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Blog do Desemprego Zero

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O que houve de errado na campanha petista na eleição de São Paulo?

Postado em 1 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Do Blog do Jefferson Marinho

Uma primeira observação diz respeito à própria dinâmica eleitoral. Existem três tipos de campanhas eleitorais na ótica do candidato: (i) eleições perdidas, em que só um grave erro do adversário pode levá-lo à vitória (é o caso da candidatura petista em Curitiba); (ii) eleições possíveis de ganhar, mas deve contar com o erro do adversário e não errar na campanha, ou seja, o ganhador é aquele candidato que errar menos na formação de alianças e na campanha eleitoral; e (iii) eleições vencedoras, em que só um grave erro pode levar o candidato à derrota (Curitiba também é o melhor exemplo para o caso da candidatura de Beto Richa). Para complicar esse quebra-cabeça, existem ainda eleições que podemos chamar de continuidade (situação) e outras de mudança (oposição).

Tal cenário torna-se ainda mais complexo com o instituto da reeleição, que beneficia enormemente o candidato que tem a caneta na mão. Um ditado comum é que o candidato a um cargo executivo no Brasil é eleito para oito anos, mas com um referendo popular na metade do mandato quando a população tem a opção de repensar sua escolha, confirmando a escolha inicial ou escolhendo outro mandatário. Uma prova da força da reeleição para o candidato-mandatário é que todos eles conseguiram melhorar a imagem de suas administrações com as eleições. Mesmo as candidaturas perdedoras (é o caso de Serafim Almeida em Manaus), a avaliação do governo melhorou ao longo da campanha eleitoral. A construção de ampla aliança com grande tempo de televisão colaborou para melhorar a imagem de seus governos. Leia o resto do artigo »

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Estratégias contra a crise

Postado em 31 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

Ainda é cedo para avaliar como será 2009 na economia brasileira. Em grande parte o resultado será conseqüência da maior ou menor rapidez com que as autoridades econômicas tratem de algumas problemas atuais da crise.

No plano global, há uma crise financeira ainda em curso; à qual se seguirá uma crise econômica – já em curso.

A crise financeira veio através de duas ondas iniciais; e de uma terceira onde que está por vir.

Primeira onda – a crise do subprime e do sistema bancário internacional. Razoavelmente superada. Faltam ainda providências para induzir o sistema bancário a voltar a emprestar. Alguns analistas sugerem que o caminho seria os diversos Bancos Centrais se tornarem co-avalistas do risco de empréstimo.

Segunda onda – em curso, é a chamada desalavancagem dos fundos hedge. Ou seja, fundos especulativos desfazendo-se de seus ativos. Foi esse movimento que provocou a mega-onda que derrubou bolsas de todo o mundo e jogou o yen nas alturas. No caso do yen, com os fundos se desfazendo dos empréstimos que tomavam no Japão, para especular em outras países. Já se passou pelo epicentro dela. Poderá dar alguns solavancos, mas caminha para se acalmar.

Terceira onda – as crises das economias nacionais. Para prevenir, o FED (BC americano) fez troca de moedas com quatro países – Brasil, México, Cingapura e Coréia – e está preparando para atuar com mais dez. Além disso, o FMI reduziu a burocracia para poder amparar países com problemas externos. Ainda não está sob controle.

No caso brasileiro, os desafios são da seguinte ordem:

Desafio 1 – restabelecimento do crédito.

O Banco Central reduziu o depósito compulsório dos bancos, mas o dinheiro não fluiu para as empresas; fez leilão de hedge cambial, mas o crédito está se abrindo muito lentamente para os exportadores. Isso se deve ao receio dos bancos em relação às empresas. Não se sabe ainda, nesse terremoto global, a situação de cada empresa ou setor.

O BC terá que ser mais atuante, colocando penalidades nos bancos que não emprestarem e tratar de ir para a linha de frente. Esse é o desafio maior. Leia o resto do artigo »

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Lula e a Crise

Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Paulo PassarinhoPaulo Passarinho

“Lula quer manter acesa uma vela a Deus, e outra ao Diabo. Quer manter os seus compromissos com o sistema financeiro, com os bancos, e ao mesmo tempo assegurar o crescimento econômico, através do mercado interno. São objetivos que não se compatibilizam, ainda mais em uma hora como essa”.

Lula é sabidamente um homem sensível. Como político, revela essa sensibilidade no seu profundo senso de oportunidade e intuição.

No início de sua trajetória como liderança sindical, muitos o apontavam como um mero sindicalista, limitado aos objetivos de vitórias de natureza econômica e trabalhista na relação com o patronato.

