A Petrobras informou ter descoberto mais óleo em um novo poço perfurado na área próxima a Tupi. O óleo é leve, de boa qualidade. O novo poço foi denominado de Iara e está em área menor do que Tupi, a 230 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Com o anúncio de Iara, já são nove descobertas no pré-sal, entre as quais as áreas de Júpiter, Bem-Te-Vi, Guará e Carioca.
Publicado em: JB Online
Poço Iara, a 250 km da costa, tem óleo de boa qualidade
A Petrobras informou ontem ter descoberto mais óleo em um novo poço perfurado na área próxima a Tupi, no bloco BM-S-11, na camada pré-sal. Segundo a companhia, o óleo é leve, de boa qualidade, com densidade em torno de 30º API (American Petroleum Institute). Quanto mais alto o grau, mais aproveitável é o óleo – a escala API vai até 50º.
O bloco é composto por duas áreas exploratórias. A maior delas foi informalmente chamada de Tupi, cuja descoberta havia sido anunciada em julho de 2006, mas a estimativa de reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris só foi confirmada no final de 2007.
O novo poço foi denominado de Iara e está em área menor do que Tupi, a 230 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. O óleo foi encontrado em reservatórios a 5.600 metros de profundidade. A Petrobras continua fazendo perfurações no local, e não deu estimativas de reservas.
A empresa detém 65% do bloco, e tem como sócios o grupo britânico British Gás, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. Leia o resto do artigo »
Nos últimos 12 meses o BNDES liberou R$ 78,8 bilhões em investimentos voltados ao mercado interno. Os maiores mutuários do banco no período foram os setores de infra-estrutura e industrial. Estimativas do próprio BNDES prevêem que o orçamento do BNDES para este ano deverá ser ampliado para além dos R$ 80 bilhões projetados para 2008. Para Luciano Coutinho, presidente do BNDES, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) teve impacto “muito importante” porque está tendo a capacidade de mover os investimentos em infra-estrutura.
Balanço do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) noticiado pelo blog do Josias mostra que nos últimos 12 meses a instituição liberou R$ 78,8 bilhões, um recorde.
Segundo o blog, nos últimos 12 meses os investimentos voltados ao mercado interno aumentaram 23%. Os maiores mutuários do banco no período foram os setores de infra-estrutura e industrial, que responderam por 81,7% dos empréstimos –ou R$ 63,7 bilhões.
Para projetos de infra-estrutura foram liberados R$ 32,5 bilhões (crescimento de 80%). A maior parte foi destinada às áreas de transportes terrestres e de energia elétrica, que levaram R$ 22 bilhões. Leia o resto do artigo »
MST – Nas duas últimas semans o MST invadiu propriedades que estão sob domínio do grupo de Daniel Dantas. O motivo da ação seria uam forma de expulsar a empresa da região, pois ela estaria os posseiros de uma vila a venderem suas propriedades o que prejudircaria o abastecimento e a oferta de serviços básicos na região. Clique aqui para ler mais
Fundo da Amazônia – O Fundo da Amazônia é uma iniciativa, que tem parte dos recursos oriundos de outros países, que prevê financiar atividades que explorem a floresta de maneira sustentável. Segundo o ministro Minc o fundo terá US$ 900 milhões em um ano. Clique aqui para ler mais
Sigilo das escutas telefônicas – As operadoras de telefonia conseguiram liminar junto ao STF para garantir o sigilo das informações dos clientes. Tal liminar permite o não envio de escutas para CPI. Clique aqui para ler mais
Congresso – O Congresso retoma nesta segunda-feira suas atividades depois do recesso parlamentar de julho com a expectativa de esvaziamento em conseqüência das eleições municipais de outubro. Os presidentes da Câmara e do Senado, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), vão fixar um cronograma de trabalhos entre agosto e outubro para evitar a paralisia total das atividades legislativas. Para ler mais clique aqui.
