Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Luís Nassif (blog)
Na Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico, Roberto Mangabeira Unger tem se comportado como uma espécie de provocador de ideias de todo o governo. Vai de um lado para o outro, identifica ideias inovadoras, agita na imprensa e espera que, daí, as ideias frutifiquem.
É uma ação meio guerrilheira, em função da falta de instrumentos que permitam compatibilizar planejamento de longo prazo com o dia a dia da gestão pública. Mesmo assim, tem cumprido seu papel.
Um dos últimos documentos gerados foi o paper “O desenvolvimento do Nordeste como projeto regional”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Blog de José Paulo Kupfer
Entre os pilares do neoliberalismo econômico destaca-se o protagonismo dos bancos centrais. As conseqüências relevantes desse fato estão sendo bem conhecidas agora, no cotidiano econômico, e, portanto, não é preciso perder muito tempo com a descrição do fenômeno e dos desastres que produziu.
Uma das mais esdrúxulas expressões desse protagonismo é o estilo desenvolvido pelos Bancos Centrais para comunicar suas decisões à praça. Forjou-se o mito de que a “coordenação de expectativas” a que os BCs deveriam se dedicar, incluía o recurso a uma linguagem cifrada, típica dos oráculos, presumivelmente só acessível aos iniciados.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que a localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Conversa Afiada
Saiu no Estadão, pág. B3:
“Socorro financeiro ganha carta-branca. Acordo entre PT (quá, quá, quá! – PHA) e PSDB (muito natural … PHA) dá poderes ao governo para defender bancos… (Acordo) permitiu a aprovação de uma emenda à Medida Provisória 449 que concede verdadeira anistia aos ministros de Estado, presidentes de Banco Central e demais funcionários públicos que estão sendo processados por tomar decisões em defesa da solvência dos bancos que o Ministério Publico considerou crimes contra sistema financeiro … se o agente que praticou ato ilegal não pode ser condenado, quem se beneficiou dele também não. Cacciola, portanto, poderia pedir à Justiça o mesmo beneficio …”
Isso era o que Fernando Henrique Cardoso mais queria.
Ele fez o Proer e morria de medo de ir em cana.
Ele fez a privatização e, como no México, no Peru e na Argentina, podia dar um bolo danado. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Sergio Ferolla e Paulo Metri
Nos jornais brasileiros, com certa freqüência, são publicadas matérias pagas, como se fossem artigos, assinadas por pessoas muito bem remuneradas, defendendo a não modificação da atual lei do petróleo. Dentre as muitas inverdades despudoradamente registradas, destacam, por exemplo, que as descobertas de petróleo depois de 1997, inclusive o pré-sal, são conseqüência da aprovação da “lei do petróleo” (n° 9.478), que substituiu a “lei do monopólio” (n° 2.004), de 1953, sancionada por Getúlio Vargas.
Na verdade, quem descobriu muito petróleo no Brasil, mesmo depois de 1997, foi a Petrobrás, com exuberante índice de acertos, graças aos desenvolvimentos tecnológicos conseguidos por uma equipe altamente capacitada. Considerando que a Petrobrás não seria esta empresa de sucesso se não tivesse existido o monopólio, a totalidade das descobertas depois de 1997 ainda é crédito da “lei do monopólio”, em que pesem os investimentos privados. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por LUIZ GONZAGA BELLUZZO
Fonte: Folha de SP (03/05/09)
A figura está desaparecida há algum tempo, recolhida para lamber as vergonhas dos últimos fracassos.
ENTRE AS VÍTIMAS do terremoto financeiro que sacode o planeta, procura-se o homo oeconomicus, o indivíduo racional e maximizador, personagem fundamental das teorias ditas científicas da ciência triste.
A figura está desaparecida há algum tempo, não se sabe se tragada definitivamente nas fendas da irracionalidade coletiva da finança desregrada ou se recolhida aos cuidados para lamber as vergonhas dos últimos fracassos. Observadores bastante suspeitos garantem ter visto sua sombra deambulando entre os escombros do Lehman Brothers, talvez à espreita de nova oportunidade para retomar o protagonismo nas hipóteses dos economistas.
