Foi aprovado em reunião na última sexta-feira (25.07.20080 o indicativo de greve dos petroleiros. A proposta prevê greve a partir do dia 5 de agosto, em todas as unidades da Petrobras e com parada de produção. Todos os 17 sindicatos relataram suas mobilizações, refletindo a disposição da categoria de ir à luta. A greve já está sendo preparada em todas as unidades da Petrobrás. A Petrobrás continua irredutível com relação ao pagamento da PLR.
Os sindicatos ligados à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) deram na última sexta-feira (25), mais um importante passo em busca da construção da greve unificada da categoria. Em reunião ampliada com o Conselho Consultivo da Frente Única dos Petroleiros (FUP), em um hotel no Centro do Rio de Janeiro, foi discutido e aprovado o indicativo de um calendário conjunto de lutas. A proposta prevê greve a partir do dia 5 de agosto, em todas as unidades da Petrobrás, com parada de produção. A partir da próxima semana, os sindicatos da FNP realizarão assembléias para aprovar o indicativo de greve. No Rio de Janeiro, a plenária será na terça (29), quarta (30) e quinta-feira (31).
Na reunião, os sindipetros da FNP reafirmaram a necessidade de instalação da mesa única de negociação com a empresa e construção do comando unificado de greve, conforme aprovado nas assembléias realizadas nas bases. Porém, a FUP ainda mostra-se contrária à proposta de negociar em conjunto e estabelecer o comando unificado. Leia o resto do artigo »
Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008
RIVE GAUCHE
Léo Nunes – Paris - Após dias e dias de negociação, a rodada de Doha termina como um estonteante fracasso. Dois motivos podem ser apontados para tal resultado. Em primeiro lugar, devem-se apontar as inúmeras divergências entre os principais países presentes nas negociações. Em segundo lugar, a estrutura da Organização Mundial do Comércio (OMC) não reflete a nova correlação de forças da economia mundial.
Os divergentes interesses levaram as negociações a uma aporia. Por um lado, EUA e União Européia pressionavam para aumento na tarifa de acionamento do mecanismo de salvaguarda. Por outro lado, países como a China e outros africanos questionavam os altos subsídios agrícolas a produtores europeus, que criavam obstáculos às suas exportações. Por fim, Índia e Brasil eram pressionados a reduzir suas tarifas médias de importação para 11% ou 12%.
Não bastasse todo este imbróglio, a União Européia rachou no meio. Um grupo, liderado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, pressionava o negociador europeu para que as propostas não fossem aceitas. Outro grupo defendia uma posição mais branda.
O fracasso da reunião de Genebra reflete (i) que o Estado ainda é um agente fundamental na defesa dos interesses nacionais e (ii) que o liberalismo é bom, mas para os outros. Por fim, o impasse nas negociações deve-se ao crescente peso de países como Brasil, China e Índia nesta nova economia. Estes países souberam defender seus interesses com inteligência e preferiram apostar em futuros acordos bilaterais, dado o novo status que possuem na economia global.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
O Banco Central esta semana deu uma pancada na taxa básica, surpreendendo a maioria dos analistas. Em grande parte do mundo inclusive em países desenvolvidos, os juros básicos são atualmente muito baixos. O Brasil lidera o ranking mundial de juros reais. Uma elevação expressiva dos juros básicos terá efeitos negativos, diretos e indiretos, sobre as decisões de investir. A alta dos juros ameaça também, indiretamente, o investimento público. A alta dos juros beneficia os mais ricos, isto é, os detentores da dívida pública e de ativos financeiros, e também provoca concentração da renda nacional. A enorme diferença entre os juros brasileiros e os do resto do mundo tende a produzir um fortalecimento adicional do real. E o real forte já vem fazendo um grande estrago nas contas externas.
Publicado em: O Globo
Por: Paulo Nogueira Batista Jr.
A batalha contra os juros altos parece não ter fim. Nesta semana, o Banco Central deu uma verdadeira pancada na taxa básica, surpreendendo a maioria dos analistas. A Ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser divulgada na semana que vem, deveria explicar com especial cuidado as razões dessa decisão radical.
