Postado em 11 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“Às vezes o governo toma medidas corretas, mas com dosagem insuficiente.” O comentário é do economista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, ao analisar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de baixar a taxa básica de juros (Selic) em apenas 1 ponto percentual. De acordo com o professor da UFRJ, esse também é o caso das políticas de recuperação do salário mínimo ou das aposentadorias.
A decisão do Copom trouxe a Selic de 10,25% ao ano para 9,25%. Embora, pela primeira vez desde 1986, a Selic tenha ficado abaixo de dois dígitos, descontada a inflação, o Brasil, com taxa de 6,6% ocupa o terceiro lugar no ranking dos maiores juros no mundo. O país está atrás apenas de Turquia (8%) e China (7,8%).
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Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por José Carlos de Assis
Fonte: Valor Econômico (05/06/2009).
Tomando emprestado o dinheiro parado nas empresas, por meio de títulos públicos, o Estado pode investi-los.
O imperativo da sobrevivência está impondo a todas as economias importantes do mundo a realização de grandes déficits públicos para salvar seus sistemas financeiros e estimular a demanda. É tempo, pois, de revisitar as teses acadêmicas segundo as quais o déficit, que leva a um aumento da dívida pública, deve ser evitado a todo o custo para não sobrecarregar as gerações futuras com as crescentes obrigações por conta de juros e de amortizações, e o risco de aumento de tributos.
Houve tempo, dos anos 70 para cá, em que economistas neoclássicos, depois chamados neoliberais, como os americanos Robert Lucas e Robert Barro, encantavam políticos conservadores de todo o mundo com suas teses de que o déficit público, mesmo em recessão, era fonte de desequilíbrios permanentes na economia e não funcionavam como estímulo à recuperação. Era melhor esperar e deixar que as livres forças do mercado promovessem o relançamento, que seria inevitável.
Vivíamos num mundo inocente, no qual ocorriam recessões periódicas e crises financeiras periódicas, mas nunca as duas juntas. Ou seja, pensava-se que estávamos vacinados contra crises globais do tipo da Grande Depressão. Vemos agora que não é bem assim. Uma crise de demanda sem a ocorrência simultânea de uma crise financeira pode ser revertida com adequadas políticas monetárias, mediante uma redução consistente da taxa de juros básica. Uma crise financeira podia ser revertida em sua própria órbita, sem comprometimento fiscal. As duas juntas não aconteciam desde os anos 30. O que é melhor fazer quando acontecem? Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Aqui na França, pegou mal as autoridades brasileiras apresentarem pedaços de madeira como peças possíveis do Airbus. Trata-se de um avião e, não, de uma jangada!
Leia mais: Conversa Afiada
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Postado em 7 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil
Em palestra na UFRJ, o delegado da Política Federal Protógenes Queiroz, acusou o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o então presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, de fraudarem a dívida pública:
“Como policial federal, tive acesso a investigações sobre a dívida externa. Houve muita fraude, ninguém foi punido. Houve até quem virasse presidente do BC”, disse, referindo-se a Fraga.
Segundo Queiroz – afastado de seus funções após investigar o Banco Opportunity – o esquema contou com articulações internacionais, em paraísos fiscais e até na França.
“Quando esteve exilado na França, FH se envolveu na falsificação de títulos da dívida externa”, acusou.
O delegado, no entanto, se recusou a entrar em maiores detalhes naquele momento. “Isso daria uma outra palestra específica”, argumentou.
Queiroz creditou ao atual ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, a coordenação da Operação Guarda-chuva, de 1992, que, segundo ele, teria resultado nos programas de privatizações da década de 90: “A Operação Satiagraha descobriu esse acordo. Daniel Dantas foi irrigado por dinheiro de fundos de pensão. Chegou a administrar US$ 1 trilhão no governo FH. Participam também grupos internacionais, como o Citygroup.”
O delegado acusou Daniel Dantas de ter 1.400 concessões do subsolo brasileiro, que estaria revendendo a estrangeiros e parte da imprensa de estar “a mercê de uma justiça elitista”.
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Postado em 4 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Paulo Metri*
Neste momento, existe muita discussão sobre o que fazer com os blocos não licitados do pré-sal, travada em jornais, televisões, rádios, mídia alternativa, seminários, reuniões etc. Uma corrente advoga que eles devem ser entregues, sem licitação, para a Petrobrás. Outra, para uma nova empresa a ser criada, com todo capital pertencente à União, que será chamada, aqui, de Petrosal.
