prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Colunas':

Lágrimas de crocodilo

Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Paulo Nogueira Batista Jr

Folha de S. Paulo, 31/07/2008

A RODADA Doha da OMC, conhecida como “Rodada do Desenvolvimento”, entrou em colapso outra vez. Já perdi a conta, mas creio que esse é o terceiro ou o quarto colapso em três anos. Até o Brasil, que sempre foi construtivo, parece ter jogado a toalha. 

A Folha registrou o clima de abatimento dos negociadores e relatou que a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, estava à beira do choro. Mariann Boel, a comissária de Agricultura da União Européia, teria derramado lágrimas.

Lágrimas? Se as houve, foram de crocodilo, certamente. Desde que a Rodada Doha foi lançada, há quase sete anos, o principal obstáculo ao avanço das negociações tem sido a resistência acirrada dos EUA e da União Européia a medidas de liberalização na área da agricultura. 

Nesses países, os lobbies agrícolas são extremamente poderosos e organizados. Em conseqüência, os governos relutam enormemente em diminuir subsídios e aumentar o acesso a mercados agrícolas. Isso não os impede, entretanto, de pressionar por concessões dos países em desenvolvimento em termos de acesso a mercados industriais, agrícolas e de serviços. Se tudo corresse como queriam as velhas potências, a Rodada Doha se converteria rapidamente em “Rodada do Subdesenvolvimento”, como já escrevi nesta coluna. 

O Brasil fez o possível (talvez até o impossível) para viabilizar um acordo. Houve um empenho inegável do governo brasileiro em chegar a um resultado, ainda que modesto. Outros países em desenvolvimento foram mais resistentes, notadamente a China, a Índia e a Argentina. A gota d’água para mais esse colapso das negociações parece ter sido o desentendimento entre os EUA, a China e a Índia a respeito da questão agrícola. Os chineses e os indianos defendiam um mecanismo de salvaguarda especial que permitisse proteger os seus mercados contra súbitos aumentos nas importações de produtos agrícolas. 

Nesse ponto específico, os interesses comerciais dos EUA e do Brasil, que são exportadores agrícolas, eram convergentes: ambos se beneficiariam de uma maior abertura dos mercados indiano e chinês. 

A diferença é que o Brasil estava aparentemente disposto a ser flexível e a acomodar as pretensões da China e da Índia. Os EUA, não. Segundo o comissário de comércio da União Européia, Peter Mandelson, “os americanos riscaram uma linha na areia e se recusaram a cruzá-la”.  Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional | Sem Comentários »

O novo comércio mundial

Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira*

Parece irremediável a nova configuração comercial no mundo contemporâneo. A mudança do centro dinâmico do mundo capitalista, da América do Norte para a Ásia, onde China e Índia crescem a taxas exuberantes, não é mais novidade e parece trazer mudanças do ponto de vista político. Assim, não é mais possível ignorar os interesses das novas potências nas negociações comerciais. Além disso, o poder de pressão das potências emergentes pode representar um esvaziamento das negociações.

O fracasso da reunião de Genebra da Rodada de Doha parece demonstrar o modelo de comércio internacional que termos daqui para frente. As divergências entre as economias mais dinâmicas do mundo parece representar um impasse nas negociações multilaterais. No G-20, a relativa independência brasileira nas questões alimentares e a eficiente indústria que sobrou do processo de abertura econômica, torna-se improvável um consenso em relação aos interesses quando tratamos de países como Índia e China, cada qual com centenas de milhões de pessoas para alimentar e da Argentina, que encampa sua reconstrução econômica depois da depressão que viveu em 2002.

Além disso, a crise americana, e o arrefecimento do seu crescimento, modifica a trajetória do “grande consumidor mundial”. China e Índia como líderes na expansão econômica são os novos consumidores do mundo, e junto com seus interesses está atrelada a expansão mundial. Nesse intermédio, o interesse das potências européias parece ser o do comércio multilateral. Afinal, os emergentes têm, agora, um poder de pressão muito maior para negociações bilaterais.

Por outro lado a interdependência entre os países expande-se relativamente menos com o arrefecimento do processo de liberalização comercial entre os países. Além disso, é de se esperar que essa trajetória modifique também os conceitos sobre a ortodoxia liberalista vigente e tenhamos mais espaço para a tomada de decisões genuinamente nacionais.

* Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo).