Em grande parte do mundo, inclusive em países desenvolvidos, os juros básicos são atualmente muito baixos ou até negativos em termos reais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica é negativa até mesmo quando comparada com o núcleo da inflação (que exclui itens voláteis como alimentos e energia).
Já o Brasil insiste em liderar, e com bastante folga, o ranking mundial de juros reais. Depois do aumento de 0,75 ponto percentual anunciado na última quarta-feira, a nossa taxa real básica alcança nada menos que 7,3% a.a., quando se considera a expectativa mediana de inflação do mercado apurada pelo levantamento do Banco Central. Não há quem possa rivalizar com isso – pelo menos no mundo estatisticamente conhecido. Leia o resto do artigo »
A globalização que antes era vista como uma abertura econômica, muito defendida pelos neoliberais, na atual economia tornou-se um fantasma destes que aos poucos abandonam os seus discursos neoliberais e se preparam para levantar barreiras protecionistas, o que era duramente criticado pelos neoliberais. No artigo que segue, Bresser Pereira explica o significado de globalização, a visão de globalização hoje pelos neoliberais, além de explicar os impactos gerados pela globalização nas economias em desenvolvimento.
Publicado em: Folha de S. Paulo
Por: Luis Carlos Bresser Pereira*
Países da América Latina perderam o controle de suas taxas de câmbio e ficaram para trás
Nos anos 1990, a globalização era a “bête noire” da esquerda e dos países em desenvolvimento -para muitos significava abertura econômica prematura. Na atual década, deixou de ser bandeira ideológica do neoliberalismo para se transformar no fantasma perseguindo os países ricos que, aos poucos, abandonam o discurso neoliberal e se preparam para levantar mais barreiras protecionistas. Nos EUA, o discurso dos dois candidatos à presidência é protecionista. Na Europa, a rejeição aos imigrantes pobres porque eles pressionam para baixo os salários médios aumenta a cada dia, ao mesmo tempo em que leis contra os imigrantes violando direitos humanos são aprovadas pelo parlamento europeu, como bem demonstraram Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura nesta Folha (25.7.08). Como explicar esse fato?
Afinal, a quem serve a globalização? A globalização é a denominação para o estágio atual do capitalismo; é abertura comercial combinada à formação de uma sociedade global. No plano econômico, a globalização significa abertura de todos os mercados: abertura comercial, necessariamente, porque é parte da própria definição de globalização; abertura financeira -dos fluxos de capital-, perfeitamente evitável, já que aumenta a instabilidade financeira mundial ao tirar dos países em desenvolvimento o controle de suas taxas de câmbio.
Nos anos 1990, a globalização contou com o apoio dos países do Norte, que partiam do pressuposto que, na competição global, teriam vantagem. Isso, entretanto, só era verdadeiro em relação à abertura financeira, porque esta, ao impedir os países em desenvolvimento de administrar sua taxa de câmbio, deixava livre a tendência à sobreapreciação da sua taxa de câmbio. Leia o resto do artigo »
A revista The Economist realizou um levantamento para ver a qual a moeda mais valorizada no mundo, utilizou como o critério o valor do lanche para estabelecer a paridade de poder de compra entre os países. No Brasil, o Big Mac sai por US$ 4,73 mostrando que o Brasil tem o sétimo sanduíche mais caro do mundo em dólares. O mais caro é vendido na Noruega, que é o dobro do cobrado no EUA. Já a Malásia vende o Big Mac mais barato do mundo. O produto-símbolo da proliferação da cultura do fast-food é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode comprar com US$ 1.
A moeda brasileira é a sexta mais valorizada do mundo frente ao dólar – pelo menos no ranking do “Índice Big Mac”, que usa o valor do lanche para estabelecer a paridade de poder de compra entre os países. O mesmo levantamento, feito pela revista britânica The Economist, mostra que o Brasil tem o sétimo sanduíche mais caro do mundo em dólares, atrás apenas de países europeus.
Por aqui, o Big Mac sai por US$ 4,73, segundo a revista. Já o lanche mais caro é vendido na Noruega por US$ 7,88 – mais do dobro do valor cobrado no país original do sanduíche, os Estados Unidos, de US$ 3,57.
