Postado em 25 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Não há clima para salvar o clima na cúpula de Copenhague. Ponto. Toda aquela gigantesca expectativa de que se iria pavimentar um acordo agora em dezembro, limitando a emissão de CO2 para que a Terra aqueça “apenas” 2% até 2020 (o Plano 450), desmanchou-se no ar…
Estados Unidos e China honestamente assumiram, domingo passado, em Cingapura, durante o Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico, a posição que não há tempo para costurar nenhum tratado com força de lei. Diante da indignação geral, cinicamente acomodaram-se. Deve-se agora esperar apenas algum tipo de comprometimento político de cortar as emissões. O G-2, formado pelos dois maiores emissores de gases de efeito estufa, decidiu que o mundo deve aguardar o ano que vem e nisso obtiveram a adesão dos demais dezenove países asiáticos presentes no fórum. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
No site você encontra:
- emissões carbono ( de gás carbônico ou CO2 ) por país e do planeta mundo;
- emissões per capita de carbono ( de gás carbônico ou CO2 ) por país e do planeta mundo;
- emissões por segundo minuto na atmosfera.
Tem também:
- crescimento populacional vegetativo e população por país e do planeta mundo;
- nascimentos e mortes por segundo e minuto.
Consumo de energia per capita, matriz energética, manejo agrícola, desmatamento e crescimento populacional são os principais fatores que determinam as emissões de carbono e metano.
o site é:
http://www.breathingearth.net/
esse é um site legal para entendermos os dilemas do encontro de Copenhagen.
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Postado em 10 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Sandra Quintela – Economista – Pacs
A secretaria estadual do Ambiente do Rio de Janeiro acaba de anunciar que “a nova siderúrgica do Rio, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) que iniciará suas operações em 2010 em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade – aumentará em 76% a taxa de dióxido de carbono na atmosfera”. Estima que quase 10 milhões de toneladas deste gás serão jogadas na atmosfera. ”O valor representa mais de 12 vezes o total de emissões industriais desse gás no município e cerca de 14% do total de emissões do estado (incluindo todas as fontes), que atualmente gira em torno de 70 milhões de toneladas”(O GLOBO, 6/11/2009).
A CSA é um conglomerado industrial-siderúrgico-portuário formado pela Companhia Vale do Rio Doce (cerca de 26% das ações) e a empresa alemã Thyssen Krupp Steel (TKS). Desde o início, as obras vêm desrespeitando a legislação brasileira e ignorando os direitos humanos e constitucionais de cidadãos brasileiros. O canteiro de obras da TKCSA de 9km quadrados situa-se numa área costeira e de manguezal, considerada Área de Preservação Ambiental (APA) sujeita à proteção segundo o Código Florestal Brasileiro. Além disso, por se situar numa área costeira, que segundo a legislação brasileira deveria ser licenciada pelo órgão ambiental federal, ou seja, o IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. As obras da TKCSA, entretanto, desde 2006 só possuem a licença emitida pela FEEMA – Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, órgão ambiental estadual, contrariando aquilo que está disposto na lei. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: Eco debate
De certa maneira, era fácil assumir posições durante os anos Bush: os Bush e seus aliados no Congresso estavam tão decididos a levar o país na direção errada que uma pessoa de consciência limpa podia se opor a todas as iniciativas do governo.
[ The New York Times] Hoje, porém, uma coalizão um tanto instável de progressistas e centristas governa Washington, e tomar uma posição se tornou muito mais difícil. A política tende a mover as coisas em uma direção desejável, mas ficar aquém do que você esperava. E a questão passa a ser quantos compromissos, quanta diluição a pessoa está disposta a aceitar.
Haverá muito exame de consciência mais tarde este ano para os defensores da reforma do serviço de saúde. (Para mim a questão definitiva é se a legislação inclui um plano público.) Mas neste momento é a comunidade ambientalista que tem de decidir o quanto está disposta a ceder.