Postado em Conjuntura, Destaques da Semana, Heldo Siqueira | 1 Comentário »

CHOMSKY ANALISA O ESCÂNDALO DA GUERRA DO IRAQUE

Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - O lingüista e ativista político Noam Chomsky analisa com extrema lucidez e inteligência, em texto publicado no site de Carta Maior (clique aqui para ler), os verdadeiros motivos da invasão do Iraque pela administração Bush. A principal denúncia refere-se às negociações de renovação de concessões petrolíferas, que serão entregues, sem concorrência e redigidas pelas próprias companhias e por oficiais norte-americanos, às empresas Exxon Móbil, Shell, Total e BP, mesmo com o interesse de mais de 40 empresas ao redor do mundo.

 

Há muitos analistas que consideram o nosso tempo como o da dissolução dos Estados e dos interesses nacionais, sendo marcado pelo triunfo do neoliberalismo. A globalização financeira unificou mercados financeiros ao redor do mundo, dissolveu as barreiras dos fluxos de capitais entre muitos países e permitiu a criação de produtos derivativos, hedge funds e de investidores institucionais aparentemente sem pátria.

 

Entretanto, no primeiro sinal de crise, seja econômica ou geopolítica, o Estado é chamado à arena para arbitrar e/ou resolver os conflitos existentes. No caso da crise do subprime, por exemplo, o Federal Reserve Bank (FED, ou o Banco Central dos EUA) foi convocado para socorrer instituições financeiras alavancadas, que foram incompetentes na avaliação dos seus riscos, amparadas pelo ambiente da finança desregulamentada, sendo este sancionada pelas autoridades monetárias.

 

No plano geopolítico, a realidade não é diferente. O capitalismo, e a política externa do Império, não podem prescindir de recursos energéticos, que é a base da “economia real”. Ao menor sinal de discordância do governo iraquiano em relação aos interesses da elite ianque, o Estado foi chamado ao centro do conflito. Por se tratar de um país que possui uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, com fácil poder de extração, numa região hostil aos EUA, a resposta não poderia ser outro. Bush Jr. autorizou a invasão do Iraque e o conseqüente massacre de milhares de iraquianos em nome de supostas armas de destruição em massa e de supostas ligações com a Al-Qaeda, que na verdade escondiam o verdadeiro objetivo da empreitada: garantir acesso seguro aos recursos energéticos de forma a manter sua política imperial.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Leonardo Nunes, Política Econômica, Rive Gauche | Sem Comentários »

Juros altos e contenção do desenvolvimento

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

 

Por Rodrigo L. Medeiros*

 

 

O relatório de mercado do Banco Central do Brasil (BCB), o Boletim Focus de 25 de julho, aponta para os seguintes indicadores em 2008:

 

(1)   14,25% a.a. para a taxa básica de juros no final do período;

(2)   Déficit de 24 bilhões de dólares nas transações correntes;

(3)   IPCA de 5,44% para os próximos doze meses;

(4)   Crescimento de 4,8% do PIB.

 

O choque externo dos preços dos alimentos e do petróleo, commodities cotadas nas bolsas de futuros, acendeu os temores do “retorno” da inflação. As aclamadas expectativas racionais dos agentes financeiros, por sua vez, demandaram o viés de alta da taxa básica de juros, a Selic, e o BCB, conduzido de forma ortodoxa, seguiu essa tendência.

 

Segundo a Federação Brasileira dos Bancos, relatório de Evolução do crédito do sistema financeiro de 25 de junho, o volume de crédito na economia passou de 26,0% em junho de 2000 para 36,5% do PIB em maio de 2008. Nada que gerasse pânico quanto ao crescimento exagerado da concessão de crédito numa economia que precisa crescer e gerar oportunidades de trabalho e renda. Nesse contexto, pode-se considerar sensato que o sistema financeiro nacional cobre taxas médias de juros de 47,4% a.a. para pessoas físicas e 26,9% a.a. para pessoas jurídicas quando a expectativa de inflação do próprio sistema para os doze meses seguintes encontra-se abaixo dos 6%? Alguns economistas ortodoxos chamam a atenção para o fato de que a oferta monetária (M3) atingiu a casa dos 60% do PIB brasileiro. Excesso de liquidez na economia? Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Política Econômica, Rodrigo Medeiros | Sem Comentários »

Escopeta não é chocalho

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, provocará uma mudança radical e permanente, nas relações militares dos EUA com a América Latina. Ela ocorre no momento que está em curso uma nova “corrida imperialista” entre as grandes potências, que lutam por sua segurança alimentar e energética, exatamente como ocorreu no início do século XX.

