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Blog do Desemprego Zero

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Não houve inflação de demanda, houve inflação de juros

Postado em 12 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

A “inflação” (aumento) de juros de 2008 não tinha justificativa técnica. Para 2009, há justificativas técnicas evidentes para uma forte “deflação” (redução) dos juros. Manter juros de dois dígitos em tempo de crise é amar o risco de morrer. A análise é de João Sicsu.

Fonte: Carta Maior

Em 2008, não houve inflação de demanda. Inflação de demanda ocorre quando a capacidade de realizar compras de uma economia é maior que a sua capacidade de produzir o que é desejado. Nessas condições, os empresários elevam os preços diante da impossibilidade de aumentar quantidades ofertadas. Cabe ser observado, contudo, que a identificação de uma situação de inflação de demanda deve ser feita de forma agregada, ou seja, olhando-se o conjunto da economia. Um fato isolado de aumento de preços por aumento de demanda não pode caracterizar uma economia contaminada por inflação de demanda. Aumento de preços em um setor de forma isolada é apenas um sinal de mercado, necessário, que atrai investimentos para aquele nicho.

O que aconteceu recentemente na economia brasileira?

(1) De 2006 a 2008, a taxa de crescimento do investimento foi superior entre 2 e 3 vezes a taxa de crescimento do PIB. Isto significa oferta crescendo mais velozmente que a demanda.

(2) A massa salarial como proporção do PIB vinha caindo de forma acentuada nos últimos anos. Cálculos preliminares indicam um estancamento desta queda no ano de 2008. Em outras palavras, a capacidade de compra dos trabalhadores (demanda) relativamente ao que era produzido pela economia (oferta) estava diminuindo.

(3) Houve a partir de 2004 um crescimento do crédito como proporção do PIB. A trajetória de crescimento tornou-se mais acentuada a partir de junho de 2007. De 2007 a 2008, o crédito para pessoa física cresceu, como proporção do PIB, de 10% para 12,5%. No mesmo período, o crédito para pessoa jurídica mais o crédito direcionado (BNDES, crédito agrícola etc.) cresceu de 20% do PIB para 25%. Isto significa, grosso modo, que o crédito para o lado da oferta crescia a uma velocidade muito maior que o crédito para o lado da demanda.

(4) O nível de utilização da capacidade instalada da indústria (NUCI) atingiu, em 2008, seu nível mais elevado 83,5%. Este foi um sinal positivo e necessário para que novos planos de investimento fossem implementados. Isto não significa, contudo, que a capacidade de produção da indústria estava se esgotando. Cabe ser lembrado que a produtividade do trabalho cresceu aproximadamente 10%, entre 2006 e 2008, uma taxa record. A produção pode ser aumentada quando o NUCI e/ou a produtividade aumentam. O NUCI, analisado isoladamente, não pode explicar absolutamente nada sobre a capacidade de ofertar da indústria.

(5) O saldo em transações correntes tornou-se negativo em 2008. A conta de transações correntes é composta, grosso modo, de duas grandes partes: saldo comercial com o exterior e remessas de lucros e dividendos. O saldo comercial se reduziu drasticamente, mas continua positivo. Isto significa que a economia brasileira exporta parte do que produz. O que tornou o saldo em transações correntes negativo foi um problema estrutural da economia brasileira: a remessa de lucros para exterior de multinacionais é capaz de ser maior que todo o esforço de exportações da economia. Portanto, não é verdadeira a conclusão de que se gasta tanto que se consome tudo que é produzido aqui e ainda compra-se o que é produzido no exterior. Leia o resto do artigo »

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A gênese das crises

Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: CartaCapital

Na posteridade da crise asiática, os governos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) ensaiaram a convocação de reuniões destinadas a imaginar remédios para “as assimetrias e riscos implícitos” no atual regime monetário internacional e nas práticas da finança globalizada. Clamavam por uma reforma da arquitetura financeira internacional. A reação do governo Clinton – orientado pelos conselheiros de Barack Obama, Robert Rubin e Lawrence Summers – foi negativa. Os reformistas enfiaram a viola no saco.