A racionalidade individual é o (pre)conceito da corrente dominante, necessário para apoiar a “construção” do mercado como um servomecanismo capaz de conciliar os planos individuais e egoístas dos agentes. Nessa perspectiva, o mercado é um ambiente comunicativo cuja função é promover de modo mais eficiente possível a circulação da informação relevante.
Em seu novo livro sobre a crise do “subprime”, Robert Shiller pretende decretar a decrepitude do indivíduo racional e maximizador. Autor de “Exuberância Irracional”, o conhecido economista de Yale dispara contra a definição da sociedade econômica como a agregação de partículas utilitaristas que jamais alteram o seu comportamento na interação com as outras partículas carregadas de “racionalidade”. Para Shiller, nos modelos convencionais, os indivíduos não se comunicam realmente: “Na verdade, as pessoas pensam que o mundo é governado por cérebros independentes que invariavelmente agem com grande inteligência. O que parece estar ausente da visão de muitos economistas e dos comentaristas econômicos é a compreensão de que o contágio de ideias é um fator importante nos negócios humanos”.
Shiller não diz nada de novo. No final do século 19, Alfred Marshall, o mestre de Keynes, já havia sublinhado nos “Princípios de Economia Política” sua discordância em relação às teorias que se apóiam no conceito reducionista de homo oeconomicus. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Mino Carta
Fonte: CartaCapital
Respeitados economistas europeus e americanos avisam que a crise econômica global ainda vai atingir maior gravidade nos países em desenvolvimento. Responsáveis pela saúde do mundo temem a pandemia suína. Mas não é destas crises que aqui se fala, e sim de outra, específica, de nítida marca brasileira. Nasce do descrédito das instituições democráticas, nas barbas do Pacto Republicano recentemente selado.
O País tem o presidente mais popular de sua história e goza de um prestígio internacional nunca dantes navegado, graças à simpatia e à vocação diplomática de Lula, e a uma política externa inteligente, independente e assertiva. Em contrapartida, a nação não alimenta a mais pálida confiança em relação ao Legislativo e ao Judiciário.
A opinião pública brasileira, por mais difícil que seja traçar-lhe os contornos, está indignada com os comportamentos dos parlamentares federais, entregues a uma mamata, como se dizia antigamente, sem precedentes. Muitos brasileiros fingem não perceber a evidência: a falta de decoro e pudor é apenas um dos aspectos de uma inesgotável trajetória de predações variadas e crescentes, a gerar uma crise moral que transcende largamente as fronteiras do Congresso Nacional.
Sem grande esforço tropeçaremos em desmandos iguais nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais de todo o País, sem excluir a possibilidade de algumas, raras, surpresas. E sem falar da leniência mais ou menos generalizada em relação a valores éticos, em nome do célebre jeitinho, praticado em quaisquer níveis com a celebração do lema: aos amigos tudo, aos inimigos a lei.
Quanto ao Judiciário, é o império do presidente Gilmar Mendes, despótico não somente em Diamantino. O ministro Joaquim Barbosa não está enganado quando afirma que a Justiça está a ser “destruída”, embora nem todas as responsabilidades caibam a Mendes. Resta um fato indiscutível: o entrevero no STF, encenado ao vivo na semana passada do Oiapoque ao Chuí, teria cenário mais adequado se desenrolado em um botequim do arrabalde. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Os Economistas
José Carlos de Assis, jornalista econômico, economista e professor, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, introduziu o jornalismo econômico investigativo na imprensa brasileira nos anos 80, ainda sob o regime militar. É autor de duas dezenas de livros sobre economia política brasileira. Atualmente, é professor de Economia Internacional na Universidade Estadual da Paraíba, cedido ao BNDES como assessor da Presidência, sendo que, nesta entrevista, fala em nome próprio, como economista e autor do recém-lançado “A Crise da Globalização – Crítica à economia política da financeirização descolada do valor-trabalho”.
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