“Pode-se perguntar por que um estado mais forte desejaria atacar um mais fraco, mas certamente esse não é o ponto. O fato decisivo é que, no nível interestatal, a unidade maior pode atacar os grupos mais fracos. Como não há quem possa impedir esses ataques, os grupos humanos mais fracos vivem em contínuo e inevitável estado de insegurança”

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: José Luís Fiori

A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, provocará uma mudança radical e permanente, nas relações militares dos EUA com a América Latina. Foi por isto que surpreenderam tanto, as primeiras explicações americanas, a respeito da reativação da sua Frota – criada em 1943, e desmantelada em 1950 – que teria sido uma simples decisão “administrativa”, tomada com objetivos “pacíficos, humanitários e ecológicos”. A mentira não é um pecado grave no campo das relações internacionais. Pelo contrário, mentir ou dizer meias-verdades, com competência, foi sempre uma arte e uma virtude essencial da diplomacia, entre as nações. Portanto, não foi isto que chamou atenção, na declaração das autoridades americanas, foi o seu desrespeito pela inteligência dos interlocutores, e o seu deboche com relação à impotência dos governos afetados pela sua decisão.

Mesmo quando se falasse também da necessidade de “combater a pirataria, o tráfico de drogas, de pessoas e de armas”, sem explicar, ao mesmo tempo, porque que a IV Frota não foi reativada durante a Guerra Fria, ou mesmo, depois da Revolução Cubana e da Crise dos Foguetes, de 1962, quando o “fluxo ilegal de armas e pessoas”, e o “tráfico de drogas” era igual ou maior do que hoje. Por isto, tiveram grande repercussão as declarações “corretivas”, das autoridades navais dos EUA, feitas na Base Naval Mayport, na Flórida, no dia 11 de julho de 2008. Em particular, o discurso inaugural do almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha Americana, quem redefiniu o objetivo principal da nova Frota, destinada a “proteger os mares da região, daqueles que ameaçam o fluxo livre do comércio internacional“, ao mesmo tempo em que advertia, aos desavisados, que “ninguém deve se enganar: porque esta frota estará pronta para qualquer operação, a qualquer hora e em qualquer lugar, num máximo de 24 a 48 horas“.

Com respeito à proteção do comércio marítimo, todos os especialistas sabem que só tem capacidade de proteger o “livre fluxo do comércio mundial”, quem também tem a capacidade de interrompê-lo. Ou seja, quem tem poder para proteger, também tem o poder de excluir concorrentes, se for o caso, quando se acirra a competição entre os estados e os capitais privados, como está acontecendo, neste início do século XXI. Depois de quase uma década de crescimento contínuo e acelerado, a economia mundial enfrenta neste momento, uma disparada dos preços, da especulação e da escassez de algumas commodities fundamentais, como é o caso do petróleo, dos alimentos e dos minerais estratégicos. E neste momento, já está em curso uma nova “corrida imperialista”, entre as grandes potências, que lutam por sua segurança energética e alimentar, exatamente como aconteceu no final do século XIX, e início do século XX. Leia o resto do artigo »

Postado em O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »

Ainda o problema dos juros

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Paulo Rabello de Castro

Folha de S.Paulo: 30/07/2008

“As doses cavalares de juros consumiram trilhões de reais em oportunidades perdidas de criação de empregos”.

JÁ POSSO dizer que, em minha vida, vi a criação de uma divindade. O Banco Central foi alçado a semideus, por uma sociedade que mitifica suas capacidades e atribuições. Defendi a autonomia funcional do BC nos inflacionários anos 70 e 80, quando quase ninguém sabia o que era “banco central independente” e os que sabiam punham-se apaixonadamente contra. Mas a autonomia então defendida não era a absoluta supremacia de hoje.

A elevação dos juros em 0,75 ponto percentual, na última semana, tem essa conotação de marcar o espaço do mito da autoridade suprema. Antevimos a decisão, não por seus contornos técnicos, mas por seus aspectos “teológicos”, pois a taxa brasileira já era, antes do aumento, a maior do mundo, descontada a projeção do núcleo da inflação.

Na teologia do BC, a estabilidade financeira do país está deixada apenas em suas mãos. Segundo a bíblia monetarística, quando as “expectativas inflacionárias” fogem à meta, só resta reprimi-las à força de juros.

É um mundo simples e previsível, mas empobrecedor do potencial brasileiro como nação “emergente”. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Política Econômica | Sem Comentários »

Déficit externo atinge US$ 17 bi no 1º semestre

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Devido ao aumento das remessas de lucros e dividendos para o exterior as contas externas do Brasil tiveram um déficit de US$ 17,402 bilhões no primeiro semestre, o maior já registrado pelas estatísticas do BC para o período. O maior déficit já era esperado por causa da queda do dólar, que, entre outras coisas, impulsiona as importações, reduzindo o saldo da balança comercial. o envio de lucros para o exterior tomou o lugar que antes era dos juros da dívida externa como principal fonte de saída de dólares do país.