PMDB – O clima no PMDB por causa do apoio do partido a Gilberto Kassab (DEM-SP), que empacou nos 11%, de acordo com o Datafolha, é tenso. Para ler mais clique aqui.
Ficha Suja – A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar candidatos com “ficha suja” na Justiça mancha o sistema eleitoral brasileiro, segundo avaliação de líderes do PSOL. O partido é a favor da proibição de candidaturas de políticos que respondam a processos na Justiça e pede que o Congresso tenha “vergonha na cara” para proteger a probilidade e a moralidade administrativa. Para ler mais clique aqui
Aécio - A participação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na campanha de Geraldo Alckmin criou um novo entrave para aproximação entre José Serra (PSDB) e o candidato tucano a prefeito de São Paulo. Para ler mais clique aqui
Economia
Eixo Sul – O Eixo Sul que é composto por Brasil, Argentina e Venezuela, é criado com problemas, tem como um dos motivos o posicionamento contrário de Chávez ao Mercosul. Clique aqui para ler mais
Mangabeira – Mangabeira diz que o Brasil não pode ficar dependendo do que ele chama de “cartel de fertilizantes”. Clique aqui para ler mais
Itaú – O lucro do segundo maior banco do país, Itaú, no segundo trimestre foi levemente abaixo do primeiro, registrando uma queda de 3,5%. Clique aqui pra ler mais
Gilberto Kassab - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, em um seminário em São Paulo, que o Brasil “está no limite da valorização cambial” e que, caso o real seja mais apreciado, as contas externas “vão para o vinagre”. Para ler mais clique aqui.
Mantega – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, em um seminário em São Paulo, que o Brasil “está no limite da valorização cambial” e que, caso o real seja mais apreciado, as contas externas “vão para o vinagre”. Para ler mais clique aqui.
Presidente da Argentina – A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou nesta segunda-feira que seu país e o Brasil atravessam uma relação “inédita” e de “comunhão” bilateral, com uma relação marcada pelo “afeto” e “uma visão comum da necessidade desta vinculação estratégica produtiva”. Para ler mais clique aqui.
IPCA -O IPCA de julho revelou que preços dos alimentos tiveram a primeira desaceleração desde fevereiro, mas o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) avalia que ainda é cedo para se apontar que haja uma tendência de queda daqui para frente. Para ler mais clique aqui
Inflação - O centro da meta da inflação para 2008 poderá ser superado já em agosto, caso a inflação deste mês seja superior a 0,29%. A inflação acumulada em 2008 é de 4,19%, e a meta estabelecida para todo o ano é de 4,50%. Para ler mais clique aqui
Não se trata de engenharia de obras feitas, porque escrevi várias vezes no Blog: havia uma tendência óbvia de queda do ritmo da inflação no segundo semestre. Primeiro, pela queda da renda, motivada pela inflação de alimentos. Segundo, pelo fim da própria inflação de alimentos.
Ora, as commodities internacionais estavam no preço mais alto da história. No primeiro semestre houve um “overshooting” expressivo. Qualquer especialista consultado tinha dois cenários para o segundo semestre: o pessimista, no qual considerava que os preços permaneceriam nesse patamar; e o otimista, considerando que haveria uma queda nas cotações. Tinha-se claro o quadro de desaquecimento mundial. Tinha-se a possibilidade, não de todo clara, do dólar voltar a se apreciar – atraindo recursos aplicados em commodities.
No cenário pessimista, não haveria inflação de alimentos (já que inflação é variação); no otimista, haveria deflação.
Porque, então, o mercado inteiro apostando em inflação mais alta, em dificuldade para se atingir a meta, espalhando um terrorismo amplo? Porque, na Pesquisa Focus, o objetivo final do analista não é acertar individualmente a inflação: é chegar o mais perto possível da inflação que ele julga estar na cabeça do Banco Central.
Ele ganha quando adivinha a inflação que o BC imagina. E a Pesquisa Focus trata de uniformizar essas expectativas e colocá-las sob controle das expectativas do BC.