No imediato pós-guerra, o projeto americano de construção da ordem econômica internacional foi concebido com o propósito de promover a expansão do comércio entre as nações e colocar seu desenvolvimento a salvo de turbulências financeiras. A idéia-força dos reformadores de Bretton Woods sublinhava a necessidade de criação de regras monetárias capazes de garantir o ajustamento dos balanços de pagamentos, ou seja, o adequado abastecimento de liquidez para a cobertura de déficits, de forma a evitar a propagação das forças deflacionárias. Tratava-se, também, de erigir um ambiente econômico internacional destinado a propiciar um amplo raio de manobra para as políticas nacionais de desenvolvimento, industrialização e progresso social.

Keynes, o delegado da Inglaterra, propôs a Clearing Union, uma espécie de Banco Central dos bancos centrais. A Clearing Union emitiria uma moeda bancária, o bancor, destinada exclusivamente a liquidar posições entre os bancos centrais. Os negócios privados seriam realizados nas moedas nacionais, que, por sua vez, estariam referidas ao bancor mediante um sistema de taxas de câmbio fixas, mas ajustáveis. Os déficits e superávits dos países corresponderiam a reduções ou aumentos das contas dos bancos centrais nacionais (em bancor) na Clearing Union.

A despeito de sua rejeição à relíquia bárbara, Keynes aceitou a manutenção do ouro como âncora nominal do seu sistema monetário, mimetizando a relação que a moeda bancária mantinha com as reservas metálicas no padrão-ouro clássico. Mas o metal seria uma espécie de “rainha da Inglaterra” do sistema monetário, já que nenhum papel efetivo lhe seria concedido na liquidação das transações e dos contratos – função que seria exercida exclusivamente pela moeda bancária internacional, administrada pelas regras da Clearing Union. É provável que Keynes não estivesse disposto a colocar em risco a confiabilidade do novo padrão monetário, e muito menos pretendesse desvalorizar as reservas-ouro acumuladas pelos Estados Unidos nos anos 20, 30 e 40 (em 1948, os EUA detinham cerca de 72% das reservas-ouro mundiais). Debates travados no Senado revelam que era forte a resistência política dos americanos à abolição do ouro como fundamento da nova ordem monetária internacional.

O Plano Keynes visava, sobretudo, eliminar o papel perturbador exercido pelo ouro enquanto último ativo de reserva do sistema, instrumento universal da preferência pela liquidez. Buscava, portanto, uma distribuição mais eqüitativa do ajustamento dos desequilíbrios dos balanços de pagamentos entre deficitários e superavitários. Isto significava, na verdade – dentro das condicionalidades estabelecidas -, facilitar o crédito aos países deficitários e penalizar os superavitários. O propósito de Keynes era evitar os ajustamentos deflacionários e manter as economias na trajetória do pleno emprego. Ele imaginava que o controle de capitais deveria ser uma característica permanente da nova ordem econômica mundial, como repetiu seguidamente nos trabalhos preparatórios da Conferência de Bretton Woods. O plano – uma utopia monetária – não só era excessivamente avançado para o conservadorismo dos banqueiros privados, mas também inconveniente para a posição amplamente credora dos EUA, pois anularia o poder de seigniorage do dólar como moeda reserva. A faculdade de usar sua moeda como meio de pagamento universal conferiu e ainda vem conferindo aos EUA grande flexibilidade na gestão da política monetária e na administração dos balanços de pagamentos. Leia o resto do artigo »

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Resultado eleva pessimismo sobre indústria e PIB no final do ano

Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por: SAMANTHA LIMA

A forte queda na produção de veículos acabou com as esperanças de que a indústria tivesse tido, em dezembro, um desempenho menos ruim do que em novembro. Diante da queda de 47,1% enfrentada pelas montadoras no mês passado, economistas da MCM Consultores concluíram que o tombo do setor industrial deve chegar a 7% em dezembro em relação a novembro.

