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Blog do Desemprego Zero

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Simpósio Internacional 2008 – Perspectivas do Desenvolvimento para o Século XXI

Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2009

O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento organizou dias 6 e 7 de Novembro de 2008 na sua sede no edifício do BNDES,  Rio de Janeiro, o Simpósio Internacional Perspectivas do Desenvolvimento para o Século XXI  com a participação de alguns dos mais eminentes acadêmicos e economistas na área de desenvolvimento econômico.

Originários de diferentes regiões do globo – Índia, Rússia, China, Europa, América do Norte e do Sul – os participantes confrontaram diferentes pontos de vista sobre o desenvolvimento, num mundo onde as fronteiras entre centro e periferia perdem relevância.

Leia os textos do Simpósio internacional de 2008…

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Poço sem fundo

Postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Nouriel Roubini

Não há perspectiva de recuperação tão breve do mercado acionário mundial. Uma nova onda de vendas fortes deve ocorrer no segundo ou terceiro trimestre deste ano. Serão sucessivos recordes de baixa. Os analistas têm persistentemente errado em suas previsões. Toda vez que algo dramático acontece e o governo reage com medidas, os otimistas sugerem que o fundo do poço foi atingido. Disseram isso após a falência do Bear Stearns, do colapso e resgate da Fannie Mae e do Freddie Mac, do prejuízo sem precedentes da AIG e do trilionário pacote de ajuda de Barack Obama a instituições financeiras e cidadãos.

As péssimas notícias sobre o mercado financeiro são incontáveis. A cada dia surgem bancos insolventes que precisarão ser resgatados pelo governo. As instituições altamente alavancadas, como os fundos hedge, serão obrigadas a se desalavancar, com a venda de ativos ilíquidos em um mercado sem liquidez. Mesmo as carteiras dos mais cautelosos fundos mútuos e de varejo perderam 50% do valor. Eles estão chamuscados e querem reduzir a exposição em bolsas de valores. Um número significativo de economias emergentes está prestes a disseminar contágios negativos.

Por que até mesmo pequenos países com abertura comercial e financeira são um problema para os preços dos ativos de alto risco? Tomemos o caso da Islândia, uma pequenina ilha de 300 mil habitantes, situada no meio do Atlântico. Os bancos locais tomaram empréstimos no exterior equivalentes a doze vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país e investiram os recursos em ativos tóxicos. Essas instituições financeiras estão quebradas porque são grandes demais para ser salvas. Por isso, vendem os ativos a qualquer preço e elevam o estresse do mercado global.

Leia mais em CartaCapital

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STF: “Espetacularização” contra pobre pode…

Postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2009

A lei, então, não vale para todos ?

Por Paulo Henrique Amorim

Fotos de O Globo (24/03/09) contradizem Gilmar Mendes

Na sabatina da Folha, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, afirmou que não sabia de alguma desobediência à súmula das algemas. E que se orgulha muito dela. Como, na mesma sabatina, ele disse que acorda cedo, lê e responde a e-mails, e lê jornais, fica uma pergunta: O ministro não lê O Globo?

Pois na página 11 da edição do jornalão dos Marinho (com quem Gilmar teria almoçado ontem) temos estas duas fotos a seguir, que mostram claramente que a súmula das algemas só está valendo para os de sempre, os ricos. Os pobres continuam tratados assim, algemados, cabeça para baixo, e até com a botina do milico sobre a cabeça, como na foto maior.

PMs do Rio algemam e pisam na cabeça de presos.

Leia mais…Gilmar na Folha de S.Paulo

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Basta de superávits primários!

Postado em 24 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo

Por José Paulo Kupfer

Com a  queda na arrecadação e a perspectiva de redução nas metas anuais de superávit primário, mesmos os fiscalistas carecas estão com os cabelos em pé. Avançam as divisões motorizadas contra os “gastos correntes”, aqueles que, segundo a versão martelada pelos neocons e retransmitida dia e noite pela mídia que os vocaliza, se não forem contidos e decepados, sufocarão os investimentos públicos.

