Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
Apesar da alta das vendas externas, Brasil não consegue industrializar itens básicos. Real valorizado, custos de infra-estrutura e barreiras dos importadores afetam produção de industrializados e explicam limites às vendas.
Para Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, há uma explicação básica para o país ser muito eficiente nas exportações agrícolas e menos atuante nas de produtos com maior valor agregado: a produtividade da indústria brasileira não é tão eficiente como a do campo. “Somos muito eficientes e muito produtivos na agricultura, mas não somos tão eficientes e tão produtivos nos bens industrializados”.
Por Mauro Zafalon
Publicado originalmente na Folha
O Brasil está perdendo a oportunidade de dar um salto de qualidade em suas exportações, avaliam especialistas e membros do governo. Com receitas de cerca de US$ 400 bilhões desde 1998, o país é o líder mundial na exportação dos principais produtos agropecuários, mas ainda não consegue industrializar commodities.
A liderança mundial do Brasil na exportação dos principais produtos agropecuários garantiu receitas próximas de US$ 400 bilhões desde 1998. Mas o país, segundo analistas e membros do governo, está deixando passar uma grande oportunidade para dar um salto de qualidade nessas exportações. O Brasil não consegue industrializar os produtos básicos que exporta, o que reduz a receita das vendas e barra investimentos e criação de empregos de melhor qualidade.
Real valorizado, custos de infra-estrutura, deficiências na logística e barreiras nos países importadores acabam afetando a produção de industrializados e explicam os limites ao boom exportador de commodities. Essa posição brasileira caminha na contramão dos demais países. Os exportadores de commodities impõem taxas maiores nas vendas de grãos ao exterior e menores nas de produtos industrializados para incentivar a industrialização interna. Já os que são dependentes dessas matérias-primas, como a China, impõem barreiras à entrada de produtos industrializados, priorizando a compra de produtos brutos para serem industrializados no país. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
Em entrevista ao Jornal do Brasil, o embaixador Rubens Ricupero, negociador experiente em missões diplomáticas brasileiras nos anos 80 e 90. Alerta para a atual supervalorização do real, que anula conquistas comerciais do país. E acredita que o maior desafio do comércio exterior brasileiro não esta em Genebra, mas bem aqui em solo nacional, na atual política cambial que penaliza fortemente as exportações e pode conduzir o país ao colapso na balança comercial.
Por Leda Rosa
Publicado originalmente no JB Online
Como o senhor analisa o fracasso da Rodada Doha?
- Todos perdem. Índia e China, que bloquearam um avanço em agricultura, vão enfrentar uma atitude geral muito mais difícil em relação às concessões. O Brasil sai perdendo ainda mais, porque com interesse genuíno na agricultura chegou a fazer grande sacrifício para viabilizar o acordo. A OMC sai bastante enfraquecida, o que não é interesse de ninguém, porque é o único fórum que existe para 153 países. O Brasil nunca teria ganhado o caso do algodão contra os Estados Unidos ou o do açúcar contra a União Européia se não houvesse um sistema do tipo da OMC.
Agora a melhor alternativa é buscar acordos bilaterais?
- Não acredito muito na existência de boas alternativas nem na multiplicação de acordos bilaterais. Os acordos vão continuar a ser tão difíceis como eram na OMC. Isto varia de país para país, mas no caso do Brasil, cujo interesse maior se concentra na agricultura, o fato de ser na OMC ou bilateral não vai alterar muito. O Brasil não vai conseguir acesso mais fácil para os produtos agrícolas nos mercados da Índia e da China numa negociação bilateral. Também será muito difícil com os Estados Unidos e Europa, com os quais já estávamos negociando sem muito avanço.
Como devem ser os acordos no pós-Doha?
- A posição brasileira fez com o que o país fosse um pouco credor porque teve uma posição muito favorável, o fracasso não foi por nossa culpa e isto pode levar a alguma possibilidade de acordos estritos, concentrados em determinados produtos. O caso do etanol. Estávamos negociando cotas com a Europa, havia até uma boa perspectiva. Acredito em acordos pontuais, específicos, não grandes acordos, de tipo acordo de comércio, porque aí o Brasil tem uma situação muito difícil por causa do Mercosul. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por José Augusto Valente*
O rodízio imposto às empresas de transporte rodoviário de cargas e aos caminhoneiros autonômos, não cansamos de repetir, NÃO VAI DAR CERTO!
Isso porque não adianta tirar vinte, trinta mil caminhões de circulação quando temos mais de quatro milhões de automóveis circulando, estacionando e prejudicando o trânsito de ônibus, de pedestres, de ciclitas, de motociclitas e… dos caminhões.
Hoje, é o retorno às aulas em São Paulo. Podem escrever: os congestionamentos retornarão aos patamares de antes do início das férias.
Nesse período, a prefeitura de São Paulo impôs as restrições aos caminhões e divulgou alguns resultados de melhoria do trânsito, devido exclusivamente às férias escolares e não à essa restrição. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
Segundo Delfim Netto, o setor produtivo, a indústria brasileira especialmente, não depende mais de subsídios ou de proteção. Pode dispensá-los -como disse recente nota da Fiesp- porque considera que “fez a lição de casa” e por isso cobra do governo que faça o seu “dever de casa” para que se restabeleçam as condições isonômicas (que já existiram!) para enfrentar a dura competição mundial. Significa estabelecer condições de redução da carga tributária no processo produtivo, a eliminação de impostos nos investimentos direcionados aos setores exportadores e não desistir do objetivo de uma política monetária mais inteligente.