A corrente das petroleiras estrangeiras busca convencer que nada deve ser modificado na lei 9.478, principalmente, a entrega do petróleo a quem o produz, que significa a entrega do lucro extraordinário gerado por ele e da arma geopolítica que ele representa. Assim, os blocos do pré-sal devem ser leiloados, segundo propalam as empresas estrangeiras, usando o mesmo “modelo de sucesso”. Em compensação, elas acham que deve ser editado um decreto do Executivo aumentando a alíquota da participação especial para o pré-sal, significando reconhecerem a baixa taxação sobre a produção de petróleo, existente, hoje, no Brasil. Esta proposta não pode ser levada a sério, por várias razões, mas tem uma que elimina qualquer boa vontade de analisá-la. Se ela for aprovada, o presidente Lula e toda a sociedade podem esquecer a intenção de remeter recursos para a educação, a saúde, o combate à pobreza etc, à medida que os “usos” da arrecadação do petróleo são definidos na lei 9.478, que não contém os novos destinos, e, segundo foi apregoado, a lei não pode ser modificada. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Carlos Lessa
Fonte: Valor Econômico (03/06/09).
O pré-sal ocupa uma área correspondente a 800 km de extensão por 200 km. É uma reserva de cerca de 90 bilhões de barris de petróleo leve, o que situa o Brasil com a provável quarta reserva mundial. Na década de 70, havia suspeita geológica. A descoberta com procedimentos de sondagem aperfeiçoados pela Petrobras, foram abertos 11 poços e todos chegaram ao petróleo do pré-sal. O primeiro custou US$ 260 milhões; hoje, se reduziu a US$ 60 milhões. Com barril acima de US$ 50, há economicidade na produção de petróleo do pré-sal.
O Brasil, em 2008, exportou 36,9% de produtos básicos e 13,7% de semimanufaturados, enquadrando-se como um país exportador de commodities. Alguém diria, entusiasmado: “O Brasil agora será um importante exportador de petróleo”. Espero que isto não aconteça. Sou favorável a que o Brasil amplie continuamente sua receita de exportações, porém preferencialmente com semimanufaturados – melhor exportar diesel que petróleo – ou com manufaturados. Certamente o Brasil continuará sendo exportador de commodities. A soja em grão é um produto agropecuário no âmbito do estabelecimento agrícola; para ser produzida necessita fertilizantes e combustível para as máquinas agrícolas, ou seja, produtos de petróleo. O caminhão de transporte ao porto utiliza combustível derivado de petróleo, sendo ele mesmo composto com diversas peças – pneus, plásticos – diretamente produzidas a partir de petróleo. A soja em grão exportada “leva ao exterior” o petróleo utilizado ao longo de sua cadeia produtiva. Isto é verdadeiro para todos os produtos exportáveis. É sempre preferível, para a geração de emprego e renda no Brasil, dispor da economia de petróleo a serviço da exportação e da produção para o mercado interno. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“Uma recessão profunda comprova que existe um enorme aumento na poupança excedente desejada com pleno emprego, como argumenta o professor Krugman. No momento, portanto, os déficits fiscais não estão dificultando as emissões do setor privado. Pelo contrário, estão facilitando as emissões, apoiando a demanda, que sustenta os postos de trabalho e os lucros. O que teria acontecido se os governos tivessem decidido reduzir despesas e elevar impostos? Pode-se discordar de quanto de afrouxamento fiscal deliberado foi necessário. Mas um dos motivos mais importantes que explicam porque esta não é a Grande Depressão é que aprendemos uma lição então, e no Japão na década de 1990: não apertem a política fiscal cedo demais. Além disso, economias historicamente bem administradas certamente são capazes de aguentar níveis mais altos de endividamento público muito confortavelmente” – Martin Wolf, ‘A política está funcionando’, Valor Econômico (03/06/09).
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Interessa ao Brasil ter sua própria indústria automobilística?
Vamos a alguns dados do professor Rodrigo Medeiros, publicados no Blog.
Nos países mais desenvolvidos e nos tigres Asiáticos, os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações. Medeiros denomina a esses setores de “indústrias centrais”, em torno das quais se estrutura a industrialização, a inovação e a competitividade nesses países centrais.
Hoje em dia, Estados Unidos, a Europa e o Japão respondem por pouco menos de 70% dos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Por isso, investir nesses setores deve ser prioridade nas políticas industriais dos países menos desenvolvidos, diz Medeiros.
Leia mais em Luís Nassif (blog)
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