 ”Gastos correntes”, tratados assim o mais genérico possível, são os primeiros suspeitos de sempre entre os culpados pelos erros da política econômica, na visão desnaturada do neoliberalismo de casaca. Lançada ao ar com a recorrência das mentiras que se tornam verdades, a acusação contra os “gastos correntes” confunde a plebe ignara, que os identifica apenas como a expressão de salários exorbitantes de indistintos servidores públicos. E também de mordomias hollywoodianas. Ou, ainda, de escandalosos desperdícios de recursos. Sim, sim, tem salários exorbitantes, mas só para uma parte bem pequena do funcionalismo – o grosso trabalha direito e ganha pouco. Tem mesmo mordomias incríveis, mas, de novo, é moleza para uns poucos amigos dos reis e nobres das cortes. Desperdício, idem com batatas, mas desperdiçar recursos públicos não é exatamente a regra.

Uma parte relevante dos “gastos correntes” ou seu sinônimo com roupa ideológica, a “gastança”, nada mais é do que o conjunto de recursos aplicados em áreas essenciais, como saúde pública e educação pública – parte do que chamam, pejorativamente, de “custeio da máquina”, sempre apedrejada sem as necessárias ressalvas. Também fazem parte dos gastos correntes que vão no saco das mordomias e dos aproveitamentos, os programas sociais, a Previdência e subsídios – estes, aliás, um balaio de gatos que inclui um tanto para pobres e, vamos combinar um monte para ricos. É preciso deixar claro: sem gastos correntes, restaria aos desprovidos apenas a proteção social dos viadutos.

Se, então, o analista das políticas fiscais for honesto, se sentirá, antes de qualquer coisa, na obrigação de separar os alhos dos bugalhos. Além disso, saberá observar o campo de uma perspectiva histórica. Por exemplo: por que meta de superávit primário? Boa pergunta que nunca é feita, logo, nunca respondida. Por que, enfim, não meta fiscal nominal, como em todas as economias civilizadas do planeta? Leia o resto do artigo »

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Krugman critica o plano de Obama para os bancos

Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009

Saiu no New York Times:

“The zombie ideas have won. The Obama administration is now completely wedded to the idea that there’s nothing fundamentally wrong with the financial system – that what we’re facing is the equivalent of a run on an essentially sound bank. And if we get investors to understand that toxic waste is really, truly worth much more than anyone is willing to pay for it, all our problems will be solved. Or to put it another way, Treasury has decided that what we have is nothing but a confidence problem, which it proposes to cure by creating massive moral hazard”.

A fantasmagoria ideológica dos neoliberais venceu? O plano de Geithner, Secretário do Tesouro, parte da premissa de que não há nada de errado com o sistema financeiro norte-americano, apenas o equivalente a uma corrida aos bancos essencialmente saudáveis.

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O PIB e a Ilusão do PAC

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Paulo Passarinho

 No segundo turno das eleições presidenciais de 2006, a campanha de Lula e de seus aliados provocou a inclusão da polêmica com relação às privatizações, marca dos governos tucanos de FHC.

O objetivo era claro. Tratava-se, na ocasião, de se apresentar ao eleitorado uma clara diferenciação entre o candidato governista e o postulante do PSDB, Geraldo Alckmin.

O simbolismo em uma campanha eleitoral é muito importante, como todos nós sabemos. O PT, partido que na oposição à direita e ao neoliberalismo sempre sustentou uma posição de combate a essas posições e de defesa de uma nova maneira de se fazer política – destacando a honestidade e a ética como princípios fundamentais -, encontrava-se bastante desgastado, ao menos para repetir discursos que já não encontravam sustentação na sua própria prática de governo.

Estavam ainda muito recentes as denúncias relacionadas ao chamado mensalão, e as opções de política adotadas por Lula a partir de 2002, culminando com a entrega do Banco Central a um executivo do sistema financeiro internacional, desautorizavam qualquer arroubo verbal mais contundente contra os privilégios ao mundo do capital. Leia o resto do artigo »

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JAMES GALBRAITH: Financial Crisis Caused by a ‘Culture of Complicity’

Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2009

While the world talks about new ways to save struggling banks, there are a handful of economists who think some banks shouldn’t be saved at all. American economist James Galbraith told Manager Magazin that it might make more sense to break them up and start over.