Tudo muito bem se houvesse um BC competente. Mas o que se tem, objetivamente, é um BC interessado em estimular expectativas inflacionárias, como álibi para manter taxas de juros elevados. Assim, todo o mercado foi induzido a acreditar em uma inflação que, agora, está refluindo – demonstrando cabalmente a inutilidade da alta de 0,75 pontos na taxa Selic.
Ontem, o presidente do BC Henrique Meirelles sustentou que o que garante investimento é a previsibilidade; e o BC garante a previsibilidade perseguindo a meta de inflação. Só que, nesse afã, tornou imprevisíveis dois preços fundamentais: juros e câmbio. Dizer que é previsível um cenário em que se sai de um superávit de US$ 7 bi para um déficit de US$ 30 bi nas transações correntes é forçar a barra.
Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O ministro Tarso Genro criticou a sugestão do delegado Protógenes Queiroz, que pede mais independência aos delegados da Polícia Federal. Segundo Genro, tal medida poderia ferir a divisão entre os três poderes prevista pela constituição. A discussão continua calorosa. No Brasil, parece que peixe grande não pode ser fisgado.
Economia
O chanceler Celso Amorim afirmou nesta semana que os subsídios agrícolas dos países ricos foram a principal causa do fracasso das negociações da Rodada de Doha. Ainda segundo o ministro, a crise alimentar tem relação direta aos subsídios, na medida em que desestimula a produção agrícola em países pobres.
Internacional
Os Jogos Olímpicos de Pequim começam oficialmente hoje, após muitas polêmicas. O presidente norte-americano George W. Bush fez duras críticas a supostas violações dos direitos humanos por parte do governo chinês. Além disso, jornalistas têm reclamado da censura ao acesso de sites na internet. Muita coisa deve ainda acontecer nos próximos dias.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras. Meus Artigos
Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
RIVE GAUCHE
Léo Nunes – Paris - Depois da polêmica decisão do Copom em elevar a taxa de juros básica da economia surgiram diversos artigos na imprensa com o objetivo de explicar os motivos que nos levam a ter a maior taxa de juros real do mundo. Alguns economistas ligados aos cânones ortodoxos insistem em apelar para o argumento da solução única.
Para eles, o nível dos juros tem relação com os fundamentos fiscais e com a ausência de reformas microeconômicas. Tudo o que estiver fora deste campo de argumentação é visto como esoterismo, magias e crenças que se encontram fora do âmbito da “ciência” econômica. Entretanto, muitos autores do próprio mainstream (ver Eichengreen e Stigltiz, dentre outros) têm contestado sistematicamente, a partir de testes econométricos, a relação entre taxa de juros e fundamentos fiscais.
Se analisarmos o assunto mais atentamente, observaremos que o governo Lula, por exemplo, diminuiu a proporção de gastos correntes em relação ao PIB. O fato é que a rubrica juros da dívida interna tem comprometido a implementação de uma política fiscal mais ativa. O cachorro tenta morder o próprio rabo. Os juros são altos; por este motivo, parte considerável do orçamento é destinada a remunerar os juros desta dívida. Por fim, a situação fiscal se deteriora e o Banco Central consegue um motivo para manter os juros nas alturas.
De fato, a taxa de juros é utilizada para sobrevalorizar a taxa de câmbio. A apreciação cambial segura a taxa de inflação, ao evitar a ocorrência do passthrough, que é o aumento do nível de preços, dada uma depreciação na taxa de câmbio. Esse é o mecanismo que a autoridade monetária emprega para colocar a inflação dentro da meta.
Entretanto, a taxa de câmbio apreciada já apresenta seus resultados. A competitividade de nossas exportações está comprometida e as contas externas já apresentam déficit. Por outro lado, o diferencial de taxa de juros, associado a expectativa de apreciação cambial, tem estimulado a entrada de capitais especulativos, que podem sair abruptamente no primeiro sinal de crise.