Antes da divulgação do número pela Anfavea, ontem, esperava-se que a indústria tivesse encolhido entre 1% e 2,5% em dezembro, depois de cair 5,2% em novembro.

“Os dados das montadoras mostraram que a atividade econômica está mergulhando de cabeça”, diz Luiz Rabi, economista da MCM Consultores.

“Ficou evidente que a redução do IPI para veículos, anunciada em dezembro, não foi suficiente para esvaziar os estoques.”

A queda surpreendeu os especialistas, que esperavam uma produção 20% menor nas montadoras em dezembro. “O crédito está mais caro e, assustado com os efeitos da crise, o consumidor tem evitado assumir dívidas”, afirma o economista Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria. Leia o resto do artigo »

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Mato Grosso pede pacote anticrise para os Estados

Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por: RODRIGO VARGAS

Se a União pode desembolsar bilhões para ajudar o setor privado a enfrentar a crise internacional, também deve ajudar Estados e municípios a amenizar os efeitos da queda na arrecadação que se avizinha.

O argumento vem sendo usado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), para dar impulso a uma ampla proposta de renegociação das dívidas com a União -que inclui o fim da indexação e uma moratória de dois anos no pagamento de juros e encargos.

O secretário estadual Éder de Moraes (Fazenda) diz que as mudanças combateriam a “falta de liquidez estatal” para investimentos durante o período de “turbulência” e “desaceleração da atividade econômica”.

“O governo teve boa vontade para gastar R$ 250 bilhões em ajuda ao setor privado, então é justo que Estados e municípios sejam também amparados neste momento com a reestruturação da dívida”, avalia Moraes.

O valor total das dívidas, renegociadas na década passada pelo governo FHC, é superior a R$ 330 bilhões. Leia o resto do artigo »

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PIB no campo tem primeira queda após 26 meses

Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Gazeta Mercantil 

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou em outubro do ano passado a primeira queda depois de 26 meses. É uma retração pequena, de 0,88%, mas acende o “sinal vermelho” no campo, segundo avalia a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

A última vez em que houve queda do PIB do agronegócio foi em junho de 2006, quando a retração foi de 0,148%. Com o fim da tendência de altas, o PIB consolidado do agronegócio deverá atingir, para todo o ano de 2008, R$ 685 bilhões, avanço de 6,7% na comparação com os R$ 642,6 bilhões de 2007.

O PIB projetado para 2008 é exatamente o resultado acumulado até outubro. A CNA não calcula qualquer expansão nos dois últimos meses do ano. Considera, inclusive, possibilidade de novas retrações. Segundo Kátia Abreu, até o final de 2008 apenas 18% da nova safra já tinha sido comercializada, o índice esperado seria de pelo menos 50%. Já em 2009 o percentual de comercialização pouco avançou, atingindo 20%. Diante da retração dos negócios no campo, a CNA defende a adoção rápida de medidas de apoio à comercialização para evitar a queda dos preços pagos ao produtor. Leia o resto do artigo »

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Fundo soberano poderá capitalizar os bancos federais

Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por: LEANDRA PERES

O governo poderá usar os R$ 14,3 bilhões que já tem no Fundo Soberano do Brasil para transferir recursos aos bancos federais com o objetivo de financiar programas considerados prioritários. Além disso, o dinheiro poderá ser aplicado numa única empresa ou instituição financeira, o que aumenta significativamente o risco do governo. Se houver calote ou o projeto não render o suficiente, o Tesouro perderá dinheiro.

Essas regras fazem parte do regulamento do FFIE (Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização), que funcionará como o braço operacional do fundo soberano. É por meio do fundo fiscal, administrado pelo Banco do Brasil, que as aplicações do dinheiro serão feitas.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) autorizou o BB, que receberá cerca de R$ 7,1 milhões ao ano como taxa de administração, a aplicar todo o dinheiro em títulos públicos federais e também na compra de papéis de dívida que sejam emitidos pelos bancos federais.