Manager Magazin: Professor Galbraith, you suggest that banks that suffer from bad assets should simply be declared insolvent, instead of rescuing them with taxpayers’ money. Why?

James Galbraith: We need a correct assessment of the degree of losses suffered by a bank which is functionally insolvent. But as long as the old management is in place, there are no incentives to cooperate in the evaluation you need to make. That’s the first problem.

The second problem is: When a bank is insolvent, the incentives for normal banking practice disappear. They become perverse. The incumbent management has good reason to gamble excessively and to make capital losses. This is because it appears that the regulators could soon close down the bank.

Beyond that, if the situation for the bank is truly hopeless or if the management is truly corrupt, then the incentive is to loot the institution, to take as much money out of it — e.g. in the shape of bonuses and dividends — before the true state of the books is discovered.

Manager Magazin: Is this something we are witnessing right now?

Galbraith: Certainly those incentives are in place. In a situation when a bank has suffered losses sufficient to impair its capital, you need to have regulatory supervision in place.

This does not mean that you necessarily close the bank. The way it usually works in the USA is that a bank is closed on Friday and re-opened on Monday under a new name, with a new leadership and with a team of examiners who are going through the books, trying to sort the good business loans and personal loans from those which are hopeless. Then you isolate the hopeless stuff, you force a write down of the equity and the subordinated debts of the people who put in risk capital — so they have to take their losses as they should. And then you break up the bank into pieces which have a better prospect to gain viability soon. That’s a process of re-organization and re-capitalization. Leia o resto do artigo »

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A Miséria da Crítica Ortodoxa

Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2009

Algumas reflexões preliminares sobre os comentários de Tony Volpon ao artigo “A Crise Econômica Mundial e a Retomada do Desenvolvimento no Brasil”.

Por José Luis Oreiro¹ e Flavio Basílio²

Os comentários de Volpon ao artigo “A Crise Econômica Mundial e a Retomada do Desenvolvimento no Brasil” nos proporcionaram uma oportunidade ímpar de fazer uma crítica sistemática da “ortodoxia” brasileira no que se refere a sua avaliação dos efeitos da crise econômica mundial sobre a economia brasileira, bem como as suas propostas de enfrentamento da mesma. Sob esse aspecto, os comentários de Volpon são extremamente úteis. Em particular, como ficará claro ao longo das próximas páginas, podemos constatar a “miséria da crítica ortodoxa”, ou seja, a sua total incapacidade de apresentar críticas consistentes e honestas ao Keynesianismo no Brasil. Talvez seja um problema específico dos ortodoxos brasileiros ou talvez seja a demonstração cabal da superioridade do paradigma keynesiano. Cabe ao leitor o veredicto final. 

Uma das características mais notáveis do pensamento ortodoxo brasileiro é a sua pretensão de ser o “dono da verdade” dos assuntos econômicos. Todas as posições que diferem/divergem do “saber convencional” são taxadas de “bobagem”, “besteira” e outros adjetivos do mesmo gênero ou até de baixo-calão. O comentário de Tony Volpon, embora mais educado e respeitoso do que a média da “ortodoxia” brasileira, também incorre nesse mesmo vício. Logo na primeira página somos surpreendidos com a frase “Não obstante também nossos colegas keynesianos ainda demonstram algumas posições infelizes, especialmente em relação a política monetária e ao papel do Banco Central”. Em outras palavras, nós, os keynesianos ignorantes, talvez apenas marginalmente mais inteligentes do que os demais, ainda não nos convertemos a verdade auto-evidente sobre o funcionamento da política monetária, a qual será anunciada pelo autor do comentário.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra

¹ Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, Pesquisador Nível I do CNPq e Membro da Associação Keynesiana Brasileira. E-mail: jlcoreiro@terra.com.br.

2 Economista, Doutorando em Economia pela Universidade de Brasília e Membro da Associação Keynesiana Brasileira. E-mai: flaviobasilio@gmail.com.

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