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Blog do Desemprego Zero

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UMA NOVA ARQUITETURA DE POLÍTICA ECONÔMICA

Postado em 21 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - A crise econômica mundial tem trazido incertezas consideráveis aos diferentes países no que tange a melhor estratégia de política econômica a ser seguida. Os economistas alinhados à ortodoxia econômica, que até pouco tempo atrás exaltavam a “qualidade” da política econômica, atribuem as atuais fraquezas do país frente à crise que se avizinha à inconsistência de política econômica.

 

Para muitos deles, o país não tem feito o esforço fiscal necessário para alcançar uma taxa de juros em níveis civilizados. Além disso, a falta de reformas microeconômicas criaria uma insegurança jurídica que inibiria os investimentos. Por fim, a meta de inflação deveria ser seguida a risca para colaborar com a formação de expectativas por parte do mercado.

 

Em primeiro lugar, é absolutamente questionável a existência de uma correlação estatística significante entre política fiscal e taxa de juros. Joseph Stgiltz, Dani Rodrik, Barry Eichengreen, dentre outros importantes economistas, colocam em dúvida tal relação. A taxa de juros é estruturalmente mais alta em países periféricos, dado o caráter inconversível da nossa moeda, ou seja, pelo fato da mesma não cumprir a função reserva de valor no plano internacional. Ademais, as altas taxas de juros são utilizadas para valorizar a taxa de câmbio com vistas a manter a inflação dentro da meta, dado que o passthrough, isto é, a variação da taxa de inflação resultante de uma variação da taxa de câmbio, é minimizada.

 

 O argumento da insegurança jurídica tampouco parece ser o principal problema para a falta de investimentos. Num país periférico com taxas de juros e de câmbio extremamente voláteis torna-se difícil estabelecer uma estrutura de financiamento de longo prazo. Por esta razão, faz-se necessária a intervenção direta do Estado em investimentos de longa maturação. Os anos de neoliberalismo e desmonte do Estado parecem ter contribuído para a escassez de investimentos. Já para controlar a volatilidade das taxas de câmbio e de juros, seria necessária a introdução de controles de capitais, de forma a selecionar os fluxos de capitais desejáveis, ou seja, aqueles ligados, direta ou indiretamente, ao investimento produtivo.

 

Por fim, a inflação não pode ser a única meta da autoridade monetária. Como demonstram as experiências do Federal Reserve Bank (FED, ou o Banco Central norte-americano) e do Banco central Europeu (BCE), taxas civilizadas de inflação devem ser alcançadas, mas sem perder de vista o crescimento econômico. Portanto, a meta não deve ser alcançada a custa de recessões e desemprego.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

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A lógica da Petrosal

Postado em 21 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

Os recursos do pré-sal tem que ser claramente identificados e sua destinação discutida com todo o país. Se não for isso, entrará no orçamento público, será gasto sem nenhum planejamento, abrindo espaço apenas para o desperdício e o populismo.

Por isso, em princípio a criação da Petrosal é salutar, assim como a de um fundo soberano, para gerir os dólares obtidos com a venda de petróleo.

É evidente a importância de se analisar e fiscalizar o modelo de criação da Petrosal, visando impedir que se transforme em cabide de emprego ou atue sem transparência. Mas o espaço institucional a ser ocupado é importante.

A lógica da exploração do pré-sal é a mesma de qualquer produto relevante e finito – como o caso do cobre, no Chile. O petróleo não irá durar para sempre. Por isso mesmo, parte do que render agora tem que ir para um fundo que aplique na construção do futuro. Essa tem sido a tônica de todos os fundos soberanos, seja do Chile ou dos Emirados Árabes. Dubai aplicou bem seus recursos e hoje pode viver sem os royalties do petróleo. Leia o resto do artigo »

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The Fed can learn from history’s blunders

Postado em 20 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

By Barry Eichengreen

Financial Times (08/18/2008)

One of the chief ways financial market participants make sense of events is by drawing parallels with the past. The subprime crisis, when it first erupted, was widely perceived as the most dangerous financial crisis since the 1930s. The implication was that it was critical to avoid the policy mistakes that transformed that earlier crisis into a macroeconomic disaster. The lesson drawn was that it was important to avoid an excessively tight monetary policy.