Com todos estes ingredientes, não resta dúvidas que o Banco Central pode nos levar a problemas sérios num contexto de reversão do ciclo econômico. O momento exige cautela da autoridade monetária, mas aumentos excessivos dos juros podem comprometer nossa situação no futuro.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
A importância das mulheres na política volta e meia retorna ao debate. A cota para candidaturas femininas não é preenchida por nenhum partido político, sem exceção. Os partidos, de maneira geral, são considerados como ambientes “machistas”. Não vou entrar nessa discussão mais profundamente, mas algo não está dando certo na política de cotas femininas para lançamento de candidaturas pelos partidos. Ademais, não é objetivo deste post discutir as possíveis razões da suposta baixa participação das mulheres nos espaços formais da política (executivos e legislativos). O que vamos falar é sobre o florescimento de candidaturas femininas competitivas em algumas grandes capitais do país – Fortaleza, Natal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. São candidaturas com chances de vitória, mesmo que algumas ou a maioria não obtenham o sucesso de chegar lá, já se percebe pelas primeiras simulações que são candidaturas que irão dar muito trabalho a seus adversários.
Na região Nordeste, duas capitais apresentam candidaturas femininas competitivas. Em Natal, duas candidatas disputam preferência do eleitorado: Micarla de Souza (PV) e Fátima Bezerra (PT). A candidata do PV aparece como virtual vencedora no primeiro turno, seguida de longe pela então candidata petista. Na capital cearense, a disputa está embolada entre três principais candidatos, sendo duas candidaturas femininas: a atual prefeita Luzianne Lins (PT) e a ex-esposa de Ciro Gomes, Patrícia Saboya (PDT). Na cidade, os comentários é que a disputa seja entre a “lôra” (Luzianne) e a “morena” (Patrícia). Pelos índices de rejeição de Moroni Torgan (DEM), mesmo que este passe para o segundo turno, dificilmente vencerá a eleição contra a candidata escolhida. Leia o resto do artigo »
Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Paulo Nogueira Batista Jr.
Fonte: Folha de S. Paulo (7/8/2008)
“O Brasil abusa dos juros altos e da valorização cambial como instrumentos de combate à inflação”.
A ÚLTIMA ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) declara que a estratégia é trazer a inflação de volta para a meta central de 4,5% “tempestivamente, isto é, já em 2009″.
Talvez o Copom não tenha sido totalmente sincero (espero que não), mas vamos supor que sim. Faz sentido essa estratégia? Depende. Se os preços do petróleo e dos alimentos continuarem cedendo, a meta central pode ser viável em 2009. Caso contrário, o custo pode ser alto.
Alto e desnecessário. Não seria mais razoável adotar um horizonte mais longo e fazer a taxa de inflação convergir gradualmente para o centro da meta? Buscar, por exemplo, algo como 5% a 5,5% em 2009 e 4,5% só em 2010? Para isso é que existe o intervalo de confiança de dois pontos percentuais acima e abaixo da meta central. Quando a economia sofre um choque de preços violento, como o que ocorreu em 2008 com petróleo, alimentos e outras commodities, a existência de um intervalo de confiança proporciona tempo e flexibilidade à política monetária.
Ao mirar o centro da meta com açodamento, o Copom poderá ser levado a praticar juros extravagantes -com conseqüências em termos de baixo crescimento da economia, aumento do desemprego, pressão sobre as finanças públicas e valorização adicional do real em relação a moedas estrangeiras.
Na verdade, os juros brasileiros já são extravagantes. A UpTrend Consultoria Econômica faz um levantamento periódico das taxas de juro praticadas em 39 países e em Hong Kong. De acordo com o último levantamento, o Brasil lidera com folga o ranking de juros reais. A taxa básica brasileira, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, alcança 7,2%. A média geral é negativa em 0,2%. Nada menos que 19 países praticam taxas reais negativas -inclusive Estados Unidos, Japão, Israel, Coréia do Sul e Chile. Leia o resto do artigo »