Quem quiser comer o maior número de sanduíches com o mesmo dinheiro deve ir para a Ásia: o Big Mac mais barato do mundo é vendido na Malásia, por US$ 1,70. Em Hong Kong, sai um centavo mais caro. Leia o resto do artigo »
Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2008
*Por Theotonio Dos Santos
Se a palavra de alguns dos principais economistas do pais que não trabalham para o setor financeiro não é tomada em consideração, se a opinião de todos os colégios e associações de economistas do país não conta, se não conta também a opinião dos centros de estudo das federações da indústria, a de seus dirigentes junto com os do comércio e da agricultura, se não conta a opinião dos sindicatos e dos movimentos sociais, nem tão pouco a das ONGs, será que o Presidente da República não acreditaria na opinião de um dos mais sérios Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz quando, em artigo recente, ele se refere ao ” regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidências empíricas; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte da inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram.”(1)
É razoável que um governo use mais de 30% dos gastos públicos para pagar juros a um grupo de ociosos que concentram a renda nacional, baseado única e exclusivamente numa tese de “ralo” fundamento teórico e empírico? É razoável que sete cidadãos acima de toda suspeita e de todo o país tenham o direito de decidir o aumento colossal do gasto público – sob a forma de gastos em juros – para baixar uma inflação pela qual eles são, em grande parte, os responsáveis? Por que a lei de responsabilidade fiscal não se aplica a estes senhores? Eles podem criar despesa (ou juros não é despesa, e a mais inútil possível?) sem indicar as fontes para cobri-las? Pois não se pode aceitar que cada cidadão que aumente as despesas públicas obrigue o governo a diminuir os gastos necessários apara o atendimento da população e para os investimentos ultra necessários para um país que vem se submetendo há anos a uma estagnação programada e ideológicamente sustentada. Com isto contrariam – sem nenhuma penalidade – a lei de responsabilidade fiscal que tanto elogiam…
Quando afirmo que são responsáveis pela inflação é porque, em boa teoria econômica e com respaldo nos fatos, a mais alta taxa de juros do mundo é geradora de uma das mais altas inflações do mundo. O Brasil do tão elogiado plano real manteve uma das mais altas inflações do mundo no período de 1994 a 2002. Nestes anos, houve uma queda brutal da inflação mundial e até mesmo uma situação de deflação no mundo que o Brasil acompanhou em geral mas sempre mantendo-se no mais alto patamar da inflação mundial. Compare-se a taxa de inflação no Brasil com os dados sobre a inflação mundial para este período, quando ela apresentou pouquíssimos casos acima de dois dígitos e muito poucos acima de 5%. O patamar no qual se situou o Brasil na maior parte do tempo ultrapassou gravemente os índices mais altos de inflação no mundo. Leia o resto do artigo »
Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2008
*Por Rodrigo Ávila
Nos últimos anos, o país tem realizado superávits primários gigantescos, ou seja, tem destinado grande parte dos recursos públicos para a Conta Única do Tesouro para a constituição de uma reserva para garantir o pagamento da dívida pública. Estes superávits primários são realizados até mesmo com recursos vinculados legalmente a determinado tipo de despesa (ou seja, que não poderiam ser utilizados para o pagamento da dívida), o que é um contra-senso e um prejuízo enorme ao atendimento das urgentes necessidades sociais do país.
Tais recursos vinculados permanecem parados na Conta Única, uma vez que não podem ser destinados ao pagamento da dívida. Agora, através do Artigo 11 da presente Medida Provisória, o governo dribla definitivamente estas vinculações e permite que tais recursos (estimados pelo governo em R$ 54 bilhões, ou seja, um valor maior do que todo o orçamento da saúde para este ano) sejam destinados aos rentistas, o que é um verdadeiro escândalo.
Esta Medida Provisória também permite outra manobra escandalosa, em benefício dos especuladores. Nos últimos anos, o país tem atraído grande quantidade de capital estrangeiro através do estabelecimento das maiores taxas de juros do mundo e da isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos dos estrangeiros na dívida interna.
