tevês a cabo, em que forçamos as concessionárias a fornecer gratuitamente quatro canais de uso público, o que se deu foi muito mais uma articulação da cúpula do movimento.”

Hoje, há uma rede articulada, com ramificações em vários setores da sociedade civil, engajada na democratização da informação. Várias ONGs e sites na Internet dedicam-se ao acompanhamento da mídia e das políticas públicas de comunicação. Temos uma dezena de observatórios da imprensa dedicados à crítica de discurso midiático, indo muito além, em profundidade, fundamentação e consistência, da crítica autoindulgente que antes prevalecia.

Em Santa Catarina, procuradores da República estão montando uma ação inédita contra o grupo RBS por formação de um monopólio de mercado, depois da compra pelo grupo do jornal A Notícia.

Algumas centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais finalmente entenderam a dimensão estratégica da comunicação e incluíram na sua pauta prioritária a luta pela democratização da informação, como é o caso do site Vermelho, do PCdoB. Com apoio decisivo de sindicatos importantes, o Observatório Brasileiro de Mídia está desenvolvendo um ferramental completo de acompanhamento e crítica do discurso midiático.

Já levamos o governo a adotar duas políticas públicas inovadoras: o recadastramento de todas as concessões públicas de rádio e TV e a instituição de uma rede nacional de TV pública. Conseguimos também alguma mudança para melhora no atendimento dos pedidos de regularização das rádios comunitárias pelo Ministério das Comunicações, embora ainda prevaleça uma postura restritiva. Pela primeira vez, uma entidade inter-sindical, a Fundação Comunicação Cultura e Trabalho, conseguiu a outorga de uma concessão de geradora de TV, hoje em fase de instalação em Mogi das Cruzes. No Congresso, novas autorizações de concessões estão sendo submetidas a um exame mais criterioso, inclusive o pedido da mesma fundação, de um canal de rádio FM, em São Vicente.

O BNDES abriu uma linha de financiamento para produção independente de imagem. Pode ser a primeira de uma série de políticas públicas compensatórias para estimular o pluralismo e a diversificação temática na mídia. Leia o resto do artigo »

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Segundo “O Globo”, nascia um paraíso no planeta

Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Uma pérola histórica do jornalismo nacional…

Publicado originalmente no Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha

Editorial de “O Globo”, em 02/04/1964

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.” Leia o resto do artigo »

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