Publicado em: Folha de S. Paulo

Graças a um forte crescimento nas remessas de lucros e dividendos para o exterior, as contas externas do Brasil tiveram um déficit de US$ 17,402 bilhões no primeiro semestre, o maior já registrado pelas estatísticas do BC para o período. Só em junho, o resultado foi negativo em US$ 2,596 bilhões, o dobro do previsto pelo BC.

Os números se referem à chamada conta de transações correntes, que inclui todas as negociações de bens e serviços com outros países. O resultado negativo do primeiro semestre corresponde a 2,5% do PIB -por esse critério, o déficit foi o maior desde 2002.

O envio de lucros ao exterior, item de grande peso nessa conta, cresceu 94% e chegou a US$ 18,993 bilhões no primeiro semestre. Bancos, montadoras e metalúrgicas responderam por 51,6% do total de remessas.

Para o economista Antônio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP, o maior déficit já era esperado por causa da queda do dólar, que, entre outras coisas, impulsiona as importações, reduzindo o saldo da balança comercial. O surpreendente, diz, foi a velocidade desse movimento, pois, nos primeiros seis meses de 2007, o saldo em transações correntes havia ficado positivo em US$ 2,413 bilhões. Leia o resto do artigo »

Postado em O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

Imposto sobre riqueza permitiria reduzir ICMS, PIS e Cofins

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado em: Monitor Mercantil

Por: Rogério Lessa

Entrevista – Amir Khair / Especialista em finanças públicas

De acordo com o especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Fazenda do Município de São Paulo, o Banco Central (BC) pratica há mais de uma década uma política antidesenvolvimentista. Khair frisa que, além da redução das despesas com juros, o caminho para o desenvolvimento sustentado e inclusivo passa por uma alteração radical no sistema tributário, que é altamente regressivo no Brasil.

“Segundo o Global Stability Report, do FMI, a riqueza mundial atingiu em agosto de 2007 US$ 190 trilhões e o PIB, US$ 48 trilhões, ou seja, a riqueza é de quatro vezes o PIB. Como o Brasil apresenta há décadas uma das piores distribuições de renda do mundo, é provável que essa relação seja superior. Assim, uma alíquota média de 1% aplicada sobre o valor dos bens poderá permitir uma arrecadação superior a 4% do PIB. Esse valor supera o conjunto de tributos indiretos: IPI, PIS, ISS, Cide e Imposto de Importação e equivale à Cofins”, compara o economista, neste entrevista exclusiva ao MONITOR MERCANTIL.

Juro alto controla a inflação?

Com o avanço da globalização, os preços são definidos mais por fatores externos do que internos a um país. Até um ano atrás a China, contribuía para a redução da inflação mundial. Com a crise do petróleo, alimentos e minérios, a inflação passou a atingir todos os países, evidenciando a maior importância do comércio internacional e da especulação financeira para a fixação dos preços do que as variações das taxas de juros conduzidas pelos bancos centrais.

O crescimento econômico é capaz de gerar automaticamente o desenvolvimento?

Não. É necessário enfrentar as profundas desigualdades que caracterizam historicamente este país, que tem vantagens estratégicas importantes, como o potencial para produzir alimentos, minérios e energia, que serão escassos durante algumas décadas. O desenvolvimento deve considerar as dimensões sociais, políticas e ambientais. No que tange à macroeconomia, é preciso dar ênfase à vertente fiscal e no que pode estar nela contido de solidariedade social.

O senhor avalia que o país deve objetivar um crescimento a taxas superiores a 5% para recuperar o atraso e desfrutar do potencial humano e material que o país possui. Como garantir um crescimento sustentado nessa faixa?

É necessário estimular a produção, os investimentos e o consumo, que deve ser o carro-chefe, pois atrai a produção e os investimentos e aumenta a arrecadação pública, que permite ampliar os investimentos em políticas sociais e de infra-estrutura. Tal expansão se faz ao incorporar a população de baixa renda no mercado de consumo e ampliar o poder aquisitivo da classe média. A inflação baixa é um dos condicionantes para isso, mas também contribuem as políticas de ampliação da oferta de crédito a juros mais baixos, redistribuição de renda via aumentos reais de salário mínimo, programas de complementação de renda familiar, a redução da regressividade tributária e da sua carga.

Como crescer acima de 5% sem gerar inflação? Leia o resto do artigo »

Postado em Destaques da Semana, Política Econômica, Rogério Lessa | Sem Comentários »