Now, with inflation rising, the popular parallel is not the deflationary 1930s but the stagflationary 1970s. Again the implication is that it is important for policymakers to avoid past mistakes. In this case past mistakes mean a monetary policy that allows inflation expectations to become unanchored.

In fact both analogies are misleading, precisely because market participants and policymakers are aware of this history. Their awareness means that financial history never repeats itself in the same way. Biochemists can replicate their experiments because molecules do not learn. Central bankers lack this luxury. Leia o resto do artigo »

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Vários pesos e mais medidas ainda

Postado em 20 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Heldo Siqueira

A administração das contas públicas uma tarefa dificílima. Muito além de cuidar de cifras monetárias, trata, fundamentalmente, de agradar interesses políticos, da maneira mais abrangente possível. Em alguns momentos, podemos desnudar alguns desses interesses… Senão vejamos a felicidade (e a felicidade foi colocada por minha conta) estampada na manchete do G1, entitulada “Governo estuda perdoar dívidas de até R$ 10 mil com a União“. Por outro lado, aumentar a licença-maternidade parece provocar mais um custo para os cofres públicos que um benefício para a sociedade… (clique aqui para ler sobre a licença maternidade)

É provável que se leve em conta os R$ 3,6 bilhões que representariam essa renúncia. Além disso, a cifra cobre mais de 4 anos de licença-maternidade. Entretanto, como mostra a própria reportagem, esse valor representa “menos de 0,28% dos débitos em atraso cobrados pelo fisco, que chega a R$ 1,3 trilhão. Além disso, o benefício que as famílias, suas mães e seus filhos terão, com mais tempo de recuperação do processo feliz, mas extremamente cansativo que é a gravidez não pode ser medido em dinheiro.

É provável que os interesses que se preocupam com a saúde das contas públicas, sejam os mesmos interesses que estão se lixando para a saúde das mães e suas licenças-maternidade e possivelmente sejam os mesmos que contribuem para a exuberante cifra de R$ 1,3 trilhão dos devedores. A pergunta que fica é: como ficaria a saúde das contas públicas se os devedores resolvessem pagar o que, POR LEI, devem?

*Heldo Siqueira: gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo). Meus Artigos

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A Crise da Esquerda

Postado em 19 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Paulo Passarinho

Após a queda do muro de Berlim – que já havia sido precedida por uma forte inflexão à direita dos partidos social-democratas europeus -, boa parte da esquerda mundial passou a observar com muita atenção, e esperança, a trajetória e a ação política do Partido dos Trabalhadores, e de seus aliados de esquerda, aqui no Brasil.

O Brasil é um país marcado por gritantes desigualdades sociais, fortemente pressionado por interesses do capital internacional, mas que, desde 1989, experimentava a polarização de uma frente de esquerda que se afirmava como alternativa real de poder.

Essa frente de esquerda foi também um instrumento importante de resistência à ofensiva neoliberal, que nos anos noventa empreendeu em nosso país o programa de mudanças ditado pelos interesses das grandes corporações financeiras transnacionais. Leia o resto do artigo »

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Expectativas inflacionárias

Postado em 19 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

 

Antonio Delfim Netto

Valor Econômico – 19/08/2008

Depois de termos mencionado num artigo publicado neste mesmo espaço o discurso de Ben Bernanke, o atual chairman do Federal Reserve dos EUA (o famoso Fed), que abriu a 53ª Conferência Anual do Federal Reserve Bank of Boston, no dia 9 de junho último, recebemos pedidos de atentos leitores solicitando mais informações sobre ele. É o que fazemos agora, traduzindo (livremente) a parte pertinente às suas considerações sobre as expectativas inflacionárias. Depois de breve introdução, Bernanke afirma: “Concentrando-me nos principais tópicos do meu discurso, abordarei, brevemente, quatro problemas que interessam à formulação da política monetária: os preços das commodities e a inflação; o papel do custo do trabalho na precificação; as dificuldades de fazer política econômica em tempo real e os determinantes e efeitos das mudanças das expectativas inflacionárias”. Aqui só nos interessa a última questão: expectativas inflacionárias.