Na prática, essa é uma maneira de usar o fundo soberano para que as instituições públicas, em especial o BNDES, tenham dinheiro para emprestar a setores que o governo considera importantes para manter o crescimento da economia. Leia o resto do artigo »

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Juros futuros apontam corte maior da Selic

Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Gazeta Mercantil 

As taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&FBovespa voltaram a recuar ontem com os dados de desempenho da indústria automobilística reforçando as expectativas de que o colegiado do Banco Central (BC) deve ser mais agressivo na redução da taxa Selic, atualmente 13,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, segundo avaliação do analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart.

Para Goulart, as chances de corte de 0,75 ponto percentual da taxa de juros básica cresceram ontem diante dos dados ruins sobre a produção de veículos no País, que caiu 54,1% em dezembro na comparação o mesmo mês de 2007, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Leia o resto do artigo »

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País deve elevar investimento público e cortar juros agora, afirma Cardim

Postado em 8 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Valor Econômico, 08/01/2009.

Valor: O BC deve atuar mais pesadamente no câmbio, para evitar uma desvalorização exagerada? 

Fernando Cardim de Carvalho: Eu tenho defendido o controle de capitais há muitos anos, inclusive nos períodos em que a inundação de aplicações em busca dos juros que o BC oferecia gentilmente parecia satisfazer a todos. O BC não deveria queimar reservas para permitir saída de capitais a níveis mais baixos, nem permitir que a volatilidade implique custos importantes para a economia real, mas, sim, criar dificuldades para essas saídas, especialmente de residentes. 

Valor: Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro? 

Cardim: É uma preocupação válida, mas controles não se aplicam indiscriminadamente. Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira até que isso começasse a ser desmontado pela equipe de FHC. Quanto aos não-residentes, os controles deveriam ser de entrada, o que, no momento, não é um problema, mas voltará a ser quando as coisas se normalizarem. Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações], não necessariamente para investimentos diretos. Apesar do discurso de economistas de bancos, que sugere que as diversas modalidades são solidárias entre si, a experiência mostra que, ao contrário, investidores aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Investidores diretos e em carteira não são os mesmos grupos. É possível discriminar entre eles.

Valor – O Brasil saiu de um crescimento de 6,8% no terceiro trimestre de 2008 para uma desaceleração abrupta da atividade a partir de outubro. O que explica a reversão?

Cardim: Por um lado, houve uma dramática deterioração de expectativas mais recentemente, depois de um período em que prevaleceu a idéia de que políticas internas de sustentação de demanda poderiam ser suficientes para manter o momentum expansivo anterior. Por outro, a escassez de crédito parece estar fazendo efeito, com uma defasagem que é natural. A deterioração de expectativas se deve a uma combinação de fatores negativos. O fato de a recessão ter chegado à economia americana, com os impactos cada vez mais assustadores sobre a produção e o emprego, mostrou que a crise não vai mesmo se resumir ao setor financeiro e vai impactar o resto do mundo, através da contração da demanda americana por importações. A sucessão de más notícias teria de ter abatido o ânimo local, de consumidores temerosos com a perspectiva de desemprego, e de firmas, temerosas de não ter para quem vender, como acabou acontecendo. Há também a percepção de que o presidente pode ter dificuldades em sustentar uma política fiscal expansiva e o comportamento quase patológico do Copom, matéria a esta altura para psicanalistas mais do que para economistas. Há ainda uma óbvia disposição em desqualificar as tentativas do presidente em manter algum otimismo, importante em uma situação como essa. É hora de se tentar fazer com que o setor privado mantenha um nível mínimo de demanda, até para aliviar a necessidade de que o Estado o faça, mas qualquer coisa que Lula diga ou faça enfrenta um grau de hostilidade irracional e difícil de compreender em vários círculos.  Leia o resto do artigo »

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