Em relativo pouco tempo, se transformou no principal protagonista da luta política contra a ditadura, ao liderar uma longa greve de metalúrgicos no coração industrial do Brasil à época, no final dos anos setenta, e na prática tornar letra morta as Leis de Greve e de Segurança Nacional, símbolos formais e legais do horror da ditadura.

Da experiência do embate político contra o regime dos militares e do grande capital, Lula evoluiu da sua posição original de aversão aos partidos políticos – e às bandeiras de natureza política, como a luta pela anistia – para a iniciativa de, junto com outras lideranças sindicais, militantes sociais de orientação cristã e organizações marxistas, fundar o Partido dos Trabalhadores.

Desde então, até a campanha presidencial de 2002, foi se consolidando como uma liderança política de esquerda, tanto no plano nacional quanto na esfera mundial. Acumulou capital político nas campanhas presidenciais de 1989, 1994 e 1998, e se afirmou como a principal liderança política do país na luta contra o projeto neoliberal e suas reformas. Leia o resto do artigo »

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Prioridade é evitar um colapso global

Postado em 29 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Por Martin Wolf

Valor-online

É preciso dar crédito a quem de direito: Nouriel Roubini, da Escola de Negócios Stern da Universidade de Nova York, estava certo. Em 20 de fevereiro de 2008, escrevi uma coluna intitulada “Apocalipse Now” (Valor de 20/02), baseada na sua análise dos 12 passos até o desastre. Infelizmente, os EUA não só deram esses passos, como também – com a ajuda de outros, incluindo o Reino Unido – arrastaram o mundo atrás de si. 

Em nota mais recente, o professor Roubini prevê uma combinação de estagnação e deflação (The Coming Global Stag-Deflation [A vinda da estag-deflação global], 25 de outubro de 2008, www.rgemonitor.com). Ao fazê-lo, ele aponta, com certo júbilo, para a mais recente análise do panorama global do JPMorgan Chase, que já esteve entre os analistas mais otimistas. Agora, sob a rubrica – “Péssima semana no inferno”, o JPMorgan afirma que: “Mais uma vez, cortamos as projeções de crescimento de curto prazo para o mundo desenvolvido e provavelmente prosseguiremos com revisões adicionais para baixo para as economias emergentes nas próximas semanas. Agora mesmo, as nossas projeções indicam que o Produto Interno Bruto global se contrairá a uma taxa anual de 1% no quarto trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009″.  Leia o resto do artigo »

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Sobre democracia e capitalismo…

Postado em 29 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

A liberalização financeira teve efeitos para muito além da economia. Há muito que se compreendeu que era uma arma poderosa contra a democracia. O movimento livre dos capitais cria o que alguns chamaram um “parlamento virtual” de investidores e credores que controlam de perto os programas governamentais e “votam” contra eles, se os consideram “irracionais”, quer dizer, se são em benefício do povo e não do poder privado concentrado.

Por Noam Chomsky

Carta Maior

O desenvolvimento de uma campanha presidencial norte-americana simultaneamente ao desenlace da crise dos mercados financeiros oferece uma dessas ocasiões em que os sistemas político e econômico revelam vigorosamente sua natureza.

Pode ser que a paixão pela campanha não seja uma coisa universalmente compartilhada, mas quase todo mundo pode perceber a ansiedade desencadeada pela execução hipotecária de um milhão de residências, assim como a preocupação com os riscos que correm os postos de trabalho, as poupanças e os serviços de saúde.

As propostas iniciais de Bush para lidar com a crise fediam a tal ponto a totalitarismo que não tardaram a ser modificadas. Sob intensa pressão dos lobbies, foram reformuladas “para o claro benefício das maiores instituições do sistema…uma forma de desfazer-se dos ativos sem necessidade de fracassar ou quase”, segundo descreveu James Rickards, que negociou o resgate federal por parte do fundo de cobertura de derivativos financeiros Long Term Capital Management em 1998, lembrando-nos de que estamos caminhando em terreno conhecido.

As origens imediatas do desmoronamento atual estão no colapso da bolha imobiliária supervisionada pelo presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, que foi quem sustentou a coitada da economia dos anos Bush, misturando o gasto de consumo fundado na dívida com a tomada de empréstimos do exterior. Mas as razões são mais profundas. Em parte, fala-se no triunfo da liberalização financeira dos últimos 30 anos, quer dizer, nas políticas consistentes em liberar o máximo possível os mercados da regulação estatal.

Como era previsível, as medidas tomadas a esse respeito incrementaram a frequência e a profundidade dos grandes reveses econômicos, e agora estamos diante da ameaça de que se desencadeie a pior crise desde a Grande Depressão.