Publicado no DCI
Por Delfim Netto
O setor produtivo brasileiro dispensa subsídio e nem precisa de proteção, necessariamente. Isso ficou muito evidente durante as discussões da Rodada de Doha, em Genebra, quando o Brasil se dispôs a fazer concessões para que se chegasse algum acordo na direção de liberalizar o comércio mundial. Também restou evidente que as nações, emergentes ou desenvolvidas, não estão dispostas a “baixar a guarda” se houver qualquer ameaça à sua segurança alimentar ou energética. O que, afinal esteve conforme as previsões.
Fome à parte, China e Índia trataram de se entrincheirar nas salvaguardas para defender sua agricultura da “invasão” de produtos estrangeiros; a Europa, além de barreiras tarifárias, não abre mão de estabelecer quotas nas importações de alimentos; e os Estados Unidos não querem saber de facilitar a entrada em seus mercados de combustíveis mais baratos e eficientes que o seu etanol de milho. Aqui não se trata do problema alimentar, e sim de assegurar a autonomia energética.
O Brasil hoje se garante praticamente nas duas autonomias com uma produtividade, na agricultura, superior à dos concorrentes, e com um horizonte muito próximo da independência energética. Pode, então, oferecer concessões em nome do objetivo da liberalização comercial e de prestigiar uma instituição internacional como a OMC, onde obtivemos condenações a subsídios e temos derrubado restrições impostas aos nossos produtos pela ação protecionista dos Estados Unidos e da Europa, principalmente.
Independentemente de avançar ou não a liberalização, o setor produtivo brasileiro tem uma situação absolutamente desigual para disputar os mercados com seus competidores externos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Publicado no AEPET
Multinacional administra banco de dados da Agência Nacional do Petróleo
Importantes fontes revelaram à AEPET/ Associação de Engenheiros da Petrobrás que a multinacional norte-americana Halliburton, através da sua subsidiária no Brasil, Landmark Digital and Consulting Solutions, está administrando o Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP), da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sem ter passado por processo licitatório. E mais: as fontes informaram, ainda, que tiveram acesso ao parecer da Procuradoria Geral da República (PROGE), emitido em 2004, no qual exige que serviços prestados no BDEP sejam feitos mediante licitação. Mas, incrivelmente, a ANP até hoje não cumpriu a determinação da PROGE. A Landmark recebe e tem acesso a todos os dados estratégicos de exploração e produção da Petrobrás, além de receber R$ 600 mil por mês. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
De acordo com o economista Luiz Filgueiras, a dívida interna está crescendo devido aos juros e afirmou que a queda da dívida pública líquida em relação ao PIB só é possível porque inclui a dívida externa.
Em 2003, a relação era 41,7%. Entre 2004 e 2005, ela disparou de 40,2% para 44,1%, atingindo 47,6% em 2006, declarou o economista.
Para ler mais clique aqui
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Postado em 1 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por José Augusto Valente*
Imperdível essa entrevista, que poderá esclarecer muitas dúvidas sobre a utilização da Lei, que ele prefere chamar de Lei Salva-Vidas, em vez de Lei Seca, já que ninguém está proibido de se alcoolizar. Apenas não poderá tomar bebida alcoólica e dirigir.
Clique aqui e veja o vídeo da entrevista ao Paulo Henrique Amorim, na TV Record.
Clique aqui e visite o site da ABRAMET
A nossa enquete sobre a Lei Seca, neste momento, apresenta o seguinte resultado:
Favorável à Lei, na forma como está: 166 (69%)
Favorável, porém com menos rigor: 62 (25%)
Os demais 12 (6%), 8 são contra e 4 têm opinião Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008
*Por Katia Alves
Em entrevista à Folha, Celso Amorim afirma que todos perdem com o fracasso da Rodada Doha e nega “estranhamento” com aliados como Argentina e Índia na OMC. Para chanceler, divergência com argentinos seria resolvida no Mercosul e acordo seria bom para indústria e agronegócio.
Publicado na Folha Online
Por MARCELO NINIO
No momento crítico da Rodada Doha, na última sexta-feira, o Brasil se afastou de aliados tradicionais, como Índia e Argentina, e aceitou um acordo na tentativa de evitar o colapso nas negociações para liberalizar o comércio global. A decisão não evitou o fracasso, mas o chanceler Celso Amorim diz que não havia alternativa. “Sabíamos que havia uma diferença de posição com a Argentina, e a nossa posição não poderia ficar totalmente refém dela”, disse o chanceler ontem, admitindo que foi uma decisão “difícil”, mas necessária. Em entrevista à Folha ontem em Genebra, pouco antes de retornar ao Brasil ao fim de mais de cem horas de negociações em nove dias, Amorim disse que a resistência argentina ao acordo seria solucionada dentro do Mercosul e que a Rodada Doha não morreu.
FOLHA – O Brasil foi o maior perdedor com o fracasso da rodada?
CELSO AMORIM – Todos perdem. Os EUA continuam com o problema de solução de controvérsias, tendo talvez que se sujeitar a retaliações [na OMC], e a União Européia vai fazer uma reforma da PAC [Política Agrícola Comum] sem receber nada em troca. O mais correto é dizer que o Brasil tinha muito a ganhar. Mas, proporcionalmente, os países menores talvez tenham deixado de ganhar mais ainda do que nós, porque são pequenos e mais pobres e têm menos capacidade de negociar fora do contexto multilateral. Leia o resto do artigo »
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