“Finalmente” – prossegue Bernanke após explorar os outros assuntos – “direi algumas palavras sobre as expectativas inflacionárias, que muitos economistas vêm como fundamental para a dinâmica da inflação. Há, entretanto, muito que não entendemos sobre elas, sua determinação e suas implicações. Vou dividir minha análise em três tópicos. 

Primeiro necessitamos entender melhor quais os fatores que determinam as expectativas inflacionárias da sociedade, tal como discuti com mais detalhes em uma conversa no National Bureau of Economic Research, transcorrida no último verão (10/07/2007). Ainda que existam muitas evidências que as expectativas têm se tornado mais bem ancoradas do que há algumas décadas, elas permanecem imperfeitamente ancoradas. Seria de bastante proveito para os próprios formuladores da política monetária que conhecessem mais acerca de como as expectativas inflacionárias são influenciadas por ela mesma, pela sua comunicação e por outros fatores econômicos, tais como os choques nos preços de petróleo. 

A crescente literatura sobre o aprendizado em modelos macroeconômicos parece ser um veículo útil para abordar muitos desses tópicos. No modelo tradicional, com expectativas racionais, estrutura econômica fixa e objetivos políticos estáveis, não há papel para aquele aprendizado por parte da sociedade. Nele existe normalmente uma única taxa de inflação de equilíbrio no longo prazo, que é perfeitamente antecipada: a sociedade não realiza inferências a partir das comunicações ou das ações dos banqueiros centrais. O fato, porém, é que a sociedade tem apenas informações incompletas tanto acerca da economia quanto dos objetivos dos formuladores da política, fatores que podem, aliás, mudar ao longo do tempo. Considerar a possibilidade de aprendizado por parte da sociedade é mais realista e, ademais, tende a gerar conclusões mais razoáveis a respeito de como as expectativas inflacionárias mudam e, em particular, de como elas podem ser influenciadas pela ação e pronunciamentos da política monetária. 

Humildade faz falta para o nosso Banco Central 

A segunda categoria de questões envolve os canais por meio dos quais as expectativas inflacionárias afetam a inflação presente. A via fundamental é a das expectativas para as negociações salariais, ou há outros mecanismos relevantes? Um achado algo perturbador sobre este problema foi revelado por uma pesquisa entre empresários acerca de decisões de como eles formam seus preços, conduzida por Blinder e outros (Asking about Prices, N.Y., 1998). Apenas uma pequena parcela dos entrevistados afirmou que a inflação agregada esperada afetava seus preços. Como podemos conciliar esse resultado com nosso forte pressuposto de que as expectativas são centrais para explicar a inflação? Talvez as expectativas afetem a inflação presente por meio de algum canal que seja relativamente indireto. A crescente literatura sobre fixação desagregada de preços talvez possa lançar alguma luz nessa questão. 

Finalmente, um grande conjunto de questões gira em torno de como o banco central pode monitorar da melhor maneira possível as expectativas inflacionárias do público. Existem muitas medidas de inflação esperada, incluindo expectativas colhidas junto a pesquisas em domicílios, previsões de economistas profissionais e informação extraída de mercados de ativos indexados à inflação. Infelizmente, as informações sobre as expectativas dos próprios formadores de preço são muito limitadas, especialmente a dos empresários. Qual das expectativas desses agentes é a mais importante para a dinâmica inflacionária, e como os banqueiros centrais podem extrair melhor a informação relevante a partir das várias medidas disponíveis?” 

Que falta fez essa humildade esclarecida para moderar a precipitada política monetária “tempestiva” do nosso Banco Central, tão a gosto dos “cientistas” do sistema financeiro nacional. Estes, obviamente, supõem “saber” muito mais do que Bernanke sobre como se “controla” as expectativas inflacionárias… 

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.