Também era previsível que os poucos setores que cresceram com os enormes lucros oriundos da liberalização demandariam uma intervenção maciça do estado, a fim de resgatar as instituições financeiras colapsadas.

Esse tipo de intervencionismo é um traço característico do capitalismo de estado, ainda que na escala atual seja inesperado. Um estudo dos pesquisadores em economia internacional Winfried Ruigrok e Rob van Tulder descobriu, há 15 anos, que pelo menos 20 companhias entre as 100 primeiras do ranking da revista Fortune, não teriam sobrevivido se não tivessem sido salvas por seus respectivos governos, e que muitas, entre as 80 restantes, obtiveram ganhos substanciais através das demandas aos governos para que “socializassem suas perdas”, como hoje o é o resgate financiado pelo contribuinte. Tal intervenção pública “foi a regra, mais que a exceção, nos dois últimos séculos”, concluíram. Leia o resto do artigo »

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Três medidas para incentivar o crédito

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

IEDI

Embora seja uma medida eficaz para barrar a elevação dos pagamentos de encargos financeiros pelo governo, uma desejada interrupção dos aumentos de juros pelo Banco Central em sua reunião dessa semana terá diminuto efeito imediato em ativar o crédito concedido pelos bancos à atividade econômica. O crédito para as empresas e famílias brasileiras tornou-se mais difícil e caro desde o aprofundamento da crise internacional a partir de 15 de setembro, primeiramente porque as fontes externas de recursos sofreram um virtual colapso devido à crise financeira mundial, o que reduziu fortemente, por exemplo, os financiamentos com recursos estrangeiros para o financiamento do capital de giro dos exportadores e agricultores. Mas também o crédito com recursos domésticos se contraiu muito devido a uma grande cautela com que os bancos brasileiros passaram a conduzir as novas operações de crédito.

A “aversão ao risco” dos bancos nacionais tornou escassas as anteriormente abundantes linhas de financiamento às empresas e causou expressivo aumento no custo e redução dos prazos dos financiamentos às famílias. Tão acentuados têm sido os efeitos internos e externos sobre o crédito aos agentes produtivos, que não se deve descartar a hipótese de a economia brasileira proximamente entrar em uma recessão. Como cabe observar, se o crédito não era o único mecanismo indutor do crescimento do consumo e do investimento na economia brasileira, era, certamente, o mais importante. Para evitar esse grave problema devemos tomar medidas em paralelo às ações já acionadas pelo governo para ampliar a liquidez na economia e facilitar os financiamentos para a agricultura e exportação.

Como reduzir ou compensar a aversão ao risco dos bancos? Uma primeira medida que poderia tornar a concessão de novos financiamentos mais atraente para os bancos, ou poderia baratear o crédito se os bancos repassarem o benefício para o tomador dos recursos, seria a redução do imposto sobre operações financeiras cobrado no crédito. No início deste ano, o governo aumentou o IOF, com o duplo objetivo de reforçar a arrecadação fiscal para compensar o fim da CPMF e conter a rapidíssima elevação do crédito no país, algo que agora se torna totalmente desnecessário. Em nossa avaliação, essa medida colaboraria principalmente para uma maior regularização dos volumes e custos dos financiamentos para as pessoas físicas, beneficiando o consumo. Uma segunda medida consistiria em permitir que os bancos utilizem, para fins de concessão de crédito para empresas e famílias, parte dos recursos que recolhem compulsoriamente ao Banco Central e que nada rendem. Seriam operações casadas, nas quais os saques dos recursos do compulsório não remunerado teriam como condição os financiamentos concedidos em igual valor. O alto rendimento dessa “operação casada” seria um estímulo para os bancos reduzirem a presente “aversão ao risco do crédito”. Leia o resto do artigo »

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A crise e a regulação do sistema financeiro

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

A confiança – ingrediente essencial de qualquer sistema financeiro – foi por água abaixo nos terremotos registrados nas últimas semanas. Desse ponto de vista não há alternativa para fazê-lo funcionar a não ser com garantias públicas. Propor que essas garantias tenham caráter muito limitado ou circunstancial, como ocorreu no caso americano, constitui uma miopia ancorada na ideologia e nos interesses das finanças, o que poderá levar a economia a uma recessão ainda mais profunda. A análise é de Ricardo Carneiro.

