Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do blog do Jefferson
comenta post do jornalista Alon Feuerwerker
Sou, francamente, tomado pelo tédio diante das notícias sobre o quiprocó orçamentário decorrente da perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). E sobre a brava luta da oposição contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Um detalhe porém chama a atenção. Fazia tempo que políticos não se sentiam tão à vontade para defender abertamente a intocabilidade dos lucros dos bancos, sem subterfúgios e sem mistificações.
Parabéns à oposição brasileira. Derrubou um imposto razoavelmente justo e que financiava institucionalmente a saúde pública e os programas sociais e agora sai de peito aberto na defesa dos lucros dos bancos. Onde isso vai dar, não sei. Aproveito para lançar um desafio nesse tema dos impostos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
De Brasília, Márcia Xavier Vermelho
Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos lançaram abaixo-assinados, nesta quarta-feira (9), em que criticam a posição do Senado que, articulada com as classes ricas, derrubaram a CPMF, depois de ter sido aprovada na Câmara. Elogiam a iniciativa do governo de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o lucro liquido dos bancos, e defendem uma reforma tributária que diminua os impostos diretos sobre consumo, que todos pagam.
O documento também critica a reação das classes ricas, que eles nomeiam como FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), Rede Globo e seus representantes nos Democratas (antigo PFL) e no PSDB, que condenam as medidas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por João Pedro Stedile, Dom Demétrio Valentini, José Antônio Moroni e Emir Sader* Vermelho
As classes dominantes fizeram uma articulação e, por meio dos seus parlamentares no Senado, conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Logo depois, aprovaram a continuidade da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que permite o desvio de 20% da receita da União. Com isso, recursos podem ser utilizados sem controle para o pagamento de juros, em vez de em investimentos sociais.
A questão fundamental é que a CPMF era um imposto que taxava principalmente os mais ricos – 70% da sua arrecadação vinha de grandes empresas e bancos. Além disso, impedia sonegação, fraudes e desvios.
Com a derrota no Senado, o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O PSDB repete os “Demos” e, para fazer coro com a direita, entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de impedir a implementação das medidas tributárias anunciadas pelo governo no início deste ano (clique aqui para saber mais sobre as medidas).
O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), afirmou que a ação, se acatada pelo STF, obrigará o governo a rever seus “gastos mal administrados”. Alguém deveria avisar o deputado que mais de dois terços dos recursos da extinta CPFM (clique aqui para saber como a elite branca barrou a CPMF) eram utilizados para gastos como Saúde e Bolsa Família.
No fundo, fica claro qual é modus operandi do choque gestão tucano. Dinheiro, só para banqueiro (clique aqui para ver como tucanos e “demos” estão consternados com o aumento dos impostos para os banqueiros). Se for para áreas sociais, é desperdício. Aí tem que cortar na carne.
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Paulo Passarinho*
A derrota parcial sofrida pelo governo federal, ao não conseguir a prorrogação da cobrança da CPMF no Senado, mas garantir a manutenção do mecanismo da DRU, a Desvinculação de Receitas da União, abriu um novo capítulo na luta travada entre as forças governistas e a oposição parlamentar de direita, capitaneada pelo DEM – o ex-PFL – e pelo PSDB, diferentes blocos que na prática controlam o jogo parlamentar.
Logo após a derrota, o governo colocou alguns dos seus quadros “de esquerda” para duramente criticarem a vitória da oposição. Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, e José Gomes Temporão, da Saúde, manifestaram toda a sua contrariedade e descontentamento com o Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Sobre a repercussão da entrevista de José Dirceu à Revista Piauí, mais importante que opinar a respeito do ex-ministro da Casa Civil é observar o que disse o experiente jornalista Alberto Dines em seu Observatório da Imprensa: “Quando se lê uma matéria como a da revista Piauí sobre José Dirceu percebe-se claramente a distância que separa nossa grande imprensa do bom jornalismo.”
No Plano Cruzado, tínhamos o “gatilho salarial”, que era acionado para recompor as perdas dos trabalhadores sempre que a inflação chegasse a um determinado patamar. Hoje, confirmando a opinião de Dines, temos no cartel da “grande imprensa” um gatilho ideológico que no final do ano passado foi disparado sobre a nova diretoria do Ipea, que se posiciona contra os incríveis privilégios da Neocasagrande (rentistas) no Brasil.
Ainda que em menor proporção, o mesmo mecanismo foi usado contra Paulo Nogueira Batista, nosso representante no FMI que ousa exigir para o Brasil um espaço naquele organismo multilateral correspondente ao peso de nossa economia.
Os colunistas devotos do Consenso de Washington foram à histeria quando o presidente Lula mostrou (antes tarde do que nunca) ter descoberto o óbvio: “se não gastar, não governo”.
Quando o governo decide taxar um pouco mais os bancos, campeões mundiais de lucratividade, e ameaça reduzir timidamente a meta cruel para o superávit primário, nossos formadores de opinião alertam para o risco de que isso possa comprometer o crescimento da economia (sic) ou atrasar o grau de investimento. Mas nada dizem com relação à interrupção da trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic).
Talvez o mais importante no momento seja mostrar à sociedade a quem interessa manter o país parado e o governo imobilizado: aos nossos “concorrentes” no exterior, à neocasagrande e a boa parte do setor produtivo, que tem no rentismo uma reserva automática de mercado.
Rogério Lessa Benemond: Jornalista do Monitor Mercantil, colaborador da revista Rumos do Desenvolvimento. Prêmio Corecon- RJ de jornalismo econômico 2006. Meus Artigos
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Postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, afirmou hoje, em entrevista à Folha (clique aqui para ler), que a decisão da oposição de protocolar duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar as medidas tributárias propostas pelo governo, tem como objetivo defender o lucro dos bancos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Não satisfeita em barrar a prorrogação da CPMF no Senado, causando um rombo de R$ 40 bilhões / ano ao governo, a oposição, capitaneada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com vistas a impedir a implementação das medidas tributárias anunciadas pelo governo esta semana (clique aqui para saber mais sobre as medidas). Leia o resto do artigo »
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