Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008

Hoje em seu blog, José Paulo Kupfer fornece números assustadores que evidenciam o risco representado pela financeirização da economia global. O mais grave é que o ritmo do crescimento dos ativos financeiros é cada vez mais acelerado, deixando a economia real cada vez mais para trás.
Citando dados do McKinsey Global Institute, divulgados este mês, Kupfer salienta que o volume total de ativos globais – depósitos bancários, títulos de dívida (pública e privada), ações – que não passava de US$ 12 trilhões em 1980, chegou a US$ 117 trilhões em 2003, “escalou para US$ 142 trilhões em 2005 e voou para US$ 167 trilhões em 2006 (último dado disponível).” Mantido o mesmo ritmo, 2007 terá fechado com um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros.
“Se, em 1980, produção econômica e soma dos ativos se equivaliam, hoje, a diferença já chega a 3,5 vezes. Quando forem fechados os números de 2007, a diferença pode ter alcançado 4 vezes toda a produção anual.” Quanto à distribuição, Kupfer lembra que Estados Unidos, Europa ocidental, Reino Unido e Japão concentram mais de 80% do total dos ativos financeiros.Sem regulação, Kupfer não prevê um desfecho muito bom para o sistema financeiro e a economia mundiais. “A assustadora moral da história é que a bicicleta que passou a ser pedalada com o uso de recursos de curso prazo, tomados a juros baixos e aplicados em ativos de maior risco, ganhou velocidade. Mas ainda não há nada que a faça parar antes de se chocar com o muro, provocando um autêntico crash.”
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Segundo o informe anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado hoje, a crise financeira nos Estados Unidos e alta descontrolada dos preços do petróleo farão com que o número de desempregados no mundo aumente em cinco milhões em 2008 .
O número de desempregados no mundo alcançou os 189,9 milhões no final de 2007. José Salazar-Xirinachs, um dos diretores da OIT, disse à agência EFE que a previsão ainda não inclui o impacto da crise das bolsas no emprego.
Enquanto isso, no planeta Davos, 75% dos cerca de 300 participantes do Fórum Econômico Global que responderam a uma enquete se mostraram contra a regulação dos mercados financeiros globais. Apesar disso, 59% reconhecem que os Bancos Centrais perderam o controle sobre a administração da economia.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Em 98, país perdeu US$ 36 bi em alguns dias; em 2008, R$ 3,3 bi saíram em 16 dias
O economista Reinaldo Gonçalves, professor de Economia Internacional da UFRJ, adverte que “a absurda liberalização financeira e cambial” deixa o Brasil exposto a perder suas reservas cambiais, duramente conquistadas, “em poucas semanas”. Gonçalves classifica de “bobagem” imaginar que acumular reservas equivalentes à dívida externa dê segurança à economia.
“Em 1997, Gustavo Franco (então presidente do Banco Central) disse isso e no ano seguinte perdemos US$ 36 bilhões em poucos dias”, lembrou. Segundo a Bovespa, em apenas 16 dias, R$ 3,36 bilhões já saíram da bolsa”, lembra.
De janeiro a setembro de 2007, estrangeiros lucraram US$ 151,29 bilhões com aplicações em ativos financeiros aqui e compra de American Depositary Receipts (ADRs), recibos pelos quais as empresas do país são negociadas nos EUA. O lucro acumulado em nove meses pelos estrangeiros superou as exportações do país, no mesmo período, de US$ 116,6 bilhões. E equivale às reservas no ano – pouco mais de US$ 160 bilhões.
Gonçalves frisa que esses investimentos deixarão o país um dia, acrescidos dos ganhos: “O governo deveria impedir que o aplicador saísse de um fundo de títulos públicos para comprar dólar e remeter para fora.” Para o economista, que defende o controle de capitais, a abertura indiscriminada da economia obrigou o governo a adotar políticas que deixaram o Estado brasileiro incapaz até de tocar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que completou um ano terça-feira:
“O governo Lula mantém superávits fiscais absurdos e ainda assim o PAC está emperrado. O programa é apenas uma lista de obras que agora já inclui aumento de salário para a PM e até obra no morro do Pavãozinho, quando deveria recuperar a infra-estrutura”, avalia.
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Postado em 21 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
“Prefiro usar o termo colapso financeiro mundial, pois uma crise se resolveria com o socorro de US$ 500 bilhões dado aos bancos”. A frase é do economista Adriano Benayon, da Universidade de Brasília (DF), ao comentar a maior queda nas bolsas mundiais desde os atentados de 11 de setembro de 2001, verificada nesta segunda-feira.
Benayon destaca que a média mensal dos investimentos em títulos americanos de longo prazo (públicos e privados) caiu de US$ 65,9 bilhões, até julho, para US$ 22,3 bilhões entre agosto e novembro. O valor é inferior ao que os EUA precisam para fechar o balanço de pagamentos (US$ 2 bilhões por dia), embora nesses números não estejam computados outros investimentos, como ações e títulos de curto prazo.
Benayon sublinha que os investidores estão mais seletivos e priorizam suas compras em ações de bancos, de maneira a compensar o prejuízo com os títulos denominados em dólar. “Fundos soberanos asiáticos e os países árabes produtores de petróleo estão socorrendo através de compras de ações. Significa uma mudança qualitativa interessante, pois os estrangeiros estão se tornando controladores de grandes bancos e empresas e aproveitando para queimar dólares, que não valerá muito no futuro. É uma atitude inteligente”, avalia.
Na contramão, o Brasil mantém US$ 120 bilhões de suas reservas (dois terços do total) aplicados em títulos de longo prazo do Tesouro americano. “O Brasil já encostou nos países exportadores de petróleo, que só ficam atrás da Inglaterra e da China na lista de principais detentores desses títulos. A China, por sinal, hoje tem pouco mais de US$ 400 bilhões aplicados, mas já teve US$ 1 trilhão. A Inglaterra tem perto de US$ 300 bilhões”, contabiliza.
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O ex-economista-chefe do FMI, Kenneth Rogoff, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal O Globo, que uma recessão nos EUA será inevitável. Para ele, a crise do mercado de crédito norte-americano pode resultar numa queda de 15 a 20% nos preços do imóveis. Em estados como a Flórida, a desvalorização pode chegar a até 50%. A resultante é clara: aumento da inadimplência e crise em outros setores de crédito para além do mercado subprime. Leia o resto do artigo »
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