Ricardo Carneiro*

Carta Maior

Em vários momentos nas últimas semanas a ideologia neoliberal foi posta de pernas para o ar. Intervenções nos mercados financeiros foram ganhando extensão e profundidade culminando com a virtual estatização dos bancos em vários países da Europa e a aceitação pelo establishment de um grau inusitado de ingerência do governo, nas finanças privadas nos EUA. No Brasil, as intervenções foram variadas e intensas com liberação do compulsório, indução a compra de carteiras de crédito de pequenos bancos pelo Banco Central e intervenção pesada no mercado de divisas.

 Em todas as partes, as justificativas para tal ação baseiam-se na idéia de evitar o mal maior. Uma tese correta, mas tão geral que esconde o essencial: a natureza da ação. A atuação do Estado tem assumido feições distintas segundo países e regiões. Veja-se, por exemplo, a clara distinção entre o que fizeram os governos europeus e o americano. Nos primeiros, por meio da participação direta do estado na propriedade das instituições financeiras, e por garantias públicas ao mercado interbancário, o sistema adquiriu uma característica semi-pública. Já nos EUA, essa forma de intervenção demorou a ser admitida pelos interesses dominantes – que antes advogavam apenas a compra de títulos podres com recursos do Tesouro – e quando o foi, privilegiou a menor e a pretendida circunstancial interferência do Estado.

O que está em jogo exatamente nos dois casos? Desde logo, a capacidade de influenciar de imediato os rumos que tomará o sistema financeiro na arbitragem das perdas mas, também, no futuro imediato, a sua capacidade de retomar novos financiamentos à atividade econômica. O essencial aqui é que dado os terremotos ocorridos recentemente, a confiança – ingrediente essencial de qualquer sistema financeiro – foi por água abaixo. Desse ponto de vista não há alternativa para fazê-lo funcionar a não ser com garantias públicas. Propor que essas garantias tenham caráter muito limitado ou circunstancial como no caso americano constitui uma miopia ancorada na ideologia e interesses das finanças e que poderá levar essa economia a uma recessão mais profunda. Leia o resto do artigo »

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Adeus à revolução neoclássica

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O termo liberal no mundo anglo-saxão é usado como sinônimo de centro-esquerda ou favorável ao Estado e não como no Brasil, uma expressão intransigente do liberalismo econômico…

Robert Skidelsky

Project Syndicate

A ameaçadora quebra do Lehman Brothers e a venda forçada do Merrill Lynch, dois dos maiores nomes das finanças, marcam o fim de uma era. Mas, então, o que virá a seguir?

Os ciclos de modas econômicas são tão antigos como os ciclos econômicos e normalmente são causados por profundos distúrbios na atividade empresarial. Os ciclos “liberais” são seguidos por ciclos “conservadores”, que dão lugar a ciclos “liberais” e assim por diante.

Nos Estados Unidos, ciclos liberais são caracterizados por intervenções do governo e ciclos conservadores, pelo recuo do governo. Um longo ciclo liberal estendeu-se dos anos 30 aos 70, seguido por um conservador, de desregulamentação econômica, que agora parece ter chegado ao fim. Com a estatização de dois gigantescos bancos hipotecários dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, na seqüência de outra nacionalização também promovida neste ano, a do britânico Northern Rock, os governos começaram a intervir de novo, para evitar a dissolução do mercado. Os dias entorpecentes da economia conservadora acabaram – por ora.

Cada ciclo de regulamentação e desregulamentação é desencadeado por crises econômicas. O ciclo liberal passado, associado à política do “New Deal” do presidente Franklin Roosevelt e do economista John Maynard Keynes, foi acionado pela Grande Depressão, embora ainda fossem necessários os volumosos gastos governamentais da Segunda Guerra Mundial para que entrasse na marcha apropriada. Durante os 30 anos de era keynesiana, os governos no mundo capitalista geriram e regularam suas economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações econômicas.

O ciclo conservador seguinte foi despertado pela inflação da década de 70, que pareceu ser produto das políticas keynesianas. O guru econômico dessa era, Milton Friedman, sustentava que a busca deliberada pelo pleno emprego estava fadada a alimentar a inflação. Os governos deveriam concentrar-se em manter o dinheiro “sadio” e deixar a economia tomar conta de si mesma. A “nova economia clássica”, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias gravitariam naturalmente para o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A crise atual do ciclo conservador reflete a acumulação maciça de dívidas de difícil recuperação, tornada visível após o debacle das hipotecas de má qualidade, que se iniciou em junho de 2007 e agora se disseminou para todo o mercado de crédito e afundou o Lehman Brothers. “Pense um uma pirâmide invertida”, escreve o executivo de banco de investimento Charles Morris. “Quando mais se reivindica sobre a produção real, mais cambaleante fica a pirâmide”. Leia o resto do artigo »

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