Estes dólares, trazidos pelos investidores estrangeiros, são comprados pelo Banco Central (BC), que os paga em reais, aumentando a base monetária em circulação na economia. Para evitar o aumento na base monetária (que, na visão do governo, geraria inflação), o BC entrega ao mercado títulos da dívida interna, recebendo em troca reais, reduzindo-se assim a base monetária. Nesta operação, chamada de “Mercado Aberto”, o BC utiliza os títulos do Tesouro, que se encontram em poder do BC. Leia o resto do artigo »
O procurador Cláudio Fonteles defende que Lula afaste tanto Meirelles (presidente do BC0 quanto Romero Jucá (ministro da previdência) durante o andamento de seus inquéritos no STF. Clique aqui para ler mais
O ministro da cultura Gilberto Gil anunciará sua saída definitiva do governo. O motivo seria a dificuldade em associar a vida política com a carreira artística. Clique aqui para ler mais
O senador Romero Jucá foi denunciado por crime contra o sistema financeiro ao STF pela procuradoria. A acusação é de que o senador teria usado recursos públicos obtidos pela empresa Frangonorte, de Roraima, no período em que foi um de seus sócios. Clique aqui para ler mais
Após o início da campanha eleitoral, parece que a parceria entre Serra e Kassab foi amenizada. Não se vê mais a dupla constantemente junta, o que não significa dizer que o apoio finalizou, segundo assessores do candidato a reeleição isto se deve a uma limitação da Lei Eleitoral. Clique aqui para ler mais
Os subprefeitos desconversam, e dão depoimentos diferentes a respeito do email que teria sido repassado por Kassab com orientações para influenciar a pesquisa da Datafolha. Tal ação pode até mesmo ocasionar na cassação da candidatura do candidato a reeleição. Clique aqui para ler mais
O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul investiga a governadora Yeda devido a suspeita da compra de imóvel. Acusação é feita pela oposição PSOL e PT que solicitaram a investigação. Clique aqui para ler mais
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, afirmou ontem que ainda não há necessidade de solicitar o envio de tropas federais para garantir o pleito no Estado. Na avaliação de Wider, pode estar havendo uma certa “politização” da questão da segurança na campanha fluminense. Para ler mais clique aqui.
O PT pediu ontem à Justiça Eleitoral que casse o registro de candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o declare inelegível, sob o argumento de que ele teria utilizado a máquina pública em benefício de sua candidatura, ao tentar interferir na coleta de dados da última pesquisa realizada pelo instituto Datafolha. Para ler mais clique.
Economia
O fracasso da Rodada Doha prejudicará principalmente os países mais pobres, mas também influenciará diretamente na economia mundial, pois permitirá que a novalei de aumento dos subsídios agrícolas entre em vigor nos EUA. Clique aqui para ler mais
A recuperação da Bovespa se deu graças as ações do setor siderúrgico e de minério de ferro. clique aqui para ler mais
A economia do governo bateu um novo recorde nos primeiros seis meses do ano para apagar os juros da dívida pública. clique aqui para ler mais
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) descartou de vez a possibilidade de produção de biodiesel através do óleo de mamona que foi considerado inadequado. Clique aqui para ler mais
O que continua a dificultar os acordos na Rodada Doha é principalmente os mecanismos que permitiriam os países em desenvolvimento subir as tarifas aduaneiras para se proteger de um surto de importações que possa prejudicar a segurança alimentar. Clique aqui para ler mais
Será inaugurada a primeira usina de biodiesel, na Bahia. A Petrobrás afirma que a usina terá a capacidade de produzir 57 milhões de litros por ano. Clique aqui para ler mais
Os juros cobrados pelos bancos subiram nas principais modalidades de crédito para pessoa física no mês de junho. Segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central divulgada nesta terça-feira, houve alta nas taxas do cheque especial, empréstimo pessoal e aquisições de veículos. Para ler mais clique aqui.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu nesta terça-feira, 29, que os países que estão dificultando um acordo sobre a Rodada de Doha para a liberalização comercial – principalmente Índia, China e EUA – parem de trocar acusações e “tomem as rédeas” da negociação, para que esta não fracasse. Para ler mais clique aqui.