Se teremos uma ação real sobre a mudança climática em um momento próximo, será através de uma versão da legislação proposta pelos deputados democratas Henry Waxman, da Califórnia, e Edward Markey, de Massachusetts. Sua lei limitaria os gases do efeito estufa ao exigir que os poluidores recebessem ou comprassem licenças de emissão, com o número de licenças disponíveis – o limite, ou o “cap” do sistema de “cap and trade” – gradualmente diminuindo ao longo do tempo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por Otaviano Canuto
Publicado no Valor
Reduzir a contribuição humana às mudanças climáticas provocadas pelo aumento de gases-estufa na estratosfera será necessariamente uma tarefa global. Como tais gases se misturam de modo uniforme na atmosfera, de um ponto de vista ambiental não importa de onde se originam no planeta as emissões e, portanto, o esforço de atenuação dessas terá de ocorrer em todas as áreas do planeta onde sejam significativas.
A complexidade é enorme. Há um problema de ação coletiva, ou seja, na ausência de algum processo de negociação e compromissos mútuos efetivos quanto ao esforço de diminuição de emissões de gases-estufa; a tentação de esperar que outros incorram no sacrifício tende a levar a que, no conjunto, não ocorra tal mitigação. Além disso, as causas e conseqüências de tais emissões, além de cercadas de inevitável imprecisão, tendem a ser avaliadas sob prismas e interesses diversos.
Tal diversidade de perspectivas decorre de três assimetrias que atravessam a questão. Antes de tudo, há a assimetria temporal, ou seja, o fato de que os benefícios das ações de mitigação serão usufruídos especialmente por futuras gerações, ao passo que os custos serão incorridos no futuro próximo. Neste contexto, não há motivo para esperar homogeneidade de preferências entre nações soberanas quanto ao valor do futuro a ser preservado em relação ao presente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Anderson Marques, engenheiro
Segue uma entrevista com o Cel. Gélio Fregapani, que conhece muito a região. Sua visão é muito simplista e por vezes exagerada, mas ele externaliza algumas opiniões que concordo e que de algum modo assustam não só os ambientalistas, como também muitos que não conhecem a região e são contra a ocupação (ordenada e planejada) e exploração (que tem que ser inteligente e sustentável) de seus recursos naturais, para integrá-la de verdade à nação brasileira.
Militar alerta: a ocupação não é para a Amazônia, é para o nosso país, se quisermos tê-la. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Monitor Mercantil de 18/02/08
Paulo Metri *
A flexibilização da linguagem caminhou junto com a flexibilização da moral e do caráter. Quando alguém quer fazer algo errado e amoral, nesse pouquíssimo admirável mundo novo, utiliza a flexibilização semântica para transfigurar o seu ato danoso. Por exemplo, neoliberais queriam acabar o monopólio estatal do petróleo, mas não podiam dizer isso abertamente, pois se tinha medo que a fala honesta trouxesse rejeições, em virtude do povo gostar do monopólio. Assim, a emenda constitucional no 9 e o projeto de lei do petróleo (hoje, lei 9478) foram aprovados, dizendo-se que flexibilizariam o monopólio, quando, na verdade, o acabavam.
Como não existe mulher meio grávida e não existe mais purgatório, só céu e inferno, não existe monopólio flexibilizado. Mas, o ministro Eros Grau, utilizando o “juridiquês” que o permite justificar qualquer coisa para os comuns, criou um raciocínio gongórico para dizer, salvo engano, até porque o “juridiquês” era muito violento, que existe um monopólio de atividades e outro dos produtos e, no caso do petróleo, a União detém o primeiro, podendo exercê-lo utilizando a contratação de empresas, mas o segundo não seria detido pela União. Mas, os professores de economia, que não têm a mesma flexibilidade, precisam explicar como, no Brasil, as atividades do setor do petróleo compõem um monopólio da União e, hoje, a Shell e a Petrobrás produzem e vedem petróleo brasileiro e, brevemente, teremos outras empresas fazendo o mesmo. Leia o resto do artigo »
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