Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Rodrigo L. Medeiros e Manuel S. Jaufe
Fonte: Monitor Mercantil (07/08/2009)
Causa certo espanto a defasagem da condução da política monetária brasileira em relação aos desdobramentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Todos devem se recordar de que, no início de outubro passado, a partir de uma ação coordenada, seis dos principais bancos centrais do mundo realizaram cortes simultâneos nas taxas básicas de juros.
Posteriormente, foram realizados novos cortes individuais pelos bancos centrais das economias industrializadas. Para a grande maioria dos casos, as taxas básicas de juros foram reduzidas ao patamar próximo de zero. Estímulos fiscais foram introduzidos no final de 2008 para conter a contração violenta das atividades econômicas inclusive no Brasil. Keynes foi redescoberto pela prática política.
Remando em sentido contrário, o Banco Central do Brasil (BCB) elevou a taxa básica de juros da economia no primeiro momento da crise, seguindo as expectativas pessimistas do mercado financeiro expressas no relatório de mercado Focus. Efeitos se fizeram sentir no câmbio e no balanço de pagamentos. Ao invés de influenciar positivamente as expectativas do mercado, o BCB replicou na prática as expectativas do mesmo. O mercado financeiro falava “em pressões de demanda” no início da crise financeira. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Marcio Holland
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
O Brasil é um país de renda per capita média, de acordo com a generosa classificação do Banco Mundial. Mesmo sendo a nona economia industrial do mundo, ainda produz pouco menos de 2% do PIB mundial e contribui com menos de 1,5% do comércio mundial. Mais do que isso, mesmo com uma pauta de exportações razoavelmente diversificada se comparada com a de outras economias da América do Sul, o Brasil é basicamente um exportador de commodities. Exportamos muito do mesmo, cada vez mais do mesmo. Até quando crescemos nosso comércio mundial, estamos lá exportando cada vez mais do mesmo. Somos definitivamente uma economia pequena e pobre. Nada de ilusões.
Para se ter uma ideia, em 1990, quando o Brasil exportava pouco mais de 2% do total exportado para a China, 45% de tais exportações eram de produtos primários e baseados em recursos naturais. Hoje em dia, mandamos para a China, nosso principal parceiro comercial individual, mais de 85% destes mesmos produtos. Quase nada de produtos manufaturados e de média e alta tecnologia. Cada vez menos destes para Estados Unidos e Europa. Aos nossos produtos manufaturados e de média e alta tecnologia restam ainda nossos vizinhos sul-americanos. Os chineses, ao contrário, inundam o mundo como o maior exportador mundial, lado a lado com a poderosa Alemanha, com produtos predominantemente de alta tecnologia. A China é hoje muito mais um retrato de nossa maldição de recursos naturais do que de oportunidades de negócios. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
(Publicado no Jornal do Brasil de 02/08/09)
Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira das Associações de Engenheiros
Os prepostos das petroleiras estrangeiras repetem na mídia que, com o advento do pré-sal, a lei 9.478 não precisa ser mudada, bastando a alíquota da participação especial, cuja definição pode ocorrer por decreto do Executivo, ser aumentada. Esta lei tem satisfeito plenamente as petroleiras estrangeiras, pois elas recebem o petróleo que aqui produzem, o mandam para onde querem, compram plataformas, outros bens e serviços onde acham melhor, pagam pouquíssimos tributos ao Brasil, contratam desenvolvimentos tecnológicos nos seus países de origem e empregam alguns poucos trabalhadores no Brasil. Mas, estes prepostos não avisam que os usos da arrecadação estão na lei e, sem sua mudança, a destinação social que o Presidente Lula e a sociedade querem dar ao acréscimo de arrecadação não pode ser realizada.
O Ministro Lobão diz que não se pode entregar o pré-sal para a Petrobrás porque esta empresa, hoje, tem 60% de suas ações em mãos privadas. O cidadão comum imagina que, se a entrega ocorresse, 60% do petróleo do pré-sal passariam para os entes privados, o que não é verdade. As empresas entregam para seus acionistas dividendos, que, no caso da Petrobrás, correspondem a 25% do lucro, depois do pagamento de tributos e após a retirada das reservas. Os tributos são da ordem de 40% do lucro e as reservas variam de ano para ano, mas, são no mínimo 10% do mesmo. Assim, se as contas forem feitas, a parcela de dividendos que vai para os acionistas privados corresponde a somente 8% do valor do lucro antes do pagamento de tributos e da retirada das reservas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Mauro Santayana
Fonte: JB Política
Nada nos poderá dizer Uribe que não saibamos. Ele pertence a uma oligarquia de brancos de origem europeia, que gostariam de transformar a Colômbia em estado associado norte-americano, como é Porto Rico. Não entendem esses grandes senhores que Porto Rico é uma ilha, como também o Havaí, e que o destino da Colômbia está ligado ao futuro da América do Sul, a que pertence, na história e na geografia.
A imprensa colombiana defende o presidente Uribe, afirmando que Chávez quer instalar bases russas na Venezuela. O Brasil, em razão de sua história, se opõe à presença de tropas norte-americanas em sua vizinhança e não deve aceitar as russas. Amanhã ou depois, a China talvez queira ter também suas forças no continente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
“A presença de Minsky”, por Márcia Pinheiro
“De repente, um momento de provação para o capitalismo”, por Cyro Andrade
Leia os artigos…
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
Americans are angry at Wall Street, and rightly so. First the financial industry plunged us into economic crisis, then it was bailed out at taxpayer expense. And now, with the economy still deeply depressed, the industry is paying itself gigantic bonuses. If you aren’t outraged, you haven’t been paying attention.
But crashing the economy and fleecing the taxpayer aren’t Wall Street’s only sins. Even before the crisis and the bailouts, many financial-industry high-fliers made fortunes through activities that were worthless if not destructive from a social point of view. Op-Ed Columnist
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o reajuste de 10% do Bolsa Família deve ajudar a economia a crescer, pois elevará o poder aquisitivo da parte mais carente da população.
Segundo o presidente, o aumento anunciado na semana passada foi um jeito de o governo ‘fazer justiça’, já que ‘todas as categorias profissionais tiveram reajuste esse ano’. O Bolsa Família é o principal programa social do governo. Leia mais…
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Anos atrás, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) anunciou uma política industrial. Não foi longe, especialmente porque o Ministério da Fazenda, do Ministro ao porteiro, era contrário a qualquer forma de política industrial. Tempos depois, foi anunciada uma segunda política industrial, privilegiando alguns setores mas especialmente políticas horizontais – como estímulo ao investimento e à inovação.
Devolveu ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) o vigor perdido, por muitos anos sem políticas pró-ativas. Essa mudança ajudou no segundo semestre do ano, quando foi necessária montar a política anticíclica que ajudou a reduzir os impactos da crise global, lembra Júlio César de Almeida, do IEDI (Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial).
Mas quem moldará definitivamente o desenho do país nas próximas décadas será o câmbio. E o governo Lula continua permitindo a loucura iniciada no governo FHC, de perpetuação da apreciação cambial. Leia mais…< >< ><-->
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