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Polêmicas da semana:Bovespa, Mitsubishi, Governador do Maranhão, Propaganda Eleitoral, Daniel Dantas, Petrobras, Molon, Tata Motors

Postado em 18 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz e Katia AlvesEconomia

  • Bovespa – O índice Bopvespa traz como novidadde da sua próxima edição as ações da Redecard e Bovespa Holding. Clique aqui para ler mais
  • Mitsubishi – Mitsubishi é convocada para substituição de um componente de freio, problema que siginifica risco para a saúde e segurança dos usuários. Clique aqui para ler mais
  • Tata Motors – O grupo de automóveis indiano Tata Motors ameaçou nesta sexta-feira não fabricar mais o Nano, o carro mais barato do mundo, em Bengala ocidental (leste da Índia) se as manifestações contra sua fábrica continuarem. Para ler mais clique aqui
  • Petrobras – Por pressão do Planalto, a Petrobras voltou atrás num negócio estimado em US$ 150 milhões: a venda de parte de uma mina de silvinita, da qual se extrai o potássio, para a empresa canadense Falcon. A jazida se localiza no município de Nova Olinda do Norte, no Amazonas. A informação foi confirmada ao Estado por três ministros. Para ler mais clique aqui

Política

  • Governador do Maranhão – O governador maranhense Jackson Lago do PDT está sob suspeita de ter sido beneficiado pela máquina pública para eleger-se em 2006. Clique aqui para ler mais
  • Propaganda Eleitoral – Começa nesta terça-feira 19 de agosto a propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão. Clique auqi para ler mais
  • Daniel Dantas – Dantas ao depor na última quarta-feira na CPI dos grampos se contradiz em algumas de suas prórias declarações. Clique aqui para ler mais
  • “vagabundo” – As eleições municipais da capital uniram o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao homem que ele expulsou aos gritos de “vagabundo” de um posto de saúde em fevereiro de 2007. O publicitário Kaiser Paiva Celestino da Silva, 48, protagonista da cena mais explosiva da vida política do democrata, é candidato a vereador por uma sigla que apóia o prefeito nas eleições majoritárias da capital, o PSC (Partido Social Cristão). Para ler mais clique aqui
  • Molon – O candidato do PT à prefeitura do Rio, Alessandro Molon, criticou,  durante sabatina do Grupo Estado, o envio de tropas federais para o Rio, para garantir a segurança nas eleições de outubro. “Pedido sobre as Forças é exatamente a melhor tradução do fracasso da segurança estadual. Para ler mais clique aqui
  • Leia mais polêmicas:

Polêmicas da semana passada

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Pacote de Kassab piorou velocidade dos ônibus em SP

Postado em 18 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por José Augusto Valente*

Medições nos 14 principais corredores de tráfego, com base nos dados de GPS, indicam perda de quase 3%

O pacote de medidas anunciado pela Prefeitura para tentar frear a escalada dos índices de lentidão no trânsito de São Paulo não surtiu efeito para o sistema de transporte coletivo.

Pior: houve redução de 0,44 km/h (quase 3%) na velocidade média dos ônibus que circulam em faixas preferenciais, fora dos corredores exclusivos, na comparação entre a média de junho e a primeira semana de agosto. A medição, obtida com exclusividade pelo Estado, foi feita nos 14 principais corredores de tráfego, com base nos GPSs instalados em 95% dos cerca de 14 mil coletivos paulistanos.

Os resultados contrariam a tese do prefeito Gilberto Kassab (DEM) – e de praticamente todos os candidatos a prefeito – de que só o incentivo ao transporte coletivo fará motoristas se convencerem a deixar os carros na garagem.

Por ora, não é o que acontece. Enquanto a velocidade média dos ônibus nas vias preferenciais permanece estagnada na casa de 15 km/h, o ganho de fluidez para os automóveis foi de até 20%, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A velocidade média geral dos carros em maio, último dado disponível, era de 17 km/h – 12,8% acima da dos coletivos nas faixas preferenciais no mesmo período. Leia o resto do artigo »

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